quinta-feira, 29 de abril de 2010

Bombeiros - fotos antigas

O Studebeker: a 2ª viatura da corporação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde. A licença para a sua importação é obtida em Maio de 1949. Porém, devido a enormes dificuldades burocráticas, o veículo só chegaria a Freamunde em Setembro de 1950. A sua chegada foi aguardada por centenas de pessoas à entrada de Freamunde. A sua chegada foi motivo de grande entusiasmo por parte dos freamundenses que organizaram a sua chegada.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coisas Minhas

A NOSSA VELHA BANDA...

Este ano a Banda de Freamunde (assim: "tout court", sem ornamentos de "Marcial", sem identificações de "associação musical"...) completa 170 anos de existência! Não, não é gralha, não é um desses arreliadores percalços tipográficos em que o nosso "Fredemundus", por vezes é pródigo...São mesmo 170 (cento e setenta) anos!...É obra!... Dou tratos à memória, percorro os meus conhecimentos de mais de setenta anos de interesse social em busca de uma instituição ainda em actividade, seja no campo cultural, seja no social ou económico (no político nem vale a pena falar, tantas vezes andam as moscas atraídas por essa merda, como dizia Bulhão Pato...) e só me vem à mente a "Real Companhia Velha das Vinhas do Alto Douro", que nasceu da infeliz prepotência do senhor Marquês de Pombal e ainda insere o seu velho símbolo nos recipientes que contêm esse precioso néctar, e nosso principal embaixador no mundo, indevidamente conhecido por Vinho do Porto. Mais nenhuma se pode gabar de tão provecta idade!...E, se estou a dizer forte asneira, agradeço que mo digam e me apresentem a colectividade, associação, clube, instituição, enfim, que possa ganhar, ou simplesmente ombrear em idade com a nossa querida Banda.
Há 170 anos que Freamunde, como diria o brasileiro, "vê a Banda a passar..." Ela é, mesmo, mais antiga que o próprio brasileiro que tal afirma, pois quando nasceu ainda o brasileiro era considerado português, à espera do reconhecimento de independência, que no Brasil só surgiria três anos depois...Ela assistiu às fraticidas lutas entre D. Pedro IV e D. Miguel, viveu as lutas liberais, tocou o "Hino da Carta", animou Fernandes Tomaz e quantos lutaram pela liberdade e dignidade do Povo, insurgiu-se contra os Cabrais, fez soar o vitorioso hino da Maria da Fonte, alegrou, com os seus acordes, a inauguração do caminho de ferro em Portugal, "chorou" uma marcha fúnebre quando do regicídio, fez soar acordes à chegada da República, negou-se (pelo menos nunca a ouvi) a executar a marcha "Angola é nossa" e regosijou-se festivamente, a entoar a "Grândola, vila morena"...
Cento e setenta anos é já uma longa História! Não foi o nosso povo que, durante cento e setenta anos, viu a banda passar: foi, sim, a Banda que feliz e gloriosamente, viu a História passar...
