domingo, 27 de março de 2011

Fábrica de Móveis do Calvário

Aqui fica uma reportagem de outras épocas, sobre a Fábrica de Móveis do Calvário e Pereira da Costa, o fundador da extinta Fábrica do Calvário.

Esta reportagem foi retirada do blog "Coisas que podem acontecer", com a devida autorização do autor.

quarta-feira, 23 de março de 2011

S. C Freamunde 1933/2011 - Formação

No ano em que o Sport Clube de Freamunde completa 78 anos de vida, aqui ficam os factos mais marcantes da história da formação do clube, até à época 2005/2006, retirados do livro "Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória", da autoria do freamundense Joaquim Pinto.

Equipa "Classe Infantil" Época 1935/1936
Em cima: João Taipa - António "Pataco" - Fernando Rego - Rodrigo "Passarinha" - João Campos - Maximino "Frita" - Miguel - Belmiro "da Riqueta".
Em baixo: Manuel "Bica" - Amâncio Torres - Zé "Baião".

DOS "PEQUENOS" TAMBÉM REZA A HISTÓRIA 1933/ 1941
Em Meixomil, por estas alturas, teve lugar um encontro de futebol da classe infantil, que opôs as formações da U. D. Paços de Ferreira e do Freamunde S. C.. Venceram os miúdos do "Carvalhal" por 4-2. O seu responsável técnico era o então jogador e sub-capitão do grupo principal, António Aloísio Correia. Este "mister" improvisado assentou arraiais, definitivamente, nesta Vila ao contrair matrimónio, em Dezembro de 1936, com Etelvina Gomes Bessa, filha do Regedor Joaquim Bessa Ribeiro.
No jogo de retribuição - contou-nos João Taipa - inverteram-se os papéis e os vizinhos venceram por 2-1. " Nesta partida fui excluído do onze por me encontrar lesionado numa das mãos, sendo substituído na baliza pelo Casimiro "Vaidoso". Efectuamos depois mais alguns desafios com o Lagoas, Colégio de Lousada e S. Martinho do Campo. Aqui, goleamos por 4-0. Os golos foram todos da autoria do António "Pataco", após assistências perfeitas do "Zé Baião". "Zé Pinga", para os amigos, por ser admirador confesso desse portentoso atleta do F. C Porto, Artur de Sousa "Pinga". O "Zé" era um franganote mas "rabiscava" que se fartava".
Facto curioso da baliza ser ocupada por aquele que viria a tornar-se numa das lendas do Clube "azul": João Taipa.
E tem uma história este facto; Porquê na baliza e não na posição onde mais tarde se viria a evidenciar?...Pois bem, andava o Joãozinho no primeiro ano de escolaridade - tempos de sacola de pano e pequena ardósia -, tendo como professor Francisco Valente, quando nas escolas amarelas da Rua do Comércio, em tempo de recreio, se formavam entre os alunos duas equipas para os habituais jogos de futebol, com uma bola feita de trapos e sempre sob o olhar atento do Mestre. Como infelizmente nesse tempo quase todos os alunos andavam descalços, e porque só um ou outro usavam botas ou chancas, (Joãozinho incluído), o professor Valente colocava-os na ingrata posição de guarda redes (aos possuidores de calçado, claro), remediando assim a situação.
Equipa Junior:
Em cima: Joaquim Alves "Judas" - José "Macarrão" - Joaquim Andrade - Carlos Felgueira - Ivo - Zulmiro - Zeca "Mirra" (Treinador).
Em baixo:Luís "Mirra" - Aníbal Torres - David - Barbosa - Jaime "Alegre" - Humberto.

