sábado, 26 de abril de 2008

Freamunde antigo

O antigo centro, com a Praça do Mercado ao fundo, ou a Praça, que popularmente sempre (desde que existo) foi chamada, e que durante décadas fez as delícias de várias gerações de freamundenses, foi construída em 1898 e demolida em 1990. Demolição essa, à qual muitos freamundenses "torceram o nariz", devido ao valor sentimental e histórico que para eles representava a Praça...Mas que era urgente uma intervenção, lá isso era. Passados 18 anos, é lógico que encontramos muitas diferenças em relação à actualidade, pelas melhores razões...é a minha opinião, que como todas são discutíveis. Passados 15 anos após a sua inauguração,1993, o centro está, ou vai ser alvo de uma nova intervenção, espero eu, que com esta intervenção este espaço, se torne mais apelativo e que devolva de novo vida a este centro que se encontra quase "moribundo".

Fase de transformação do centro de Freamunde em 1990.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Freamunde Olé,Na terra dos sonhos,Bombossssss,Avó Samba

FREAMUNDE OLÉ

Hoje lembrei-me de fazer uma pesquisa de fotos no flickr com a palavra " Freamunde ". Nesta pesquisa apareceram 7 resultados. Esta belíssima fotografia da autoria de Joana Queirós,foi tirada em 20 de Maio de 2007. Se não estou em erro, penso que não estou, foi no dia em que o Sport Clube de Freamunde jogou em casa com o União da Madeira, o jogo da subida à Liga Vitalis. Estarei correcto?

NA TERRA DOS SONHOS

Esta foto foi tirada no mesmo dia , 20 de Maio de 2007

Bombossssss

Avó Samba

Na galeria da autora destas fotos, que são muitas, belíssimas e variadas, também encontrei estas belas fotos tiradas nas Sebastianas 2007, no dia 10 de Julho.

Para terminar, resta-me pedir desculpa à Joana Queirós, por ter " roubado " estas fotos, embora sejam do domínio público. Mas é por uma razão nobre, pois desejo que a Joana Queirós e outros bons fotógrafos, continuem a fotografar Freamunde...o título do post, são as legendas que a autora colocou nas fotos.
Fica aqui o link para a galeria de Joana Queirós. Visitem, vale a pena.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Comemorações do 25 de Abril


Integrado nas comemorações do 25 de Abril, promovidas pela Câmara Municipal e pela Junta de Freguesia de Freamunde, a Banda de Música de Freamunde irá realizar um concerto no dia 24 pelas 21.30 horas que, como habitualmente, terá lugar no Salão Paroquial de Freamunde. Este concerto, será dirigido pelo novo Maestro Prof. Carlos Silva.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Bombeiros-Fotos antigas

Esta fotografia, que faz parte do albúm dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, como facilmente se pode ver, foi tirada na Rua do Comércio, provavelmente na década de 40 do século passado. Provavelmente, porque na fotografia não tem inscrita a data da mesma, porque a Corporação de Bombeiros de Freamunde foi fundada em 1930, e pelas características das viaturas, é certamente muito posterior a essa data. Nesta foto, também se pode ver o antigo edifício da Junta de Freguesia, demolido no ano 2000.O carro que vem a abrir o desfile, é dos Bombeiros Voluntários de Vizela...talvez um desfile de comemoração do aniversário dos Bombeiros de Freamunde?...Fico à espera da ajuda dos visitantes/comentaristas para mais pormenores sobre esta fotografia...
Quero agradecer a cedência desta foto e outras, que irão ser posteriormente aqui publicadas, à Direcção dos Bombeiros Voluntários de Freamunde. Muito obrigado.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Freamunde na imprensa

Ciclo da Literatura e das Artes de Palco em Freamunde
Peças de Teatro " Don Ramon de Capichuéla " e " A Ceia dos Cardeais " em palco

