quinta-feira, 28 de abril de 2011

I Caminhada do Dia da Mãe - Sport Clube de Freamunde

Domingo, 1 de Maio

Início: 9:30h

Parque Urbano de Freamunde

Percurso da caminhada

Comprimento aproximado: 4,5 Km

terça-feira, 26 de abril de 2011

Inauguração do Centro Escolar de Freamunde

Foi ontem inaugurado o Centro Escolar de Freamunde. Num ambiente festivo, ali acorreram centenas de pessoas, para a cerimónia de inauguração. A abrir a cerimónia, alunos do centro escolar interpretaram o hino de Freamunde, devidamente acompanhados pela Banda de Freamunde. Seguidamente, houve uma largada de pombas pela Sociedade Columbófila de Freamunde. Após a largada, o presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, e o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, deram as boas-vindas aos alunos e encarregados de educação.

No final da cerimónia, foram distinguidas com medalhas de mérito o S. C. Freamunde, Bombeiros Voluntários de Freamunde, Associação de Socorros Mútuos Freamundense, , Sociedade Columbófila de Freamunde, Associação Musical de Freamunde e o Clube Recreativo Freamundense.

De seguida, foi desterrada a placa de inauguração com visita às instalações do novo Centro Escolar.

Ficam algumas imagens deste belíssimo dia. Dia 25 de Abril de 2011, dia da inauguração do Centro Escolar de Freamunde.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Programa musical Sebastianas 2011

QUINTA-FEIRA, 7 DE JULHO - PEDRO BARROSO
SEXTA-FEIRA, 8 DE JULHO - HOMENS DA LUTA
SÁBADO, 9 DE JULHO - JOSÉ CID & BIG BAND

DOMINGO, 10 DE JULHO - DAVID FONSECA

TERÇA-FEIRA, 12 DE JULHO - KUMPANIA ALGAZARRA

Conferência de imprensa das Sebastianas 2011

O Auditório Fernando Santos da Casa da Cultura de Freamunde, foi o palco da conferência de imprensa realizada pela Comissão de Festas Sebastianas 2011, para a apresentação do programa das Sebastianas 2011. O evento, que se iniciou às 18:30h, foi apresentado por um membro da Comissão 2011. No início da apresentação, João Correia, fez um breve resumo histórico das Sebastianas. Seguidamente, Luísa Tojal, presidente da Associação Pedaços de Nós, e Nautílio Ribeiro, membro da associação, apresentaram as actividades da associação para os próximos meses e, também o programa das comemorações do 10º aniversário da associação, que se comemoram no próximo dia 1 de Julho.

No final da apresentação da Associação Pedaços de Nós, foi exibido um vídeo com as actividades já realizadas pela Comissão de Festas Sebastianas 2011.De seguida, foi assinado o contrato com o artista José Cid, que actuará nas Festas Sebastianas no dia 9 de Julho. Após a assinatura do contrato, José Cid, proferiu um breve discurso e foi exibido um breve vídeo de espectáculos do cantor.

A conferência de imprensa cessou com a apresentação do programa musical das Sebastianas 2011 e com breves palavras proferidas pelo Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde.

Finda já a cerimónia, o cantor José cid, foi abordado por algumas pessoas presentes na cerimónia, para uma pequena sessão de autógrafos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A história de...

Maximino Pacheco

Com a derrocada iminente de tecto ardido e rodeado por chamas, salvou idosa arriscando a própria vida
O HERÓI DE FREAMUNDE

No Dia Mundia do Bombeiro, que hoje se assinala, recordamos o feito heróico de um jovem voluntário de Freamunde (Paços de Ferreira) que, no dia 20 de Outubro do ano passado, salvou uma idosa de morrer queimada dentro de casa. Entre labaredas e com o tecto da habitação a desabar, o bombeiro tirou o capacete e, colocando-o na cabeça da idosa, resgatou-a do inferno.

Não é necessário perguntar a Max se repetiria o feito; afinal, todos temos um momento em que reagimos sem hesitar face ao inesperado...

