quarta-feira, 28 de março de 2012

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sábado, 24 de março de 2012

Notícias de Freamunde

Manuel Pacheco demite-se da liderança do Freamunde
Manuel Pacheco demitiu-se hoje do cargo de presidente da comissão administrativa do SC Freamunde. A falta de apoios por parte da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, que se teria comprometido em pagar uma parte do subsídio em falta, está na base da decisão. Os jogadores estão com dois meses de salários em atraso e não há qualquer solução de liquidez.
O Freamunde atravessa uma grave crise financeira, agravada agora com a demissão de Manuel Pacheco. O presidente demissionário optou pela saída depois de uma reunião fracassada com a autarquia pacense que, ao que tudo indica, se tinha comprometido a pagar parte do subsídio em falta e que seria canalizado para os salários dos jogadores, que já estão com dois meses de atraso.
Com esta solução defraudada, o presidente não tem em mãos qualquer alternativa para resolver o problema dos jogadores pelo que a opção tomada acabou por ser a sua demissão. "Não sou o pai do clube e neste momento não há ninguém que queira ajudar. Esgotou-se-me a paciência e a partir deste momento deixo de ser o presidente do Freamunde", referiu Manuel Pacheco em tom agastado, lembrando que será marcada em breve uma assembleia-geral extraordinária para esclarecer os sócios sobre o estado atual do clube.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Poesia de Freamundenses

AGRELO
Quem bebe água do Agrelo
Tem sabor a Freamunde
Nunca mais pode esquecê-lo,
Sua magia confunde.
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O São Martinho era teu,
Um dia alguém o roubou
O Santo não se esqueceu,
Tua água abençoou.
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Forasteiro tem cuidado,
Tens que beber devagar
Se não ficas baptizado,
Tens também de cá ficar.
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Mas ai! quantas noites belas
Se passam junto a ti.
Tuas águas vão com elas
Nunca mais voltam aqui.
--Rodela - Freamunde e o Sentimento Popular - 1987--

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sport Clube de Freamunde - 1933 / 2012

No dia em que o Sport Clube de Freamunde comemora 79 anos de existência, aqui ficam as equipas e alguns momentos da história deste clube entre as épocas 1990 / 2000, retirados do livro " Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória". 
Sport Clube de Freamunde - 1933 / 2012. 
79 anos...vencer é o nosso destino.
 ÉPOCA 1990 / 1991
Equipa tipo: Sardinha (Mário Fonseca), Picão, Donizetti, Américo e Domingos Santos (David) ; Pedro Barbosa, Zé Rodas e Luís Filipe; Marcos António, Ramon e Paulo Fernando.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, Baptista, Milhazes, Orlando, Carlos, José Carlos, Norberto, João Pedro, Celso Maciel, Tiago, Arnaldo, Rui Pacheco "48", Edvaldo, Leonel, Zé "Eiriz", Aníbal.
EQUIPA:
Em cima:Marcos António - Donizetti - Pedro Barbosa - Domingos Santos - Zé Rodas - Sardinha.
Em baixo: Carlos - David - Ramon - Paulo Fernando - Baptista.

