terça-feira, 27 de maio de 2008

Santa Cruz

Ao longo dos séculos e sabe-se através da História, houve embates duros entre religiões, nomeadamente entre cristãos e muçulmanos. Essas pelejas teriam também passado por Freamunde.
Os mouros ou árabes ocuparam os Castros e os Mortórios de Figueiras e Covas e passavam por Santa Cruz para chegar à Villa Fresimundi onde teriam feito derramar muito sangue cristão e destruído a igreja.
Aí por volta de 717, atravessando e vencendo os penedos teriam chegado à planura de Santa Cruz, onde os cristãos teriam levantado uma cruz, em memória das mortes sangrentas aí ocorridas. Era costume, na época. À volta da cruz, e seguindo uma tradição céltica, colocavam-se pequenas pedras. Cada cristão, que por lá passasse, colocava uma pedra e rezava um Pai-Nosso. E ali existiu, na verdade uma cruz rodeada de pedras.

Rampa e Fonte do Agrelo
A nossa fonte cheia de lenda e de misticismo não se sabe quando ali foi instalada. Mas "quem beber daquela água não sai mais de Freamunde". O seu nome pode vir de "agrelite", um silicato de cálcio e sódio mas também de "agreira" que significa "Iódão" (uma árvore mediterrânica, a Celtis australis que era chamada lótus na antiguidade).
"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"

Bem...no estado em que se encontra actualmente a Fonte do Agrelo, seca e abandonada, deita por terra esta lenda, pois quem não mais quiser sair de Freamunde, terá que procurar outros meios para aqui se fixar, porque, água...nem vê-la!

Triste tristeza de uma fonte.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bombeiros-Fotos antigas

Formatura dos Bombeiros em frente ao quartel na Rua do Comércio.
A primeira reunião de Direcção neste quartel, que era uma garagem e que foi adaptada e transformada em quartel, decorreu no final de Maio de 1933. Esta garagem era propriedade do sócio Serafim Pacheco Vieira. O plano de obras efectuadas para a transformação dessa garagem para quartel compreendia: garagem para os carros dos bombeiros, ginásio, gabinete de Direcção, gabinete de leitura, etc, de molde a ficar um quartel decente e a merecer da terra de Freamunde. A construção de um quartel-sede para os Bombeiros de Freamunde só volta a ser equacionada com profundidade no fim dos anos quarenta, altura em que, pelo país, começavam a ser construídos os primeiros quartéis de raíz, mais adequados ao seu fim. Em Maio de 1954, não só se reconhecem as deficientes condições em que está instalado o quartel como assumem dificuldades em arranjar um terreno para a construção de um novo. Neste quartel ficaram instalados os Bombeiros de Freamunde até 1977.

Alguém consegue identificar algum destes soldados da paz?...(clica na imagem para ampliar)

sábado, 17 de maio de 2008

Textos sobre a cidade


MINHA TERRA
Sou natural de Freamunde
Deste formoso cantinho
Que talvez seja o mais belo
Que fica entre Douro-e-Minho.

Há quem diga com firmeza
Que és altiva e forte,
Há quem diga e quem insista
Que és o povo mais bairrista
Desde o Sul até ao Norte.

Tu foste berço do móvel
Correste grandes cidades,
Tantos móveis tu fizeste,
Tanta casa tu encheste,
Escolas e universidades.

Correndo de boca em boca
Há um ditado já velho,
Que diz Freamunde ser
A terra com mais saber
Das terras deste concelho.

Velhinha Chã de Ferreira
Há muitos anos atrás,
Diz o povo e muito bem
Que é a terra que mais tem
Cultura, trabalho e paz.

Poema de Quim Bica

Participa neste "Textos sobre a cidade", envia para o e-mail: freamundense@gmail.com textos, poemas, contos, etc...tudo o que com Freamunde tiver relacionado, participa.

domingo, 11 de maio de 2008

Miauu,miaauu,miiaaauuu...

"O Gato", simplesmente...fantástico! Não sou crítico de teatro, sou apenas um comum espectador que gosta de teatro, de bom teatro, e esta foi a primeira palavra que me veio à cabeça para descrever esta peça. Quando estamos sentados a assisti-la, parece que estamos a vive-la, é uma sensação única, o ambiente que os (bons) actores conseguem transmitir, a capacidade de criatividade, a capacidade de interpretação, a dedicação...Quando a peça termina, dá uma vontade enorme de aplaudir, porque vivemos a peça com tanta intensidade, que é a única maneira de agradecermos o espectáculo que estes profissionais nos proporcionaram.

Parabéns Grupo Teatral Freamundense, parabéns actores, todos, sem excepção estavam magníficos. Esta é a opinião de um comum espectador de teatro, daqueles que assiste por gostar, apenas mais um a juntar-se ao restante público, algum já repetente, que tem saído sempre bastante satisfeito depois de assistirem a esta fantástica comédia, sempre com lotação esgotada e que estará em palco até 14 de Junho. Continuem a elevar bem alto esta actividade ininterrupta de quase 45 anos, que já deu provas do que é capaz e da sua honestidade como um promotor da cultura em Freamunde.