A SEMENTE ERA LANÇADA ÉPOCA 1952/ 1953
Mas no "Carvalhal", essencialmente aos domingos, da parte da manhã, outra "gente" evoluía com inusitada vontade e paixão.
Zeca "Mirra", orgulhoso, preparava um pequeno grupo de potenciais candidatos à equipa, em formação, de Juniores. A estreia neste escalão, em competições federadas, estava agendada para a próxima época desportiva.
O entusisamo redobrava a cada treino que passava.
Todos sentiam que ali havia rapazes com qualidade de sobeja para, depois de trabalhados, poderem "alimentar", mais tarde, as "primeiras".
A "equipa" seria plantada com todo o cuidado, regada, sulfatada e podada até que ficasse madura.
Era só esperar para ver.
Equipa (Juniores) Época 1953/1954
Em cima: Zeca "Mirra" (Treinador) - Fernando Valente - Joaquim Andrade -Jaime "Alegre" - Carlos Felgueiras - Barbosa - Ivo - Joaquim Alves "Judas" - Zulmiro.
Em baixo: Armando - Luís "Mirra" - Ribeiro "Freixo" -Humberto - Mário.
FORMAÇÃO...TRABALHO DE "SAPA" ÉPOCA 1953/ 1954
Finalmente surgia, pronta para disputar o campeonato do referido escalão em termos oficiais, a tão ansiada equipa de Juniores do Sport Clube de Freamunde.
Tinham sido já lançadas as sementes do departamento juvenil da Colectividade, aquilo a que hoje se chama "escola ou academia de jogadores". A partir de então, iria o clube desenvolver, com assinalável sucesso, um laborioso trabalho na área da formação, mobilizando-a e criando uma certa disciplina desportiva.
« Lembro-me saudosamente como tudo isto aconteceu - reviveu, em jeito de conversa, José Monteiro dos Santos "Zeca Mirra".
Feito o devido recrutamento, solicitei ao Toninho Torres a sua colaboração, pois tornava-se imperioso a angariação de fundos para a aquisição dos indespensáveis equipamentos: camisolas, calções, meias, botas e bolas.
Tarefa complicada e dificíl porque os tempos não estavam para "brincadeiras" e os bolsos dos freamundenses encontravam-se quase sempre vazios.
O ânimo entre a "malta" era elevado. Reunimos, então, a rapaziada e lá partimos à procura da verba necessária.
Nas portas onde batêmos fomos sempre bem recebidos...e muito encorajados para que o projecto não sofresse retrocessos.
O apuro foi de 520$00. Para a lavagem dos equipamentos os "miúdos" teriam que pedir aos pais a verba mensal de 2$00.
O Toninho era possuidor daquela grandeza de alma, tão necessária para o êxito desta iniciativa.
Sempre ao lado da pequenada, com a ternura e dedicação que lhe eram peculiares, pelo seu contributo, pela sua constante disponibilidade, pelo amor, pelo carinho que eternamente nutriu pelos mais novos, foi, mais tarde, carinhosamente apelidado de "Padre Américo".
Inscritos na Associação de Futebol do Porto, devidamente preparados, física e tecnicamente, com enorme ansiedade esperamos pelo pontapé de saída na competição, com data marcada para 8 de Novembro de 1953.
E quis o destino que o primeiro opositor fosse o vizinho e rival Vasco da Gama.
Presenciado por enorme assistência, o jogo, disputado no campo da Cavada, em Paços de Ferreira, decorreu equilibrado durante a primeira vintena de minutos, justificando-se o empate a uma bola com que se atingiu o intervalo. (Os jogos tinham a duração de 60 minutos, divididos em duas partes de 30 minutos).
Humberto tinha sido o autor do nosso golo.
Na segunda parte, o domínio do Freamunde foi avassalador, mercê principalmente da sua incontestável superioridade técnica, e o resultado final (2-1 a favor dos "azuis do Carvalhal"), como descreveu o cronista da Gazeta « não acusou maior desnível face ao incansável labor da defesa vascaína, onde sobressaiu a grande altura o guarda redes local Baptista».
Aqui fica para a posteridade o primeiro onze da equipa de Juniores do S. C Freamunde:
Joaquim, Quintela, Andrade e Felgueiras ; Mário e Ivo; Ribeiro (capitão), Luís, Barbosa, Humberto e Alegre.
Despertava, cada vez mais, na miudagem o gosto e interesse pelo futebol.
A equipa, desportivamente, correspondia às expectativas e a euforia atingia o rubro entre os adeptos do Freamunde.
«Era uma "maluqueira" que nem queira saber ! - continuou Zeca "Mirra". Eram às centenas os adeptos que o grupo "arrastava", mesmo em desafios fora do nosso reduto.
No último jogo da primeira fase, em Santo Tirso, o Freamunde não poderia perder, caso contrário seria arredado do 1º posto.
O campo encontrava-se superlotado. «Como não conseguíamos boleia de quem quer que fosse, eu e mais dois colegas fomos "ensanduichados" na mala do carro de praça do Albino Aniceto - contou-nos, em grande risota, Maximino "Candeeiro". Pois!...Íamos lá agora perder o jogo! Era o que faltava!...E o mais engraçado é que tivemos de pagar parte do gásoleo!».
Com uma exibição digna de todos os encómios os jovens "azuis" conseguiram a igualdade a uma bola, resultado suficiente para a conquista do título de campeão de série.
