segunda-feira, 3 de agosto de 2015

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sebastianas 2016

Um novo ciclo começa e a organização das Sebastianas 2016 já está a trabalhar. É um trabalho que se estende por um ano, que seguindo a tradição cabe a uma comissão de voluntários nomeada pela anterior e culminará em Julho do próximo ano com as já reconhecidas Sebastianas 2016 em Freamunde.
A partir de 1 de Agosto e até ao final do verão, está de regresso a Freamunde a agenda cultural promovida pelas Sebastianas, que anima o centro de Freamunde, com espectáculos gratuitos de música, poesia e outras artes, todos os fim de semana do verão.
A edição do primeiro mês tem como tema "Meu querido mês de Agosto" e acontece como habitualmente na esplanada do Café Sebastianas #SBT, na Praça Primeiro de Maio - centro de Freamunde - e o programa para o primeiro fim de semana está já disponível (imagem anexa).
A organização das Sebastianas vai regularmente divulgar mais actividades e continuar a ser uma entidade geradora de cultura e turismo para a cidade e região.
Todos os caminhos vão dar a Freamunde

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Esta é mesmo verdadeira

VITELA SEMPRE!...
Durante uma "tournée" pela província (coisa que hoje deixou de haver, com grande prejuízo para o teatro e para as populações que a ele não têm acesso...) o grande actor Augusto Rosa queixava-se, em todos os lugares a que chegava que só lhe davam carne de vitela para comer. Tratava-se, com certeza, de grande coincidência, mas a verdade é, que pensão onde chegasse, mal se sentasse à mesa, logo lhe era servida carne de vitela...Era vitela assim, vitela assado...hoje vitela..., amanhã, nova pensão, mas outra vez vitela...
Quando regressou a Lisboa e lhe perguntaram:
- "Então mestre, que tal a digressão? Grande êxito não foi?"
- "Nem me fale", responde o grande artista.
- "Não posso passar por um carro de bois (bom tempo que os havia em Lisboa) que sou logo cheirado por eles! E se o dono do carro não toma atenção, os bois vêm logo atrás de mim com carro e tudo!..."
FERNANDO SANTOS - "ESTA É MESMO VERDADEIRA" - JULHO DE 2001

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Entre colunas

Uma fotografia entre colunas do monumento ao capão da autoria do escultor freamundense Augusto Ramos, com vista para a Avenida do Centro de Saúde.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sebastianas 2015

MANTEVE-SE A TRADIÇÃO
Viste os milhares de forasteiros, como tu, que nos deram a honra da sua visita nestes dias exuberantes de alegria e de júbilo, cada vez mais buliçosos, atraídos por um programa rico e pelo calor, pela galhardia e hospitalidade desta gente, generosa e franca, que pôs o melhor da sua alma a testemunhar toda a virtude do seu bairrismo, que, em tempo de crise, com as carteiras quase vazias, foi capaz dos maiores sacrifícios e, apesar do seu esforço, ainda lhe sobrou alegria a rodos para oferecer aos outros? TRADIÇÃO!...
Viste os inúmeros eventos "sérios" - uma profusão de manifestações de arte e cultura popular da responsabilidade de associações locais - , integrados na Semana Cultural (concurso de quadras, festival de folclore, concentração de vespas, exibição de carrinhos de rolamentos, concertos de coros (Centro Paroquial e Ensemble Vocal), concerto do Grupo de Castanholas (a comemorar 10 anos de existência, que se saúda), Tuna Sénior da AMF, AMAF, Banda de Música...? Já é TRADIÇÃO!...
Viste os espectáculos de palco, sempre em crescendo, onde os "artistas" (uma surpresa agradável, o "nosso" jovem, Rui Taipa, e seu grupo) criaram ambiente de uma forma emocionada perante as imensas plateias, de diferentes faixas etárias, completamente extasiadas, que não arredaram pé até ao último "encore"? TRADIÇÃO!...
Viste na sexta-feira as centenas e centenas de folgazões, sem olhar a idade ou sexo, a ribombarem madrugada dentro, até ao romper do dia, numa intensidade que arrepia? COMEÇA A SER TRADIÇÃO!...
Viste no domingo, dia por excelência para as actividades religiosas, a procissão, que nos remeteu para para as origens da festa, um dos momentos marcantes das Sebastianas, deslumbrante, com os andores ricamente ornamentados, que percorreu as ruas da cidade num percurso nunca alterado no tempo, em contínuo tapete florido e que arrastou um mar de gente, imbuída numa absoluta manifestação de fé? TRADIÇÃO!...
Viste os concertos das filarmónicas ( Freamunde e Pêro Pinheiro), em interessante e salutar despique, num recinto praticamente esgotado, e que a apoteose final (hino das Sebastianas, hino de Freamunde e trechos da opereta Gandarela) até a ti te contagiou? TRADIÇÃO!...
Viste os olhos de milhares de pessoas arregalarem-se perante as sessões sumptuosas, multicolores, estrondosas do fogo de artifício e piro musical e do espectáculo: cultura, trabalho e paz? TRADIÇÃO!...
Viste, perante uma multidão comprimida, a passagem da Marcha - constituída por carros alegóricos (uma autêntica "Volta ao Mundo"), todos eles imaginados e construídos por gente desta terra, com alma de artistas, cheios de simbolismo, beleza e colorido? TRADIÇÃO!...
Viste as imensas vacas de fogo, queimadas já o galo cantava, para delícia dos mais arrojados - tantos, meu Deus, tantos atrás "delas"! - e que obrigaram a algumas correrias, não vá o diabo tecê-las? TRADIÇÃO!...
Viste que, em todos os dias, houve festa rija até ao nascer do sol, de autêntica loucura nos bares e pistas de dança (não sei, mesmo, onde isto vai parar!), onde não faltou de comer com muita cerveja e caipirinha à mistura? Continua TRADIÇÃO!...Mas cuidado!...
Viste, portanto, que as festas ao "Mártir" mantêm-se frescas, sedutoras, eufóricas como nunca, enfim, as "MELHORES"? TRADIÇÃO!...
Podes, pois, ter a certeza que as "SEBASTIANAS", para o ano (já anda num rebuliço a nova comissão), sairão a enobrecer o bairrismo que enche o peito de todos os freamundenses, moldados no trabalho de um punhado de jovens (PARABÉNS à Comissão que agora cessou funções, com o "dever" inteiramente cumprido) que se desdobram dia e noite, durante doze meses, e que representam a força de uma vontade, de um querer, de uma determinação, que ninguém poderá deter.
Esperamos, pois, forasteiro amigo, que fiques, ou continues a ser, cliente da "casa", porque cá estaremos, como sempre, pra te dar o melhor do nosso carácter, da nossa alegria.
JOAQUIM PINTO - "JORNAL GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA"