O Ciclo da Literatura e das Artes de Palco prossegue no próximo sábado, dia 19 de Abril, pelas 21.30 horas, na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, com duas peças de teatro. " Don Ramon de Capichuéla " e " A Ceia dos Cardeais, da autoria de Júlio Dantas, serão protagonizadas pela Associação Pedaços de Nós. " Don Ramon de Capichuéla " é interpretada por Carneiro Alves e Aurora Bica, com encenação de Vitorino Ribeiro. Esta peça de um acto e escrita em verso, conta as perípécias de Don Ramon que exibe os seus falsos dotes de grande espadachim até que a esposa se farta de tanta falsa bravura e prepara um armadilha para desmascarar o marido. " A Ceia dos Cardeais " foi representada pela primeira vez em 1902, no Teatro D. Amélia, depois foi levada à cena inúmeras vezes, por todo o mundo. A história acontece em Roma, mais concretamente no Vaticano, durante o pontificado de Benedito XIV, no século XVIII e retrata uma ceia entre cardeais que partilham os seus amores de juventude. A interpretação fica a cargo de Carneiro Alves, Idalino Ribeiro e Vitorino Ribeiro. Trata-se de duas peças que encheram salas e deliciaram milhares de espectadores em vários países. No próximo fim-de-semana chegam a Freamunde.
In Gazeta de Paços de Ferreira
Certamente, estas duas peças, também irão deliciar os espectadores freamundenses.Freamunde, nas últimas semanas, tem vivido um intensa actividade cultural,esta peça que vai subir ao palco no próximo sábado, é mais uma peça a juntar-se às outras duas em cena, " O Gato " e " Um Fantasma Chamado Isabel". São de louvar este tipo de iniciativas, para bem da cultura em Freamunde.
Bem hajam.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A fábrica Albino de Matos,Pereiras & Barros, Lda.

Freamunde e o espírito criativo dos primeiros fabricantes de móveis, o seu empenho, sua dedicação, as dificuldades que sentiram, como as ultrapassaram, a intervenção que tiveram no meio, eminentemente rural, e o seu contributo para o arranque de industrialização do concelho. Associa-se a comarca de Paços de Ferreira à produção do mobiliário, pelo desenvolvimento que, actualmente, o sector possui, sendo hoje conhecida como a Capital do Móvel. Qual a origem deste boom industrial, que nos princípios do século XX não tinha significado algum. Que papel desempenharam as fábricas instaladas em Freamunde, que nos anos vinte, principalmente a de Albino de Matos, Pereiras e Barros, Lda. No arranque da indústria do concelho e no desenvolvimento na arte da marcenaria? Teria sido uma fábrica-escola? Que estratégias foram levadas a cabo pelos administradores para o ensino da marcenaria e profissionalização dos operários? Que papel teve o professor/empresário Albino de Matos? Ao colocarmos estas e outras questões pretendemos entender a emergência de um tecido empresarial que hoje se caracteriza, sobretudo, pela predominância do mobiliário, com cerca de 70% da sua população activa a viver do móvel e para o móvel com um peso de 20% no total das indústrias existentes.É a indústria de Albino de Matos, Pereiras e Barros que marca o arranque daquilo que se poderá chamar o início da revolução industrial da freguesia. Não podemos, contudo, esquecer toda uma actividade artesanal, onde sobressai a tamancaria como a mais importante. Freamunde era, nos finais do século XIX, e segundo o mapa demonstrativo das quantias com que cada freguesia do concelho contribui para a despesa do Estado, do seu número de fogos, população e eleitores.
Foi nesta freguesia, como testemunharam as referências mais antigas que foi possível encontrar, que nasceu a primeira oficina de material escolar, pelo homem que se estreava neste sector: Albino Ferreira de Matos.

