terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Associação Musical de Freamunde - 1822 / 2012

Em 29 de Junho de 1930, a Banda de Freamunde conquistou mais um prémio num certame realizado na freguesia de Sobreira, concelho de Paredes, em confronto com a Banda de Revelhe de Fafe. Uma Batuta de Marfim com incrustações de prata e um diploma d'honra, foram entregues no salão nobre da Associação de Socorros Mútuos Freamundense pela comissão de festas de S. Pedro da referida freguesia de Sobreira que se deslocou propositadamente para esse fim, sendo recebida festivamente pela Banda de Freamunde, Bombeiros Voluntários e muito povo, tendo sido queimado bastante fogo do ar. À noite foi-lhe oferecido um lauto jantar no salão do Clube Recreativo, que decorreu muito animado e no meio do mais franco convívio.
Em 10 de Maio de 1931, em benefício da Banda de Freamunde, realizou-se na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, em espectáculo promovido pelo Grupo D'Amadores Dramáticos Freamundense, que foi muito concorrido. Este espectáculo foi abrilhantado pela Orquestra do Clube Recreativo Freamundense e pela Banda de Freamunde.
Em 1933, a Banda de Freamunde, pela sua distinção, foi agraciada por um grupo de Amadores de Idanha - Anta - Espinho, com uma linda medalha de ouro.
"Jornal Gazeta de Paços de Ferreira"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012

 É Carnaval!
Ninguém leva a mal!
Carnaval 2012 - Freamunde

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Freamunde antigo

A Rua da Paz no Centro Cívico de Freamunde.
Com a antiga Praça do lado esquerdo da fotografia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Concelho de Paços de Ferreira vai perder sete freguesias

Foi aprovado em Conselho de MInistros e remetido para ser discutido na Assembleia da República a última versão do documento que pretende orientar, bem como balizar, de que forma cada município deve realizar a sua própria reforma administrativa. Tendo com objetivo reduzir mais de 1000 municípios o Governo vê desta forma avançar de forma decisiva um dossier que promete ser muito polémico, e que por isso deverá merecer muita discussão por parte de todos os envolvidos até que cada município possa chegar a um consenso.
Embora já esteja muito diferente da sua versão original, este documento ainda poderá sofrer algumas  alterações fruto da discussão a que será submetido na Assembleia da República.
Recursos serão colocados ao serviço dos cidadãos
Apesar de se verificar uma agregação de freguesias este documento deixa bem explícito que todos os serviços que sejam imprescindíveis para os cidadãos deverão ser mantidos. O Governo pretende ainda que os recursos financeiros que possam advir desta medida, possam ser colocados ao serviço dos cidadãos.
Estrutura de gestão das novas freguesias será diferente
Embora ainda esteja sujeita a possíveis alterações fica desde já bem claro que o novo órgão de gestão das freguesias será composto por um presidente e dois vice-presidentes, potenciando uma participação mais directa e incisiva de cada um destes membros na vida política e na estão do território da freguesia.
No entanto apesar das alterações cada uma das freguesias deverá preservar a sua identidade histórica, cultural e social.
Assembleia Municipal terá papel importante neste processo
Depois de aprovada esta proposta de lei, cada Assembleia Municipal terá 90 dias (três meses) para enviar para a Assembleia da República a sua proposta de reforma administrativa do seu município. Apesar das orientações do Governo, e embora tenha um limite mínimo de freguesias para extinguir, a reforma administrativa poderá ser pensada caso a caso, embora todas as alterações tenham que ser bem justificadas. Caso um concelho não apresente a sua proposta dentro do prazo estabelecido, a mesma deverá ser feita por uma Unidade Técnica que entretanto será constituída por membros do Governo, membros do parlamento, representantes da Associação Nacional de Municípios.
Nome a dar à freguesia em aberto
Embora seja avançada uma sugestão, este documento não clarifica os critérios que deverão ser tomados para a nova denominação da agregação das freguesias. A sugestão é que o novo possa ser "União das Freguesias", seguida do nome de cada uma das freguesias que a compõem. No entanto caso não seja a solução escolhida, cada caso será um caso.
Por forma a preservar a sua identidade cada uma das freguesias deverá manter os seus símbolos antigos. É avançada ainda a hipótese de o Governo possibilitar aos interessados nascidos antes da junção das freguesias, a solicitação da manutenção no registo civil do nome da freguesia a que pertenciam.
Paços de Ferreira vai perder sete freguesias
Embora a discussão interna no nosso concelho só aconteça depois deste diploma ser aprovado na Assembleia da República, podemos já avançar que Paços de Ferreira irá perder 7 das 16 freguesias que atualmente ostenta. No entanto é ainda uma incógnita de que forma se irá agrupar o novo mapa das nove freguesias do concelho.
Pela primeira abordagem que a "Gazeta" teve junto de alguns Presidentes de Junta do concelho só podemos avançar que se esperam longas discussões sobre este assunto, num futuro próximo.
Logo que possível avançaremos com o novo mapa definitivo do concelho.
"Gazeta de Paços de Ferreira"

