sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"As árvores morrem de pé"


O grupo Teatral Freamundense continua a apresentar a Peça de Teatro "As árvores morrem de pé", uma comédia de Alejandro Casona . Não faltes no próximo sábado dia 28 de Janeiro, pelas 21:30 na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, em Freamunde.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Esta é mesmo verdadeira

NA REALIDADE!...
Eduardo Artayete, era um "bon vivant" da cidade do Porto, no começo de século, e como não podia deixar de ser, um homem sempre metido nos teatros, não só nas plateias, como nos palcos, de olho afiado para os artistas.
A este tipo de conquistadores de bastidores até se tinha dado um nome: eram os "coiós".
Nos teatros, sobretudo nos espectáculos comerciais, sempre houve (e ainda hoje há) um grupo de indivíduos contratados para baterem palmas, mesmo que o espectáculo ou a actuação dos principais actores fôsse uma "borracheira". Era a "claque", a qual era dirigida pelo "chefe da claque", que seria o primeiro a bater palmas, sinal para todos os outros dispersos pela sala o acompanharem, convidando, assim, os espectadores a fazê-lo também. E assim se fazia um êxito...
Ora certo dia, no Teatro de São João, adoeceu o "chefe da claque", que não podia dar o seu concurso ao espectáculo de estreia, o que era muito mau. Era preciso arranjar outro e alguém do Eduardo Artayete, homem muito batido nestas coisas e que, de certo, saberia bater palmas nos momentos precisos.
Escusado será dizer que os claqueiros não só iam ao teatro de borla, como ainda recebiam dinheiro. Pois, a certa altura, ouviu-se um espectador furioso a patear e a vociferar: "Fora! Fora!"...Grandre reboliço na sala, foram ver quem era, e deram com o Eduardo Artayete furioso a bater com os pés no chão e com a bengala, que nunca o largava, e agritar impropérios. O director do teatro, escandalizado, corre a ele e diz-lhe:
- Então tu vens para aqui de graça, com a obrigação de aplaudires e sais-te com uma destas?!!...
Resposta pronta do Artayete:
- Olha, filho: por este preço, tenho assistido a coisa muito melhor...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Poesia de Freamundenses

A VIDA
A vida é uma rosa!
Bela, perfumada...mas com espinhos,
Nascendo num jardim
Ou entre cardos
A rosa é sempre bela!
Suas pétalas aveludadas
Exalam um perfume que a todos seduz.
Sejam brancas, rubras, vermelhas, amarelas
Qual delas as mais belas!
Mas os espinhos
Como são irritantes!
Ferem, provocam gotículas de sangue
Mas olhando a flor logo se esquece o seu caule.
A tua vida é como a rosa,
Podes nascer num palácio
Ou num casebre
Sejas branco, amarelo ou negro
Tens a tua beleza,
Também tens espinhos
Que podem marcar ou ferir
Mas está ao teu alcance, depende de ti
Conseguir com o perfume
Que exala do teu coração
Fazer esquecer as marcas
Que os espinhos tenham causado.
Aurora Bica - Freamunde e o Sentimento Popular - 1987

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Freamunde, 9 de Janeiro de 2009


Freamunde, 9 de Janeiro de 2009. Belíssima fotografia do Parque de Lazer de Freamunde, da autoria de Carla Seixal, autora do blogue Tangerina.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciclo da Música 2012

Com o novo ano abre-se um novo ciclo cultural, neste caso o Ciclo da Música 2012, iniciativa do Município de Paços de Ferreira, para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março.
 Este Ciclo arranca no próximo sábado, dia 14, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Prof. Vieira Dinis, com o Concerto da Big Band Pedaços de Nós.
 A Big Band Pedaços de Nós nasceu em 2008 e desde então tem enchido muitas salas de espectáculo e arrecadado aplausos muito entusiastas.
 É constituída por 27 instrumentistas, duas vozes e o Maestro – Hugo Marinheiro. Do curriculum do Maestro fazem parte diversos prémios como são exemplo o 1º prémio do Concurso de Castelo de Paiva, 3º prémio em Música de Câmara no Prémio Jovens Músicos (PJM) e o 1º Prémio na categoria de Saxofone, nível superior, no Concours Général de Musique et d ’ Arte Dramatique da Fundação Leopold-Bellan (França).
De salientar que serão os estilos Hip Hop, fado, jazz e percussão e música para bebes a preencher o Ciclo da Música 2012.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entrevista a Armanda Fernandez

Armanda Fernandez quer revitalizar Associação de Socorros Mútuos de Freamunde

Armanda Fernandez é o rosto da renovada gestão da Associação de Socorros Mútuos de Freamunde. A líder da comissão administrativa assumiu funções com o objetivo de dinamizar a área do mutualismo, só que uma profunda crise financeira está a assombrar o futuro da instituição que está na iminência de dispensar funcionários para reequilibrar as contas. Desde 2002 que os prejuízos anuais rondam os 50 mil euros, colocando em causa o funcionamento do Centro Infanto-Juvenil, uma das valências da Associação.

Numa entrevista ao IMEDIATO, Armanda Fernandez faz um ponto da situação da instituição e antecipa as medidas que terão de ser tomadas para viabilizar o funcionamento pleno de todas as valências que contemplam a Associação de Socorros Mútuos de Freamunde.



