quarta-feira, 29 de junho de 2011

Esta é mesmo verdadeira

"Esta é mesmo verdadeira" é um livro da autoria de Fernando Santos - Edurisa, Filho - lançado em Julho de 2001. Neste livro, Fernando Santos, narra variadas situações e anedotas passadas com ele, ou que delas teve conhecimento real por intermédio do seu pai nos longos anos vividos no mundo teatral.

O HUMOR DE ANDRÉ BRUN


Tentaremos, com este anedotário, transmitir uma graça, um caso alegre, uma situação anormal ou qualquer outro acontecimento ocorrido nos meios teatrais, de hoje ou outrora e que nos leve a sorrir, e, ou até a abrir a boca em franca gargalhada.
Para começar, vamos contar uma do escritor André Brun, que foi um dos maiores humoristas deste país, e que a morte arrebatou muito cedo, só com 39 anos. André Brun era autor teatral, e com a sua veia humorística, dedicava-se a comédias e revistas. Certa vez, tinha ele montada no Teatro Apolo, da cidade do Porto, teatro que hoje já não existe, pois foi deitado abaixo para poder ser rompida a Avenida de Ceuta, que foi desembocar precisamente, onde ele se situava, na Rua José Falcão, tinha ele em cena, dizíamos, uma revista que era um autêntico fracasso de público e estava a dar um prejuízo enorme. Um dia apareceu-lhe um exemplar da praga de borlistas, que então proliferava, e que, muito humildemente e de chapéu na mão, lhe pediu uma entrada de favor. André Brun, olhou-o espantado e descarregou em cima do homem:
-Então você sabe o prejuízo que estamos a ter com a revista, e tem o descaramento de me vir pedir uma entrada de borla?
O homem encolhe-se e murmura uma desculpa fraca.
- Sabe que o público não aparece, que já nem pagamos ao pessoal e quer uma borla? Tem o descaramento de me pedir tal coisa?!!
E perante o desgraçado, espantado, que já não sabia onde se havia de meter, exclama meio ofendido e solenemente:
- A empresa não dá menos de uma fila!...

sábado, 25 de junho de 2011

Programa completo Sebastianas 2011

Dia 01 de Julho (6ª FEIRA)
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
22.00 Horas: Inauguração da Iluminação Central – Rua do Grupo Teatral Freamundense – junto ao Palco “Grupo Martins – A sua Energia”
Dia 02 de Julho (SABADO)
16.00 Horas: Sessão solene de “Entrega de Prémios do IX Concurso de Quadras Sebastianas 2011”, no auditório Fernando Santos, Casa da Cultura de Freamunde.
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
21.00 Horas: Festival de Folclore
Dia 03 de Julho (DOMINGO - ABERTURA DA SEMANA CULTURAL - SEBASTIANAS 2011)
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
21.00 Horas: Abertura da semana cultural com concerto Big Band – Pedaços de Nós, Castanholas de Freamunde, Laços e Nós, Percussão, Poesia e Teatro pela Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós
- “Grupo Martins – A sua Energia”
Dia 04 de Julho (2ª FEIRA)
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
22.00 Horas: Concerto do Grupo “MAURO PASSOS”
Dia 05 de Julho (3ª FEIRA)
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
22.00 Horas: Concerto do Grupo “PLUG”
23.00 Horas: Concerto do Grupo “NEW COLOR”
Dia 06 de Julho (4ª FEIRA)
18.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
21.30 Horas: Concerto da Banda de Freamunde
Dia 07 de Julho (5ª FEIRA)
15.00 Horas: Workshop – “PLANET DEEJAY” – Casa da Cultura de Freamunde
19.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
21.30 Horas: Concerto de encerramento da Semana Cultural Sebastianas 2011 com o artista “Pedro Barroso” no Palco “Grupo Martins – A sua Energia”
23.59 Horas: DJ SET DANCEPLANET “PLANET DEEJAY


Dia 08 de Julho (6ª FEIRA)
19.00 Horas: Homenagem aos Festeiros falecidos - Em frente à Capela S. Francisco.
19.30 Horas: Novena na Igreja Matriz de Freamunde
23.30 Horas: Concerto “Homens da Luta” no Palco “Grupo Martins – A sua Energia”
01.00 Horas: Espectáculo de Percussão “Pedaços de Nós”
02.00 Horas: Inicio da IX Noite de Bombos
02.29 Horas: DJ Session “Projecto Magalhães Lemos” PML
04.00 Horas: Vacas de Fogo


