quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A rua do Comércio


No ínício do séc.XX não era um local ainda ladeado de casas.Em 1907 havia ainda aí um pinheiral que a ensombrava e uma enorme carvalheira sobra "a casa da venda". Foi António José de Brito,que teria conseguido do executivo da câmara, a denominação de Rua do Comércio.Era, na verdade, a principal artéria de freamunde, onde se faziam grandes transacções comerciais.Aí havia a maior drogaria do norte do país e o primeiro posto de abastecimento de combustível do concelho, pertencente à firma António José de Brito e Filhos,Lda.
Dizia-se há pouco mais de 30 anos que " os de Paços de Ferreira, se querem uma agulha, têm de vir a Freamunde comprá-la". Isto atesta bem que o comércio estava profundamente enraizado nesta terra, nomeadamente na Rua do Comércio.
A actividade comercial foi durante épocas um pilar importante da população de Freamunde.
A passagem de almocreves por Freamunde, deram um grande incremento ao comércio e ao bem-estar e à atracção de populações.
Aquando da visita que o último Rei de Portugal, D.Manuel II, efectuou ao Norte do País, e aquando da sua passagem por Freamunde,em 4 de Julho de 1909, esta rua foi palco de uma pomposa recepção ao Monarca.As meninas Maria da Conceição e Ilda Monteiro subiram ao automóvel onde se encontrava o Rei para lhe oferecer flores,perante uma rua apinhada de gente e com as casas e varandas devidamente engalanadas.

"Freamunde-Apontamentos para um monografia"

D. Manuel II

A Rua do Comércio de outros tempos...

sábado, 25 de agosto de 2007

Associação de Socorros Mútuos Freamundense

Em 30 de Novembro de 1890, em casa de Albino Augusto da Costa Torres, reuniu um grupo de pessoas para decidir sob a formação desta associação, reunião que foi presidida pelo Administrador do concelho, Albano Moreira Araújo Mendes.
A decisão foi tomada por unanimidade e logo nomeada uma comissão constituída por Pe.Florêncio Vasconcelos, António Leão de Moura e Alexandrino Chaves Velho para desencadearem o adequado processo.Já em assembleias de 1891, foi escolhido para médico o Dr. Marnoco de Sousa e S.José para padroeiro da associação.
O edifício próprio seria inaugurado nos fins do séc. XIX.
Lê-se em "O Jornal de Paços de Ferreira", de 17-03-1898:
"Acha-se muito adiantada a construção da mão de obra de pedreiro do novo edifício destinado à nossa Associação de Socorros Mútuos...parece-nos que a obra aludida será uma das mais bem construídas e elegantes do nosso concelho.É digno dos maiores elogios o empreiteiro da obra, o snr. Ribeiro, de Lustosa, que mais uma vez se nos mostra perito na arte..."
No mesmo jornal mas, a 18-03-1899 noticia-se o seguinte:
"Amanhã celebra-se o aniversário da instalação da Associação de Socorros Mútuos Freamundense, rezando-se de manhã, no templo de S. Francisco uma missa pela alma dos sócios defuntos...De tarde,realiza-se a sessão solene...no novo edifício..."
Também o mesmo jornal, mas sob o título"Carta de Freamunde"de 30-11-1901 refere:
"Já se acham em via de conclusão as obras do vasto edifício da Associação de socorros Mútuos Freamundense, que sem dúvida, como edifício d'uma associação é o primeiro da província para n'elle se darem espectáculos, para o que possue um amplo palco.Comporta aproximadamente,250 a 300 pessoas.Tanto o palco, como os scenários estão quasi concluídos e ficam d'um effeito lindíssimo".
Para além das quotas dos associados, esta associação usufruía de certas dádivas.A título de exemplo. D. Anna Pereira Aranha Torres Velho, esposa de Alexandrino Chaves Velho, deixou-lhe em testamento "50$00 reis".
Muitos espectáculos se realizavam também com o objectivo de angariação de fundos, por exemplo pela "troupe dramática" de Freamunde tendo algumas peças a assinatura e a encenação do referido Alexandrino Chaves que chegou a presidir à direcção.
A direcção chegava a rentabilizar o capital "no cofre desta associação existem 300$00 reis para se darem a juros, sobre hypoteca", lê-se num jornal de 1901.
A título de curiosidade, e como exemplo do que se refere atrás, "foi posto em scena no nosso theatro, no passado domingo, 26, um novo drama intitulado "Ernesto o Engeitado ou o Botão de Punho, original do Sr. Alexandrino Chaves"("Crónica de Freamunde" em 28-12-1897).
Convém ainda referir que, tendo vindo a Freamunde, em 11-09-1905 com o objectivo de ser padrinho dum filho de Fernando de Sousa Ribeiro, (um homem muito activo também nas iniciativas de Freamunde), o secretário do Ministro das Obras Públicas de então e deputado da nação Carlos Malheiro Dias, em visita às instalações desta associação e tomando conhecimento da sua acção social e cultural, escreveu no livro dos visitantes:"N'uma aldeia, esta grande obra de bondade collectiva é, parece-me, única em Portugal.Eu nunca esquecerei este exemplo d'uma cordialidade exemplar também, produzindo uma enternecedora obra de beneficiência.Creio que foi a amizade de alguns que creou esta associação, e que foi da generalização d'esse sentimento afectuoso que resultou essa suprema virtude das collectividades. o altuísmo que é a amizade de cada um para todos e a todos de cada um".
Entretanto o número de sócios ia aumentando e cerca de dois terços da população de Freamunde usufrui dos seus serviços, nomeadamente durante a 1ª Grande Guerra.Em 1925 tinha 363 sócios.
Com o surgimento da Segurança Social, o papel social da ASMF decaiu, de tal maneira que actualmente conta apenas com 40 sócios, o que é um número que diz muito da perda da sua influência, pois relativamente a 1925, a população também aumentou substancialmente.
A ASMF pode ainda prestar um papel social nesta cidade.É nesse sentido que caminha e que trabalha a direcção actual presidida por Vitorino Ribeiro.