Para terminar, e porque "eu não quero é incomodar", e não querendo desprezar a Associação de Socorros Mútuos, edifício centenário, e sede do Grupo Teatral, embora a sala de espectáculos seja simpática e intimista, há muito tempo se tornou pequena e com poucas condições para receber um grande espectáculo. Freamunde merecia mais, muito mais...

"O GATO" - FICHA TÉCNICA:
Produção
- Grupo Teatral Freamundense
Encenação - JFernandez

Carlos - Jorge Costa
Amélia - Sílvia Alonso
Novais - Ricardo Graça
Carlota - Aida Gomes
Teresa - Bruna Ribeiro
Maria - Marta Mendes
Castro - Francisco Graça
Joaninha - Catarina Campos
Toni - Tó Almeida
Romualdo - José António Santos
Laura Barradas - Tânia Leão

Direcção de actores - JFernandez

Atentos - Arménio Ribeiro ; Ricardo Machado

Criação de Cenários, Sonoplastia e Iluminação
Maximino Teixeira, Arménio Ribeiro, Carlos Felgueiras; Diogo Gomes; Francisco Graça; Gabriel Carvalho; JFernandez; João Campos; Joaquim Pinto; Nuno Leão; Paulo Carvalho; Pedro Lopes; Ricardo Graça

Design Gráfico - Nuno Leão

Criação de figurinos - JFernandez

Caracterização e cabelos - Albertina Valente; Fátima Moreira

Peço desculpa ao GTF, mas não resisti a filmar um pequeno excerto do 2º acto...

Miauu,miaauu,miiaaauuu...


Uma peça a não perder...estará em palco todos os sábados às 21.30 horas até 14 de junho.

sábado, 10 de maio de 2008

1º Aniversário


Parece que foi ontem, mas já lá vai um ano. Pela minha parte tento sempre fazer o melhor, dentro do possível e muitas das vezes limitado pela falta de tempo e também de informação disponível, mas, acreditem que hoje também é um desafio, feito com amor, responsabilidade, às vezes até paixão, por este cantinho e por esta terrinha, que é a cidade de Freamunde. Obrigado a todos os que por cá passaram neste ano de existência e, lembrem-se sempre, que este blog é para vós, e que estará sempre aberto para receber sugestões, as vossas opiniões e também as vossas críticas.
Bem hajam.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Freamunde na imprensa

APRESENTAÇÃO DE LIVRO

Amanhã, dia 9 de Maio, pelas 21.30 horas, é apresentado na Casa da Cultura o livro de poemas infanto-juvenis "Baú de Palavras", de Glória Dias Sereno, natural de Figueiró. A apresentação será abrilhantada pela actuação do Ensemble Vocal de Freamunde.

In Gazeta de Paços de Ferreira

Freamunde na imprensa

BANDA DE FREAMUNDE
Instituição de Utilidade Pública há 16 anos

A Associação Musical de Freamunde-Banda de Freamunde mereceu a atribuição de "Instituição de Utilidade Pública" há 16 anos, aniversário que comemora hoje, dia 8 da Maio. Foi um diploma assinado pelo primeiro-ministro de então, Prof. Cavaco Silva, que justificava tal atribuição por uma história longa, ao serviço da cultura musical, plenamente integrada no meio e por veicular o nome da terra e a música, para além dos seus limites geográficos. Nem todas as instituições merecem esta designação, pelo que os freamundenses e os dirigentes da Banda, antigos e actuais se sentem orgulhosos.

In Gazeta de Paços de Ferreira

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Feira


Antes de 1720, a Feira era um local ermo e deserto, onde documentos particulares, referiam a existência de sortes de mato. Nessa altura não existiria ainda a Capela de Santo António, pelo menos com esse nome. Era apenas o "ermitério, a choupana do ermitão António Dias Penedo (1667)", como diz o Pe. Francisco Peixoto. Foi a criação das feiras que fez atrair ao local moradores humanos e afastar os lobos e porcos malteses e outros animais que favoreciam a caça. Havia ali o Fojo, que era uma armadilha constituída por um fosso profundo coberto com ramalhos cruzados e circundado por dois muros para fazer cair ali os animais acossados pelos monteiros. Era uma zona rica de carvalhos, companheiros na solidão do ermitão que foram, pouco a pouco, derrubados e mais tarde substituídos por plátanos...
Feira era toda a área central de Freamunde que depois se dividiu em Largo da Feira, Alto da Feira e Largo de Santo António.
"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Pedaços de Nós

GRANDE QUIM LOREIRA

Orgulhe-se a Gandarela,
orgulhe-se a terra a terra inteira:
a sua filha mais bela
deu à luz o Quim Loreira.

Pela mão dos sardinheiros,
sob sorrisos e abraços,
junto à Fonte dos Moleiros,
deu os seus primeiros passos.

E depois subiu à Feira
perdeu-se pela palmeira,
do fundo do coração.

E pela festa da vila
é por aqui que ele se asila
p'ra lhe fazer um sermão.