Dia 09 de Julho (SÁBADO)
09.00 Horas: Alvorada de Morteiros
09.30 Horas: Desfile de Bombos e Gigantones pelas Ruas de Freamunde
14.00 Horas: XIV Concentração de Vespas realizada pelo Vespa Clube de Freamunde no centro da Cidade com percurso pelas ruas de Freamunde e pelo concelho.
14.30 Horas: 1ª Concentração de MINI’S – Avenida Parque de Lazer, com percurso pelas ruas de Freamunde e pelo concelho.
15.00 Horas: Corrida de Carrinhos de Rolamento (inscrições as 14.00 H) organizado pela AJAF – Rua Grupo Teatral Freamundense.
15.15 Horas: Tarde Cultural no Parque de Lazer em Freamunde – Actuação do Grupo “Andarilhos” – Workshop de Danças Tradicionais Portuguesas e Animação infantil.
16.00 Horas: Lançamento do Livro “ Rosa Amarela” da autora Rosalina Oliveira, no auditório Fernando Santos, Casa da Cultura de Freamunde.
17.30 Horas: Workshop – “PLANET DEEJAY” – Casa da Cultura de Freamunde
23.00 Horas: Concerto do artista “JOSE CID & BIG BAND” no Palco “Grupo Martins – A sua Energia”
01.00 Horas: Fogo Piromusical: “DANÇAS DE LUZ ” elaborado por “Macedos Pirotecnia” junto à Rotunda do Cruzeiro
01.59 Horas: DJ Session – “Miss Sheila” e “Beatbender”
04.00 Horas. Vacas de Fogo


Dia 10 de Julho (DOMINGO)
09.00 Horas: Alvorada de Morteiros
10.00 Horas: Entrada da Banda de Freamunde
11. 00 Horas: Missa Solene na Igreja Matriz de Freamunde
14.00 Horas: Entrada das Bandas de Freamunde e da Banda da Trofa – Palco Filarmónico
18.00 Horas: Majestosa Procissão.
21.30 Horas: Concerto pela Banda de Freamunde e pela Banda da Trofa - Palco Filarmónico
00.00 Horas: Espetáculo Pirotecnico: ”Explosion” junto a Rotunda do Cruzeiro
01.00 Horas: Concerto de “David Fonseca” - no Palco “Grupo Martins – A sua Energia”
02.59 Horas: DJ Session “ZÉ PEDRO” (Xutos & Pontapés) e outros Dj’s (Freamunde)
04.00 Horas: Vacas de Fogo


Dia 11 de Julho (2ª FEIRA)
09.00 Horas: Alvorada de Morteiros
21.00 Horas: Entrada de vários grupos de Bombos
23.00 Horas: Grande Sessão de Fogo elaborado por “Macedos Pirotécnia” –
“À FREAMUNDE”
24.00 Horas: Marcha Alegórica pelas Ruas de Freamunde
“SINFONIA 2011”
03.00 Horas: Espectáculo Piromusical – “Harmonia do Fogo” junto a rotunda do cruzeiro
03.44 Horas: DJ Session “IMF HOUSEMAFIA” e “POPKILLERS & FRIENDS”
05.00 Horas: Vacas de Fogo
Dia 12 de Julho (3ª FEIRA)
19.30 Horas: Jantar de Passagem de Testemunho: COMISSÃO 2011 / COMISSÃO 2012
22.00 Horas: Concerto “ Kumpania Algazarra” no “Grupo Martins – A sua Energia”
00.00 Horas: Boa Sorte 2012
01.00 Horas: Vacas de Fogo


terça-feira, 21 de junho de 2011

New Color Band

New Color ( ex-Loose Ends) é uma banda de rock Portuguesa de Paços de Ferreira, formada em 2009 e composta por Domingos Moreira, natural de Freamunde (voz), Manuel Gonçalves (guitarra), Sérgio Nunes (baixo,) Kamané (bateria, percussão) e Filipes Nunes (teclados.) A banda encontra-se a trabalhar neste momento no 1º álbum contando já com alguns temas publicados nas redes socias Myspace e Facebook, com um feedback muito bom, sendo já uma banda de algum destaque. Eles têm o seu nome resultante da necessidade de refrescar/inovar suas experiencias anteriores, contando com vários projectos.
Aqui fica o vídeo de uma das novas músicas da banda.