"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"

A solidariedade foi, é e será sempre a auréola que orna o nome desta terra.
Bem haja Associação de Socorros Mútuos Freamundense.
117 anos ao serviço de Freamunde.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Personalidades Freamundenses-III

Fernando Eduardo da Silva Delgado Ribeiro dos Santos nasceu na Invicta cidade do Porto a 09/12/1922.Filho de um crítico de teatro do Porto,que adoptou o pseudónimo de "Edurisa",pelo que veio a ser conhecido por "Edurisa,filho".Seus padrinhos de baptismo foram o grande actor Alves da Cunha e sua esposa.
Nascido e criado no meio teatral, cedo ingressou no TEP,onde encenou uma peça.Transferido para o "Grupo de Modestos" no Porto vem, na qualidade de seu encenador a Freamunde com o grupo, a convite de António Pereira da Costa, que era então presidente da Associação de Socorros Mútuos Freamundense.Gostou da então Vila de Freamunde e da filha do seu anfitrião, D. Brazinda Pereira da Costa, com quem viria a casar depois. E para Freamunde se mudou, assumindo o lugar de sócio gerente da Fábrica do Calvário,propriedade de seu sogro.
Quando estudante do Instituto Industrial do Porto, escreveu inúmeras revistas académicas que obtiveram assinalado êxito no Norte do País, sendo as principais "Mais um ano", "Está na hora!", "Gatas à porta" e "A grande fita".
Era um homem de teatro e não podia apagar-se. Aderiu ao grupo cénico de Freamunde, hoje Grupo Teatral Freamundense, grupo este do qual foi director e um dos fundadores, onde encenou obras suas, adaptando outras.Homem multifacetado do teatro, desde a escrita ou adaptação de textos à encenação, não se queda por aí o seu talento.Não tendo nascido em Freamunde, adoptou-a como sua, conhecendo-a, sentindo-a, e vivendo-a como um dos seus filhos.Publicou algumas das suas obras em livro para eternizá-las no coração e mente dos que gostam da terra e das coisas culturais.Foi colaborador efectivo e dirigiu o programa radiofónico que o periódico "A Bomba" mantinha na Rádio Clube do Norte,e também foi correspondente efectivo dos jornais "Diário do Norte" e "Primeiro de Janeiro" .Foi colaborador do jornal "Fredemundus", onde publicava as suas "Coisas Minhas".
A poesia e uma cultura diversificada tornaram-no uma referência cultural de Freamunde.
Fernando Santos faleceu a 20/10/2005.
Obras encenadas da sua autoria:
"Agência de casamentos"
"Irene"
"Bocácio na rua"
"As intrigas no bairro"
"Rainha Cláudia"
"Tem calma Pacheco!"
"Entardecer"
"A casa da felicidade"
"Verdades"
"Gandarela"
"Álbum de família"
"Caridade"
"Cama mesa e roupa lavada"
"Freamunde é coisa boa"
Distinções atribuídas:
1964: Menção honrosa de encenação do SNI
1965:1º Prémio "Francisco Lavadeira"
1966:1º Prémio "Chabi Pinheiro"
1968:2º Prémio "Araújo Pereira"
1971:1º Prémio "António Pinheiro"
Quero agradecer a amabilidade, simpatia, foto e informação fornecida pela Sra. Luísa, da "Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós".O meu muito obrigado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A rua D. João V