Ao nascer do dia 20 de Outubro de 2010, Maximino Pacheco, de 29 anos, integrava a equipa dos bombeiros chamada a um incêndio na Rua Nova de Abrute, em Freamunde. Lá chegados, deparam-se com uma casa de dois pisos em chamas. No rés-do-chão estava Fernando Gomes Pereira, de 85 anos, o qual, por ter um pé amputado, pernoitava no rés-do-chão, evitando as escadas, enquanto a esposa, Maria Fernanda Neto, de 83 anos, também com dificuldades de locomoção após ter partido a anca há dois anos, dormia no primeiro andar da casa.

Max, como é conhecido entre os camaradas, entrou no piso superior por uma escada. Vendo a idosa, com cerca de 90 quilos, de muletas e em desespero, com o tecto em risco de ruína, num ápice, Max tirou o capacete, colocou-o na cabeça da idosa e abafou-a com um casaco. Em ombros, liberou-a das chamas. Max ainda sofreu ferimentos ligeiros na cabeça, mas, no caso, os fins justificaram os meios. "Num instante, o tecto caiu sobre nós", recorda o bombeiro de Freamunde. "Começou tudo a cair. Parecia um inferno. Consegui pegar na senhora aos ombros e, com a ajuda de um colega, tirámo-la das chamas", recorda.

Se a decisão tomada por Max é controversa - um bombeiro nunca deve pôr em causa a própria vida -, certo é que foi graças ao gesto que o voluntário de Freamunde se tornou herói. Uma das três filhas do casal, Lizarda Pereira, diz mesmo que "não fosse a coragem do bombeiro de Freamunde e a minha mãe estaria morta".

Jornal de Notícias - Edição de 21 de Abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pedaços de Nós no Jornal de Notícias

UMA GRANDE FAMÍLIA DE ARTISTAS FAZ PEDAÇOS DE NÓS

Em dez anos, a associação cultural e recreativa de Freamunde pôs de pé projecto que inclui uma big band, um grupo de castanhola e outro de teatro.

Fundada há dez anos, a Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, de Freamunde, Paços de Ferreira, envolve mais de duas centenas de músicos, poetas e outros artistas. A colectividade tem sete grandes projectos culturais e está organizada por secções, cada uma com projecto específico.

Comecemos pelo projecto da Big Band Pedaços de Nós. Desde há três anos vem promovendo espectáculos dentro e fora do concelho. Três saxofonistas altos, três saxofonistas tenores e um barítono, quatro tambores, cinco trompetes e as vozes da columbiana Jenny Moreno e do freamundense Hugo Marinheiro, percorrem um circuito musical que passa pelo jazz, funk, bossa nova, pop jazz até à música ligeira. Além disso, a denominada Secção Combo junta piano, guitarra, viola baixo, bateria e instrumentos de percussão. Ao todo são 32 elementos com preparação musical.

Nautílio Ribeiro, responsável pela big band, explica que o grupo é uma "escola de música não formal", sublinhando que a maioria dos elementos que a compõe são amadores. "Há três anos pensámos em fazer regressar ao mundo da música elementos que estavam afastados e que tocaram na Banda Marcial de Freamunde. Começámos a contactar músicos clássicos que aderiram ao projecto, e a partir daí experimentaram novas sonoridades, desde o jazz à música ligeira, que fazem parte do nosso reportório", explica António Lobo, director da Associação e membro da Big Band Pedaços de Nós.

As Castanholas de Freamunde é um outro projecto da associação, que desde há seis anos junta 24 elementos que produzem e interpretam música de raiz tradicional portuguesa. Pedro Ribeiro, responsável por este projecto, explica que a castanhola foi sempre um instrumento musical muito popular em Freamunde, feito por marceneiros que trabalham na indústria do mobiliário local. "Recuperámos esse instrumento e até a indumentária dos músicos é idêntica à usada pelos marceneiros de Freamunde, há muitos anos", explica.

Vitorino Ribeiro tem a responsabilidade de gerir o Grupo de Teatro Sénior Pedaços de Nós. Actualmente tem em cena "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, envolvendo 40 actores e técnicos. Ana Melo coordena o grupo infanto-juvenil de teatro, com 20 pessoas. Neste momento está a preparar um espectáculo de rua para assinalar os dez anos da Associação.