O que a levou a assumir a liderança da instituição?

Quando me abordaram para assumir a instituição era no sentido de trabalhar na área do mutualismo porque a instituição tem mais de 100 anos e já foi a salvaguarda de muita gente. Teve o cariz de apoios médicos e medicamentosos. Por isso fazia sentido trabalharmos nessa área.

Mas, para além disso, a associação tem o Centro Infanto-juvenil, que carecia de uma gestão apertada. Longe de mim pensar que as contas estariam naquele estado, mas foi o que nos calhou em mãos e, por isso, tivemos que nos agarrar com unhas e dentes a todo o processo.

 

Como encontraram as finanças do Centro?
Encontrámos, desde logo, muitas dificuldades impostas pela diretora técnica que lá estava. Foi muito contrária à nossa entrada, de tal forma que tive de pegar na lei e perceber o que estava a acontecer, pois na situação em que estávamos não podíamos eleger corpos sociais e acabámos por constituir uma comissão administrativa.
Depois de assumirmos, fizemos um levantamento técnico e financeiro da instituição e percebemos que o equipamento estava a ter prejuízos na ordem dos 50 mil euros anuais, desde que começou a funcionar, em 2002. Aquilo foi sobrevivendo porque as comissões de gestão anteriores aproveitavam a entrada de dinheiros a título de donativos. O buraco existia economicamente, mas era sempre coberto com este tipo de situações.
 
Então o estado da instituição pode ser considerado grave…
Não conhecia as pessoas que lá trabalhavam, mas quando chegámos verificámos que no ano anterior já tinham despedido quatro pessoas. Isto porque o dinheiro começou a faltar e tiveram de despedir pessoal.

Como pretendem estancar a dívida?
O meu compromisso com os associados é de que a gestão corrente a partir de janeiro de 2012 seja sustentável. Com esforço vamos conseguir, mas provavelmente ainda teremos de dispensar excedentários. Em relação às dívidas anteriores, essas terão de ser renegociadas.
 
Têm recebido apoios da autarquia?
Neste momento há uma verba devida pela Camara Municipal que ainda tem a ver com as obras do centro Infanto-juvenil, na ordem dos 13 mil euros. Este valor era importante para negociarmos com o empreiteiro pois temos as salas onde chove no interior e não será intervencionado enquanto não lhe pagarmos.
O próprio presidente da Câmara disse-nos que pagava a verba em agosto, depois foi o vereador o António Coelho a dizer que seria liquidada em Setembro, mas até agora ainda não recebemos nada.
Tentámos também um acordo com o Centro Escolar de Freamunde para as extensões horárias. São necessárias pessoas para assegurarem os prolongamentos dos horários e sugerimos a colocação dos nossos excedentários, só que foi recusada. Penso que era uma solução viável para todas as partes, pois assim seria possível manter as pessoas no ativo.
 
A construção dos centros escolares coloca em causa o funcionamento do Centro?
A abertura dos novos centros escolares foi, na minha opinião, uma gestão abrangente demais, porque não ponderaram a existência de outras instituições, como a nossa.
Neste momento temos mais vagas no pré escolar e menos apoios da segurança social. Colocámos o problema à autarquia porque nestes moldes está em causa a própria instituição e os 30 postos de trabalho. Fizemos ainda um pedido de conversão porque temos capacidade excedente na creche e, por isso, podíamos albergar mais crianças.
A segurança social autorizou, mas o acordo devia ter sido revertido, diminuindo o pré escolar e aumentado a creche. Esta situação iria permitir manter o rendimento da segurança social. Colocámos a questão às entidades responsáveis, mas faltou o forcing para tornar isto uma realidade.
 
Quais são as suas prioridades para 2012?
Quero garantir a sustentabilidade do centro infanto-juvenil para depois me preocupar com a área do mutualismo.
Em relação Centro, temos de encontrar uma solução para as dívidas anteriores, mas as responsabilidades devem ser imputadas a quem as criou.
Somos uma comissão administrativa, e o que está para trás deve ser assumido por quem as fez. A nossa gestão, e foi dito em assembleia geral, passa por colocar o centro a trabalhar de uma forma sustentável, como se estivéssemos no ano zero.
Pretendemos também dar mais benefícios aos associados, pois neste momento apenas existem os subsídios de morte que vão dos 100 aos 2500 euros. Neste momento ser sócio equivale a quase nada e não queremos isso. Vamos fazer uma campanha de angariação de sócios, mas teremos de dar mais, criando acordos com clínicas, farmácias e benefícios no comércio local.
Queremos ainda revitalizar a nossa casa cultural, colaborando com as associações que existem na cidade, através da música ou teatro. Por minha vontade A Associação de Socorros Mútuos nunca fechará. É uma instituição centenária e é pena ter chegado a este ponto. Houve guerrinhas pessoais que só prejudicaram a instituição..

In Jornal Imediato

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Lançamento do novo Ep New Color Band

 Sexta-feira, dia 6 de Janeiro, no Canecas Bar em Carvalhosa, lançamento do novo Ep dos New Color Band, edição especial do Ep "DNA". Não faltem a uma grande noite de música ao vivo...