Ontem à tarde fui tomar café a uma esplanada no centro de Freamunde, como é meu hábito.Quando lá cheguei, encontrei quatro pessoas numa amena cavaqueira.Pedi um café, bebi-o, peço o jornal, começo a ler calmamente...De repente, o tom de voz de duas dessas pessoas, aumenta, estavam em desacordo num ponto do tema da sua conversa.Não pude deixar de ouvir, dado o tom de voz de uma das pessoas...não tenho por hábito ouvir conversa alheia..mas,foi inevitável.O tema da conversa era a rua D. João V.Um dos indivíduos não sabia onde era a dita rua , era contra o nome da rua e, argumentava que não tinha lógica nenhuma o nome, o outro sabia onde era a rua, desconhecia o porquê do nome e, dizia se colocaram esse nome era porque tinha algum fundamento.Fiquei um pouco impressionado...hoje em dia, ainda haver algum desconhecimento sobre a toponímia da nossa terra!Decidi construir um post sobre essa rua e, o seu significado. Primeiro, um pouco de história... área que me interessa bastante...


El Rei D. João V, o Magnânimo, 25º Rei de Portugal da Sereníssima Casa Real de Bragança.
Filho de El Rei D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo, nasceu em Lisboa a 22 de Outubro de 1689 e reinou de 1706 a 1750, tendo constituído um dos mais longos reinados da História portuguesa.Casa a 9 de Julho de 1708, com D. Maria de Áustria, filha de Leopoldo I de Habsburgo, Imperador de Áustria.Durante o seu reinado foram descobertos diamantes e ouro no Brasil.Com estas descobertas e, com o seu transporte para Portugal, El Rei, realizou uma vasta tarefa de enriquecimento cultural do País e, permitiu a este monarca a realização de grandes obras, como o Aqueduto das Águas Livres que veio resolver o difícil problema de abastecimento de água à capital do Reino, Lisboa, e o Palácio-Convento de Mafra,obra megalómana e central do seu reinado.Morreu a 31 de Julho de 1750, sendo sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora, Lisboa, Panteão dos Braganças.

D.João V...

Qual o significado da atribuição do seu nome a uma rua da nossa cidade?
Durante o seu reinado, Freamunde, conseguiu atingir um grande dinamismo económico.As feiras eram pois já importantes para esse dinamismo, e desempenhavam um papel importante neste contexto.O comércio era uma actividade pujante, mercê provavelmente da passagem dos almocreves que aqui paravam para negociar,de passagem para outras paragens.Este monarca, por decreto régio, ordena a provisão de 3 de Outubro de 1719 que criou as feiras mensais do dia 13 que refere explicitamente a Feira de Santo António:
"...acho mais conveniente o meio deter uma feira aos treze de cada mês de todos os géneros e uma de cada ano de bestas e gados em dia de Santo António...no terreiro da Confraria, de Santo António de Freamunde e nas Devesas..."
Daí e, muito bem, a atribuição do nome deste monarca a uma rua de Freamunde.
Para finalizar,o nome dessa rua foi proposta pela comissão de toponímia em 19 de Maio de 1993.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O coreto

Numa terra de tradições culturais e com uma banda de música de grande qualidade e prestígio,haveria que criar um espaço físico para poder oferecer à população belos concertos.Foi o Clube Recreativo de Freamunde(fundado em 1926) que assumiu a iniciativa...
A acta da Junta de Freguesia de 26 de Maio de 1935 diz que a referida junta decidiu "assumir a responsabilidade da sua construção,contando que o Estado concorra com o subsidio de 1.500$00,a Camâra Municipal de 2.000$00,ficando o restante a cargo desta junta".Em 22 de Setembro de 1940,o orçamento da junta consignava a verba de 596$68 para a conclusão do referido coreto.
Foi a partir do exemplar existente no Jardim de Arca d´Água,no Porto,que foi feito o projecto e a construção feita em duas fases.Inicialmente fez-se a parte de baixo e esperou-se por a aquisição da verba necessária para a sua conclusão.Ergueram-se,então,à sua volta umas palhotas onde se serviam bebidas e café e os fundos necessários foram-se assim armazenando...A população colaborou com a Junta de Freguesia.
A construção esteve a cargo dum empreiteiro de Negrelos,de seu nome Garcia.
Mais tarde,em torno do coreto,criou-se o Bar dos BVF,com vista à angariação de fundos para a associação humanitária.Retomou-se a tradição do serviço de cafés e bebidas com vista à aquisição de verbas...Freamunde trabalhava.
O coreto,há já muito tempo que se tornou pequeno para albergar a banda de Freamunde,dada a amplitude que atingiu.
"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"
O coreto noutros tempos...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Diálogo de ontem e de hoje, realidade de sempre

Freamunde de Agora
-Adeus,Freamunde antiga!