Albino Ferreira de Mattos, nasce em Freamunde na segunda metade do século XIX (1863), época em que o processo civilizacional do ocidente europeu sofre uma grande aceleração, registando-se novas ideias e novas tensões que se repercutem em Portugal. Após a conclusão dos estudos na Escola Normal do Porto em 1885, tendo sido um dos primeiros seis professores complementares a formar-se, Albino Ferreira de Mattos deu, no magistério que desde logo começou a exercer, com as metodologias e técnicas que utilizou para o exercício da sua actividade profissional, as mais concludentes provas da sua superior orientação em matéria pedagógica e revelou-se um defensor das regalias e prerrogativas da classe do professorado. Homem de forte consciência cívica, tolerante e de intervenção responsável na vida colectiva, não mostrava grandes convicções políticas, talvez por consequência da crise de valores que então se vivia. Já em Freamunde, sua terra natal, onde começa a leccionar por volta de 1896/7, não se poupa a sacrifícios em prol da terra; foi um dos grandes obreiros na criação da Associação de Socorros Mútuos, da qual foi presidente da Assembleia-geral em 1898, e um lutador incansável pela melhoria das condições de ensino na freguesia. Albino de Matos foi um homem plural. Vivenciador de inúmeras experiências conseguiu conjugar várias maneiras de ver, de sentir e agir. A expansão da escola pública, iniciada nos princípios do século XX sob os auspícios da República, irá favorecer os herdeiros e a sociedade que se constituirá sobre a sua obra. Albino Ferreira de Mattos morre em 1918.

António Pereira da Costa ligado cerca de dois anos à fábrica de Albino de Mattos, Pereiras & Barros, Lda. , foi indubitavalmente um homem ligado à industrialização do concelho. António Pereira da Costa nasce em Freamunde em 1888. Filho de um casal simples que repartia entre o campo e uma alfaitaria o seu labor quotidiano, muito cedo começou a ajudar a família no amanho de uma terras tomadas de arrendamento na freguesia de Ferreira. Tinha sete anos de idade quando lhe faleceu a mãe D. Rosa de Jesus, duro golpe numa criança que necessitava dos afectos e da ternura que só uma mãe pode dar. Aos dez anos (1898) quis seu pai, Teodoro Pereira Gomes, agora casado de novo, fazê-lo seminarista, para mais tarde se tornasse sacerdote e, deste modo, lhe assegurar o futuro. Indiferente à ideia e tendo reflectido pouco na proposta, aceita ir com o pai a Lustosa consultar o pároco da freguesia, mais tarde Bispo António Barbosa de Leão, para auscultar a sua opinião e este lhe mostrar as responsabilidades clericais e tudo aquilo que ele deveria ser, caso aceitasse a vida do sacerdócio. Não aceita. O seu mundo teria de ser outro. Agora com doze anos (1900) e com a benção do pai vai para Sobrosa, Paredes aprender a arte de marceneiro na casa do que foi um dos grandes mestres da arte, Júlio Barbosa Correia da Fonseca. Revelou-se um bom aluno, retendo os ensinamentos do mestre e rapidamente se apercebeu que estava ali o seu futuro. Serrar, moldar, entalhar, conceber coisas da madeira, era o que mais gostava. Durante 14 anos trabalhou António Pereira da Costa em Sobrosa não abandonando o seu mestre e amigo de tantas horas de labuta agora doente e senil. Após a sua morte, e com 26 anos de idade, regressa definitivamente a Freamunde e monta uma pequena oficina no lugar do Calvário, com as poupanças, cerca de 200$00, que ao longo do tempo fizera. Corria o anos de 1914, época agitada e pouco propícia a negócios estáveis. Casa em 1915 com Adelaide de Sousa Castro. Em 13 de Junho de 1920, surge a sociedade Pereiras & Barros, Lda. , que, de imediato, inicia a construção na Rua do Comércio. Pouco tempo depois, em 1921, morre o irmão, o que o abalou profundamente. Era o primeiro contratempo surgido inesperadamente. Ainda mal reposto da perda do irmão, um voraz incêndio destrói-lhe a fábrica em 23/03/1923 que, juntamente com Abílio Pacheco de Barros tinha construído na Rua do Comércio. Em 1923 com o dinheiro do seguro e com algumas poupanças, entram para sócios da Sociedade Comercial Albino de Matos, Sucessores, Lda. , com a cota de 68 contos cada, passando a adoptar o nome de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda. agora com 28 sócios. Estávamos em 1924 e esta sociedade, que parecia um projecto audaz para António Pereira da Costa, torna-se um novo pesadelo em virtude de uma série de incidentes - com António Alves Pereira de Castro, o " Padre Castro " como era conhecido e que veio a marcar uma gerência forte num período de grande desenvolvimento industrial - que terminaram com o encerramento temporário da fábrica, isto cerca de dois anos volvidos após a sua abertura. Exonerado em Assembleia-geral em 21/11/1926, regressa, agora só ao lugar do Calvário, onde tinha iniciado a sua actividade industrial, com toda a sua experiência de grande artífice. Movido por uma grande força de querer vencer, retoma a actividade, recuperando lentamente não só a dignidade de industrial, mas também o património que perdeu com estas duas sociedades que se mostraram um fracasso. Em 1953, António Pereira da Costa, em escritura lavrada no cartório notarial de Paços de Ferreira, constitui entre Joaquim Ribeiro, Fernando Eduardo de Sousa Delgado da Silva Ribeiro dos Santos, D. Zeferina Pereira de Castro e Felisbina Pereira de Castro (filhas e genros) uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada. Adoptando o nome de António Pereira da Costa, Lda. a quem coube a responsabilidade de perpetuar todo um património de sucesso industrial. Esta fábrica, cujo peso na industrialização do concelho e na formação de pessoal especializado foi importante para a formação do cluster do mobiliário que existe actualmente. Encerrou as portas em 2001 por passividade e ineficiência da gestão e pouca adaptação dos serviços/produtos às novas exigências do mercado. António Pereira da Costa morre em 1961.

