quinta-feira, 30 de julho de 2009

Blog Freamundense - 50.000 visitas

Nada melhor para comemorar as 50.000 visitas do Blog Freamundense que esta foto da nossa Palmeira. Este blog atingiu este pequeno "marco" e não podia deixar este momento sem vos agradecer, a todos vós, os que diariamente o brindam com a sua visita. Obrigado a todos, eu prometo por aqui continuar.

domingo, 26 de julho de 2009

Freamunde: "Pormenores"

Caríssimos visitantes, aqui está o pormenor para esta quarta edição deste passatempo. Vamos lá descobri-lo?...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Sebastianas 2009"

Já foram desfeitos os arcos (este ano mais suaves, mais harmoniosos, como se quer) que engalanaram Freamunde durante onze festivos dias. Tempo que ficará guardado na montra das nossas recordações. As "Sebastianas" são efectivamente um honra para a Terra. As ruas da cidade, luzida e fresca, encheram-se de gente, houve festa rija até às tantas. Dias fantásticos, de autêntica loucura. O nosso povo (grato pelos momentos de variado convívio, de folia, que lhe são oferecidos para amenizar as agruras da vida, por vezes vazia, fria, indiferente, um nada..."Leve o diabo a tristeza, que a tristeza não faz bem") adora as romarias buliçosasa. Como esta, típica, de tradição enraizada, sempre bela e concorridíssima.
O cartaz atraiu ao coração de Freamunde o movimento, a animação, o entusiasmo, o colorido.
Freamunde é mesmo isto, uma força, uma massa homogénea, que põe o melhor da sua alma a testemunhar toda a virtude do seu bairrismo.
Pelas "Sebastianas" sentimos orgulho. Pelo seu engrandecimento somos capazes de muita coisa, dos maiores sacrifícios, da mais desinteressada entrega, a que chamamos amor à Terra. Sempre generosa e franca, pois, apesar de todo o seu esforço, ainda sobra alegria para oferecer aos outros. A Festa já se cumpre há muitos anos, mas o tempo não lhe retirou força, bem pelo contrário.
Houve de tudo. Desde as estrondosas morteiradas das alvoradas aos espectáculos de palco.

Parte da denominada Semana Cultural - o lançamento do livro "A sua culpa" foi da responsabilidade de Rosalina Oliveira - teve a participação da Associação "Pedaços de Nós". O Concurso de Quadras - VII edição - enraizou-se tornando-se um evento de amplitude nacional. Uma ternurinha e exposição de ilustração "furtacores" e fotografia de Abigail Ascenso e Fedra Santos. A noitada de domingo, dia 5, foi preenchida com declamações das quadras vencedoras, e curtas, mas bem conseguidas, interpretações musicais. Foi um regalo ouvir, com emoção, originais da revista "Freamunde é coisa boa", o Grupo das Castanholas, a Big Band e o Agrupamento Laços e Nós.
Parabéns aos mais de cem elementos que passaram pelo palco e que nos proporcionaram um espectáculo delicioso, completamente gratuito. Contudo, todos os olhares convergiram para o neófito Grupo de Percussão. Exposto à numerosa assistência, apresentou-se actuando em simultâneo com a Big Band, no tema "Tico Tico". A reacção foi efusiva. A plateia rejubilou. Foi bonito, sim senhor. Até porque os instrumentos foram construídos pelos próprios componentes do grupo através de material reciclado. Esperamos, ansiosos por novos concertos.
Mas houve mais durante a denominada Semana Cultural. Os restantes espectáculos de música foram pensados para os diferentes segmentos de público. Da "pesada" (Buenos Aires) à popular portuguesa (Pé na Terra), passando pelo fado, de Coimbra e não só. Foi fixe.
Na primeira grande noitada, Sexta-feira, a atracção do cartaz dava pelo nome de "Os Deolinda", grupo que se estreou em 2008 com o álbum "Canção ao lado", já duplo platina, e com várias digressões pela Europa.
A música, alegre e travessa, entusiasmou a eufórica juventudem que entrou em delírio.
No Sábado, a presença dos GNR - gente que se recusa a olhar para o B. I. - veio introduzir uma importante qualificação às festas.
Foi um espectáculo de luz e som, fantástico, que a Banda de Rui Reininho proporcionou a uma multidão, conhecedora e participativa, que não arredou pé até ao últino "encore".
Surpresa, das grandes, foram os portugueses Buraka Som Sistema. O serão de Domingo para Segunda foi por inteiro da malta nova. É o "rap" que está a dar. Os milhares de fãs, completamente contagiados, explodiram de contentamento, gozaram à grande e à francesa, com muita cerveja à mistura. Freamunde rebentou pelas costuras e nem a chuva miudinha, que por vezes ameaçou, arrefeceu os ânimos duma juventude irreverente que entrou em êxtase.
O líder dos Buraka, logo na apresentação, não podia ser mais elucidativo: "Freamunde faz umas festas so caraças!...Nunca vi nada disto!..."
Noutro âmbito musical, a Banda de Freamunde continua a arrastar centenas de fiéis, amantes da Divina Arte. Mais nenhuma Associação do concelho se pode gabar de tão proveta idade (187 anos). Sentimo-la, no entanto, sempre nova e fresca.
A noite de bombos, de Sexta para Sábado, pegou de estaca. De ano para ano aumenta o número de "tocadores" que inundam a cidade, enlouquecendo-a com as batidas ensurdecedoras. Umas afinadinhas, outras nem por isso. Um espanto! Por perto ninguém prega olho. Que importa?! São só umas horitas e...festa é festa!

