terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O monumento da Praça 19 de Abril

Freamunde ascendeu ao título de cidade, em 19 de Abril de 2001. Este monumento comemora essa ascenção e homenageia todos os freamundenses. Os três tamanhos diferentes das colunas simbolizam os três estádios de desenvolvimento de Freamunde:
Freamunde - aldeia ; Freamunde - vila ; Freamunde - cidade.
A primeira é mais rugosa e assimétrica, relacionando-se com a dureza da vida primitiva e da vida rural, na luta pela sobrevivência.
Há em todas as colunas muitos regos, as rugas do trabalho e do esforço, da busca e da luta...
Alguns desses regos fecham-se paralelamente, o que pretende significar os períodos de reunião, de reflexão colectiva, de criatividade...Ao cimo de alguns regos verticais, há uns horizontais que pretendem representar os obstáculos surgidos, muitas vezes, à concretização dos sonhos...
Há caras marcadas e bem vincadas, os homens de ontem, de hoje e de amanhã, anónimas presenças na construção dum todo que aportou aqui e se há-de projectar mais, na senda do progresso.
Numa coluna, ao lado das espigas, uma roca tornada botão de rosa, a vitória da industrialização, não faz esquecer as origens...
As colunas são "regadas" por lágrimas vertidas ao longo dos anos, na conquista do caminho que conduziu aqui.
À frente e a ultrapassar os estádios, a galinheira que se mantém no tempo, apesar de todas as modernizações. No seu braço, os capões que retirou do cesto e olha com carinho e desvelo.
Foi assim que o concebeu e o realizou, o escultor freamundense Gusto Ramos.
"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Freamunde antigo

O antigo Centro Cívico de Freamunde, com a Praça e a mítica Palmeira ao fundo. No início da década de 1990, após exactamente 100 anos da sua inauguração, a Praça foi demolida para o arranjo urbanístico do Centro Cívico.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Blog oficial das Sebastianas

A Comissão de Festas Sebastianas 2011 acaba de criar e lançar o blog oficial da Comissão de Festas Sebastianas de Freamunde. Um blog das Sebastianas para todas as Sebastianas.
Aqui fica o link: http://festas-sebastianas.blogspot.com/
Visitem.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entrevista a D. António Taipa, Bispo Auxiliar do Porto

D. António Taipa aborda questões polémicas.
“Por baixo desta crise económica está uma crise de ordem ética”

D. António Taipa, Bispo Auxiliar do Porto, concedeu uma entrevista ao IMEDIATO onde aborda de forma esclarecedora o estado actual da Igreja em Portugal e no Mundo. Faz uma retrospectiva da sua vida sacerdotal e as cruzadas de enfrentou nos seus 50 anos de ligação à Igreja.
Aborda alguns casos polémicos, como o uso do preservativo em casos específicos, e dá o seu ponto de vista sobre as dificuldades económicas sentidas no concelho e no país e o papel que a Igreja deve ter nestas situações. Faz ainda uma perspectiva do que será a Igreja no futuro.
Natural de Freamunde, D. António Taipa recorda os seus tempos na terra natal e vê com mágoa o encerramento de fábricas que, outrora, deram emprego a uma vasta população do concelho.
--Com cerca de meio século ligado à Igreja, que balanço faz da sua vida cristã e que dificuldades encontrou pelo caminho?
Ligado à igreja estou há 68 anos desde o meu baptismo… Eu percebi: refere-se naturalmente aos últimos cinquenta que coincidem mais ou menos com a minha ordenação presbiteral.
Para a Igreja, em geral, foi um tempo de grandes alegrias, de euforia até. Mas também de grandes desgostos e dores.
O normal para um tempo de mudança e de mudança profunda. Foi o tempo posterior ao grande acontecimento da Igreja dos últimos séculos, o Concílio Vaticano II. Em que a Igreja decidiu rever-se a si mesma por referência naturalmente ao seu Fundador, Jesus de Nazaré, Filho de Deus, e aos homens a quem se sente enviada. “Que dizes de ti mesma?” Era a questão que se propunha.