OS BARROS

Abílio Pacheco de Barros nasce na freguesia de Carvalhosa em 1886. Cedo emigra para o Brasil, onde exerce a profissão de carpinteiro. Desiludido regressa a Portugal e com algum dinheiro que conseguira amealhar aceita o convite de António Pereira da Costa nascendo, assim, a sociedade denominada Pereiras & Barros, Lda. Com percurso idêntico ao de António Pereira da Costa ingressa como sócio na fábrica Albino de Matos, Sucessores, Lda. onde ficou, ao contrário do amigo, até à sua morte, em 1 de Fevereiro de 1961.

Fotografia tirada, cerca de 1932, a operários da fábrica.

Há dois períodos bem diferenciados na fábrica Albino de Matos, Pereiras e Barros, Lda. O primeiro período, a partir de 1926, continuador do sucesso anterior, quando assume a gerência António Alves Pereira de Castro, o Padre Castro, como era conhecido e vai até à sua morte em 1949. E um segundo período, dos finais da década de 50 até aos nossos dias, cujas características de gerência são mais indeferenciadas, por falta de estratégia comercial, incompreensão dos desafios postos aquando do 25 de Abril, adesão à União Europeia e talvez por razões mais particulares, como sendo o trabalhar para o Estado, pouco apoio à inovação, investigação e desenvolvimento, se caracterizou por um certo adormecimento que põe esta indústria muito longe daquilo que fora no passado ainda não muito distante.
A Fábrica Grande, como era conhecida, vencedora de vários prémios em exposições ( Exposição do Palácio de Cristal em 1923-grande prémio) e com depositários por quase todo o país: no Porto, em Vila Real, em Mirandela, em Águeda, em Leiria, e em Lisboa.
Entre 1927 e 1938 a fábrica tinha cerca de 227 operários oriundos do concelho e dos concelhos vizinhos. A maioria residia nas freguesias de Freamunde e Figueiró e eram bastante jovens e solteiros. A partir dos anos 60 e 70 começa a diminuir o número de operários. A maioria dos trabalhadores mobilizados para a guerra colonial, dificilmente ingressava no seu posto de trabalho quando terminava a sua comissão. Quiçá, a procura de melhores condições de trabalho e melhores salários noutras empresas, que neste período, especialmente nos primeiros anos da década de 70, começavam a surgir e a desenvolver-se por toda a região, aliada a uma administração mais debilitada e ineficaz e menos arrojada em termos de programação de futuro são, as razões mais importantes para o abandono desta fábrica-escola formadora de uma mão-de-obra qualificada e muito pretendida no mercado de trabalho.

