segunda-feira, 27 de junho de 2016

XIV Concurso de Quadras Sebastianas


1º prémio - quadra nº 4
Cores mil, beleza extrema,
"mel", foguetes, mãos humanas...
São estrofes dum poema
Que eu canto às Sebastianas!
"Albatroz"
José Afonso de Castro Bastos - Vila das Aves

2º prémio - quadra nº 89
Freamunde tem magia,
ou estou sonhando acordada...?
-Eu só sei que já é dia
E continua a noitada..
"Agradecida"
Patrícia Alexandra Rodrigues Ferreira - Catraia de Mouronho - Mouronho

3º prémio -quadra nº 97
Sebastianas com "mel",
Freamunde com capão,
São a maceta e cinzel
P´ra esculpir a tradição!
"Crente"
João Francisco da Silva - S.Tiago dos Velhos

MENÇÕES HONROSAS

Quadra Nº. 2
Freamunde é uma bica
De magia e diversão,
Sou pobre, mas de alma rica
Na solene procissão.
Noreste”
Ernesto Lopes Nunes - Espadaneira - Coimbra

Quadra Nº. 8
Com riquezas bem humanas
Que a vida, em vida, nos traz,
Nas Festas Sebastianas,
Freamunde é chão de paz!
“Grão de Paz”
João Baptista Coelho - S. Domingos de Rana

Quadra Nº. 9
As Festas Sebastianas
São, por si, quem mais difunde
- Mesmo que um pouco profanas –
A alma de Freamunde!
“Pássaro Verde”
João Baptista Coelho - S. Domingos de Rana

Quadra Nº. 49
Sebastianas, altar
Do belo feito oração;
Quem lá vai quer lá ficar
Ou volta sem coração!...
“Albatroz”
José Afonso de Castro Bastos - Vila das Aves

Quadra Nº. 140
Sou um velho peregrino
E um infeliz pobretanas.
Mas jurei desde menino
Ir sempre às SEBASTIANAS!
“Elmano”
Aquilino do Nascimento Pereira Tojal - Figueiró

Quadra Nº. 148
Vejo a marcha da varanda
A procissão da janela
Só saio p’ra ouvir a banda
A tocar a Gandarela.
“Migu”
Maria Augusta de Sousa Ribeiro - Freamunde

sexta-feira, 24 de junho de 2016

1001 Quadras ao Vinho

Aqui beba até cair
que cai sempre em Portugal,
mesmo depois de sair
pra fora do meu portal.

Eu só bebo carrascão
mas tem que ser de primeira.
Se não parto o garrafão
na cabeça da tasqueira!

Embora este tasqueiro
tenha cara de aldrabão
acredita, companheiro,
o seu vinho é sempre bom.

Seja branco ou "carrascão",
pra beber um copinho
eu gosto de vinho bom
e não porque ele é sanzinho.

Vinho novo...sangue novo...
S. Martinho está contente!
anda na boca do povo
cantado por toda a gente.

Se beber me dá prazer,
porque é que hei-de ocultar
que gostava de beber
até o vinho acabar.

Comecei na brincadeira,
embebedei-me a brincar
e adorei a bebedeira...
não a consigo largar.

ANTÓNIO RODELA - "1001 QUADRAS AO VINHO" - NOVEMBRO DE 2009

quarta-feira, 22 de junho de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Caminhos

AS MINHAS VIAGENS
III
TERCEIRA PARTE
Ainda me lembro da primeira vez que estremeci, quando um amigo me tocou as mãos! Essa é que foi a minha "Experiência sem limites" (mas quem escreveu este livro?). A minha cabeça ficou bloqueada, na recordação feita presente. Até ali, no Coreto tão bonito, onde ouço a banda da minha terra, que às vezes me põe a chorar! É que já cheguei ao Coreto. Ah! mas o café põem-me alvoroçada! Ou é o sino que continua a tocar a finado!
- Aqui em Freamunde morre muita gente! - dizia-me há dias, uma jovem - ouço tantas vezes o sino a tocar!
- Sabe, aqui há muita gente! Somos muitos, mais do que qualquer outra terra, no concelho. A taxa de mortalidade não será maior que na sua freguesia! A menos que aqui se morra pelo sonho e pela desilusão! Tombando na valeta, depois do embate da cabeça contra o tempo da discórdia, da falta de concretização dos anelos ou da recordação dum passado que o presente desfocou. Porque tudo muda!
Aqui até a "mudança" já não se faz como soía! " (mas isto é de Camões ou de Sá de Miranda?)
Para mim o presente é que é uma passagem. É o tapume entre o ontem e o amanhã. Amanhã será outro dia, a esperança não morre. E se morre...então toca mais o sino! Mas...os poetas não morrem! Mário Sá Carneiro era um maníaco-depressivo. Suicidou-se, ainda jovem. E deixou versos de encantar, talvez menos conhecidos que os de Fernando Pessoa porque teve a pouca sorte de ser seu contemporâneo. E os maiores abafam os mais pequenos! Como em tudo!
Eu sou pequena. Até aquela parola tornada burguesa pela sorte (ah! a sorte é uma injustiça!) não me cumprimentou. E é grande! Eu disfarço-me, por entre a maioria!
Bem...hoje pouco vi. Os meus olhos têm chuva, nevoeiro ou qualquer outra sombra...Como as sombras chinesas! Às vezes encantam! Regresso.
Ligo a televisão! Anunciam um shampô para cabelos oleosos. A publicidade cria necessidades novas, nesta escalada consumista, apesar da pelintrice do momento. Não anunciam obras de bons autores...As vendas não dão para pagar a publicidade. Às vezes até se queimam, como obrigaram o Mustang do "Farehneit 452" a fazer.
A minha neta chega com um fio. Recordei o poema do Zé Carlos Vasconcelos "A Cláudia tem um fio". Ah! douto amigo!
Hoje as crianças têm bonecos que falam e fazem xi-xi ou carros sofisticados a andar à nossa frente e a desviar-se dos obstáculos. Melhor que os próprios meninos, a passar pelas fases de Piaget.
Os fios? Para quê? Haverá quem mais tarde, lhes ensine a tricotar ou a bordar? Só se for naqueles colégios tradicionais, de freira-obreiras dum passado e duma tradição.
Acabou a disciplina de Lavores Femininos e as jovens vivem na ânsia de igualarem os homens, abandonando o que as identifica. Porque a vantagem, será fazer o que sempre souberam fazer o que lhes era vedado e que fazem tão bem como eles! E isso tornar-nos-á superiores! Bem, estou a deixar-me embalar em feminismos.Outro ismo que o vocabulário da modernidade acrescentou a tantos outros, às vezes sem profundidade e quase sem sentido...
Dei comigo em casa. Regressei cansada. Só dos pés?
ROSALINA OLIVEIRA - "CAMINHOS" - DEZEMBRO DE 2003

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Uma imagem num dia cinzento

Uma imagem captada numa manhã de um dia cinzento de uma Primavera quase a findar. Uma imagem do Cruzeiro com duas aves a descansarem serenamente...

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Gente da Nossa Terra

AVELINO (LEILOEIRO)

Seja trolha ou sardinheiro,
visto da minha janela,
o Avelino Sapateiro
é o rosto da Gandarela.

A beber não tem rivais,
faz um rebanho das mecas,
que já pastam três quintais
sem enjoar as canecas.

E se o Freamunde ganha
já mais ninguém o apanha,
nem sequer a leiloar.

Corre para o Café Teles
pra cantar e encher as peles
e é Freamunde a cantar.