O Grupo de Percussão Pedaços de nòs desenvolve três projectos: "Ecosons", cujos instrumentos são feitos com material reciclado e junta 80 músicos; "Pedasons" reúne 30 elementos que interpretam temas medievais com rufos e tambores; e "Noson", um grupo de palco com oito elementos desenvolve sonoridades para acompanhar shows de pirotecnia.

Além da música, a Associação Pedaços de Nós dedica-se à poesia e tem uma secção que promove anualmente o Concurso Nacional de Quadras Populares durante as Festas Sebastianas.

Este ano, já no próximo dia 11 de Junho, a colectividade vai promover o Encontro Nacional de Poetas Populares, em Freamunde, que dará origem à publicação de um livro com textos de todos os poetas populares que participarem no evento. Coordenada por José Leal e Idalino Ribeiro, a Secção de Poesia organiza, uma vez por mês, uma tertúlia na sede da associação, onde se declama poesia de autores portugueses.

PROJECTOS EM MOVIMENTO

Big Band Pedaços de Nós - 23 músicos

Castanholas de Freamunde Pedaços de Nós - 24 músicos

Grupo de Teatro Pedaços de Nós (sénior) - 40 elementos

Grupo de Teatro Pedaços de Nós (infantil) - 20 elementos

Grupo de Percussão Pedaços de Nós (Ecosons; Pedasons e Noson) - 118 músicos

Grupo de Poesia Pedaços de Nós - 15 elementos

Grupo Laços e Nós - 9 músicos

NASCIDOS A 1 DE JULHO

A Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós foi fundada a 1 de Julho de 2001 com o objectivo de dinamizar culturalmente a cidade de Freamunde, a segunda do concelho de Paços de Ferreira. Desde muito cedo começou a cativar músicos de todas as idades e de todos os estratos sociais. Por uma questão de operacionalidade, a associação divide-se por secções coordenadas por um elemento escolhido pela direcção.

Jornal de Notícias / JN Cidades / 18 de Abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Parabéns Campeões!

Depois dos Infantis Sub-13...seguem-se os Iniciados Sub-15! Os Iniciados Sub-15 do S. C. Freamunde, sagraram-se campeões da série 2 da 1ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto, ao vencerem o Aliados de Lordelo por 0-4.

Agora, segue-se a segunda fase de subida ao Campeonato Nacional de Iniciados. Segunda fase essa, que vai ser disputada juntamente com o F. C Paços de Ferreira, F. C. Porto e Rio Ave F. C. Neste grupo de quatro equipas, apenas uma sobe aos Nacionais. O F. C. Porto fica de fora da subida devido a já ter uma equipa neste campeonato. Sendo assim, das três equipas restantes, o S. C. Freamunde incluído, apenas uma terá acesso ao tão almejado Campeonato Nacional do escalão.

Não será fácil, mas é possível...

Contamos convosco, Campeões!

Parabéns!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coisas Minhas


OS POLÍTICOS...E AS SUAS CONVENIÊNCIAS!...

Dentro de uma breve semana, uma vez mais terá o povo português de considerar e escolher o partido político que melhor o possa defender e dirigir o seu país nesta infindável e sinuosa estrada através do tempo e da inevitável História que o acompanha. É uma etapa da maior responsabilidade o que o obrigará a pensar maduramente, de modo a evitar funestos enganos e consequentes desilusões, se maiores prejuízos não sobrevierem de um acto irreflectido, de uma atitude menos ponderada ou mais levianamente apaixonada.

São as paixões que perdem os homens e os levam a uma entrega generosa e impensada, nem sempre a mais aconselhável e conveniente. Daqui o "carnaval" dos não poucos partidos políticos, que por cá pululam, que, tudo fazem por cativar o pobre do votante inconsciente, não para o virem favorecer no futuro mas para este, com o seu voto, os ajudar a conseguir os tachos e os chorudos ordenados que estes representam e que, na sua maioria, são um descarado insulto a quem se esforça o dia inteiro para auferir um salário de miséria. E vá de fazerem festas, comícios, espectáculos, "tainadas" e regabofes, agradinhos de todos os géneros e feitios, na mira de apanharem o ambicionado voto que lhes consiga abrir as portas da Assembleia Nacional, dos Ministérios, Secretarias de Estado, enfim: do Érário Público...