Fotografia da máquina de vapor da fábrica Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda.

Hoje, a fábrica de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda. tem no seu efectivo cerca de 56 operários, distribuídos principalmente pela serralharia e marcenaria. Todas as outras secções se tornaram obsoletas e pouco rentáveis, recorrendo a outras empresas, nomeadamente estrangeiras, para satisfazer as suas necessidades.



CAIXA MÉTRICA

Caixa de material didáctico construída na oficina por hábeis marceneiros e perspicazes artífices que, pelas indagações que fizemos a velhos operários e a familiares, é do senso comum, que esta caixa tenha sido inventada pelo professor Albino de Mattos. Existem referências de uma caixa métrica, da segunda metade do século XIX, nos Açores. Não sendo propriamente o seu inventor não deixa, contudo, de ter um grande mérito. Conhecedor de toda uma realidade escolar e sujeito a desafios constantes que punham à prova a sua capacidade e imaginação, Albino de Mattos mobilizado pela importância pedagógica do material didáctico, tenta dar resposta às exigências de um ensino que se petendia aberto, reflexivo, criativo e recria, não descurando o apoio dado por homens dedicados ao professor e à marcenaria, a caixa métrica que se vulgariza pelas escolas e liceus do país. Havia três tipos de caixas métricas, de acordo com o material didáctico que comportavam, num total de 98 peças didácticas.

MESA DE OPERAÇÕES
Mesa de operações construída na fábrica Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda. na década de 40.

(Joaquim Manuel Fernandes de Carvalho - A indústria de mobiliário escolar em Paços de Ferreira - O caso da fábrica Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda. - Outubro de 2005)

Para finalizar este post, que já vai longo, quero e devo acrescentar que o que aqui está descrito é um breve "resumo" do historial da " Fábrica Grande " e dos seus fundadores . Peço desculpa pela extensão do post mas, foi inevitável...muito mais havia para escrever sobre a " Fábrica Grande ", mas, acho eu, que escrevi o mais importante sobre a história desta fábrica, pioneira em Freamunde e no concelho que, agora se encontra encerrada e abandonada...

Bem hajam.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Pedaços de Nós

Introdução do livro

O OURO DA MINHA TERRA
São estas as lindas rosas
que eu colhi no meu jardim
se nem todas são viçosas
foi Deus quem as quis assim.
Tudo fiz p' rás retratar
tal e qual elas eram,
mas não as posso pintar
dum modo que não nasceram.
Elas são fruto e semente
do quintal da nossa gente
com algumas enxertadas.
E como pegaram bem
eu considero-as também
reais e não adoptadas.
Rodela