Esta banda tem mais 100 anos do que eu, que já me considero velho e a mais no mundo...Só de tal constatar todo me arrepio...E se algumas vezes contra ela me insurjo, por uma mal disfarçada profissionalização interesseira de alguns dos seus elementos (que a minha qualidade de amador de Arte não concebe...), perante a sua provecta idade, perante a sua persistência de existir e insistência de a tal continuar, face à glória que tem trazido a esta terra que me habituei a amar e à altura a que tem elevado o seu nome, curvo-me respeitosa e agradecidamente e só espero que os seus elementos presentes e futuros possam ser dignos dos que os precederem e conseguiram, ultrapassando problemas e vicissitudes, que cento e setenta anos infalivelmente trazem, que ainda hoje exista e sirva o nosso orgulho de freamundenses.
Mas eu sou novo em Freamunde; comparado esta nossa Mathusalém 43 anos nada são...São, porém, já bastantes para algumas recordações à nossa Banda ligadas. Recordações de amigos que ali tive e não verei jamais: os Regos, os Pereiras, os Nogueiras...Nem todos, felizmente, mas muitos que me eram muito queridos e muito me ajudaram na actividade teatral que aqui continuei e que, sem eles não teria sido possível...Como poderia ter nascido a "Gandarela", sem a ajuda de um Zé Rego, de um Jaime Rego que ajudaram as minha muitas limitadas noções de composição musical, e de um Antonino Nogueira, que instrumentiu as melodias simples e limiares que eu lhe fazia chegar às mãos?...E aquele maravilhoso grupo de músicos que, todas as noites que a primeira "Gandarela" era representada, executada ao vivo o seu "libretto" (que fino...), no "fosso da orquestra" (que importante...) da velha Associação?...E, mesmo antes da estafada "Gandarela", quanto ficou o teatro de Freamunde a dever ao saudoso Helder Ribeiro, tão grande executante como enorme amigo e inigualável coração?...E já depois do êxito do primeiro trabalho do G. T. F., quando houve que fazer a sua reposição e gravar a partitura, quanto se ficou a dever desse trabalho ao entusiasmo e competência do Rogério Pereira e Jaime Rego, grandes amigos que, felizmente ainda posso abraçar e espero fazê-lo por largo tempo. E aquele maravilhoso solo de saxofone, na peça "O Comissário de Polícia", magistralmente executado pelo senhor António Rego, em 1966, que tanto ajudou o G. T. F. a trazer para Freamunde, nesse ano, todos os primeiros prémios em jogo no Concurso Nacional, entre 66 grupos de teatro amador de todo o país. E, finalmente, a que se deve a existência do Grupo Teatral Freamundense se não a esse querido e chorado amigo que se chamou Maximino Rego, ele também elemento que foi da nossa Banda, que animou, que empurrou, em insultou, até (!), para que eu andasse para a frente?!...
De certo modo, a Banda de Freamunde, foi também o suporte e a causa do nosso grupo de teatro. Até quando, nos dias 19 de Março, se apresentava à paisana, quase envergonhadamente, junto à Associação de Socorros Mútuos, onde meninos e meninas, nos intervalos das arengas dos senhores sérios, recitavam versinhos e começavam a ganhar o gosto por estas coisas do palco, que mais tarde, muitos deles e delas, havia de se consolidar no G. T. F., e nos incitava com o proverbial hino desses dia:
"Trabalhai, meus irmãos, que o trabalho..."
Oh, velha Banda de Freamunde, quanto te devemos!...Quanta alegria nos tens dado e, mesmo com 170 anos, como eu te sinto nova e fresca...E como espero que constantemente te remoces para continuares, como até aqui, a encheres as Bandas de todo o país com os filhos que de ti saem numa iniludível prova de Freamunde ser, na realidade, terra de Cultura, Trabalho e Paz!...