No final, foi a "loucura" completa, dentro e fora do rectângulo.
De longe, Gil Aires, sempre Gil Aires, escrevia: «BRAVO! - Aos Juniores do Sport Clube de Freamunde. Há pequenos nadas na nossa vida que são recordações, bâlsamos, imagens santas na nossa existência. Vós, talvez sem teres medido a extensão do bem que isso representa na nossa vida, conquistastes um desses pontos luminosos, que, anos mais tarde, vos encherá a alma, por momentos, vos dará novas forças para as lutas que ides travar como homens, ao recordá-lo. O vosso brio, as vossas forças, a vossa inspiração, aliados ao saber, que vos transmitiram, conquistaram um triunfo difícil, e mais difícil ainda por ser disputado entre vizinhos, que encheu de alegria o peito dos que vos seguem de perto e lá longe. Quantos destes, mesmo sem vos ter visto jogar, ao terem conhecimento do vosso feito, sentiram rolar uma lágrima quente, válvula invisível que, desoprimindo-nos, por influxo, nos traz um bem estar celestial.
...Todo aquele que se entrega de alma e coração ao ideal por si sonhado, é um herói, é um eleito. Não sejais ingratos, esquecendo aqueles que vos guiaram nos passos, por vezes amargos, que cobrem as pugnas desportivas. A ingratidão não cabe no peito de um grande atleta».
Na primeira eliminatória dos jogos de apuramento para campeão distrital, o Freamunde desenvencilhou-se facilmente do Oliveira do Douro, impondo-lhe duas derrotas por 4-2 e 1-0.
Na eliminatória seguinte o adversário dava pelo nome de S. Pedro da Cova.
«Um dia - continuou Zeca "Mirra" - veio ter comigo o grande freamundense, natural de Frazão, Américo Matos, e interpelou-me: Ouve lá, Zeca!; E se fôssemos os dois na minha moto "espiar" os mineiros no jogo com o Boavista!
Nem é tarde nem é cedo! Foi só montar e lá partimos, serra da Agrela abaixo, rumo ao "Bessa".
A observação foi feita mas...não há dois jogos iguais e a realidade foi bem diferente. No jogo do "Caravalhal", os sampedrenses apresentaram uma formação completamente transfigurada, para melhor, com atletas que eu não conhecia - o "Maneta" era efectivamente um jogador de grande classe - e venceram-nos com evidente autoridade por 3-1.
Na 2ª mão, já mais identificados com o adversário, batemo-nos com dignidade mas o estado lastimoso do terreno beneficiou os locais, melhor constituídos fisicamente, que repetiram a "dose".
A partir de então, foram cerca de vinte anos de ligação a esta causa.
Sem desfalecimentos, com enorme paixão. Até um dia em que...com muita mágoa, vi beliscado o meu conceito, senti-me melindrado e saí. Terminava, assim, toda a minha vivência desportiva sem que fosse, de novo, aliciado para regressar. Já era tarde. Quem não se sente...!».
É verdade. Vinte anos foi muito tempo. Mas podiam ter sido mais, assim os "Homens" quisessem.
Orientador de indiscutível competência, Zeca "Mirra" é uma autêntica legenda viva dada a forma apaixonada com exerceu, quotidianamente, o seu importante papel.
Uma referência com uma incontornável no que ao S. C. Freamunde diz respeito.
Zeca "Mirra" foi o HOMEM que lançou a semente cujos futos ainda hoje se estão a comer.
Equipa de Juniores - Época 1963/1964:
Em cima: Zeca "Pequito" (Massagista) - Agostinho "Rita" - Peixoto - Orlando - Faria - Albino - Jacinto - Cunha.
Em baixo: Couto - Valentim - Abel - Venâncio - Justino.
JUNIORES ÉPOCA 1963/1964
Meritória foi a participação da equipa de Juniores. A primeira fase (18 pontos, correspondentes a nove vitórias e uma só derrota), foi vencida de forma categórica em duelo de gigantes com o Amarante - o jogo dos 5 - 0 foi mesmo de encher o olho!
Nos sempre apetecidos "derbys" com o Paços de Ferreira, os "azulinhos" brindaram o rival com duas goleadas (5 - 2 e 7 - 0). Era enorme o poder de fogo dos dianteiros freamundenses. Dos 36 golos apontados, 20 tiveram a chancela de Venâncio.
A segunda fase iria definir os apurados para a disputa do Nacional.
Foram empolgantes os duelos com o Amarante (0 - 1 e 6 - 0) e F. C. Porto (0 - 2 e 0 - 6). Na formação portista impressionava pela excelência do seu jogo o "grande" ponta de lança que dava pelo nome de...Artur Jorge. Na goleada de 6 - 0, só à sua conta marcou 5.
Venâncio, por seu turno, continuava a mostrar serviço. Mais doze golos apontados para a sua conta pessoal. O terceiro lugar obtido, atrás de F. C. Porto e Amarante, possibilitou ao Freamunde a disputa do sétimo posto - lugar que dava acesso ao Nacional -,desiderato plenamente conseguido em compita com as congéneres do Maia e do S. Félix da Marinha.
Englobado na zona norte - 1ª série -, coube-lhe em sorte as formações do Guimarães, Fafe, Bairro Latino, Mirandela e Amarante.