E são generosos! Nestas alturas, a generosidade é, talvez, a maior virtude de todos os partidos políticos. E assim, dão coisas; sem se desgraçarem, como é lógico, mas dão coisas:

Os partidos mais à esquerda têm uma especial vocação para darem panfletos a operários à saída das fábricas; Álvaro Cunhal distribui sorrisos com toda a prodigialidade, talvez para afirmar que a "perestroika" o não afectou ou para afastar os fantasmas de quantas ainda possa surgir; o prof. Freitas do Amaral dá beijos a torto e a direito (a contra-gosto, mas dá..."noblesse oblige"...) : beija crianças ranhosas ou não, beija meninas atiradiças e, incrível, corre os mercados a beijar peixeiras, hortaliceiras e quantas feirantes ali encontre, porque o CDS é um partido do povo e das classes trabalhadoras, pois então!...Cavaco Silva dá mãozadas a todos e uma fraca ideia da sua democracia, ao afirmar que não forma governo, se não tiver uma maioria absoluta...; Manuel Sérgio e o seu PSN dão esperanças aos reformados; o PSR, pela boca do meu querido amigo Mário Viegas, dá piadinhas a tudo e a todos, numa fervorosa crença no aforismo "ridendo castigat mores"...; o PPM dá ideia de acreditar na "estupidez hereditária", isto é, na sucessão dinástica da gerência de um povo...; o MRPP que parece ter deixado de ser o "movimento dos rapazes pintores de paredes", dá porrada em tudo o que não esteja de acordo com as suas bizarras ideias...; o PRD, o PS, o PDA, enfim, todos e, de resto, todos os que para trás ficaram, também, além de auto-colantes, bandeirinhas, cartazes, distintivos e quantos brindes se usam nestas andanças, têm sido pródigos, num iniludível gesto de amor e carinho, a dar beijinhos a quantas criancinhas, menunas, velhinhas e matronas lhes estendem as "fuças", o que tem sido bem aproveitadas por todas, uma vez que estas ofertas não duram sempre, vão terminar na véspera do próximo 6 de Outubro e, depois dos resultados, ninguém espere os mesmos beijinhos do partido que formar governo - os beijinhos serão outros e são capazes de nem beijinhos se chamarem...o Partido Socialista, no entanto, ou melhor, o seu núcleo juvenil, no intuito de reforçar o gesto de amor e carinho que a oferta dos seus beijinhos representava, decidiu fazê-lo com "controle", acompanhando-o com preservativos o que, quer a igreja goste quer não, o tornou mais higiénico e original...Desta originalidade se não lembraram os demais...Não creio, contudo, que, mesmo que tal lhes tivesse vindo à lembrança, todos os fizessem: Álvaro Cunhal e o PCP, por lhe poder parecer uma nova "perestroika"; Freitas do Amaral e o CDS, por ser contrário à sua crença religiosa; Cavaco Silva e o PSD, por uma questão económica; Manuel Sérgio e o seu PSN dos reformados...por...já desnecessário...

Com esta lembrança da sua "juventude", o Partido Socialista, digam o que disserem, definiu perfeitamente a sua imagem: Não tem medo de reformas ou quantas "perestroikas" o queiram atingir; é superior a crenças e admite todas as religiões; apesar de ter sempre a mão fechada, não olha a despesas quando se trata de dar...;...e, quanto ao resto, ainda está aí para as curvas...

Fernando Santos - Coisas Minhas - 1992

sábado, 9 de abril de 2011

Parabéns Campeões!

Uma pequena e singela homenagem aos Infantis Sub-13 do S. C. Freamunde que hoje sagraram-se campeões de série, ao derrotar em casa o Rebordosa por 6-0, e o F. C. Paços de Ferreira sair derrotado do terreno do F. C. Alpendurada por 2 - 0. No início da penúltima jornada, o S. C. Freamunde encontrava-se a um ponto do segundo classificado, o F. C. Paços de Ferreira, estando agora a 4 pontos, sagrando-se assim, Campeões da Série 2.

No próximo Sábado, dia 16, o S. C. Freamunde, desloca-se a Paços de Ferreira para a derradeira jornada do campeonato.