Foi um reaproximar-se dos homens cujas alegrias e esperanças, tristezas e angústias fez suas. Foi o reconhecimento da co-responsabilidade dos baptizados em toda a vida da Igreja. O reconhecer-lhes a voz e o seu contributo para a vida e missão da Igreja. O acabar com o monolitismo. A liberdade de pensar e dizer, no campo da teologia. A decisiva abertura ao ecumenismo tão importante para a sã convivência entre os homens.
Era estudante. Senti e vivi a renovação de programas de teologia. A novidade de conteúdos. Novas metodologias. O encanto dos estudos bíblicos, na sua renovação. A alegria de ser Padre nesta Igreja que sentia e se aproximava dos homens de maneira nova. O reconhecimento renovado da dignidade do trabalho humano no crescimento do homem, na vivência da sua relação com o seu semelhante, consigo próprio, com Deus, e com o cosmos. A dimensão sobrenatural da vida.
A avalanche de fiéis baptizados que se entregam ao serviço da Igreja, nos mais diversos sectores, da evangelização, da liturgia e do serviço aos pobres. Enfim uma alegria enorme.
Mas ao lado ou a par, algumas dores. Muitas. Algumas particularmente fortes e fundas. Muitos sacerdotes que deixam o exercício do ministério sacerdotal. O pluralismo teológico que resvalou aqui e ali, para um perigoso relativismo. Outros, e tantos foram, que fizeram dura resistência à novidade do Concílio. Muitos, leigos e sacerdotes que abandonaram mesmo a Igreja. O aparecimento de seitas que se multiplicaram por esse mundo fora.
Depois, como todos sabemos, todos estes escândalos vindos a lume nestes últimos tempos.
Foram feridas que se abriram. Foram dores que todos vivemos. E vamos vivendo.
Mas é assim, também, que a Igreja avança, esta Igreja que é pecadora, mas que também é santa. Este mistério de amor chamada a ser sempre o lugar “do carinho de Deus”.
O nosso Papa reconheceu-o. É o passo primeiro e fundamental para a renovação
--Que valores devem reger e prevalecer no centro da vida Cristã?
Na sua primeira carta encíclica o Santo Padre Bento XVI diz que no início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande ideia mas o encontro com um acontecimento que é uma pessoa, Jesus de Nazaré.
Penso que é, antes de mais, desta pessoa que os cristãos precisam de se aproximar e apaixonar. Precisam de redescobrir. Saberemos muito acerca dela, mas a ela não a sabemos assim tão bem. O perfil humano daquele jovem de Nazaré. Daquele jovem que a certa altura se auto marginaliza. Sai de casa. Sem eira nem beira. Com um discurso tremendamente contundente para o tempo. As autoridades de então, políticas e religiosas, não o suportaram. Mataram-no.
É nesse Jesus de Nazaré que o crente encontra proclamados e vividos os valores determinantes da sua vida, como o foram da vida de Jesus.
Adiantaria alguns, e a partir deste mundo em que vamos vivendo. Antes de mais a verdade. O amor e a fidelidade à verdade do que se é, e à verdade da missão que se é chamado a cumprir na sociedade. Jesus foi até à morte, naquela fidelidade. Nada nem ninguém o fez recuar daquilo que sentia ser o seu dever. Nem qualquer medo ou bajulação. Foi um homem e um homem a sério, de verdade. Nunca se vendeu a nada, nem a ninguém.
Depois a esperança. Naturalmente a esperança em Deus, mas também no homem, capaz, também ele, de verdade e do bem.
A auto-estima. O perdão e a misericórdia. A sensibilidade ao outro. A capacidade de assumir a vida, a vida como é. De nunca voltar as costas às suas exigências, às lutas e combates que se nos exigem. Em termos cristãos diríamos “tomar a própria cruz”.