A moçarada não deixou o seu crédito por mãos alheias, obtendo no final um significativo e honroso terceiro lugar, a um só ponto do vencedor da prova, Vitória de Guimarães. Dois "penaltys" desperdiçados na derrota, de todo imprevista, com o Bairro Latino (1 - 2) e no empate caseiro (2 - 2) com os vimaranenses, impediram a obtenção do primeiro posto. Venâncio, com mais sete tentos apontados, foi a principal referência do grupo.
O futuro estava garantido.
O primeiro desafio disputado pelos juniores em provas do nacional foi contra o Mirandela, no Carvalhal. A vitória sorriu aos "azuis" por 2 - 0, com golos de Abel e Couto. Abel foi, pois, o primeiro marcador oficial do Freamunde, em provas de índole nacional.
"Onze" utilizado: Agostinho, Domingos "Faria" e Albino; Peixoto, Orlando e Jacinto; Couto, Valentim, Abel, Venâncio e Lopes.
Equipa de Juniores - Época 1964/1965
Em cima: Zeca "Mirra" (Treinador) - Zeca "Pequito" (Massagista) - Agostinho "Rita" - Faria - Henrique Costa - Jacinto - Jaime - Peixoto - Cunha - Júlio Regadas (Director).
Em baixo: Fernando - Justino - Abel - Quim - Xico.
JUNIORES ÉPOCA 1964 / 1965
De vento em popa continuavam os Juniores, superiormente comandados por Zeca "Mirra".
A primeira fase foi ultrapassada sem mácula. Apenas um empate foi consentido pelos rapazes, no confronto com o Lixa (2- 2). No resto, tudo vitórias, com especial relevo para as conseguidas frente ao "rival" Paços de Ferreira (4 - 0 e 3 - 0).
Dos 49 golos apontados, 17 pertenceram a Abel.
Na segunda fase (série A) os "meninos" continuaram a passear a sua classe, só ultrapassados pelo todo poderoso Futebol Clube do Porto. Aliás, os portistas, até aí intocáveis, sofreram no "Carvalhal" o único revés da temporada: derrota por 1 - 0. Fernando "Rebordosa" foi o autor do solitário e histórico golo que humilhou a grandeza de um clube recheado de vedetas.
Agostinho, com uma exibição sensacional, foi o herói da partida. O "Rita", de promessa nada tinha. Era já um certeza. Estampa adequada ao ingrato posto, ágil nas saídas e grandes reflexos entre os postes. A eficácia da muralha freamundense começava na defesa das suas redes.
Tempos depois, porém, a tropa, o namorico, algumas exigências que lhe foram impostas na metadologia do treino, fragilizaram-no psicologicamente e a partir daí..."achando-se" tapado, encostou as luvas cedo, muito cedo.
Tecnicamente o Agostinho foi dos melhores guardiões que passaram pelo "Carvalhal".
No final da contenda foi impressionante a debandada triste dos portistas a caminho dos balneários. No rosto dos incrédulos "dragões", pálidos de amargura, vimos lágrimas de revolta soltarem-se. Os jogadores estavam inconsoláveis.
Do outro lado, perante multidão delirante, abraços atrás de abraços. A alegria era exuberante. Os jovens freamundenses, com as camisolas ensopadas de suor, eram envoltos em manifestações de carinho e apreço.
"David tinha vencido Golias".
Ficha do jogo:
Árbitro: Cid Gomes
.
Freamunde: Agostinho "Rita", Jaime, Domingos "Faria" e Henrique Costa; Peixoto e Jacinto; Fernando de "Rebordosa", Justino, Abel, Quim e Barbosa "da Seroa".
F. C. Porto: Sousa, Toni, Belo e Almeida; Pavão e Alberto; Piruta, Miranda, Arlindo, Ernesto e Lázaro.
Feridos no seu orgulho, os portistas "vingaram-se" no jogo da segunda volta, impondo uma severa derrota por 8 - 0, perante enorme multidão que acorreu ao campo de treinos das Antas.
No "Nacional", os bravos rapazes bateram-se com galhardia, acançando resultados deveras interessantes: 1 - 1 com Leixões (vencedor da zona) de Fonseca, Adriano, Horácio e Neca; igual resultado com o Vitória de Guimarães - Justino foi o marcador de serviço nestes dois jogos -; goleada ao Chaves por 3 - 0, com golos de Justino, Abel e Fernando; empate com o Sporting de Braga a duas bolas.
Abel com sete tentos foi o principal artilheiro.
Equipa de Juniores Época 1966/1967
Em cima: Zeca "Pequito" (Massagista) - Dias - Bernardo - Júlio - José Maria Viana - Eduardo Santos - Álvaro Neto - Zeca "Mirra" (Treinador).
Em baixo: Fernando "Lacerda" - Meireles - Ernesto - João - Fernando Viana - Lopes.
JUNIORES ÉPOCA 1966/ 1967
Continuavam na mó de cima, com comportamento deveras assinalável, os "miúdos" de Zeca "Mirra".
Englobado na série E, apenas foram suplantados pelo "poderio" do Amarante.
O ataque, composto de jovens de inegáveis qualidades, fartou-se de marcar, realçando-se as goleadas ao Nun' Álvares (7 - 0), Lixa (6- 0) e Paços de Ferreira (12 - 0). Neste encontro, fizeram o gosto ao pé Alcino (4), Ernesto (3), Nogueira (2), Fernando Viana (2) e José Maria Viana. O "placard" poderia, mesmo, ter atingido números bem mais elevados se os jovens da sede pacense, numa lamentável atitude anti-desportiva, não tivessem abandonado o rectângulo a 12 minutos do final.
