segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sport Clube de Freamunde no coração

De passagem pela Rua André Carvalho de Almeida, no Lugar de Pessô, encontrei este "graffiti" que não resisti a fotografar. Achei-o oportuno tendo em conta a actual situação financeira gravíssima pela qual o nosso Sport Clube de Freamunde está a atravessar, conhecida recentemente na última assembleia-geral do clube realizada no passado dia 13 do corrente mês.
Hoje, mais do que nunca, em quase 85 anos de história do clube, o Sport Clube de Freamunde precisa da ajuda de todos nós, freamundenses. Quase que como por "dever", todos nós, sócios e não sócios, devemos ajudar financeiramente o clube, contribuindo com ajuda dentro das possibilidades de cada um...Ajudar de qualquer maneira, pra reverter a actual situação. É claro que a nossa ajuda não irá resolver a actual crise, mas que ajuda, lá isso ajuda!
Talvez este "graffiti" seja uma espécie de apelo ao coração de todos nós por parte do "graffiter". Talvez...

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Toponímia Freamundense

RUA CORONEL BARREIROS
A Rua Coronel Barreiros situa-se no Lugar de São Sebastião, na fronteira com o Lugar de Leigal. Liga a Rua Dona Mercedes Barros (parte da Estrada Nacional 207), à Rua Brigadeiro Alves de Sousa.
CORONEL BARREIROS
A rua homenageia José Baptista Barreiros (Coronel Barreiros). Prestigioso militar, historiador, escritor, a quem se lhe deve a monografia de Freamunde, de alto valor histórico, bem como outros estudos históricos e arqueológicos.
Esta rua foi criada por proposta da Comissão de Toponímica nomeada e aceite por deliberação da Junta de Freguesia de Freamunde em Sessão Extraordinária de 13 de Maio de 1983, no ano em que Freamunde comemorou o cinquentenário da elevação à categoria de Vila.
Na fotografia em baixo, o acto da inauguração da rua, no dia 11 de Junho de 1983.
Pra conhecer melhor e mais aprofundadamente a figura de Coronel Barreiros, visite o blogue "FREAMUNDE: FACTOS E FIGURAS", do nosso conterrâneo Joaquim Pinto.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Em tons sépia

A torre sineira da Igreja do Divino Salvador de Freamunde. Uma fotografia captada numa tarde "quentinha" de finais de Setembro desde a Avenida do Centro de Saúde.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Coisas Minhas

