sexta-feira, 27 de maio de 2016

Construção do complexo desportivo do Sport Cube de Freamunde

Uma imagem da construção do complexo desportivo do Sport Clube de Freamunde. Uma imagem datada de Setembro de 1989. O complexo desportivo deu lugar ao velhinho e mítico "Carvalhal", palco de quase sessenta anos de história do Sport Clube de Freamunde.
O primeiro desafio oficial neste complexo foi a 18 de Fevereiro de 1990, com o Fafe. O encontro saldou-se num empate a zero bolas. O árbitro foi o senhor Jorge Coroado, de Lisboa, auxiliado por João Gil e João Ferreira.
Fotografia: "Freamunde: factos e figuras", da autoria do nosso conterrâneo Joaquim Pinto.
Bilhete oficial do primeiro desafio realizado no complexo desportivo do Sport Clube de Freamunde. Foto do nosso conterrâneo Luís Rego.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Em tons sépia

Uma imagem em tons sépia, desta vez captada na Praça 1º de Maio, no centro cívico de Freamunde. Uma imagem de um banco de jardim solitário, num dia muito chuvoso.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Coisas Minhas

MORREU O "ZÉ" REGO!...
Há nomes, que por si só, hipotecam uma terra, por si só a marcam, a identificam, a caracterizam e definem...Regos, Mouras, Taipas são sinónimos de Freamunde, são, entre alguns outros que injusto será esquecer, uma importante razão do seu desenvolvimento e do seu reconhecimento como terra de trabalho e de cultura...
O nome de José Gomes Rego, prestigioso elemento do primeiro daqueles três clans, pouco dirá aos freamundenses que ainda não andarem perto dos cinquenta...Mas os que já tiverem dobrado essa esquina da vida, os que para trás já começam a olhar com alguma saudade, não podem ter deixado de sentir uma profunda tristeza quando ouviram dizer: "Morreu o Zé Rego!..." Com efeito, o "Zé", antes de ter "emigrado" para Matosinhos, era um elemento imprescindível em todas as actividades de Freamunde, sobretudo nas associativas, festivas ou culturais. Sempre alegremente disposto a trabalhar para o engrandecimento da sua terra ele era, ainda, um músico distinto e um muito apreciado amador teatral, duas actividades culturais que sempre distinguiram Freamunde no panorama artístico português.
Eu travei conhecimento com o "Zé" mal cheguei a Freamunde, o que era inevitável, dada a afinidade de gostos que nos distinguiam. Com ele construí diversos espectáculos teatrais, sem grandes preocupações artísticas, mas que marcaram assinalados êxitos: "Intrigas no Bairro", "Freamunde é Coisa Boa", "A Raínha Cláudia", "Irene", "A Flor da Aldeia", "Traviata", "Bocaccio na Rua"...etc...Depois o nosso entusiasmo teatral esfriou-se..., não sei bem porquê, mas estivemos parados cerca de 10 anos...Foi o período de incubação do mais importante acontecimento artístico amador do concelho e, talvez, da margem Norte do Rio Douro: a criação do Grupo Teatral Freamundense. O meu querido amigo, entretanto, tinha casado e saído de Freamunde, pelo que não chegou a fazer parte deste, hoje, laureado, afamado e prestigiado agrupamento, o que muito lamentei...Mas para onde quer que o G. T. F. se deslocasse, o "Zé" Rego lá estava, ou em pessoa, ou em pensamento, com a sua enorme carga de freamundense de gema e o seu muito amor pelas coisas da sua terra.
Este seu grande amor pela terra que o viu nascer, levava-o a estar sempre em contacto comigo, por causa das "Coisas Minhas..." que eu tenho o costume de sarrabiscar neste jornal e ele lia com a mesma sofreguidão com que comia "leitão assado", manjar que adorava...No passado mês de Fevereiro, nas "Coisas Minhas..." ocupei-me dele, da sua figura amiga, do seu carácter boémio e prazenteiro...(mal eu sabia que era a última e justa homenagem que lhe prestava...) E contei, então, uma alegre e divertida passagem da nossa habitual vida de inveterados noctívagos...O meu querido "Zé" deve ter caído das núvens e enviou-me mais uma das suas "suculentas" missivas, com que sempre me mimoseava, quando o assunto lhe agradava, na qual me reiterava um antigo e sempre frustrado convite para uma arrozada de marisco em sua casa. Desta vez tinha de ser e ficava já marcada para o dia 17 de Abril, dia do seu aniversário natalício, em que ele desejava reunir a sua já numerosa família, entre a qual, e com o que muito me honrava, ele contava a minha pessoa e a da minha companheira...Alguns dias antes da data marcada, o "Zé" telefonou-me, informando-me que um dos seus filhos se tinha de deslocar a Los Angeles, no E. U. A. , por motivos profissionais, onde se demoraria só dois a três meses. Porque não sofria a ausência dele à festa da família que queria dar e à prometida arrozada, queria saber de mim se não me importava de adiar o almoço para quando ele viesse...Meu pobre "Zé" Rego, tão apegado à família a aos seus verdadeiros amigos...Mas ele sabia que não mais veria o seu querido filho e que nunca se haveria de realizar a encantada aroozada, cujo convite, pela sinceridade e carga de amizade que continha teve, para mim, o mais delicioso sabor de quantas mariscadas se fizeram e possam vir a fazer no mundo...
Adeus para sempre, meu querido "Zé"...Não te deve ter sido difícil ganhares o Céu, que segundo dizem os senhores padres, é para onde vão todos os homens justos e bons...Mas, se São Pedro estiver renitente, lembra-te do "Bocaccio na Rua", pega num guarda-chuva, em jeito de viola, e com aquela tua imensa graça e "matreirice" pede-lhe para abrir a porta.
"Sem tardar, firu-li-ru-li, firu-li-ru-lero..."
FERNANDO SANTOS - "COISAS MINHAS"