Os New Color Band vão actuar nas Festas Sebastianas 2011, no dia 5 de Julho, terça-feira.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Apenas duas imagens

12 de Junho de 2011

Guimarães Cup 2011

A conquista de um objectivo

Magníficos e inebriantes

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Entrevista a Fernando Vasconcelos

«99% dos portugueses não fazem ideia do estado actual do nosso país»

Comemora-se amanhã o 10 de Junho, Dia de Portugal, em condições muito adversas para o país, pelos graves problemas sociais e económicos. A entrada do FMI em Portugal vai obrigar a uma forte contenção orçamental das famílias para fazer face a todas as medidas de austeridade impostas pelo memorando de entendimento acordado recentemente com a Troika. Todas estas questões são abordadas por Fernando Vasconcelos, figura incontornável da vida política, numa entrevista exclusiva ao IMEDIATO em que expõe um cepticismo preocupante sobre o estado do país, deixando ainda duras críticas ao estado actual da política nacional.
O Dia de Portugal é comemorado amanhã, numa altura em que o país atravessa sérias dificuldades económicas e sociais...
Atrevo-me a dizer que 99% dos portugueses não fazem ideia do estado actual do nosso país! Por exemplo, Portugal deve cem vezes mais do que devia quando o FMI entrou aqui em 1983 e tivemos a vantagem de poder desvalorizar a moeda, porque podíamos fazê-lo. Sabendo - aqueles que ainda se lembram - que essas dificuldades acarretaram alguns dissabores, imaginem agora dever cem vezes mais e não poder desvalorizar a moeda. Só isto diz tudo sobre a nossa realidade...
Quando o FMI entrou pela primeira vez em Portugal, Fernando Vasconcelos era o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira. Estar à frente de uma autarquia nesta altura é mais complicado que em 1983?
Ser presidente de Câmara nesta altura é mais de cem vezes difícil, porque nós devemos cem vezes mais, mas eu diria que serão duzentas vezes porque na altura ainda tínhamos coisas para vender, ao contrário de agora. Ainda tínhamos ouro - Salazar deixou ficar 1200 toneladas - e neste momento não teremos sequer 200 toneladas. Tínhamos imensas coisas para nos socorrer, por isso quando se comparam as dificuldades com as de 1983, que foram superadas na altura, apenas digo que não têm nada a ver com os problemas da actualidade.
Como prevê o futuro de Portugal?
Portugal não vai acabar, mas as minhas expectativas são as piores possíveis. Já estamos em recessão, vamos ter, na melhor das hipóteses, quatro anos de recessão. Havendo recessão com uma economia quase estagnada não há positividade nas finanças. A economia assim não pode crescer e o desemprego será galopante. Fala-se em taxas de 13%, mas penso que será superior. A recuperação da economia é uma coisa bonita de se dizer mas chegar lá não é tão fácil como isso.
Depois há um elemento que é a contestação social, a tal rua de que se fala, porque uma pessoa consciente, que tenha os seus ideais, não faz greves. Quando se marcam greves de semana para semana e uma greve como a da TAP que deixa 1500 voos por fazer, está tudo dito. Se eu fosse credor não emprestava nem mais um tostão. A nossa credibilidade lá fora está completamente destruída.
A entrada na CEE foi, efectivamente, a melhor estratégia para Portugal?
Fazer juízos de valor passados mais de 20 anos, não é muito correcto, mas penso que foi positiva. Gostava de saber nestes anos todos quanto dinheiro entrou em Portugal, quantas esmolas nos deram. Entraram dezenas de milhares de milhões de Euros e eu muitas vezes pergunto em que é que se gastou esse dinheiro.
E quem são os responsáveis?
Os responsáveis estão à vista e parte desse dinheiro também está à vista. Dantes, poucas eram as pessoas que tinham casa, hoje a maior parte delas tem casa e segunda casa. Parte do dinheiro também está aí, como está nas auto-estradas que já são três para Lisboa, as tais onde passa um carro de hora a hora...
Posso dizer que o que devemos vai ser difícil de pagar mas, e aquilo que ainda teremos que pagar? Temos muitas dezenas de empresas público-privadas, nas quais estamos obrigados a pagar durante mais 30 anos despesas que nunca vamos ter. Um exemplo é o comboio que passa na Ponte 25 de Abril. Vejamos; um grupo daqueles sábios que tenho sempre dificuldade em caracterizar, concluíu que o número mínimo de pessoas que utilizaria esse Metro por dia era de 80 mil... mas até hoje nunca passaram lá mais de 36 mil pessoas. E estamos obrigados a pagar durante nos próximos 30 anos o equivalente a essas 80 mil passagens, ou seja, o equivalente a 5,4 mil milhões de Euros. Mas como este, atrever-me-ia a dizer que há dezenas de casos!