O PASSEIO DA ESCOLA
Este ano, como habitualmente, a nossa população escolar lá teve o seu passeio anual. O dia, marcado com antecedência superior à que a ansiedade de uma criança pode suportar, foi sonhado, desejado, esperado...e nunca mais chegava...Só faltam dez, só faltam nove, oito dias...E cada dia que faltava era sempre mais longo do que o antecedente...Mas o grande dia chegou, por fim!
De véspera foi uma azáfama enorme: ele era o arranjar o farnel para levar (que chegasse para si e para oferecer...), ele era o pôr cá fora a roupa para vestir, bem lavada e bem brunida, estendida na cadeira à espera que a manhã raiasse, eram os mil e um conselhos e advertências dos pais e avós...
A nossa noite mal dormida, o sono não vinha e, quando se dispunha a chegar, era empurrado para longe pela imaginação que só uma criança pode ter...E só o cansaço que essa imaginação provoca consentiu que o "senhor" sono se apoderasse dos felizes viajantes de um dia...
Mal o galo cantou a casa inteira foi acordada pela impaciência daquele "poucos anos" que não queria perder a caminheta que o levaria, mais a todos os parceiros de tamanho e brincadeiras, aos maravilhosos lugares que as senhoras professoras tinham escolhido, entre os quais - ora imaginem! - era ao grande Jardim Zoológico da Maia e uma enorme viagem de comboio de Campanhã até São Bento, calculem!!...
Para miúdos nascidos e vivendo numa terra que não é servida pelo caminho de ferro, este era, sem dúvida, o mais apetecido momento da jornada! O "Zoo" da Maia assumia aspectos de maior interessa que o próprio "Kruger's Park" e a distância ferroviária de Campanhã a São Bento (com túnel e tudo...) só encontrava similitude no Expresso do Oriental!...Era um duplo sonho! E, após mais mil e um avisos, o Ricardo saiu de casa radiante e ansioso, não era ele que ali ia, mas toda a beleza dos primeiros anos, que tão breves são, mas que valem milhões enquanto duram...
O Paulo, o irmão mais novo, não foi. O Paulo nunca foi! O Paulo...nunca irá!...O Paulo começa já, de muito novo, a sentir a injustiça e a desigualdade cruel da vida, onde há pessoas grandes que, ou por espantoso esquecimento dos seus primeiros anos, ou por um comodismo a que se julgam com direito, não hesitam em frustrar, ferir e ofender o que o mundo nos oferece de mais belo: a criança!
A professora do Paulo não gosta destas coisas. Ela, que até à boa professora, que trata bem os seus alunos, que os ensina e educa o melhor que pode e sabe (e até sabe...), não se sente com estas obrigações. Pagam-lhe para ensinar as crianças, para cumprir o seu programa, e não para levar meninos a passear e, ainda por cima, ter talvez de assumir responsabilidades por tal acto. É uma funcionária zelosa, fria e cumpridora. As crianças são o seu ganha-pão, a razão do necessário ordenado ao fim do mês: mais nada.
O Paulo nunca irá, pois a sua professora será sempre a mesma até à sua ida para o "preparatório"...Mas o Paulo é um "homem" e um homem não chora! Assistiu à euforia do irmão, a todo o estrondoso reboliço daquela hora de natural alegria para todas as crianças que têm professoras que os compreendem e estimam de maneira diferente da sua professora...e não chorou...Talvez uma espécie de rolha se lhe alojásse no gorgomilo a querer engasgá-lo, talvez os seus olhos, muito abertos, o quisessem atraiçoar, quando o irmão lhe deu o beijo de despedida e abalou feliz...mas conteve-se! Ele é um homem, sendo criança: assim outros (e outras) maiores do que ele se soubessem assumir os compromissos próprios do seu tamanho...
Tentei consolá-lo:
Deixa lá, Paulo: jardim zoológico já tu conheces o de Lisboa, que já lá te levei...E, quanto ao comboio, eu próprio te levarei a dar um grande passeio, muito maior do que o teu irmão vai fazer...
Mas não é este! - respondeu-me secamente, voltando-me as costas, talvez para eu poder continuar a dizer que o Paulo não chora, porque é um "homem".
Curiosamente, a atitude do Paulo fez-me vir à ideia a imagem de um grande prato de batatas cozidas com a casca, a nadarem num molho de vinho avinagrado com duas magras gotas de azeite, imagem que me acompanha desde a idade do Paulo e que me marcou para sempre!
Nessa altura os meus pais costumavam passar um mês de férias no lugar de Perrace, da freguesia de Mouriz, em Paredes, numa casa de campo que nos era alugada por um tal senhor Brandão, de quixotesco bigode e pêra brancos, adereços pilosos que lhe emprestavam um ar fidalgo ou nobre da Idade Média e que muito me impressionavam.
Nos baixos da casa viviam os caseiros, com um numeroso molho de filhos, alguns já grandes, mas outros do meu tamanho, mais ou menos, com quem adorava brincar, trabalhando no campo, que eram as suas brincadeiras possíveis e permitidas. Aquilo para mim era um Paraíso, onde nem sequer faltavam Adão e Eva, que eram, curiosamente, os nomes dos simpáticos caseiros, pais daquela filharada toda. ao fim da tarde - e após terem dado graças ao Senhor - juntavam-se todos, com um garfo e uma colher de lata na mão, à volta da panela, esperando a tijela do caldo fumegante que a mãe lhes iria distribuir. Mas antes, a senhora Eva despejava  num grande prato redondo um tacho de batatas cozidas com casca e tudo, regava-as com vinho tinto azedado, esmigalhava-lhes em cima uma cabeça de alho e deixava pingar três ou quatro gotas de azeite. Aí, entrava o garfo em acção, com o qual cada um ia tirando a sua batata, quente a escaldar, pelava-as com os dedos, molhava-a no grande prato comum, cheínho de vinho azedado, alho e um cheiro de azeite, e levava-a à boca com satisfação e não menor precaução, que a coisa queimava, com a mão esquerda aberta sob o queixo para aparar os inevitáveis pedaços que iriam cair...Aquela comida, pobre e simples, fascinava-me e ainda hoje, ao recordar aqueles gestos e o respectivo cerimonial, cresce-me água na boca e sinto uma tremenda fome daquele manjar que não cheguei a comer...Uma bela tarde, a senhora Eva, vendo o meu interesse por aquela humilde ceia, meteu-me na mão um bicudo garfo de ferro e convidou-me sorridente, ao que eu não me fiz rogado. Já me dispunha a picar a minha batata, quando minha mãe, que não me via chegar, mandou-me buscar pela criada que, sem mais aquelas, tirou-me o garfo da mão, pegou em mim e, levando-me para cima, impediu a maior aspiração da minha vida: comer uma batata cozida, a pelar, molhada em vinho azedo, juntamente com aqueles meus amigos...
Perante a minha enorme decepção, meu pai, tinha acabado de chegar do Porto, de onde sempre trazia uma ou outra guloseima, tentou satisfazer-me com o doce que eu mais adorava e que já não como há imensos anos: "melindres". Como o Pulo, voltei-lhe as costas e fiquei sem comer nesse dia.
Julgo que nessa altura também não chorei, mas hoje, ao lembrar-me do Paulo e dos seus colegas de classe a verem ir-se embora aquela caravana de camionetas carregadas da alegria de ser criança, senti uma enorme amargura por eles e uma enorme indignação. Só espero que o facto de o não ter feito chorar não marque tanto o meu Paulo, como as batatas que não comi me marcaram a mim.
Igualmente espero que a senhora professora tenha grandes e justas razões para proceder desta forma, tão perigosa e pouco compreensiva, para com os seus alunos. Estou certo que sim que as tem, porque o contrário era simplesmente criminoso, vindo de uma educadora.
Mas, pergunto eu ao senhor Delegado Escolar: - "Não haverá uma forma de todas as crianças das nossas escolas poderem comer as suas batatas com casca, sem o perigo de se sentirem diminuidas e frustradas face aos seus colegas?".