Na tabela de melhores marcadores, para os 46 golos apontados, muito contribuíram Alcino com 16 obtidos, Ernesto com 14 e Fernando Viana com 8.
Na "Taça José Bacelar" a malta bateu-se bem, alcançando um sempre prestigiante 2º lugar, atrás da fortíssima equipa do Futebol Clube do Porto.
Nas Antas, campo de treinos, o Freamunde não teve a sorte pelo seu lado na derrota por 4 - 0. João atirou uma bola à barra e Lobo viu-lhe anulado um golo.
Os grupos alinharam assim:
F. C. Porto: Filipe, Hélder, Leopoldo, Ribeirinho, Coimbra; Velhinha, Américo e Costa; Salazar, Artur Augusto e Nata.
S. C. Freamunde: Dias, Álvaro Neto, Júlio "Guerra", Bernardo e Meireles; Viana I e Lobo; Ernesto, João, Viana II e José Maria Lopes.
Equipa de Juniores - Época 1967/1968
Em cima: Zeca "Mirra" (Treinador) - José Maria Viana - Quim - Eduardo Santos - Júlio - Barbosa - Bernardo - Dias.
Em baixo: Vitor Lobo - Augusto - Fernando Viana - Daniel Barbosa - Tarcísio - Luís Rego.
JUNIORES ÉPOCA 1967/ 1968
No regional de juniores os rapazinhos houveram-se a contento. O grupo era composto por jovens de recursos técnicos acima da média, tornando-se as perspectivas bem animadoras.~
Porque são sempre "derbys" apetecíveis, registamos os convincentes triunfos por 9 - 0 (golos de Daniel Barbosa "3", Tarcísio "2", Viana I, Viana II, Augusto e Júlio) e 3 - 0 (golos de Daniel Barbosa "2" e Viana II) ante o Paços de Ferreira.
Este último encontro, realizado na "Cavada", teve a presenciá-lo cerca de 1.000 pessoas. Impressionante número, sem dúvida, atendendo a que as entradas eram pagas. Os interessados teriam que disponibilizar a quantia de 5$00, caso contrário ficavam a ver navios.
Dos 47 tentos apontados nesta fase, 19 tiveram a chancela de Fernando Viana e 14 de Daniel Barbosa.
Apurado para a 2ª fase, conjuntamente com o Amarante, o Freamunde "apanhou" pela frente nas duas primeiras jornadas com os "colossos" Porto e Leixões.
Em Matosinhos, os jovens freamundenses venderam cara a derrota (1 - 0).
As crónicas foram elucidativas: «O último reduto dos "azuis", apoiado num guarda redes (Dias) de futuro, deixou cartel na "Cruz de Pau". Os visitantes mereceram um prémio e ele apareceu na magreza do resultado. Os pupilos de Óscar Marques viram-se e desejaram-se para vencer».
No campo de treinos das Antas, depois do infortúnio no embate da 1ª volta (1 - 4) - 1.400 pessoas, aproximadamente, assistiram ao desafio -, mesmo saindo vergados a uma pesada derrota (9 - 0), quem viu até gostou: «Foi prometedor o início dos freamundenses, ainda embelezado com apreciado sentido global. Com as expulsões de Bernardo e Júlio a defensiva cedeu e aconteceu o descalabro. Lemos, referência dos portistas e que fazia parelha no ataque com Chico "Gordo", só à sua conta marcou cinco.
No jogo decisivo para as aspirações do grupo, o Sport Clube de Freamunde venceu, no "Carvalhal", o Leixões por 1 - 0. Luís foi o autor do golo.
Foram estes os heróis: Dias, Quim, Viana I, Viana II e Ribeiro Martins; Eduardo Santos e Barbosa; Lobo, António Martins, Daniel e Luís.
Do outro lado evoluíram atletas de renome: Terroso, Galrão, Hora, Iglésias, Albertino, Nicolau...
Para apuramento do 5º lugar que dava acesso ao nacional, o Freamunde desenvencilhou-se do Arcozelo ( 3 - 0 e 2 - 4), com Tarcísio em plano de evidência ao rubricar três dos cinco golos apontados.
Na nacional da categoria a equipa obteve um sensacional 3º posto. A competição ficou marcada pela espectacular vitória ( 1 - 0), conseguida no "Carvalhal", perante o fortíssimo "onze" do Vitória de Guimarães.
Eduardo Santos, com um portentoso remate a trinta metros da baliza do guarda redes vitoriano Barreira, arrumou a questão.
Fernando Viana, Daniel Barbosa e Augusto, todos com seis golos apontados, destacaram-se dos demais no tiro às redes.
Equipa de Juvenis - Época 1972/1973
Em cima: Lobo - Abílio Viana - Fita - Costa - Jorge Regadas - Moura.
Em baixo: Velhinha - Laurindo - Dias - Sacramento - Armando Lobo.
O SURGIMENTO DOS JUVENIS ÉPOCA 1971/1972
Sob o comando de Humberto, "apresentaram-se" oficialmente, perante enorme assistência, os Juvenis do clube.
O jogo de abertura foi com o F. C. Porto "B", ficando o resultado num surpreendente empate (1 - 1).
Com arbitragem de Alberto Augusto, as duas formações alinharam assim:
Sport Clube de Freamunde: Leão I "Caçoila", Leão II, Cabral, Viana e Mendes; Barbosa, Velhinha e Agostinho; Chico, Dias e Arlindo.
F. C. Porto: Queirós, Aníbal, Teles, Marques e Sampaio; Mascarenhas, Xavier e António Manuel; Passos, Pedro e Adérito.
O jogador Arlindo foi o marcador do golo da formação do Sport Clube de Freamunde (primeiro da história do clube neste escalão), mas a grande figura do encontro acabou por ser o guarda redes do Sport Clube de Freamunde, Leão I "Caçoila", com uma portentosa exibição.