Fernando Santos - Coisas Minhas - 1992

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A administração

Até à formação do concelho de Paços de Ferreira não havia homogeneidade nas 16 freguesias que, no período moderno, se dividiam por dois julgados a que já se faz referência, noutro local. Também no aspecto religioso havia paróquias que dependiam da Diocese do Porto e outras da Arquidiocese de Braga.
No aspecto jurídico-administrativo porém todas as freguesias estavam integradas no Termo do Porto, dependendo da sua Comarca e Provedoria, a partir do rei D. João I, o de Boa-Memória. Era o Senado do Porto que nomeava os ouvidores, meirinhos e outros representantes para os concelhos e freguesias.
Freamunde, como pertença da Honra de Sobrosa, não dependia do ouvidor do Porto, pois tinha o juiz ordinário próprio.
Havia uma tradição de poder senhorial e eclesiástico em que o rei não conseguia intervir, apesar das tentativas de centralização. Martim Anes informava os inquiridores de D. Afonso III (1258) que os herdadores não pagavam foro ao Rei porque prestavam serviços aos Ricos-Homens. No entanto, ao longo dos tempos, as formas de administração foram-se alterando, de acordo com as orientações e objectivos dos governantes e os códigos administrativos.
Em 1758, o Pe Lucas Gomes Ferreira, reitor de Freamunde, informava o Bispo do Porto que a freguesia era pertença da comarca de ouvidoria e correição de Vila Real. Os privilégios destes senhores acabaram com a sua exaustoração, em 1614, passando as suas propriedades para a Casa do Infantado. Em 1858, o reitor António Matos informava ainda a cúria diocesana que Freamunde era aldeia populosa e seu donatário o Infantado.
A vitória liberal que culminou com o claudicar dos miguelistas na Convenção de Évora-Monte, em 1834, conduziu à reforma administrativa de D. Maria II e à consequente formação do concelho de Paços de Ferreira, em 1836.
A administração passou a ser presidida, no concelho, por um Administrador do Concelho (o primeiro foi Manuel Alves Barbosa) que era nomeado pelo rei, por proposta do Governador Civil e era figura de primeiro plano. Fiscalizava a actividade da Câmara. O Governador Civil do Porto, por proposta do Administrador do Concelho, nomeava os Regedores da Paróquia que davan pareceres sobre as Juntas da Paróquia e eram coadjuvados por um cabo da Polícia e um Secretário.
Estas nomeações a nível central ou por via dos governadores civis mostram o carácter centralizador do Código de 1842.
A Câmara Municipal, composta por um presidente, um secretário e cinco vogais, tinha responsabilidade da defesa dos interesses peculiares do concelho e na administração de bens. As suas decisões careciam, às vezes, de ratificação das Juntas Distritais e do Governo. O primeiro presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira foi Leonardo Ribeiro de Meireles, de Buçacos. Esta estrutura manteve-se até ao Estado Novo.
Actualmente os orgãos autárquicos são, no concelho, a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal e os de freguesia a Assembleia de Freguesia e a Junta de Freguesia. Os orgãos são eleitos pelo povo, em eleições democráticas, o que decorre das transformações trazidas pela Revolução de 25 de Abril de 1974 e da consequente Constituição de 1976 a que se seguiu a Lei das Finanças Locais de 1979.
Indicam-se a seguir as diferentes composições das Juntas de Freguesia de Freamunde, desde a formação da Vila.

1928 a 1941

Presidente - António Martins Pacheco
Vice-Presidente - Abílio Pacheco de Barros
Tesoureiro - Francisco Martins (a partir de Abril 1929 passou a ser Armando Nunes Oliveira; a partir de Novembro de 1929 passou a ser Arnaldo da Costa Brito)

1942 a 1945

Presidente - António Joaquim Ribeiro
Secretário - Idalino Ferreira Alves Pacheco
Tesoureiro - Vitorino Marques Pinto
1951 a 1954

Presidente - Abílio Pacheco de Barros
Secretário -António da Costa Brito
Tesoureiro - Leonel Nunes Oliveira (a partir de Novembro de 1952 passou a ser Joaquim Augusto Pereira Gomes)
1955 a 1959

Presidente - Abílio Pacheco de Barros
Secretário -António da Costa brito
Tesoureiro - Anselmo Ferreira Marques
1960 a 1963

Presidente - Jaime Manuel Nogueira de Barros
Secretário - Alfredo Cardoso de Barros
Tesoureiro - Agostinho Mendes (a partir de Março de 1961 foram substituídos ficando a constituição a ser a seguinte: Presidente - Alfredo Cardoso de Barros; Secretário - Agostinho Mendes; Tesoureiro - José Lopes)
1964 a 1967

Presidente - Alfredo Cardoso de Barros
Secretário - Fernando Herculano Pinto de Moura
Tesoureiro - Agostino Mendes (a partir de Fevereiro de 1965 passou a ser António Costa Alves)
1968 a 1971

Presidente - António da Costa Alves
Secretário - Alfredo Cardoso de Barros
Tesoureiro - Agostinho Mendes
1972 a 1975

Presidente - Agostinho Mendes
Secretário - Alfredo Ferreira Rego
Tesoureiro - António Alberto de Matos e Barros
05/03/1975