FERNANDO SANTOS - "COISAS MINHAS"

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Poesia de Freamundenses

AS MINHAS TERRAS

Anda comigo às romarias
vamos bailar rapariga
nas Sebastianas dás o mote
no S. Pedro a voz amiga

A vida é feita de lembranças
de cenas que nos assolam
vem comigo camarada
ajuda-me na caminhada
aos tempos em que éramos crianças

E enquanto tocas nos bombos
nestas festas sem igual
tu vens fazer-me irmanar
duas terras que eu sei amar
tantas vezes p'ra meu mal

S. Sebastião cheio de setas
faz-me rever minha cruz
S. Pedro abre-me as portas
quando as coisas andam tortas
traz-me um pouco doutra luz

São duas terras vizinhas
cheias de maravilhas tais
que às vezes cheio de dores
me ofereço a estes dois amores
nos meus versos marginais

"Quim da Praça" - "Terras de Ferrara - Nós e a paisagem" - 2003

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória ( XIV )

ÉPOCA 1945 / 1946
POR DETERMINAÇÃO SUPERIOR A AGREMIAÇÃO PASSA A DENOMINAR-SE "SPORT CLUBE FREAMUNDE" 
O Mundo rejubilava. Depois da rendição e capitulação em Maio de 1945 das tropas alemãs perante os Aliados, realizaram-se em diversas localidades portuguesas, de que Freamunde não é excepção, manifestações expontâneas de regozijo. O flagelo tinha terminado.
Mas, o pós guerra assinalava já sintomas de crise que iriam agudizar-se.
As instituições, entretanto, com maior ou menor dificuldade lá se iam modernizando.
Por cá, o comerciante Armando Nunes Oliveira repete a dose, assumindo os desígnios do clube nos anos de 45 e 46, fazendo-se ladear pelo tesoureiro João Cardoso Nunes e secretário Américo Ferreira Taipa. Dirigia a assembleia geral o prof. Francisco Fernandes Valente, secretariado por Adolfo Gomes Pereira.
Por determinação superior a Direcção fez saber que o nome da Agremiação passaria a denominar-se SPORT CLUBE FREAMUNDE.
  GIL Vicente AIRES Gomes
Eis então que surgiu como general das "tropas" aquele que viria a tornar-se num dos símbolos do clube: GIL Vicente AIRES Gomes.
Nascido em Penafiel (13 de Março de 1916), viria para Freamunde, nos princípios da década de 1940, leccionar no ensino primário.
Meticuloso na preparação e organização do grupo, criaria no grupo um futebol de excelente recorte técnico onde imperava o espírito de conjunto. Permitia-lhe liberdade de movimentos para que na equipa houvesse fantasia, imaginação.
Deixaria marca muito específica, sobretudo na vocação para a formação de jogadores, burilando-os no plano desportivo e cívico.
Chamavam-lhe o "Mestre". Grande estudioso, sagaz observador, gostava de "mirar" outros métodos. Não raras vezes assistia aos treinos do F. C. Porto, para onde se deslocava fazendo uso da sua inseparável moto. Adorava ainda mergulhar nos livros em busca de sabedoria.
Conservou sempre, e foram anos a fio no comando técnico da equipa, a mesma postura, imponente, de grande senhor, que a todos incutia respeito.
Fiel ao WM (2-3-5), dava personalidade aos jogadores que a não tinham e tratava aqueles que a possuíam em demasia.
Para começo de campeonato, regressado que era Hercílio do andebol portista e com a inclusão dos jovens José Maria "da Couta" e Zé Valente, o onze tornar-se-ia mais compacto e harmonioso.
Na zona mais defensiva, a dupla Zeca "Mirra" / Belmiro "da Riquêta". (Belmiro puxado da extrema esquerda para a rectaguarda transformou-se como da água para o vinho).
Zeca "Mirra", esse, apesar da sua juventude, era já um "líbero" imperial. Elegante nos movimentos, conduzia a bola de cabeça erguida, altivo, senhor do seu nariz, enfim, a personalidade em pessoa.
A paixão pelo futebol era enorme, como enormes eram as dificuldades para o poderem praticar.