Em relação à região, estão a entrar quase diariamente pedidos de insolvência no tribunal. O mobiliário tem condições para sobreviver à crise?
É um bocado difícil. Falando concretamente do mobiliário estou convicto que a maior exportação seria para Espanha, mas a Espanha, neste momento, tem uma imobiliária ainda pior do que a nossa. Aliás, se o FMI entrar em Espanha penso que a união económica europeia acaba. As pessoas com quem falo queixam-se amargamente e, atendendo que daqui para frente as nossas expectativas não são boas e a dos espanhóis também não, ponho muitas dúvidas. Aliás, a única indústria que está mais ou menos bem é a do calçado, porque a têxtil acabou. Esta era, sem dúvida, a nossa maior indústria exportadora, mas acabou e nunca mais vai conseguir recuperar porque tem que competir com países sem regras de trabalho. Não posso aceitar que o mundo seja global sem haver regras equivalentes para todos os países nessa globalização. Os países mais vulneráveis, como o nosso, estão tramados, enquanto aos poderosos não lhes faz diferença porque exportam aviões ou automóveis.
Que leitura faz do memorando de entendimento feito com a Troika?
Li o memorando e não posso deixar de dizer que é perfeitamente vergonhoso termos aceite um memorando escrito em inglês, e mais, logo com a seguinte nota: "este é memorando porque toda a tradução não é aceitável". É o mesmo que dizer que isto não é para brincar nem para depois fazer o costume, ou seja, trocar uma vírgula e o mais pelo menos. É o que ali está e ponto final. Mais, o memorando inicial tinha determinados prazos que foram alterados pelo governo PS para os encurtar, o que torna ainda muito mais difícil a questão. Com exigências daquela dimensão alterar um mês é muito difícil. Já deviam ser tomadas decisões até finais deste mês. Até final de Setembro teremos de fazer o que não conseguimos durante 35 anos, que é mudar radicalmente as estruturas fundamentais do país. Não sei como muitas das exigências a que nos comprometemos se podem fazer sem alterar a Constituição. Entendo que não é possível. E depois há todas aquelas medidas extremamente dolorosas. Ainda vamos receber o 13º mês, mas já com alguma diferença e só porque está orçamentado, e já ponho as minhas dúvidas quanto ao 14º mês. Vamos ter cortes notáveis nos salários, quer dos activos, quer dos reformados. Tem que se fazer redução nas freguesias e nos concelhos. Não sei se chego ao fim do ano, mas gostava de estar cá para ver. É que demorei uns seis anos a conseguir fazer a delimitação entre Codessos e Lamoso e com duas Juntas PSD...
Ficou surpreendido com o resultado das eleições legislativas?
Só fiquei surpreendido pela diferença, depois de tudo aquilo que o Engº Sócrates fez. Surpreendia-me tudo o que fosse mais um ponto acima dos 25% que é admissível o PS ter, quer seja o Sócrates ou um pau de vassoura a concorrer, e ele conseguiu chegar quase aos 30%. Os militantes do PSD têm os seus créditos na vitória, mas esta foi bastante mais pelo descrédito absoluto a que chegou o PS, ao ferir a nossa credibilidade interna e externa. Nestas eleições tinha sido mais desejável a subida relativa do CDS, porque se o PSD não tivesse subido 10 pontos, o CDS era capaz de ter atingido os 30 deputados e aumentar a sua importância na estabilidade. Já agora, não acredito que o país possa sair deste buraco nos próximos 15 anos se não houver um governo com PSD, PS e CDS. E só não saímos porque é preciso salvar a democracia e não o país. Ninguém pensa em salvar a pátria, porque é uma coisa que já acabou.
Pedro Passos Coelho disse que o PSD de Sá Carneiro está vivo e recomenda-se. Concorda?
Nem pensar. O PPD era um partido social-democrata e hoje já não é. Não é desde que fizeram os novos estatutos do partido. Mas hoje vivemos de mentiras e há quem diga que querem acabar com o estado social, isso é mentira. Os portugueses não querem acabar com o estado social, pois somos um povo solidário, fraterno. Mas há uma coisa... querem um estado social que possa pagar e nós vivemos num estado social que não pode pagar. Esse é o grande problema. Se o estado social continuar a pagar o que não pode, os nossos filhos já não vão ter dinheiro para ter um estado social. Enquanto continuarmos a pagar o mesmo a alguém que nunca descontou um tostão e a pessoas que descontaram toda a vida, esse estado social não é impossível, é vergonhoso e injusto. Temos de alterar as nossas mentalidades, o nosso amor à pátria.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Feira do Artesanato