Pelo terceiro ano consecutivo, os Infantis, vão disputar a fase final do campeonato para o apuramento de Campeão Distrital da Associação de Futebol do Porto, juntamente com o F. C. Paços de Ferreira, F. C. Porto e Boavista F. C.

Passo a apresentar os campeões:

Em cima: Tiago, Ruben, Ricardo (treinador), Edu, Ricardo, João, Camelo, Andrade (treinador), Bruno, Pedro, Nuno, Batista, "Pica", Ricardo Pacheco (treinador).

Em baixo: Cancela, Cristiano, "Tete", "Pêpê", Zé Pedro, Ruben, Leão, Luís, Bruninho, Fabinho, Zé Santos.

Parabéns Campeões!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Prémios Tribuna 2011

Enquadrado nos actos festivos de 25º aniversário de Tribuna Pacense, a edição deste ano dos Prémios Tribuna promete revestir-se de um tom muito mais solene e participado. Assim, a cerimónia oficial encontra-se agendada para este sábado, com princípio marcado para as 17 horas, no local de eleição, como seja o Salão Nobre dos Paços do Concelho, bem no coração da cidade de Paços de Ferreira.

Tiago Miguel - 3º Ciclo

Na oportunidade, serão distinguidos os melhores alunos das cinco escolas oficiais do concelho, ao nível do 2º e 3º ciclos e ensino secundário, oriundos das E,B 2,3 de Frazão, Eiriz, Paços e Freamunde e, ainda, Escola Secundária de Paços de Ferreira.

Inês Isabel - 2º Ciclo


Mara Solange - Secundário


De igual modo, mas na vertente de Mérito Empresarial, será galardoada uma firma de reconhecido sucesso, não só a nível nacional como internacional - Petratex, Confecções, S.A. - uma empresa líder no seu segmento de mercado e sedeada no concelho, mais propriamente na vila de Carvalhosa, há mais de 20 anos.

Já noutra área, na componente desportiva, na presente edição o destaque vai para o profissional do S.C. Freamunde, Bock, um atleta que se tem evidenciado, nas últimas épocas, como um goleador nato, estando a caminho dos mil golos em competições oficiais.

A jornada cultural, porém, não fica por aqui, já que se seguirá um desfile até à sede da Tribuna, a pouco mais de 50 metros, onde a Banda Musical pacense dará um concerto dirigido pelo Maestro Francisco Gonçalo Abreu, após o que se procederá à abertura de uma exposição evocativa das Bodas de Prata, bem como ao lançamento do 4º volume do livro "Quem não Cala não Consente", da lavra de A. J. Gomes Ribeiro, director do semanário aniversariante. De assinalar que todas estas actividades se encontram abertas à participação da população, sendo que as mesmas contam com o apoio institucional da Câmara Municipal pacense, para além de outros organismos. Em paralelo a esta iniciativa, será lançada a 6ª edição dos Prémios Tribuna - Mérito Literário, um concurso com periodicidade trienal e de âmbito nacional que compreende as modalidades de Conto Livre, Quadra, Monografia e Poesia, esta subordinada ao tema "O Município e as suas 16 Freguesias".

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Páscoa em Movimento

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira, vai desenvolver nos próximos dias 11, 12, 14, 15, 18, 19, e 21 de Abril, o projecto “Páscoa em movimento”. Esta actividade decorrerá na Casa da Cultura de Freamunde, e é dirigida aos jovens entre os 6 e os 12 anos, visando a ocupação destes nas férias da Páscoa. A divulgação foi feita nas escolas primárias freamundenses, razão pela qual as inscrições já se encontram preenchidas e encerradas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Barão de Freamunde