FORMAÇÃO ÉPOCA 1972/1973
Se os juniores tiveram prestação modesta no campeonato respectivo (penúltimos), já os juvenis fizeram vibrar os apaixonados pelo futebol jovem. Apurados na primeira fase, apenas suplantados pelo Futebol Clube do Porto "B", com quem empataram no "Carvalhal" a duas bolas, os meninos de Santana tiveram como prémio a participação no nacional da categoria, 4ª série, obtendo um honroso 3º posto, em igualdade pontual com o 2º classificado. O Futebol Clube do Porto "B" foi o vencedor do grupo.
No jogo do Carvalhal os "miúdos" bateram o pé aos portistas, apenas soçobrando pela tangente (0 - 1).
Ficha do jogo:
Árbitro: Porfírio Silva (Aveiro).
Sport Clube de Freamunde: Lobo, Moura, António "Fifa", Viana e António Mendes "Mona"; Jorge Regadas, Velhinha e Laurindo; Dias, Sacramento e Hernâni.
Futebol Clube do Porto: Fernando Jorge, Abílio, Ramos, Celestino e Tavares; Valente, Reis e José Manuel; Eduardo, Gomes e Xavier.
No ataque portista evoluía Fernando Gomes que haveria de tornar-se no ponta de lança mais carismático dos tripeiros.
Equipa de Infantis - Época 1982/1983
Em cima: Ribeiro - Toninho - Rui - Vilar - Raul - Paulo - João Carlos - Vitor - Jorge Humberto - Álvaro.
Em baixo: Taipa - Adriano - Antero - Artur Agostinho "Cancela" - Quim Zé - Rui Neto - Abílio- Agostinho.
FORMAÇÃO ÉPOCA 1982/1983
Ribeiro sonhou e...nasceram os "Infantis". «Tive a apoiar-me, desde o primeiro minuto, os amigos Joaquim Pinto e Luís Rego. Da Direcção, o entusiasmo foi nulo. Só com muita carolice, empenho e dedicação conseguimos levar o projecto pr'á frente. Do clube apenas nos foi concedido o balneário, quando liberto, o rectângulo de jogo e a carrinha, desde que disponível.
Com uns sorteios realizados, a colaboração de alguns bons freamundenses e a nossa "teimosia", juntámos uns "tostões" que nos possibilitaram inscrever a equipa, adquirir equipamentos completos - "chuteiras" incluídas - e respectivas saquinhas individuais, toalhas, fatos de treino e bolas. A minha mulher era a roupeira de serviço - trabalho desenvolvido de forma gratuita, como é bom de ver...- e o meu filho Rui o engraxador das bota. O próprio gás para o banho retemperador, a cal para a marcação do campo e o combustível para a viatura, eram expensas nossas. O clube só nos concedeu o "nome". Mais nada.
No final ainda sobraram uns trocos para o jantar-convívio, onde se incorporaram os "miúdos", os "fundadores" - acumulávamos todos os cargos, desde treinadores, dirigentes, massagistas a marcadores do campo -, e alguns colaboradores e amigos, sobretudo o "samaritano" Toninho Torres.
Desportivamente a campanha foi bem sucedida, alcançando a equipa a fase final da prova».
FORMAÇÃO ÉPOCA 1987/1988
ESCOLAS: DE PEQUENINO É QUE SE TORCE O PEPINO...
O Freamunde apresentou, pela primeira vez, uma formação de "escolinhas" em provas organizadas pela AFP.
O comportamento foi deveras meritório. Após o segundo lugar na série, acabariam por posicionar-se no 3º postofinal, entre oito equipas.
Para a posteridade aqui ficam os elementos que compuseram a convocatória para o primeiro jogo oficial (Freamunde/Paços de Ferreira) deste escalão etário:
Freamunde: Carlos Alberto, António Leal, Carlos Andrade, Paulo Jorge e Ricardo Gomes; Miguel Alves, Rogério Cunha e Fernando Brito; Bruno Gonçalves, Henrique Pinto e Pedro Silva.
Suplentes: Marco Ribeiro, Rui Couto, Luís Miguel, Oscar Martins e Rui Gilberto Martins.
Equipa de Juvenis (Campeões Distritais) - Época 1988/1989
Em cima: Tonanha - Pimenta - Costa - Mário - Rui - Rui Pacheco - António - Fernando - Zé - Rui Ribeiro.
Em baixo: Faria - Abílio - Hilário - Carlos Alberto - Aníbal - Américo - Carlos - José Augusto.
FORMAÇÃO ÉPOCA 1988/1989
JUVENIS - CAMPEÕES DISTRITAIS
Culminando uma época a todos os títulos excepcional, o Sport Clube de Freamunde sagrou-se, com todo o mérito, campeão distrital na categoria de Juvenis, ao derrotar na final, em duas mãos, o Vilanovense. 1 - 0 no "Carvalhal" e 2 - 1 em "Soares dos Reis". Os golos que ditaram o triunfo em Vila Nova de Gaia tiveram a chancela de Zé "de Eiriz" e de Rui Pacheco "48".
No final do encontro foi lindo e empolgante o ambiente vivido.
Naquela altura, nos rostos abertos, nos corações febris, o único sentido era o da festa - da festa do título.
Houve invasão pacífica do campo. Os adeptos "azuis e brancos", às centenas, procuraram a todo o transe uma recordação dos seus meninos.
Nas cabinas a alegria era contagiante, os abraços repartiam-se, com os dirigentes, os técnicos e os atletas irmanados no mesmo sentimento.
Correram lágrimas de emoção.
O título conquistado foi o corolário lógico de um trabalho de base, previamente elaborado, à custa de muito esforço, muita dedicação, muita carolice.
Foi a vitória da persistência, de quem nunca desistiu nem abdicou dos seus ideais
Equipa : (Juniores Campeões Distritais) - Época 1989/1990
Em cima: José Pedra - Albino Campos - Ricardo Machado - Joaquim Taipa - Arnaldo Meireles - Rui - Rui Pacheco - Fernando - Zé Camelo - Jaime - Rui Ribeiro - Fernando Viana - Amaro Martins - Miguel Marques - Martinho - Alfredo Bessa - Ribeiro - Aurora Campos.
Em baixo: Adriano - António - Tonanha - Carlos Alberto - Hilário - Álvaro - Aníbal - Leonel - Américo - Serafim - Arnaldo - Magalhães - Baptista - Carlos - Zé - Alberto Gomes.
FORMAÇÃO ÉPOCA 1989/1990
ANO "GRANDE" PR'ÓS JUNIORES