Freamunde Antiga
-Olá,Freamunde de agora!
Porque será,minha amiga,
que,a olhar p'ra ti,não consiga
ver diferenças por fora?...

Freamunde de Agora
-Diferenças há!
Porém, a falar verdade,
as diferenças que há por cá
são tão poucas que não dá
p'ra se ver na realidade!...

Freamunde Antiga
-Continuas esquecida...

Freamunde de Agora
-Já não tanto:quase nada!
Não estou assim desprotegida...

Freamunde Antiga
-Pois eu cá fui bem ferida
d'uma injustiça danada!...
Eu,que com a minha canseira,
o trabalho e a minha gente
dei a Paços de Ferreira
fama,respeito e a maneira
de crescer tão de repente,
de ser a terra que é agora...!

Freamunde de Agora
-Lá nisso!...Deste concelho
o que é falado lá fora
em Freamunde é que mora...
Somos bem o seu espelho!

Freamunde Antiga
-Pois somos,mas do outro lado
só vem inveja e cobiça...
O que nos dão é chorado,
chega até nós atrasado
e com sabor a injustiça...

Freamunde de Agora
-Deixa lá que,ultimamente,
muita coisa se tem visto...

Freamunde Antiga
-Agradece ao Presidente!
Enquanto o tiveres à frente,
bem podes louvar a Cristo!...
No meu tempo não havia
quem me deitasse um olhar...
Foram anos à porfia,
sempre à espera,dia a dia,
de ver isto a melhorar...
E o outro lado a crescer...
Tu sabes lá criatura!
Aquilo nem foi viver...

Freamunde de Agora
-Até gostava de ir ver
Como eras nessa altura!

Freamunde Antiga
-Pois vem daí,se te apraz!
Será de boa vontade
que te levo anos atrás...
Vem daí e verás
se não te disse a verdade...

Freamunde de Agora
-Pois seja!Mas,a seguir
a esta visita ao passado,
também tu terás de vir
avaliar e medir
o que eu tenho prosperado...

Freamunde Antiga
-Pois sim senhor.combinado!
Mas não me levas na fita:
Por mais que te tenham dado,
face ao que me foi roubado,
é muito pouco,acredita!...
...e vão,vêem...e voltam

Freamunde de Agora
-Ora cá estamos de novo,
depois desta caminhada...

Freamunde Antiga
-E que tal?...

Freamunde de Agora
-Que tal?!...Reprovo!...
Muito sofreu o teu povo,
muito foste desprezada...

Freamunde Antiga
-É pra tu veres!...Desenganos!...

Freamunde de Agora
-Foi bem pouco o que te deram!

Freamunde Antiga
-Mas,passados tantos anos,
mostra lá o que os fulanos
por ti,agora,fizeram...

Freamunde de Agora
-Nem sei se deva mostrar
ou esperar que o Presidente
consiga desencantar
mais qualquer coisa p'rá gente...
Que lá projectos tem ele,
nem nos falta fé e esperança!...

Freamunde Antiga
-Não lhe queria estar na pele!...
Julgas que o deixam os dele?!
Sempre és muito criança...!
Pois olha que é extraordinário!...
Oh,mulher!...Berra!...Refila!...
E a prenda do aniversário?
Já foi o cinquentenário
da elevação a Vila...!

Freamunde de Agora
-E tive muitos presentes
Foi uma festada...ai,ai...!
Eram todos Presidentes:
muito amáveis,sorridentes,
que eu disse:agora é que vai!...

Freamunde Antiga
-E foi?

Freamunde de Agora
-Foi!

Freamunde Antiga
-É espantoso!

Freamunde de Agora
-Ou melhor:vamos a ver!...

Freamunde Antiga
-A ver o quê?

Freamunde de Agora
-Se algum arquitecto famoso,
não se esquece de as fazer...

Freamunde Antiga
-Fazer o quê?Mais escadas?
Isto é mesmo um sobe e desce...

Freamunde de Agora
-Não:as obras projectadas...
Ou, pelo menos,acabadas,
senão isto nunca mais cresce...
Mas anda daí!Vais ver
como está tudo a mudar...

Freamunde Antiga
-Vamos lá!Mas estou em crer
que ainda há muito p'ra fazer...
P'ra fazer...e p'ra acabar...
...e vão,vêem...e voltam desiludidas....

"FREAMUNDE E O SENTIMENTO POPULAR"
POESIA
1987

domingo, 5 de agosto de 2007

Mirandela

Na passada sexta-feira,decorreu em Mirandela a noite de bombos das festas da Sra.do Amparo.Centenas de freamundenses,eu incluído,deslocaram-se a Mirandela,e nós sempre com a alegria e o bairrismo que nos caracterizam,participamos na festa...festa que durou até altas horas da madrugada...