Já vai na XIX edição!...A Feira do Artesanato e Artes e Ofícios de Freamunde realizou a XIX edição e contou com 53 artesãos oriundos das mais variadas regiões do nosso país. Uma feira que ano após ano contribui para a preservação e divulgação deste nosso património. Uma feira que todos os freamundenses devem sentir-se orgulhosos.

Parabéns à organização. Parabéns à AALF e à APOJ.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Notícias de Freamunde

Concelho de Paços de Ferreira já tem Escola de Segurança Rodoviária

O Presidente do Município, o Governador Civil do Porto, o Director Regional de Educação do Norte e o Presidente do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos, inauguraram na Escola EB 2.3 de Freamunde uma Escola para a Educação Rodoviária.
A Rede de Escolas de Referência para a Prevenção Rodoviária é um projecto que prevê dotar uma escola em cada um dos 18 concelhos, de condições para acções continuadas, teóricas e práticas, de educação rodoviária.
Sendo as crianças e jovens um dos grupos de risco, em termos de sinistralidade rodoviária, seja enquanto peões, seja como condutores de bicicletas, skates ou passageiros, devem ser informadas sobre como utilizar a estrada em segurança. Para além disso, as crianças e jovens deverão agir como elemento consciencializador dos próprios adultos, relembrando-lhes as regras de segurança rodoviária. Este projecto surge precisamente como uma resposta à necessidade de dar formação rodoviária e cívica. Ao lançar este projecto, o Governo Civil do Porto está a reconhecer a Escola, enquanto espaço privilegiado pelo seu carácter eminentemente pedagógico, pela capacidade de articulação entre teoria e prática e pela diversidade de vivências e experiências que proporciona, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de uma cultura de Educação para a Segurança Rodoviária.
A responsabilidade pela aquisição da sinalética vertical e do material circulante, 5 Kart`s por circuito, foi da DREN e Governo Civil.
Na cerimónia de inauguração deste circuito o Presidente do Município, Pedro Pinto, lembrou a importância deste tipo de iniciativas atendendo à influência que as crianças acabam por ter nos pais, sobretudo no que diz respeito ao excesso de velocidade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Foral de Sobrosa

Durante os séculos XII e XIII, e no período inicial do século XIV tanto o Rei, como os Senhores laicos ou eclesiásticos, concederam com frequência aos moradores de certas terras, um estatuto escrito onde constavam fundamentalmente direitos e deveres fiscais e administrativos mútuos.

Estes documentos, chamados forais já que estipulam os "foros" a pagar pelos agricultores e pelos habitantes em geral, tinham no início uma dupla intenção: a de atraír gente de trabalho a certas áreas menos habitadas e exploradas e neste primeiro caso, neles se determinava a distribuição das respectvas terras, as regalias e as formas de tributação inerentes.

Nos casos que o povoamento não era o objectivo essencial, procurava-se com este tipo de documento especificar os deveres colectivos, o tipo de rendas a pagar e a forma de administrar a vida da população no que diz respeito a impostos, serviço militar, justiça local, regras de uso de terras comuns, direitos de portagem, etc.

Estes documentos generalizam-se porque eram de conveniência de todos e de certa forma modelaram a administração local e suas relações com o poder central desde o início do Condado Portucalense.

Por outro lado, convém referir a existência desde tempos do Conde D. Henrique de funcinários palatinos tais como o mordomo-mor e o alferes-mor, os quais logo no início da nacionalidade tendem para funções não só importantes, como vitalícias e estáveis dentro da mesma família.