Casa onde nasceu o Barão de Freamunde

O Barão de Freamunde chamava-se Bernardino Coelho Soares de Moura. Esporadicamente é referido pelo nome de Bernardino Pinto Coelho Soares de Moura, ou Bernardino Coelho Soares ou apenas Bernardino Coelho. Nasceu no dia 25 de Janeiro de 1787 na casa da Lama, freguesia de Lodares, concelho de Lousada. Era filho do Dr. Manuel Joaquim Pinto Coelho de Moura, senhor da Casa da Lama, capitão-mor de ordenanças do concelho de Lousada, e de D. Joana Luísa de S. José Soares Moreira, da Casa do Paço, mas nascida na Casa da Fonte, freguesia de Urrô, concelho de Penafiel. Tinha dois irmão e duas irmãs; era o mais novo de todos eles. Atendendo a que não era o morgado da casa e à instrução média daqueles tempos, poderá considerar-se que recebeu uma instrução razoável, mas não surpreendente ou invulgar. Disponho de documentação que permite afirmar que sabia ler, escrever e contar correctamente e que conhecia as quatro primeiras operações de Aritmética, bem como "tinha princípios de Gramática Latina mas não falava línguas estrangeiras". O Barão de Freamunde distinguiu-se exclusivamente no campo militar. Por isso, apresentar a sua biografia é inevitavelmente recapitular as diversas lutas ocorridas em Portugal no seu tempo, isto é, durante a primeira metade do século XIX. O futuro Barão iniciou a carreira das armas aos 21 anos de idade, no dia 8 de Julho de 1808, data em que assentou praça, como soldado, no então Regimento de Infantaria nº 18, do Porto, num ambiente geral de guerra. Os franceses tinham invadido o nosso País e imposto uma dominação despótica. No mês anterior, no dia 7 de Junho, ouvira-se o primeiro grito de revolta contra a tirania estrangeira, quando a guarnição do Castelo da Foz se revoltou. Nesse mesmo ano - 1808 - as tropas do general Loison - o Maneta, como ficou conhecido em Portugal - tentaram tomar o Porto, vindas de Almeida, não tendo, todavia, conseguido passar para cá da Régua pela interposição do general Silveira. Era este o clima que se vivia quando o jovem Bernardino se alistou; pela intrução que possuía e pela sua posição social, permaneceu apenas 20 dias como soldado; em 28 de Julho é promovido a cadete. Logo no ano seguinte - 1809 - Portugal é novamente invadido pelos franceses - é a segunda invasão. Tinha saído Junot mas entrado Soult; fê-lo por Chaves, Braga, Porto. Conseguiu ainda prosseguir até perto da Régua, após duros combates em Penafiel e Amarante, mas depois viu-se obrigado a recuar apressadamente e escapuliu-se de Portugal pelo tortuoso itinerário que passa por Felgueiras, Póvoa de Lanhoso e Montalegre. A História Militar refere várias acções do Regimento de Infantaria nº 18, ou de subunidades, contra as tropas de Soult, mormente na defesa do Porto e de Amarante. Parece plausível admitir que o cadete Bernardino tenha tomado parte nessas acções, ou em algumas delas. Um ano mais tarde - 1810 - os franceses estão cá de novo. Massena entra pela Beira, encaminha-se para Coimbra na tentativa de alcançar Lisboa, mas o exército anglo-luso, sob o comando do futuro Duque de Wellington, barra-lhe o caminho no Buçaco, e vence-o. A participação do cadete Bernardino na Batalha do Buçaco está claramente averbada nos seus documentos. Quanto à sua postura, apenas posso aconchegar uma apreciação genérica, mas histórica: "Na Batalha do Buçaco, os recrutas portugueses fizeram prodígios de bravura"


Carta de nomeação de marechal

(...)Foi promovido a alferes em 1811, a tenente graduado em 1813 e a tenente efectivo em 1814; é então colocado no Regimento de Infantaria nº 24, de Bragança. Em 1820 é promovido a capitão e rebenta no Porto uma revolução que vai ter influência decisiva na vida do nosso País o qual, como é sabido, vivia no regime de monarquia absoluta desde a fundação da nacionalidade. A Revolução de 1820 visava a convocação de "Cortes para nelas se formar uma constituição", nos dizeres de então, e que ficou pronta dois anos mais tarde. A Constituição de 1822 acabava com o poder absoluto dos reis de Portugal, contra a opção de uma facção numerosíssima da população na qual se englobava o capitão Bernardino. Em 1823 é promovido a major. Está agora com 36 anos e continua colocado em Bragança. Em 1830 é colocado no Regimento de Infantaria nº 13, de Leiria, mas não há dúvidas de que fica a prestar serviço em Lisboa; de facto, as informações periódicas dos anos de 1830 e 1831 dão-no como "fazendo as funções de major na Praça de Lisboa". Está ele agora com mais de 40 anos de idade, homem feito, personalidade definida. Do que foi relatado até aqui, já é certamente possível ter uma visão sobre as qualidades militares e ideias políticas.