Após a conquista da primeira e segunda fases, a equipa de Juniores partia para o apuramento de campeã distrital - e consequente subida ao nacional -, tendo o céu como limite.
Na finalíssima, com o Candal, à rapaziada bastava um empate em "Rei Ramiro", depois da vitória no "Carvalhal" por 4 - 3.
Os adeptos freamundenses não quiseram faltar à chamada e cedo abalaram, às centenas, até Vila Nova de Gaia.
Estava montado o cenário ideal para um grande jogo, arbitrado por Miranda de Sousa.
Espectáculo, verdadeiramente empolgante, vivido de forma intensa e emotiva, teve fases de algum dramatismo.
Os últimos momentos foram angustiantes. A vencer por 2 - 1, golos de Arnaldo e Leonel, os "capõezinhos" consentiram a igualdade a escassos minutos do final, através de uma grande penalidade tanto justa quanto escusada.
Bateram fortes os corações. Até que o árbitro apitou por três vezes e pôs fim à contenda. O empate subsistiu e o Freamunde tornou-se virtual campeão, chegando ao título com a perseverança e a paciência que geralmente usou.
A alegria de uns contrastava com a tristeza de outros.
Os simpatizantes "azuis e brancos", num acto de expontânea alegria, logo ali "arrancaram" as camisolas dos seus meninos.
O técnico Ribeiro era o espelho da felicidade no final do encontro. Visivelmente comovido quis destacar a união de grupo: «Os excelentes resultados só foram possíveis graças ao esforço dos "miúdos", dos pais, dos dirigentes e treinadores, que se desdobraram para tornar possível este êxito».
Albino Campos, dinâmico seccionista, com os olhos embaciados de emoção, mal podia balbuciar palavras, articulou apenas algumas frases onde procurou enaltecer o espírito de grupo que os atletas valorizaram. «Sem o orçamento dos grandes clubes, sem grandes condições infraestruturais, sem posses, os resultados lá foram surgindo...»
Viu-se depois envolvido pelos seus colegas de "luta", atletas, técnicos, todos irmanados por um só abraço de alegria.
Na "Quinta da Vista Alegre" - após jogo de consagração com o Penafiel (7 - 1), imposição de faixas e entrega de trofeu, por Alcino Campos, dirigente da AFP -, o "copo d'água" reuniu inúmeros associados, amigos do departamento e outras pessoas ligadas às estruturas desportivas regionais, clubes incluídos.
A homenagem, a todos os que directamente estiveram envolvidos no êxito, redundou, por isso na apoteose que se esperava. Tiveram ali a demonstração de quanto o seu trabalho foi apreciado.
Honras, igualmente, para os Juvenis que se seguraram galhardamente no "Nacional", e para os Iniciados que atingiram a Taça Nacional.
Equipa de Juvenis (Campeões Distritais) -Época 1995/1996
ÉPOCA 1995/1996
JUVENIS "CAMPEÕES
"
Dia 23 de Junho de 1996. Freamunde / Candal. Último jogo do mini-campeonato para apuramento do campeão distrital.
Se vencesse - só o triunfo interessava - o Freamunde proclamava-se campeão e subia ao Nacional.
Muita emoção cá fora, mas nas cabinas os jogadores sofriam os momentos angustiantes que precedem os grandes jogos.
O encontro oferecia invulgar despique.
No campo do Carvalhal, lotado de público entusiasta, os "meninos" de Emiliano Ribeiro arrancaram uma estupenda exibição, batendo o Candal por 4 - 0.
Era uma jornada decisiva. A rapaziada decidida, voluntariosa, empolgada, estava numa manhã inspirada.
Os jovens "capões" enfrentaram o jogo com tanta confiança que ao intervalo, fruto de uma velocidade de execução e vontade sem limites, já ganhavam por 2 - 0.
Não havia grande margem de dúvidas quanto ao desfecho da partida.
Quando o árbitro encheu os pulmões de ar e apitou para o final do jogo, houve invasão de campo, gente que tentava o todo o transe uma recordação.
Naquele momento emocionante de festa do título, Emiliano Ribeiro abraçou toda a gente.
Vimos seccionistas esfuziantes e beijoqueiros. Gotas de suor corriam-lhe pelos rostos.
Alegria, sim, muita alegria porque o futuro se adivinhava risonho, mas triste, muito triste, pelo destino do "Carvalhal", que chegou ao fim. O campo iria ser sepultado por dois monstros de cimento armado.
Naquele dia, quando abandonámos o "Carvalhal", muitas lágrimas de saudade chegaram aos nossos olhos.
Equipa de Juvenis (Campeões Distritais) - Época 2002/2003
ÉPOCA 2002/2003
JUVENIS SAGRARAM-SE CAMPEÕES E SUBIRAM AO NACIONAL
Apurados para a fase final, após vitória, sem rebuço, da série em que estiveram inseridos, os "putos" do Prof. Carlos Coelho não deram veleidades à concorrência - Salgueiros, Maia e Gondomar - alcançando o título máximo da divisão distrital, ganhando, por direito próprio, lugar no Nacional da categoria.
O jogo decisivo foi em casa, com O Maia.
Com um futebol projectado para ocupar zonas nevrálgicas do campo, e de qualidade superior a nível técnico, a equipa ensaiou impressionante sufoco à defesa adversária.
Os Maiatos, porém, criaram inesperadas dificuldades e até se adiantaram no marcador. A reacçãp dos "azuis" não se fez esperar e num ápice deram a volta ao resultado.
A loucura, mais que justificada, tomou conta dos freamundenses após o derradeiro apito do árbitro.
Foi a festa "miúda", palmas e ovação enternecidas.
Os "meninos", assediados pelos seus admiradores, regressaram aos balneários em trajes menores.
Equipa de Juniores (Campeões de Série) - Época 2005/2006
ÉPOCA 2005/2006
FORMAÇÃO - ÉPOCA BRILHANTE