A alegria. É também esta uma nota da vida do crente. Sabe donde vem e para onde vai. E também sabe com quem vai. O seu caminho é sempre para a Vida. O caminho que faz vivendo, vivendo com verdade.
A universalidade. Viver na consciência da comunhão universal, a que vamos sendo cada vez mais sensíveis. Da co-responsabilidade. Não somos ilhas isoladas. Vivemos na e da solidariedade universal. Somos todos responsáveis por todos.
--Atravessamos uma fase muito difícil da vida social e económica. Qual o papel da Igreja para amenizar este problema?
Eu veria esse papel da Igreja a dois níveis. Primeiro, ajudando o homem a entender-se na verdade de si mesmo. Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é plural. Por isso “não é bom que o homem esteja só”. É um ser social, o homem. A pessoa humana é relação.
Quer dizer, o homem só não é, não se encontra, não se desenvolve. O que significa que cada um precisa do outro. Para ser. Para viver. Para crescer.
A esta sua nota essencial o homem responde não simplesmente vivendo com os outros, mas dos outros e para os outros. Na partilha do que é. Do que tem, do que sabe e do que pode. No pôr em comum as suas capacidades e habilidades. Depois, e igualmente na capacidade de receber, de aprender e acolher o outro. Quem só dá, esmaga. E quem só recebe, defrauda. Na capacidade de se sacrificar pelo bem comum.
E em segundo lugar ou concomitantemente, a Igreja deve viver isto no terreno, como se diz. Pela mediação de instituições que cria. De associações que promove entre os seus membros. Cada um por sua própria responsabilidade. E, graças a Deus, a Igreja possui uma boa parte das instituições de assistência no nosso país. E cria permanentemente maneiras novas de se fazer presente às necessidades, às carências e aflições dos homens, de todos os homens.E aí a temos hoje e agora na “sopa dos pobres””, a pagar rendas de casa e remédios nas farmácias… A acolher marginalizados… etc.
E são tantas as dificuldades “oficiais”, que mesmo neste campo, nos vão sendo criadas!
O serviço dos pobres é um dos três pilares em que assenta a vida da Igreja. O serviço da Palavra. Da Liturgia. E o serviço dos pobres. É da sua essência.
Convém entretanto que em todos estes nobres e maravilhosos servidos, dentro e fora do âmbito da Igreja, cada um se interrogue até que ponto tem responsabilidades nas situações que procura remediar agora…
--A época natalícia é sinónimo de uma maior aproximação familiar e pela tolerância. Como explica o facto de estes valores não prevalecerem no nosso quotidiano?
Não sou grande analista. Mas olho para o que se passa e penso. E faço-me a mesma pergunta. E tento uma resposta. Viver em família, viver os valores familiares, da cooperação de todos para o bem de todos. Da harmonia de gerações, entre pais e filhos e muitas vezes avós. Viver com equilíbrio a responsabilidade paternal e maternal, a fraternidade, e relação filial de maneira equilibrada. Viver o serviço da autoridade racional e amorosa; e obedecer com cordialidade… tudo isto é exigente, é muito exigente.
E porque é exigente, a tendência é “esquecer”, “fugir”. Até porque a capacidade de sacrifício, de sacrifício por valores mais altos, parece ser cada vez menor. E é fácil aqui, por amor de uma demagogia barata, ajudar naquela fuga… facilitar ou até promover o desagregar da instituição. Acabam-se as dificuldades!
E assim se vai a “célula” da sociedade. E assim se vai a sociedade equilibrada.
No que diz respeito à tolerância deveremos dizer em primeiro lugar que não se trata de cair em qualquer tipo de relativismo. Significa sim, entender que o caminho para a verdade é progressivo – a verdade absoluta ninguém a possui – , e às vezes com passos atrás. É preciso entendê-lo no outro. E cada um em si mesmo. Isto vem ligado, naturalmente, à consciência da própria fragilidade. Só quando me aceito com a minha capacidade de erro, admito o do outro. Tolero. Mas quem admite o próprio erro?! Cada vez mais, cada um se sente como a única referência do seu próprio comportamento. Por isso sempre certo, sempre correcto. A intolerância ganha espaço...