(...) Em 1833 fora promovido a coronel e em 1834 a brigadeiro. Em 19 de Abril desse mesmo ano, é nomeado Governador das armas do Partido do Porto. O escocês Macdonnel é nomeado para comandante do exército absolutista nas operações que se advinhavam para breve. Chegara a hora e eis pois o Macdonell a desembarcar às escondidas no Porto no dia 6 de Agosto de 1846; logo no dia 9, nomeia o brigadeiro Bernardino Coelho Soares de Moura "marechal de campo e comandante geral das forças que organizar e reunir no distrito de Penafiel e quaisquer outras partes contíguas". Por seu lado, intitula-se "General em chefe de D. Miguel e seu director militar no reino de Portugal para efectuar a restauração do trono".


Proclamação de Freamunde

(...) Bernardino muda-se para Freamunde, onde estabelece o quartel-general do "comandante das forças populares"; existem documentos do dia 3 de Fevereiro de 1847 por ele assinados neste quartel-general. Mas é o dia 5 de Fevereiro que assume maior relevância para esta rápida biografia: é neste dia que, em Freamunde, Bernardino faz uma brilhante proclamação aos "valentes e briosos voluntários, camaradas e amigos" na qual lhes assevera que sem quebra de dignidade podem aderir à Liga com a Junta do Porto (já assinada em 12 de Janeiro, em Guimarães), por esta combater a tirania cabralina. O tal Dr. Cândido ainda tinha tentado que Bernardino assumisse o comando das forças miguelistas para prosseguirem numa luta independente, mas este recusa-se e, no dia 7 de Fevereiro, precisamente em Guimarães, é o mais notável dos miguelistas que nesse dia se ligam à Junta do Porto, rompendo definitivamente com o absolutismo. A Junta entendeu que tal gesto e decisão mereciam uma recompensa e, assim, logo no dia 12 de Março (de 1847) concedeu-lhe o título de Barão de Freamunde pelos "relevantes serviços que na presente crise tem prestado à causa nacional o brigadeiro Bernardino Coelho Soares de Moura". Que serviços? Sem dúvida alguma, a proclamação de 5 de Fevereiro foi um óptimo serviço. Por ter sido lançada por um chefe tão prestigiado, teve uma influência decisiva na conversão de numerosos e influentes miguelistas que se transferiram para a Junta no dia 7 em Guimarães, ao mesmo tempo que Bernardino. O miguelismo sofreu um rude golpe nesse dia e ficou irremediavelmente aniquilado. Barão foi o título escolhido; de Freamunde porque daqui partiu a incitação para a histórica reviravolta de uma hoste numerosa de absolutistas, viragem essa que, sem qualquer ónus para a Junta, não sé fez desaperecer uma das forças que digladiavam mas também, e ao mesmo tempo, a veio fortalecer vigorosamente. Mas a proclamação de Freamunde também teve o seu reverso: um decreto da Rainha, datado exactamente do mesmo dia (5 de Fevereiro) demite do exército o major amnistiado etc., etc. A Junta todavia, reintegra-o no posto de brigadeiro; é o posto que lhe atribui quando lhe dá o título de Barão.


Título de Barão de Freamunde

Mais tarde, Bernardino oficia à Junta e recusa esta integração por ela ser feita também em nome da Rainha. À margem do requerimento, está anotado pelo seu punho: quando me nomearam Barão de Freamunde, respondi da mesma maneira: nada pedi, nada queria aceitar. A guerra civil prossegue muito fluida e movimentada; a presença do Barão de Freamunde, agora evidentemente a lutar pela Junta, é registada em Chaves, Bragança e Vila Real, ao mesmo tempo que a actividade diplomática estrangeira, sobretudo a inglesa e a espanhola, tenta, há largos meses, a conciliação entre as facções irmãs desavindas. Perante a obstinação das partes, uma esquadra inglesa entra no Sado e a guerra acaba no Sul; uma outra entra no Douro e a guerra acaba no Norte. Em 29 de Junho de 1847, a Convenção do Gramido termina com a guerra civil da Patuleia. Bernardino Coelho, como tantos outros, perde todas as benesses com que tinha sido agraciado; tem agora 60 anos de idade. Só bastante mais tarde, em 1854, com base em decretos e cartas de lei, entretanto promulgadas, requer a anulação da sua demissão e a sua reintegração com a patente que tinha antes da Guerra da Patuleia, isto é, major reformado. Apenas no ano seguinte, 1855, oito anos depois da irradiação, é que lhe é deferida a reintegração, desta vez generosamente concedida no posto de tenente-coronel.