Os membros da Comissão capricharam na componente religiosa. O interior da Igreja Matriz estava divinal, com todo o deslumbramento dos seus andores, ricamente ornamentados.
A missa solene, com sermão, foi acompanhada a grande instrumental pelo coro residente e componentes da Banda de Freamunde.
A procissão remeteu-nos para as origens da festa mais espiritual, destacando-se a dimensão importante da mesma que congregou milhares de pessoas, povo crente, ao longo do extenso percurso.
A cidade era um tapete contínuo de flores, nem todas naturais (a "moda" é a colocação de serrim húmido pintado), conferindo inigualável colorido.
A eterna noite de Segunda-feira foi o culminar, em apoteose, das "Sebastianas".
A cidade encontrava-se prenhe de uma multidão enorme, comprimida, sem arredar pé, ávida de presenciar a Marcha Alegórica.
O cortejo, a custo, conseguiu abrir passagem pela imensa mole que o aguardava.
Vários carros, onde se destacava a componente cómica de alguns quadros, desfilaram, obra do esforço persistente de verdadeiros guerreiros com alma de artistas. Não há obstáculo que resista a tão forte determinação.
O fogo de artifício, preso e piromusical, foi de um efeito multicolor deslumbrante, com o público da casa em claro domínio, face ao adiantado da hora, em dia de semana.
Falando das "vacas", houve-as, bravíssimas, às dúzias. Aumentam em número de ano para ano.
Parabéns à Comissão. Nunca me cansarei de elogiar o trabalho desenvolvido, com cérebro e o músculo, ao longo de doze meses, sem desfalecimentos, por um punhado de jovens festeiros que não se deixaram morrer nos tempos da indiferença.
Esta gente não se sentiu defraudada dos seus anseios, pois as "Sebastianas" ofereceram-nos espectáculos dignos, ímpares de beleza e animação.
A rapaziada goza, agora, o sagrado orgulho dos que têm a consciência de terem ficado a dever apenas a si próprios, ao seu valor, ao seu entusiasmo, à sua coragem, ao auxílio incondicional de todos os freamundenses, o êxito alcançado.

E para que as "Sebastianas" não se apaguem na poeira do esquecimento, já anda num rebuliço a nova Comissão. É assim em Freamunde!

Joaquim Pinto - "Gazeta de Paços de Ferreira"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sebastianas - Dia 12

Um "mar" de gente invadiu literalmente Freamunde e as Sebastianas ontem à noite para assistir ao concerto dos Buraka Som Sistema. Grandioso espectáculo com toda a plateia a vibrar com o grupo. Há já muito tempo que não se assistia a um Domingo à noite com tantas pessoas nas Sebastianas...É também de enaltecer o maravilhoso espectáculo pirotécnico: a "FireBall"...Simplesmente fantástico! Grandiosas Sebastianas, estas que estamos a passar...Parabéns Comissão 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

Sebastianas - Dia 10

Já começaram as melhores festas do Mundo na cidade mais bairrista da região...
Já começaram as Sebastianas 2009...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sebastianas 1987

Hoje ao visitar o blog Lampada Azul deparo-me com estas duas preciosidades de outros tempos: as Festas Sebastianas de 1987. Gostei tanto que não resisti a "roubá-las"...Peço desculpa ao autor/a do blog, mas não resisti mesmo...Vale a pena ver estas duas preciosidades...

terça-feira, 7 de julho de 2009

As melhores festas do "mundo"

Já mexem as "Sebastianas", as melhores Festas do Concelho. Para nós, freamundenses, as melhores do "mundo". Exagero? Há algum mal que se fale assim? Há alguma, por estes lados, rival? Olhem que não.
Aqui ninguém se entrega ao comodismo, todos se esforçam um pouco pelo prestígio da cidade. Questão cultural, profundamente enraizada em todas as gerações. As "Sebastianas", como evento que mais envolve os freamundenses, são, acima de tudo, uma manifestação popular, que faz parte da nossa tradição e memória. Têm por natureza um atractivo, um entusiasmo difíceis de igualar. Por isso, Freamunde tem sobejas razões para se orgulhar das suas Festas. Festas que marcam, de forma vincada, a Terra, a carcterizam, a definem.
O figurino, com grande diversidade de actividades, rico e sugestivo, com um outro elemento de modernidade, mas sem descurar as tradições, sem lhe retirar o espírito típico, em nada, ou quase nada, se altera: As "estrondosas" alvoradas; as "arruadas" dos Zés Pereiras e gigantones; as "feéricas" iluminações; a missa solene, a grande instrumental, com sermão: a "majestosa" procissão: o cortejo alegórico e luminoso: as "monumentais" sessões de fogo de artifício; os "vibrantes e ensurdecedores" bombos: as "furiosas" vacas de fogo; "caprichosas" ornamentações; concertos musicais; actividades culturais; imensas diversões...Enfim, emoções fortes para todos os gostos numa panóplia de acontecimentos paralelos, onde o profanos se mistura com manifestações de fé.
Forasteiro amigo: se nos deres o prazer da tua visita, se o fizeres pela primeira vez, ficarás rapidamente integrado e cliente eterno da "casa". Podes crer. Que o digam os "repetentes" de tantos e tantos anos, mesmo sem terem bebido a água do Agrelo.
Por isso, vem. Cá te esperamos, com toda a hospitalidade que caracteriza este povo. Povo que labuta, que sabe o que quer e vale, desdobrando-se para dar ao visitante o melhor de si, do seu carácter, da sua alegria. Afinal, são "só" onze dias.
Já foi do Mártir, outrora.
Festas da Vila, eu sei lá.
Sebastianas, agora...
Sempre a melhor, amanhã.
Joaquim Pinto - Gazeta de Paços de Ferreira

São as nossas mui queridas Sebastianas...