Os juniores foram autores do maior feito da temporada ; subiram à neófita 2ª Divisão Nacional.
Depois de se sagrarem campeões de série, ficaram apurados para a fase final: apuramento de campeão distrital e subida ao nacional.
Os parceiros, Leixões, Salgueiros, e S. Pedro da Cova, eram ossos duros de roer.
Na última jornada, no "Mar" de Matosinhos, ante o Leixões, o empate bastava aos meninos de azul vestidos.
O espectáculo foi vivido de forma dramática e emotiva. Houve de tudo, afinal; lances geniais, histeria nas bancadas, arrepios de frio, golos em catadupa, reviravoltas, jogadas mirabolantes...
O Sport Clube de Freamunde - esteve a vencer por 3 - 0, deixando-se empatar - sobreviveu ao último teste. Foi assim, ultrapassado o derradeiro obstáculo, rumo à subida de divisão. O Leixões foi o campeão mas, como já possuía uma equipa no nacional, os contemplados com a promoção acabaram por ser os "capõeszinhos", após o segundo lugar obtido.
No final da partida, a festa foi azul. A comoção foi a nota dominante e as lágrimas de alegria correram abundantemente. Os "meninos" de António Vieira estiveram soberbos, conseguindo mais um brilhante feito para o desporto da nossa terra.
Os Juvenis quiseram seguir as pisadas dos Juniores: foram vencedores da série, apuraram-se para a fase final, na companhia do Padroense, Gondomar e Senhora da Hora, mas no final, o terceiro lugar na tabela foi insuficiente para a tão almejada subida de divisão.
Certinhos, estiveram uma vez mais os Iniciados, no Nacional. Tiveram de esperar, é certo, pela derradeira jornada, mas conseguiram o desiderato, sem ajuda de terceiros.
"Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória - Joaquim Pinto"

domingo, 20 de março de 2011

V Seminário de Futebol do Sport Clube de Freamunde

O Sport Clube de Freamunde vai organizar no próximo dia 25 de Março no Auditório Fernando Santos da Casa da Cultura de Freamunde, o V Seminário de Futebol. O tema desta quinta edição será "como combater a crise no futebol".
Em baixo, o programa, apesar de ainda faltarem a confirmação de alguns oradores.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bombeiros - fotos antigas

A primeira ambulância dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, da marca alemã Volkswagen. Foi comprada em Maio de 1951 por 69.000$00 e chegada a Freamunde a 13 de Junho do mesmo ano. Aquando da sua chegada, foi para exibição à população para o bar dos Bombeiros de Freamunde, na Feira de Santo António, onde permitiu fazer um reforço no peditório para a Associação. Porém, o seu pagamento teve de ser faseado. A instituição, face aos diversos investimentos feitos, não tinha possibilidade de a liquidar de uma só vez. A festa de inauguração da nova viatura foi a 18 de Setembro de 1951.
"João Vasconcelos - Bombeiros Voluntários de Freamunde - 75 anos"