Carta de D. Miguel I

E agora, quase a terminar, em jeito de remate e balanço, parece-me poder afirmar que a primeira impressão que ficou a pairar, percorrida que foi a biografia do Barão de Freamunde, é a de que ele foi um homem do seu tempo, uma época de lutas e guerras internas e contra o exterior. Ele viveu-as todas. Grosso modo, poder-se-á dizer que Portugal esteve sempre envolvido em conflitos entre os anos de 1800 e 1850. O Barão viveu essa época e tomou parte em todas essas pelejas. A segunda será a de que o fez com rara intuição militar e mestria pois, sem qualquer preparação específica, foi subindo e consolidando o conceito em que era tido, de combate para combate; e quanto mais rigorosa era a selecção - quando passou a ser feita no campo prático da batalha - mais dspressa ele subia. Quando foi preciso escolher entre os tenentes-coronéis os comandantes de regimentos; quando foi preciso escolher entre os coronéis os comandantes das brigadas; quando foi preciso escolher entre os brigadeiros os comandantes de divisão - ele foi sempre escolhido, quer pelos comandantes nacionais quer pelos estrangeiros. Homem valoroso nos ataques; homem de cabeça fria a organizar as retiradas. É o homem de confiança, o preferido para enfrentar todas as emergências, no meio de tantos pares. Já vem em Coimbra, a caminho de Lisboa, quando é ele mandado retroceder para evitar a ruptura do Cerco do Porto; com todo o exército miguelista concentrado à volta de Santarém, é a ele que é confiada a missão de aliviar as tropas de Leiria da pressão do Saldanha; no intervalo de dois rijos combates lá em baixo, o de Pernes e o de Almoster, é mais uma vez ele quem vem ao Norte remendar as posições ao redor do Porto.


Casa onde faleceu o Barão de Freamunde

Mas não foi um obcecado no seu ideário político: quando reconheceu que a sua luta era mais proveitosa para o País noutra facção, não teve pejo de se passar para a Junta, exactamente quando lhe tinham oferecido o comando supremo das tropas, a mais forte ambição de qualquer general. Não há portanto oportunismo; há, pelo contrário, coragem para recusar comandos máximos e aceitar lugares de obediência. Mas fá-lo de cabeça erguida, frontalmente, depois de convictas reflexões. Posso afirmar - porque tenho provas - que escreveu para o tal ministro Saraiva em Londres e para D. Miguel a expFoi também um homem vertical e sem ambições: quando fez a proclamação de Freamunde, o governo de D. Maria demitiu-o do exército e ele ficou sem a reforma de major amnistiado de Évora Monte a qual, presumivelmente, era a principal fonte dos seus rendimentos. De facto, nunca constou que tenha sido alguma vez cidadão abastado; pelo contrário, todos os indícios disponíveis apontam no sentido contrário. Pouco depois, foi reintegrado com o posto de brigadeiro - mas ele recusou, por tal benesse provir do governo que o demitira e que ele combatera. Teve a coragem e a altivez de ficar sem rendimentos próprios suficientes, até voltar a ser reintegrado, o que só aconteceu vários anos mais tarde, e com outro governo. Nunca pedi, nem quis aceitar, escreveu o Barão de Freamunde. É por isso que viveu discretamente nos últimos anos da sua vida. Depois de tantas peripécias, de tantas alegrias, tristezas e solavancos da sorte, o Barão de Freamunde morreu pacificamente na sua modesta casa Casa de Santa Isabel, freguesia de Lodares, concelho de Lousada, aos 78 anos de idade.

" O Barão de Freamunde - Esboço de Biografia - Augusto Soares de Moura"