(Passou a Comissão Administrativa a Junta de Freguesia)
Eleições - 12/12/1976
Presidente - Vitorino Ferreira Ribeiro
Secretário - António Lúcio Pereira Rego
Tesoureiro - Abílio Fernando Pinto Leal
1977 a 1979

Presidente - António Carneiro
Secretário - Adriano Antero Leitão Soares
Tesoureiro - Domingos Ribeiro Alves
1980 a 1982

Presidente - António Carneiro
Secretário - Jaime de Barros Gomes
Tesoureiro - José Maria Dias de Matos
1983 a 1985

Presidente - António Carneiro
Secretário - Jaime Barros Gomes
Tesoureiro - José Maria Dias de Matos
1986 a 1989

Presidente - António Carneiro
Secretário - António Maria Leão Torres Correia
Tesoureiro - José Maria Taipa Pinto Nogueira
1990 a 1993

Presidente - António Carneiro
Secretário - António Fernando Campos Sousa
Tesoureiro - Albino Sousa Carneiro Silva
1994 a 1997

Presidente - António Fernando Campos Sousa
Secretário - Albino Sousa Carneiro Silva
Tesoureiro - José António Silva Santos
1998 a 2001

Presidente - António Maria Leão Torres Correia
Secretário - Manuel Abílio Costa Pinto Carneiro
Tesoureiro - José Maria Taipa Pinto Nogueira
Vogal - Maria Madalena Barros Lima
Vogal - Pedro Ernesto Pedra Sousa
Vogal - Manuel Jesus Gomes Mendes (substitui o Pedro Ernesto Pedra Sousa)
2002 a 2005

Presidente - António Maria Leão Torres Correia
Secretária - Maria Madalena Barros Lima
Tesoureiro - José Maria Taipa Pinto Nogueira
Vogal - Manuel de Jesus Gomes Mendes
Vogal - Fernanda Maria Taipa Bessa Mendes
Vogal - Cândido José Coelho Gomes; António Joaquim Mendonça Pinto

Após o 25 de Abril, os presidentes da Assembleia de Freguesia foram os seguintes:

1977 a 1979 - António Luis Leão da Costa Torres
1980 a 1982 - António Fernando Moreira Pinto de Matos
1983 a 1985 - Fernando Eduardo Sousa Delgado S. Ribeiro Santos
1986 a 1989 - Maria José Machado Pereira
1990 a 1993 - Mário Ângelo Carneiro Baptista de Meireles~
1994 a 1997 - Manuel Abilio Costa Pinto Carneiro
1998 a 2001 - António Fernando de Campos e Sousa
2002 a 2005 - Manuel Abilio Costa Pinto Carneiro

Freamundenses que ocuparam lugares no Governo Civil do Porto
1988/1989 - Fernando Manuel Torres Matos de Vasconcelos
1991/1993 - Rui Manuel Pereira Cardoso Leal - Adjunto Governador
1995/1999 - Raul Sousela Costa Brito - Vice-Governador

"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"

terça-feira, 6 de abril de 2010

Concerto das Castanholas

O Salão Paroquial de Freamunde tornou-se pequeno para as dezenas de pessoas que ali se deslocaram para assistir ao concerto de Páscoa do Grupo de Castanholas de Freamunde. Um belíssimo espectáculo, onde o público vibrou e participou activamente com os temas do grupo.
Quero aqui deixar uma palavra de apreço ao grupo. Um grupo muito dinâmico que tem levado o nome de Freamunde por esse país fora em vários espectáculos realizados.
Uma palavra de apreço, também, à sua directora, a senhora Luísa Tojal pela sua determinação e dinamismo em prol de Freamunde.
Parabéns Grupo de Castanholas, parabéns Associação Pedaços de Nós. Continuem a espalhar a vossa alegria, continuem a elevar bem alto o nome de Freamunde...Bem hajam.
Laurindinha...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Concerto de Castanholas




Concerto das Castanholas, Domingo, 4 de Abril pelas 21:30 no Salão Paroquial de Freamunde.
Imperdível!