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Padre Arnaldo Meireles

 
O Padre Arnaldo Baptista Meireles nasceu em Ferreira, concelho de Paços de Ferreira, a 30 de Janeiro de 1926.
Entrou no Seminário (Colégio de Ermesinde) a 10 de Janeiro de 1938. Frequentou os Seminários Diocesanos de Vilar e da Sé onde concluiu o curso, em Julho de 1948.
Foi ordenado na Sé Catedral do Porto, a 10 de Outubro de 1948. Celebrou “Missa Nova” no Mosteiro de Ferreira a 24 de Outubro de 1948. Em 26 de Outubro do mesmo ano, foi nomeado Coadjutor da Paróquia do Bonfim (Porto), onde permaneceu até Novembro de 1949.
Nomeado pároco de S. Paio de Casais, Lousada, tomou posse em 1 de Janeiro de 1950. Passados cinco anos foi-lhe anexada a Paróquia de Nespereira, do mesmo concelho.
Em 16 de Fevereiro de 1964 tomou posse da Paróquia de Meinedo, Lousada, onde, apesar de outras tarefas a nível vicarial e regional, foi encarregado, durante um ano, das Paróquias de Pias e Boim, Lousada.
Em 4 de Fevereiro de 1979 tomou posse da Paróquia de Freamunde.
Foi administrador da Paróquia de Sousela ( Lousada) durante oito anos e simultaneamente, durante dois anos, em solidariedade com outros colegas, assumiu a responsabilidade de Ferreira e Frazão e durante alguns meses, de Arreigada e Modelos. Também durante dois anos exerceu o seu Ministério em Sobrosa, sempre com a preciosa ajuda de colegas e vizinhos.
Em Outubro de 1998 comemorou as Bodas de Ouro sacerdotais. Em Freamunde decorreram as celebrações comemorativas das Bodas de Ouro, com um programa elaborado pela Comissão Organizadora desta acção de júbilo e reconhecimento pelo trabalho do generoso eclesiástico.
Inauguração da Rua Padre Arnaldo Meireles, junto à Igreja Matriz de Freamunde, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Arménio Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, António Correia.
O Padre Arnaldo Meireles faleceu em Abril de 2005.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Freamunde e a Casa do Infantado ( I )

Freamunde foi pertença da Casa do Infantado desde a sua fundação no terceiro quartel do século XVII até à sua extinção pelo Liberalismo no segundo quartel do século XIX. A Sereníssima Casa do Infantado foi criada por disposição de onze de Agosto de 1654. Com esta instituição patrimonial pretendia o Rei D. João IV assegurar as bases económicas autónomas de seu segundo filho, o Infante D. Pedro (mais tarde D. Pedro III). Tratou-se pois de uma organização que, assegurando um património próprio aos filhos segundos dos monarcas, permitiria, inclusive, evitar conflitos com seus irmãos mais velhos quando estes subiam ao trono, evitando assim discórdias como foi o caso de D. Afonso II com suas irmãs, para não falar noutros.
Por testamento de D. Sancho I legou aos outros filhos, mosteiros, castelos e vastos senhorios. Interpretaram mal os contemplados as disposições de D. Sancho e consideraram-se senhores absolutos das terras e castelos herdados. Isso, prejudicava o interesse nacional e D. Afonso II exige o direito de nomeação de alcaides para os castelos e o pagamento de impostos à Coroa. As irmãs D. Teresa, D. Sancha e D. Mafalda não se submeteram. D. Afonso procura vencê-las pelas armas. Durou a luta alguns anos, mas, por fim, o Rei vê reconhecida a sua autoridade: as infantas ficam apenas usufrutuárias das terras herdadas.
A Casa do Infantado foi sucessivamente engrandecida até à sua extinção pelo Liberalismo, juntamente com os bens confiscados às congregações religiosas e a mais algumas entidades senhoriais. O primeiro grupo de bens que D. João IV atribuiu a esta organização patrimonial foi o ducado de Beja, juntamente com a vastíssima base patrimonial do 7º Marquês de Vila Real, D. Luís de Noronha e Meneses que também era donatário de Freamunde. No tempo de D. Afonso VI recebeu esta Casa 2.000 q de pau-brasil e a seguir D. Pedro II (para o qual a instituição fora criada quando ainda era Infante), fez-lhe mercê de vultosas comendas, tenças, padroados (direitos eclesiásticos) e outros rendimentos. D. João V acrescentou ainda a esta vastíssima base patrimonial (Casa da Feira, Palácio da Bemposta, etc.). Em 1789 obtinha o Priorado do Crato, procedendo de autorização papal. Nos começos do século XVIII, a Casa do Infantado tornara-se uma entidade tão poderosa que, inclusive, o Infante seu titular dispunha de uma «minicorte».
(continua)
João Correia - Jornal Gazeta de Paços de  Ferreira