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Uma imagem de São Sebastião

Uma imagem de São Sebastião, que Freamunde honra anualmente com as Sebastianas no segundo fim-de-semana de Julho. A Igreja Católica dedica o dia 20 de Janeiro a São Sebastião. Uma imagem captada numa tarde quente de Primavera.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pedaços de Nós

AO PROFESSOR GIL AIRES

Eis aqui o professor
que me ensinou a fazer
as letras que com amor
aqui o vão descrever

Só por isto não podia
nunca por nada esquecer
esta sua mais valia
no livro que estão a ler

Sabem que o meu professor
também já foi treinador
do futebol de Freamunde

Mas o seu feito maior
foi ter sido o criador
do emblema que nos confunde

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória ( VII )

OS PRIMÓRDIOS ( 1933 - 1941 )
"REBENTAVA" A 2ª GUERRA MUNDIAL
Na época de 1939 / 1940, o futebol em Freamunde, como em toda a Europa, começava a atravessar uma grave crise. Estávamos já em plena Guerra Mundial.
No plano desportivo, e face à falta de ética de alguns elementos que fizeram parte do plantel da temporada anterior, o Freamunde, com a extinção da União Desportiva Paços de Ferreira, clube rival e vizinho, aproveita a ocasião e "importa" de lá os seus melhores jogadores. A sua primeira "linha" fica assim constituída por rapazes com idades compreendidas entre os 18 e 20 anos.
Novamente sob o comando técnico de António Aloísio Correia, era seu presidente Armando Nunes Oliveira.
O onze base formava deste modo: Hercílio, Zinho e Leonel (ex- U. D. Paços de Ferreira); Alberto Augusto, Zé Viana (ex - U. D. Paços de Ferreira) e Xico "da Fonte"; Maximino "da Couta", Moreira, Alberto Matos, Adão Viana (ex - U. D. Paços de Ferreira) e João Taipa.
Para o Campeonato Promocionário o Freamunde S. C. teve que medir forças com as seguintes congéneres: F. C. Lixa, F. C. Marco, F. C. Penafiel. U. S. C. Paredes e Amarante F. C.
A novel equipa batia-se galhardamente pelos lugares de honra, nunca descurando a possibilidade de conquista do título.
Porém, factores extra futebol impossibilitaram a persecução dos seus objectivos. O U. S. C. Paredes haveria de conquistar o 1º lugar na série.
Esta época ficaria eternamente manchada por comportamentos inadequados e perfeitamente inadmissíveis nos jogos efectuados com o F. C. Lixa.
Já antes, com o Penafiel, no "Carvalhal", tinha acontecido "borrasca". Neste encontro, muito agitado face ao nervosismo patenteado por atletas e assistentes, houve invasão de campo por parte de adeptos locais, com tentativa de agressão ao árbitro da partida, impedida pela acção de Armando Oliveira.
Para a Lixa, o Freamunde fez-se acompanhar por inúmeros adeptos que se fizeram transportar em camionetas e automóveis. Crónica da época: "O que foi presenciado no decorrer daquela "toirada" foi impressionante. Ali só se procurou vencer fazendo uso da violência, sendo o Freamunde agredido, sem dó nem piedade, porque indefeso, com o açoite dos adeptos do Lixa.
As ameaças verbais, as facas, os cassetetes de que a assistência afecta ao Lixa era portadora, causaram o pânico e os jogadores do Freamunde, embora dignos e valentes, tiveram de sucumbir, pois não ripostaram às constantes agressões de que eram alvo, com requintes de uma malvadez sem limites.