O primeiro destes altos funcionários foi Ermigio Viegas de Ribadouro, a quem sucedeu seu irmão Egas Moniz de Ribadouro, ambos personagens de extrema importância na região. Sucedeu-lhes um nobre galego, Fernão Pires Cativo de seu nome, entre 1146 e 1155 que fundou a Casa de Soverosa, a qual deu origem à Honra de Sobrosa.

Quanto ao cargo de Alferes-mor, este andou também ligado às mesmas famílias da região. Cite-se a propósito Pêro Pais da Maia que exerceu este cargo durante 20 anos a partir de 1147 (data do desastre de Badajoz). Também ele, chamado o Alferes, tem aqui grandes interesses, registando-se mesmo um Paço que construiu em Frazão. Estas famílis, detentoras dum vasto património em todo o Julgado de Aguiar de Sousa, preocupam-se principalmente em alargar a sua área de influência, quer patrimonial através de complicadas alianças, testamentos e heranças, que através do padroado dos principais mosteiros da região, entre os quais avulta o de São Pedro de Ferreira.

Durante a segunda metade do século XIII, as grandes famílias haviam decaído de importância e deram progressivamente lugar a uma segunda geração de nobres, entre os quais avulta Gil Vasques de Soverosa, Gil Martins de Riba de VIzela e Rodrigo Froaiz de Leão. Para esta nova nobreza, o importante eram as terras de planície e nos vales dos rios, enquanto na geração anterior a preferência ia para as terras altas e montanhosas. Naquelas zonas, criam uma autêntica posição de força, mesmo militar, sujeitando os camponeses a quem exigiam o pagamento dos direitos tradicionalmente devidos ao Rei e aos mosteiros e apropriando-se dos padroados de muitas igrejas. Esta tendência para alargar o exercício de autoridade, mesmo para além do património fundiário, deu origem a inúmeras queixas e reclamações, as quais originaram processos inquisitoriais.

Em 1258, Freamunde tinha 45 casais e dez lugares. São citados entre outros, os de Leytalis (com 3 casais), Outario (com outros tantos), Pozoo (com 5), Outario de Madões (com 3), Madões (com 8), Outeiro, Cachopadre (com 3), Madões e Buzacos (com 3), Berto (com 4) e Sisto (com 3 casais). Perdera-se já a anterior toponímia germânica. Os nomes são tratados em latim bárbaro. Restou apenas um global da Vila Fremundi. A Freguesia estava na Honra dos Soverosas. A Igreja era sufragânea do Mosteiro de Ferreira em conjunto com a Honra de Sobrosa na freguesia cria o estatuto curioso de Couto e "Honra" como dirá de Freamunde o Padre Carvalho da Costa. É que também Sobrosa estava eclesiasticamente ligada ao Mosteiro de Ferreira. Esta união manteve-se até pouco de 1836, tendo o concelho passado definitivamente para Paços. Foi pertença do Marquês de Vila Real, tinha justiças próprias e pelourinho com cadeia, donde restam memórias na Casa da Cadeia no lugar do Bairro (Sobrosa). Em 1758, a pedido do Bispo do Porto, D. Frei António de Tabora, o Padre Lucas Gomes Ferreira, por então Reitor de Freamunde, informava que a freguesia pertencia à Comarca de auvidoria e correição de Vila Real, e que eram donatários da Freguesia, os Senhores Infantes do Reino. Que a freguesia tinha ao tempo, 190 vizinhos e ao todo 590 pessoas maiores. Informa que a Freguesia estava situada numa planície, que vulgarmente se chamava Ferreira.
Que pertenceu à Vila e Honra de Sobrosa da mesma comarca e Correição de Vila Real. Qua a paróquia se situava no meio da Freguesia e dela constavam os lugares de Freamunde, (com 57 vizinhos), Igreja (com três), Leigal (com oito), Lama (com cinco), Visto Além (com 27 vizinhos), Santo António (com 12), Gandarela (com 14), Pessoa (11), Outeiro (19), Madões (12), Cachopadre (8), Buçacos (3), Picheiro (3), Miraldo (7) e Bouça (6 vizinhos). Informa que o orago é São Salvador que se venerava numa Igreja duma só nave, com três altares, sendo o altar-mor da Confraria do Santíssimo Sacramento, o colateral da direita de Nossa Senhora das Neves com irmandade, e o da esquerda com Confraria e irmandade de Santo André e Almas.