--Vivemos numa sociedade que por vezes parece não compreender a Igreja. Quais são os melhores testemunhos que podem anunciar os valores da fé cristã?
Vamos ver se entendo a questão que me põe. A sociedade parece não compreender a Igreja. Não é novo. Diante do seu Fundador Crucificado, já naquele tempo, O entenderam como uma loucura ou como um escândalo. Os dois mundos, o pagão e o judeu, respectivamente.
Viver a paixão pelo outro até morrer por ele. Dar-se todo pelo outro para que ele seja e viva. Incomodou e continuará a incomodar. Essa é a marca da Igreja. Quanto mais for o que é chamada a ser, mais incómoda se tornará. Mais provocadora. Mais sujeita a vexames, a perseguições. Denúncia o egoísmo e o amor-próprio. Denuncia a vida de quem vive só para si, à procura de si mesmo, passando por cima de tudo e de todos.
A testemunhar os valores da fé cristã são chamados todos os cristãos. Com tanto mais urgência e profundidade quanto maior é a sua responsabilidade no seio da Igreja. Precisamos da mais Francisco (s) de Assis, Vicente (s) de Paulo, ou Teresa (s) de Calcutá, Padre (s) Américo de Aguiar…
É claro que nos últimos tempos têm vindo ao de cima, ao contrário, grandes contra-testemunhos ao nível de alguns Sacerdotes. Estes, como diz Bento XVI, são os grandes inimigos da Igreja, vindos de dentro dela. São os grandes ataques. Terão de ser vistos como desafios a uma maior verdade da Igreja, como interpelação a uma maior conformidade com a vontade do seu Fundador. Como convites à humildade, à conversão e penitência.
--O papa Bento XVI admitiu pela primeira vez a utilização do preservativo em certos casos, como redução dos riscos de contaminação de doenças como o vírus da sida. Esta posição é uma resposta aos que acusam a Igreja de ter uma posição retrógrada?
Antes de responder à pergunta que me faz, permita-me dizer o seguinte: “Sede perfeitos como o vosso pai celeste é perfeito” é o grande desafio colocado a todos os homens. O “crescei e multiplicai-vos” do livro do Génesis tem em vista não apenas a multiplicação dos homens, mas também o seu desenvolvimento. O seu crescimento em ordem a uma resposta sempre mais perfeita ao projecto daquele que o chamou à vida. O homem é um ser histórico, em perfeição permanente. Na sua relação consigo mesmo, com os outros, com o cosmos e com Deus. E este caminho para a perfeição fá-lo com avanços e recuos, sempre mergulhado no amor e na misericórdia do Pai que o ama e conhece nas suas fraquezas e debilidades.
Também no âmbito da sua sexualidade, avança para a sua perfeição, para uma sexualidade perfeitamente integrada ao nível da pessoa na sua totalidade. E naturalmente, também aqui, com avanços e recuos.
Penso que será neste âmbito que devemos colocar a sua questão. O caso do preservativo para reduzir os risco de contaminação nomeadamente da sida.
Sublinho o cuidado que teve na pergunta ao falar de “redução dos riscos”. Penso que se coloca exactamente no campo do Papa. A caminho da África, Bento XVI dissera que não era o preservativo que resolveria o caso da contaminação, no que foi confirmado internacionalmente por grandes especialistas. Agora nesta entrevista que concedeu a Peter Seewald, ele prevê o seu uso em casos pontuais, como o do prostituto, na medida em que esse cuidado pode ser um primeiro factor de desenvolvimento da consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Quer dizer que, continuando a considerar-se uma prática desordenada da sexualidade, o uso do preservativo para reduzir o perigo de contaminação do parceiro, de lhe provocar a morte, pode admitir-se, em certos casos pontuais, já que pode mesmo ser o inicio de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana. É um princípio de humanização
Tratar-se-á pois da aplicação da doutrina do “mal menor” a casos concretos que cada um fará de acordo com a sua consciência perplexa.