quarta-feira, 22 de julho de 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( II )

 ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
1.1 Freamunde fins do século XIX e início do século XX
Os cidadãos de Freamunde viveram de perto os principais acontecimentos da viragem do sec. XIX para o séc XX. Depois das lutas populares - cabralistas e miguelistas - de meados do sec. XIX, também assistiu às disputas monárquicas e repubicanas, tendo entre o seu povo figuras que tiveram assento na administração concelhia, antes (Dr. Alberto Cruz, 1910, Leão de Moura 1882) e depois do Estado Novo (Serafim Pacheco Vieira 1926 e António José de Brito, entre outros).
Mas Freamunde também haveria de ser a "freguesia mais retintamente reaccionária, apesar de haver na mesma alguns repubicanos exaltados". Dois nomes apontados como suspeitos de terem participado na rebelião de 19 de Setembro de 1911 estão também ligados à ulterior fundação da ABVF: António José de Brito e Armando Nunes de Oliveira.
No dealbar do séc. XX, Freamunde já colhe os frutos do seu desenvolvimento. Em 1911 o Concelho de Paços de Ferreira tem no seu todo 3 198 fogos e uma população de 13 844 habitantes, sendo que 449 fogos são de Freamunde, para uma população de 1962 habitantes. Em 1920 o Concelho tem 3 135 fogos e uma população de 13 787 habitantes. A povoação de Freamunde tem 463 fogos e 2029 habitantes. Em 1930 a população tinha atingido os 15 823 habitantes no Concelho e Freamunde chegara aos 2349.
A paisagem humana de Freamunde nas primeiras décadas do séc. XX, embora denunciando uma certa centralidade comercial e urbana, não perdera as características de ruralidade, mas estava à porta o processo de industrialização.
São várias as instituições em funcionamento. Daí resulta uma actvidade social constante, são peças de teatro, espectáculos de música, de cinema, etc . Verifica-se que a sua população participa nas várias actividades.
No início do séc. XX a força motriz do Rio Ferreira é que permitiu a instalação da pouca indústria existente (moagem, serração, azeite, além destas teve expressão a indústria de lacticínios - manteiga), de modo que na generalidade o Concelho era caracterizado em 1881 como um centro de produção fabril rural.
É na segunda década do séc. XX que se desenvolvem importantes pólos industriais na freguesia de Freamunde e que, de certo modo, impulsionam a indústria do mobiliário, que é hoje a principal fonte de riqueza do Concelho de Paços de Ferreira.
Comercialmente as feiras do Cô (que se realizavam a 5 e 21) e as de Freamunde (a 13 e 27), embora vinculadas à actividade agrícola, eram os principais mercados do Concelho. Mas não era apenas nos momentos da feira, e nesses locais, os lugares de compra e venda. Embora existissem estabelecimentos espalhados pelas freguesias, era no Cô e em Freamunde onde se concentravam e aos quais ocorriam pessoas dos Concelhos de Sto. Tirso, Paredes, Lousada, Felgueiras, Guimarães, Fafe, Valongo, Maia, Gondomar, etc .
Freamunde e Penamaior, durante todo o séc. XIX, concentravam o maior e mais diversificado número de estabelecimentos comerciais do Concelho. Quase até aos nossos dias, o centro urbano da então Vila de Freamunde carcterizava-se pela presença viva da "Praça", um local de comércio bem definido.
As décadas de 20 e 30 do séc. XX marcaram positivamente aquela que é hoje uma cidade e, em termos demográficos, a maior freguesia do Concelho de Paços de Ferreira. Neste período nasceram diversas instituições que ainda hoje são simbolos da Freguesia. O Clube Recreativo Freamundense, a Associação dos Bombeiros Voluntários, o Sport Clube de Freamunde e a própria freguesia consegue e elevação à categoria de Vila.
A importância atingida pela povoação de Freamunde e o seu movimento industrial e comercial da época justificou a elevação a Vila num decreto promovido pelo Governo de Oliveira Salazar, promulgado por Óscar Carmona e publicado a 13 de Junho de 1933 no Diário da República.
(CONTINUA)
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIORS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"