Havia um só equipamento para jogos, já desbotado (por vezes, mandava-se tingi-lo); as "chuteiras", quando remendadas, tornavam-se um luxo; não havia água quente nos balneários; então, quando era ofertada uma bola nova - quase sempre exposta nos estabelecimentos comerciais - os atletas exultavam de alegria.
Em dias de jogo, quando o golo surgia na baliza adversária, era tamanho o barulho (batia-se a bom bater nos taipais de madeira) que se ouvia em Paços.
Eram às dezenas (porque se usavam) os chapéus e gorras no ar, tão grande o gozo da vitória.
Os jogadores, esses, treinavam uma só vez por semana (quando era possível), sempre ao cair da tarde.
Foi interessante ouvir José Maria "da Couta" falar entusiasmado do seu tempo de atleta. Alegre, sempre sorridente, de aspecto jovial, dizia-nos: "Eu, por exemplo, ia a pé trabalhar para Lordelo/Guimarães. Sabe, por essas "bandas" pagava-se mito melhor. Saía de casa, bem cedo, às 5 horas da manhã com outros colegas, só regressando às 9 da noite.
Para poder treinar às quintas feiras, pedia emprestada a bicicleta de pedal do Maximino "Gordo" ou então do Bernardino "Lira", chegando ao "Carvalhal" já com o aquecimento feito".
Se a primeira volta do campeonato mostrou um Freamunde irrepreensível (só vitórias), na segunda, após a primeira derrota em Penafiel, por 3 -0 - o Estádio Municipal registou a maior enchente da época -, a equipa "abanou" mas aguentou-se, firme, até final da prova, vencendo-a e apurando-se para a segunda fase, apenas claudicando nos jogos da meia final com o Bonfim.
Para o desafio da primeira mão, em Freamunde, os adeptos do Bonfim deslocaram-se em grande número. O "Carvalhal" apresentava um aspecto verdadeiramente impressionante. Quintais, muros periféricos e beirais dos telhados das casas contíguas apresentavam-se repletos de gente. Imensas bandeiras emprestavam um bonito colorido ao espectáculo. O Freamunde adiantou-se no marcador, mas um lance infeliz de um seu defensor (golo na própria baliza) originou o empate. A dois minutos do final do encontro, o Bonfim arrumou a questão.
No tira teimas em Bonfim, o campo encontrava-se bem emoldurado. O jogo foi comandado do princípio ao fim pelos donos do terreno, empurrados pelos constantes incitamentos dos seus adeptos. A equipa do S. C. Freamunde, completamente "tolhida", foi uma sombra de si própria. A peleja teve, por vezes, fases violentas mas resolvidas a contento pelo árbitro.
Os "azuis" falhavam, deste modo, os jogos de passagem à terceira divisão distrital.
Redimir-se-ia em Prova Complementar, sagrando-se vencedor da Série F, à frente do S. C. Penafiel, Escamarão e U. D. Penafidelense.
EQUIPA TIPO:
Hercílio, Zeca "Mirra" e Belmiro "da Riquêta"; Leonel, Salvador "Pataco" e António "Pataco"; Joaquim Pinto "Maneta", Adão Viana, Alberto Matos, João Taipa e José Maria "da Couta".
Outros mais utilizados: Casimiro "Vaidoso", Zé Valente, Agostinho Machado "Barroco", Casimiro Alves "Russo", José Nogueira "Rabão", Maximino "da Couta" e Samuel.
EQUIPA:
Em cima: Salvador "Pataco", António "Pataco", Zeca "Mirra", Leonel, Belmiro "da Riquêta", Hercílio Valente, Gil Aires (treinador).
Em baixo: Alberto Matos, Joaquim Pinto "Maneta", Adão Viana, João Taipa, José Maria "da Couta".
EQUIPA:
Em cima: Salvador "Pataco", Zeca "Mirra", Hercílio Valente, Belmiro "da Riquêta", João Taipa, José Maria "da Couta".
Em baixo: Leonel, António "Pataco", Alberto Matos, Adão Viana, Joaquim Pinto "Maneta".
MARCADORES DOS GOLOS:
João Taipa (16); Alberto Matos (9); Adão Viana e José Maria "da Couta" (4 cada); Joaquim Pinto "Maneta" (2); Zé Valente (1).
JOAQUIM PINTO - "SPORT CLUBE DE FREAMUNDE - VIDA E GLÓRIA" -2008

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Uma fotografia nocturna

Uma fotografia nocturna do monumento ao Capão e à Cidade de Freamunde, na Praça 19 de Abril.