O homem está a caminho…
--Como enquadra o papel da Igreja em Portugal e no mundo?
Foi bom que tivesse colocado a questão relativamente à Igreja em Portugal e no mundo.
De facto quando falamos de Igreja ficamo-nos ordinariamente por Portugal ou pela Europa. E aqui encontramo-nos com uma Igreja que parece cansada. Envelhecida. Acomodada. A olhar demasiadamente para si própria. Com a chamada prática religiosa a diminuir. O número de sacerdotes a baixar…
Mas não é o que acontece por esse mundo fora. Aumenta o número de crentes. O mesmo acontecendo com os sacerdotes que vão sendo cada vez mais, como com os seminaristas. Estive há dois anos, no Sínodo dos Bispos em Roma, e tive ocasião de verificar a pujança, o entusiasmo e o crescimento de tantas Igrejas. Comunidades profundamente dedicadas ao serviço dos irmãos. Pobres. Perseguidas…. Vivas.
Há muitos factores de esperança… para além dos “cuidados” de Deus.
--Como vê o futuro da Igreja?
Na esteira do Papa João Paulo II, numa das suas propostas constantes, na linha da renovação pastoral da Igreja, Bento XVI acaba por criar um Conselho Pontifício para a “Nova evangelização”. É o que a Igreja se propõe, um anúncio de Jesus Cristo com mais entusiasmo e alegria, e com novos métodos e novas expressões, adequadas à novidade dos tempos.
É uma renovação que se espera da Igreja, na sua fidelidade à dupla paixão, por Jesus de Nazaré e pelos homens por quem Ele se deu. Como se dizia no princípio, fazendo suas “as alegrias e esperanças, tristezas e angústias” da humanidade.
Aí estará a base de um futuro que esperamos belo e fecundo, na proclamação e vivência da verdade, da liberdade e do amor entre os homens. De Paz e pela Paz.
--Sendo natural do Concelho de Paços de Ferreira, está preocupado com o estado das empresas, em particular do mobiliário, que durante décadas foi o grande suporte das famílias?
Era para mim motivo de muito orgulho, há anos, ouvir dizer que no meu concelho não havia desemprego, que o nível de emigração era dos mais baixos. Era interessante presenciar, no início ou no fim do trabalho, e na hora de descanso, o movimento, a azáfama de tanta gente a correr, a ir ou a vir do trabalho. Então, de pé ou de bicicleta. Na hora da refeição, multiplicavam-se as salas de jantar. Aqui e ali, onde houvesse uma sombra.
Agora acabou, é verdade. Fecharam as grandes fábricas de então e não só a nível do mobiliário. E fecharam muitas outras. E muitas dificuldades começaram a sentir-se.
Mas também é verdade que abriram muitas outras unidades de trabalho. Modernas e, tanto quanto vamos ouvindo, prósperas e com futuro promissor. E vão aparecendo tantos jovens empresários e criativos!
A dificuldade em que se vive não pode fazer esquecer o que de bom se tem feito, se vai fazendo e se vai projectando. E isto ajuda a manter viva a esperança num futuro melhor. E dá força para tentarmos respostas à situação, as mais diversas. É preciso inventar, criar caminhos novos, para a novidade do tempo. E nós somos capazes. Temos de acreditar
-- Acredita que os problemas económicos serão ultrapassados com brevidade ou está preocupado com o futuro?
Quem não está preocupado com o futuro? E eu também estou; sou deste mundo. Mas também com muita esperança. Esperança em Deus, mas também no homem. Temos de acreditar e confiar no homem e nos homens. Não sou economista, mas aceito o que dizem, que por baixo desta crise económica estará uma maior crise de ordem ética.
E eu acredito que o homem é capaz de conversão, é capaz de mudar. É capaz de reconhecer onde se encontra a raiz dos males. Como dizíamos antes, é capaz de verdade e de bem.