PEDAÇO DE MIM

Há já alguns anos a esta parte que, de vez em quando, resolvia puxar de papel e lápis e tentava desenhar a cara das pessoas que me rodeavam. E se uma ou outra vez não o conseguia, a verdade, porém, é que com alguma regularidade os rostos lá iam surgindo e tenho já um razoável colecção. Um dia, apareceu no escritório o António Rodela a dizer que me queria pedir um favor. Mostrou-me umas boas dezenas de Poemas sobre pessoas de Freamunde ou Freamundenses que gostaria de ver editados, mas acompanhados de um desenho que complementasse os poemas. Fiquei de pensar nisso e marcámos encontros futuros para falarmos sobre o assunto. Li todos os poemas e achei de tal maneira interessante o projecto, que por ele me apaixonei e assumi a responsabilidade de fazer todas as ilustrações que estivessem por fazer, que eram quase a sua totalidade. Ao aceitar o desfio tinha a consciência plena de que iria arriscar muitas horas de sono , mas ia contabilizar momentos extraordinários de prazer. Porquê? Porque, ao contrário do que é habitual, as pessoas retratadas, salvo algumas excepções, são do mais simples que há: são figuras típicas; são figuras de um bairrismo tal, que marcaram profundamente quem as conheceu, pois algumas delas já nos deixaram há décadas; recordá-las, hoje, foi para mim um prazer tão grande que chegaram a correr-me lágrimas de alegria e saudade, algumas fazem parte de famílias que marcaram Freamunde no seu bairrismo mais puro. Refiro, a mero título de exempl, a família dos " Carecas ", a família dos " Nicetos " e a família dos " Loreiras ". Não fizeram muito por Freamunde, é verdade. Mas não é menos verdade, que também, que nunca tiveram poderes que lhes permitisse fazê-lo. Mas " alguns " deles, se tivessem dez vezes menos o poder de " alguns " outros, teriam feito, de certeza, dez vezes mais. Aqui e além retrateio-os com alguma malícia e alguma brejeirice. Longe de mim, todavia, a mínima ofensa. Se a houve, ainda que pequena, desde já peço humildemente desculpa. Este livro é, pois, um pedaço de António Taipa, sob o pseudónimo de " Rodela " e um pedaço meu, sob o pseudónimo de " Inô Vitor ". Ao António Rodela, pelo favor que me pediu, o meu muito obrigado.

Vitorino Ribeiro

Em breve, mais "Pedaços de Nós"...

Já estreou "O Gato"


Já estreou "O Gato", a última produção do Grupo Teatral Freamundense - Espectáculos previstos para o mês de Abril - dia 12 e 26, pelas 21.30 horas. Bilhetes à venda na papelaria a "Papelinha", e na Associação de Socorros Mútuos, na hora do espectáculo. Uma comédia em 2 actos , uma noite bem disposta. Não faltes!...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um post tardio

Há duas semanas atrás, este blog sofreu uma pequena remodelação no seu visual (caso não tenham reparado)...nunca cheguei a agradecer publicamente ao autor da remodelação, embora o tenha agradecido pessoalmente, agora chegou a hora de o agradecer publicamente...é um post com duas semanas de atraso...mas, merecido...e como mais vale tarde que nunca...
Muito obrigado NUNO LEÃO!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Freamunde antigo

Esta fotografia tem certamente mais de setenta anos, como facilmente se pode ver, ao fundo da foto, do lado direito da árvore, vê-se a Capela de Santo António. Em 1936 e por exigências de um arranjo urbanístico de Freamunde, que tinha ascendido à categoria de vila, três anos antes, a capela foi desmoronada e recuada para o local onde se encontra actualmente. Recordo-me perfeitamente que o meu pai, já falecido, dizia que foi ajudante dos trabalhadores envolvidos na obra. É claro que se compararmos com os dias de hoje, as diferenças são abismais…mas de um modo geral, é um daqueles locais que após sete décadas, facilmente se identifica… a capela, foi inaugurada no local onde se encontra actualmente, em 1938.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Concerto de apresentação da "Big Band Pedaços de Nós"

Na próxima sexta-feira, irá decorrer a apresentação da "Big Band Pedaços de Nós", no Auditório do Parque de Exposições de Paços de Ferreira pelas 21.30 horas. Esta banda foi formada há cerca de três meses, com 25 músicos no seu elenco, sendo alguns de Freamunde, outros do concelho e outros de outras áreas. A música desta banda varia entre jazz e ritmos latinos.
A não perder.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Peça de teatro "O GATO"

A nova peça do GTF estreia sábado dia 5, às 21:30 horas.Escrita por Henrique Santana, filho de Vasco Santana, a peça é uma deliciosa comédia em dois actos.Passada nos anos 60, o fantástico, o inverosímil, os enganos (e desenganos), são uma combinação de gargalhadas e humor inteligente.