domingo, 19 de abril de 2015

Freamunde cidade

No dia em que se comemora o 14º aniversário da elevação de Freamunde à categoria de cidade, deixo uma fotografia do monumento da Praça 19 de Abril, que simboliza os três estádios de desenvolvimento de Freamunde: Freamunde - aldeia ; Freamunde - vila ; Freamunde - cidade. Um monumento da autoria de "Gusto" Ramos.
Uma fotografia captada no dia 19 de Abril de 2015. 14 anos de Freamunde cidade.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Esta é mesmo verdadeira

RESPOSTA PRONTA...
Ângela Pinto, a grande actriz portuguesa do princípio do século passado e fim do anterior, era, possuidora de um grande sentido de humor e de uma língua destravada que ninguém conseguia segurar.
Embora um pouco estrábica, não deixava de ser uma linda mulher, que chamava a atenção de todos quando passava. Por alguma razão - segundo se conta - o Rei D. Carlos se agradou dela e foi mesmo seu amante...
Certa tarde, em que estava a actuar no Porto, subia ela a Rua de Passos Manuel, com um impertinente conquistador a dirigir-lhe piropos e galanteios constantemente atrás dela. A Ângela já não podia mais com o homem, sempre sorridente e melífuo, não desistia de a atrair com as suas, para ele, elegantes graças. Nada mais tendo a dizer, o importuno atirou-lhe mais esta:
- "A senhora leva um buraquinho na meia..."
E logo a consabida resposta de Ângela Pinto
- " Está enganado, não é buraco, não senhor: é o reflexo do olho do cu..."
FERNANDO SANTOS - "ESTA É MESMO VERDADEIRA" - JULHO DE 2001

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A preto e branco

Uma imagem da fachada da extinta e abandonada fábrica Iátrica, na Rua de Santa Cruz, no lugar homónimo. Outrora, empregou dezenas de trabalhadores. Outrora...
Em Freamunde, numa belíssima tarde de Primavera. Freamunde, abandonado...A preto e branco, com cor...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Igreja do Divino Salvador

Uma fotografia da torre sineira da igreja do Divino Salvador, ou vulgarmente conhecida como Igreja Matriz, captada num belíssimo dia primaveril. Uma fotografia captada na vertical.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Banda de Freamunde ( VIII )

Um contratempo, de todo imprevisto, originou a sua substituição por Adriano Guedes. Por pouco tempo, é certo, pois este sargento músico, natural de S. Mamede de Ribatua, homem extremamente organizado (foi regente da filarmónica da sua terra natal em 3 períodos - quase 40 anos ao seu serviço  -, até aproximadamente 1955), mal aqueceu o lugar: «Deu o primeiro ensaio no dia 28 de Fevereiro de 1928 e "desertou" no dia 10 de Abril do mesmo ano».
Eduardo Leitão voltou para dar à Banda continuidade qualitativa. Alargou fontes de inspiração, retomando temas de música clássica. Os orgãos de comunicação regional, pela pena dos entendidos, referiam-se em termos elogiosos para a simpática Banda, composta nesses tempos por 25 a 30 elementos.
A consagração não se fez esperar: (...) Em Setembro, de 1929, no Certame de S. Tiago D'Anha (concelho e distrito de Viana do Castelo), a Banda Freamundense conquistou uma "Linda Batuta encastoada em ouro" - Fonte do Jornal "O Progresso".
Foi num cantinho do Café Teles que Alfredo Matos "Cherina", nascido a 23 de Agosto de 1915, já portanto a caminho dos 100, nos relatou vários episódios e particularidades específicas da vida, sua e da Banda, e nos explicou pormenores sobre os instrumentos que tocou.
(...) Aos 11 anos fui caixeiro, no Porto, numa tia, e depois em duas lojas de mercearia.
Quando me "enchi" daquela vida e regressei a Freamunde, Antonino Nogueira incutiu-me o gosto pela música, ensinando-me as primeiras estrofes. Bastaram-me uns meses de solfejo e já me achava de clarinete nas unhas. Mais tarde, já senhor de mim, arrancando brandos e agudos no saxofone barítono, clarinete baixo, saxofone alto...Depois, já no longínquo ano de 1963, os lábios, a falta de dentes atormentavam-me cruelmente e tive mesmo de que dedicar-me em exclusivo aos pratos. Sabe, também não tinha lá muita vontade de estudar música. Mas não só! Aí por volta de 1982, morreu o António Veiga. Como não existiam alternativas, o Alfredo lá tocou bombo e pratos em simultâneo. Era assim nesses tempos! Estávamos num período de decadência e não podíamos recrutar mais ninguém.
Repare bem: a arte de tocar ficava quase sempre para os filhos ou familiares mais próximos dos músicos mais influentes da Banda. Dos que "mandavam", pois não existiam direcções. O Mestre e, sobretudo, o contra-mestre, tratavam de tudo: dos contratos das festas à distribuição da "massa". Chegaram a formar-se autênticos clãs.
Olhe, trabalhei até aos 24 anos (1939) na tamancaria de António Taipa Coelho de Brito, avô de Domingos e José Maria Taipa.
Nessa épocas as tamancarias eram porta sim porta não. Havia ainda os pauseiros, que faziam os paus para os tamancos com uma inxó e formão. Os operários das tamancarias não tinham vida fácil.Muitos deles eram, como eu, músicos, com muitos filhos. Trabalhavam à peça (4 tostões por cada par de tamancos).
Os salários eram uma miséria, muito baixos, e havia uma forte componente de trabalho muito jovem. Aqueles, que como eu (fui depois para a Fábrica Grande, como pintor, até à reforma), ainda rapazinhos, calçavam as "chipas" e, nas fábricas de referência que cá existiam, sobretudo a Albino de Matos e do Calvário, eram atirados, de início, para moços da cola ou para lixar madeira. O povo precisava de pão na sua mesa e tudo servia para se amealhar uns cobrezitos e acudir ao dia a dia no lar.
Soeiro Gomes a propósito destes meninos que iam para o trabalho, falava dos "filhos dos homens que nunca foram crianças".
Ainda me recordo - continuou Alfredo "Cherina" - da primeira festa que fiz: foi no São Brás, em Nespereira, corria o ano de 1931 - tinha eu, portanto 16 anos -, na regência do sr. Leitão. Fomos todos a pé, com os instrumentos às costas. Olhe que chegávamos, por vezes, a palmilhar quilómetros! Curiosamente, entrou prá Banda no mesmo dia, o Alexandrino "da Lama", excelente músico. Era mais novo que eu aí uns dois anos.
O Zé "do Pedro", pai do Saúl "Pantaleão", era o "homem dos papéis". Deitava a mão a tudo o que fosse preciso.
Depois lá se fretou uma camioneta, a do Leitão, de Paços, para transporte dos músicos e instrumentos. Mas, caramba, primeiro que chegássemos às festas era um dia de juízo!
No início da década de 30, a Banda havia atingido grande qualidade de execução.
Os convites "choviam" de todo o Norte de país.
(Continua)
JOAQUIM PINTO - "ASSOCIAÇÃO MUSICAL DE FREAMUNDE - 190 ANOS" - 2012

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Rua da Paz

Uma rua que homenageia valores universais. O lema de Freamunde : "Terra de Cultura, Trabalho e Paz". Centro cívico de Freamunde. A preto e branco.