São muitas e fundamentadas as esperanças. São a mola da vida.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Capão de Freamunde já é produto certificado

Terminou esta semana o longo processo de certificação do capão de Freamunde. Segundo o presidente da Associação de Criadores de Capão de Freamunde a situação ficou concluída esta semana, quando o ministério aprovou o novo operador de certificação indicado. Nos próximos dias deverá seguir-se a publicação em Diário da República, que porá fim a um objectivo com mais de cinco anos.
Para Ricardo Graça, mais importante que a conclusão deste processo é pôr a certificação em prática salvaguardando a qualidade e veracidade de um produto que é o ex-libris de Freamunde.
Salvaguardar qualidade do produto
O projecto de certificação - Indicação Geográfica Protegida - arrancou em 2003, mas o projecto só ficou concluído em 2005. Nessa altura o Governo aprovou tudo menos o operador escolhido para a certificação, o único existente no norte do país, pelo que o processo se arrastou no tempo.
Acabou por ser indicado o nome de um outro operador, desta vez do sul do país. Esta semana o processo ficou concluído e aprovado, faltando apenas a publicação em Diário da República.
Segundo o presidente da Associação de Criadores de Capão de Freamunde, a certificação do capão vai potenciar este produto e abrir portas a novos mercados. Os benefícios passam por ajudar nas vendas e salvaguardar a qualidade do ex-libris freamundense, "algo porque sempre lutamos".
Uma das bases do projecto é mesmo a venda de capão morto certificado. Em vista está a parceria com uma associação de Braga para a criação de um matadouro de galinhas no concelho e de infra-estruturas para o embalar. O processo, adverte Ricardo Graça, será moroso.
Número de criadores duplicou nos últimos dois anos
Para já vão continuar com a divulgação e a comercialização do capão, em pequena escala. "Não queremos banalizar o capão, apesar de querermos que seja acessível a todos", explicou.
Além do projecto de certificação, está em curso um projecto, em parceria com a ADER-SOUSA, para que o capão passe a ser uma marca nacional. Outra das acções passa pela certificação da receita do capão à Freamunde "que não é segredo, mas é tão ou mais importante que a certificação do próprio produto", disse Ricardo Graça. "Se o capão for cozinhado como um frango, não passa de um frango", explicou.
Neste momento há 72 criadores de capão ligados à associação. O número duplicou nos últimos dois anos.
IN Verdadeiro Olhar

domingo, 2 de janeiro de 2011

Apresentação do livro "A Minha Vida Com Ela"

“A Minha Vida com Ela” é o título do livro a ser lançado, na próxima terça-feira, dia 4 de Janeiro, pelas 21 horas, no Salão da Junta de Freguesia de Meixomil.
Trata-se de um testemunho vivo de Luís Moura Ferreira, um homem de 49 anos de idade que, desde há uma dezena de anos para cá, viu o seu curso de vida normal alterado por uma doença crónica, diagnosticada como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Ela, de resto, a causa profunda deste seu estado actual de absoluta dependência, 24 horas por dia, não só da máquina, o ventilador, como da própria família.
Este livro constitui, pois, um documento autêntico da experiência protagonizada pelo paciente, numa história de vida única que nos obriga a reflectir e repensar os verdadeiros efeitos de uma Esclerose Múltipla, designadamente todas as alterações que têm como epicentro o sistema nervoso humano.
Esta obra, que tem a chancela das Edições Tribuna, é o relato fiel, na primeira pessoa, da forma como tudo vai acontecendo, até à resignação ao encará-la com estoicismo e coragem.
É precisamente este espírito vincadamente altruísta, que se pretende transmitir aos presentes no lançamento do livro, ao fazermos chegar a Luís Moura Ferreira a solidariedade e o apreço de todos e cada um de nós.
Portanto, aqui fica o convite: terça-feira, 21 horas, no Salão de Meixomil - Paços de Ferreira.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz 2011

A todos os leitores e a todos os freamundenses, os sinceros votos de um proveitoso e
FELIZ 2011