Mesmo debilitados fisicamente, e dando provas de enorme heroísmo, os atletas freamundenses aguentaram estoicamente até final, mesmo suportando as crueldades do adversário.
João Taipa, por exemplo, foi ameaçado várias vezes de linchamento, enquanto Alberto Augusto teve de fugir, a sete pés, pela porta traseira dos balneários - queriam queimar-lhe a sua vistosa e farta cabeleira -, sendo reintegrado na comitiva no Alto da Lixa.
Se a boa educação não imperasse por parte dos adeptos do Freamunde, teríamos de registar e lamentar uma luta bem sangrenta.
Do árbitro não podemos a notar a sua parcialidade, porque se procedesse com rectidão e mestria, a estas horas estaria no hospital ou no cemitério.
De contestar igualmente os fatos ocorridos, no regresso dos freamundenses, por parte de alguns insurrectos da Vila de Lousada, ao apedrejarem as camionetas, ferindo criaturas inocentes.
É de elementar justiça realçar os bons lousadenses que verberaram com indignação estes factos, pois são velhas as relações de amizade que unem estas duas agremiações. " 
No jogo da segunda volta foi posto em prática o velho ditado: "Lá se fazem cá se pagam". Os rapazes do Lixa - os que tiveram a "ousadia" de viajar até Freamunde - foram "recebidos" quais israelitas em território palestino. Foi bom e o bonito. As "intifadas" eram mais que muitas. Os atletas, já devidamente equipados, encolhidinhos atrás dos assentos da camioneta, viram-se negros, sendo confrontados com o arremesso de tudo o que estava à mão: ovos chocos, tomates podres, água mal cheirosa...Os fatos dos dirigentes, alguns deles a estrear, ficaram numa lástima. Os braços no ar pugnando pelo perdão eram visíveis, temendo-se pela não realização do encontro. Um ritmo de incidentes que ultrapassou o compreensível.
Patrulhado por uma força de vários efectivos da PSP do Porto - já adivinhavam o pior - e pelo ilustre Delegado policial desta Vila, o jogo lá se realizou. Foi o mais fácil de toda a carreira do Freamunde, com a particularidade de João Taipa ter apontado quatro dos sete tentos com que a equipa brindou os "atarentados" adversários. No final da contenda, e porque os ânimos ainda estavam deveras exaltados, vários componentes da comitiva lixense serviram-se, para refúgio, das instalações do Clube Recreativo, no Alto da Feira.
Num filme verdadeiro mas escusado - o futebol deveria ser uma escola de virtudes, não de violência - viveram-se pequenos "cenários" da Grande Guerra que já assolava a Europa, desencadeada, essencialmente, pela louca ambição de dirigentes políticos, sedentos de poder e domínio. Portugal, que tinha optado pela neutralidade, nem por isso deixou de sentir os nefastos efeitos desse acontecimento devastador.
Equipa (Época 1939 / 1940)
Em cima: Chico "da Fonte" - Zinho Sistelo - Miguel Barros - Hercílio Valente - Leonel - Zé Viana - Júlio Gomes (Dirigente) - Américo Taipa (Dirigente)
Em baixo: Maximino "da Couta" -Adão Viana - Alberto Matos -Alberto Augusto -João Taipa
 JOAQUIM PINTO - "SPORT CLUBE DE FREAMUNDE - VIDA E GLÓRIA" - 2008

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Na Rua da Paz

Uma imagem da Rua da Paz, no centro cívico de Freamunde. O nome da rua homenageia valores universais, e também é um dos lemas de Freamunde: "Terra de Cultura, Trabalho e Paz".