ÉPOCA 1991 / 1992
Equipa tipo: Rui Ribeiro, Sousa, Donizetti, Acácio e Bernardo; Carlos, Rendeiro e Zé Rodas (Artur Semedo); Marcos António, Ramon e Luís Filipe ( Rui Pacheco "48").
Outros mais utilizados: Rui Valentim, Mário Fonseca, Carlitos, David, Tiago, José Maria, Amândio, Arnaldo, Batista, Tonanha, Vilar, Hilário, Orlando, Pedro Leal.
EQUIPA:
Em cima: Rui Ribeiro - Zé Rodas - Marcos António - Rui Pacheco "48" - Acácio - Rendeiro.
Em baixo: Carlos - Luís Filipe - Sousa - Bernardo - Artur Semedo.
ÉPOCA 1992 / 1993
"TONANHA" INTERNACIONAL
Alegria em Freamunde. Pela primeira vez um atleta, "saído" das escolas do clube, vestiu a camisola da selecção nacional.
Tal honra pertenceu a Tonanha - António Agostinho Silva Sousa -, jovem avançado de 19 anos, no Freamunde desde os Iniciados.
«Nasci em Meinedo, Lousada - confidenciou-nos o "craque". Comecei por dar os primeiros toques no campo de futebol do Juventude Desportiva, representei, depois, as camadas jovens do Caíde de Rei, uma vez que o Lousada não me reconheceu valor, e ingressei, com 12 anos, neste "meu" clube, onde percorri todos os escalões etários.»
Fruto das sua inegável valia, Tonanha conseguiu um lugar entre os dezoito escolhidos para o Campeonato do Mundo de Sub-20, ao lado de colegas bem mediáticos, como por exemplo, Costinha e Bambo (Boavista), Pedro Henriques e Kenedy (Benfica), Poejo e Porfírio (Sporting) e Sérgio Conceição (Porto).
Na Austrália, Portugal não conseguiu defender os dois títulos anteriormente coquistados, amealhando três derrotas em igual número de jogos. Apesar disso, Tonanha participou de forma positiva nos encontros frente às selecções do Uruguai e do Gana, prestigiando o seu nome e a agremiação Sport Clube de Freamunde.
ÉPOCA 1992 / 1993
Equipa tipo: Guimarães, Arnaldo, Donizetti, e Bernardo; Quim, Sousa e Sotil; Rui Pacheco "48", Peixe e Tonanha.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, Leonel, Amândio, Domingos Santos, Mota, Serginho, Rebelo, Cardoso, Washington, Barbosa, Ousman, Hilário, Pedro Leal.
EQUIPA:
Em cima: Jacinto Moreira - José Luís Bessa - Guimarães - Cardoso - Donizetti - Serginho - Ousman - Amândio - Tonanha - Carlos - Mota - Peixe - Rui Ribeiro - Dr. Fernando Jorge - Luís Peixoto.
Em baixo: Amadeu Martins - Quim - Domingos Santos - Bernardo - Pedro Leal - Sousa - Fernando Valente - Vitor Gomes - Arnaldo - Hilário - Barbosa - Rui Pacheco - Sotil - Leonel.
ÉPOCA 1993 / 1994 
Equipa tipo: Caeiro, Hilário, Belmiro, Carlos e Makukula; Rebelo, Marinho e Pedro Silva (Rui Pacheco "48"); Alexandre, Serginho e Tonanha.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, Carlos Manuel, José Fernandes, Sousa, Leonel, Barbosa, Amândio, Nuno Gaspar, Tiago, Arnaldo, Chiquinho, Paulo Sousa, Pedro Leal.
EQUIPA:
Em cima: Tonanha - Rui Pacheco "48" - Belmiro - Amândio - Alexandre - Caeiro.
Em baixo: Carlos - Hilário - Marinho - Leonel - Serginho.
ÉPOCA 1994 / 1995
Equipa tipo: Caeiro (Rui Ribeiro), Hilário (César), Carlos, Sérgio Lomba e Vítor Parada (Pedro Silva); Couto, Vítor Ribeiro, Rui Pacheco "48" e Tonanha; Paulo Fernando e Amândio.
Outros mais utilizados: Carlos Manuel, Makukula, Sérgio Oliveira, Marinho, Barbosa, Tiago, Spassov, Moreira, Serginho, Celso, Paulo Sousa, Célio.
EQUIPA:
Em cima: Amadeu Martins - Rui Ribeiro - Couto - Vítor Ribeiro - Rui Pacheco "48" - Pedro Silva - Sérgio Lomba - Tonanha - Barbosa.
Em baixo: César - Carlos - Paulo Fernando - Caeiro - Moreira - Marinho - Parada - Spassov.
Direcção do Sport Clube de Freamunde.  Época 1995 / 1996. Presidente da Direcção: Luís Manuel Gomes Pereira.
ÉPOCA 1995 / 1996
Equipa tipo: Rui Ribeiro, Hilário, Filipe e Galvão; Couto, Marinho, Barbosa e Feiteira; Vítor Ribeiro e Denilson.
Outros mais utilizados: Maranhão, Pedro Taborda, Carlos Manuel, Ricardo Correia, Jorge Silva, Edel, Rui Pacheco "48", Ricardo Soares, Jorge Baptista, Celso, Paulo Baptista, Henrique, Deda, Júnior, Gringo, Rui Jorge, Toni, Célio, Chiquinho.
EQUIPA:
1ª Fila: (Em cima) : Feiteira - Barbosa - Deda - Denilson - Celso - Vítor Ribeiro - Paulo Baptista - Jorge Regadas - Ernesto Bulhosa.
2ª Fila: Maranhão- Filipe - Jorge Silva - Ricardo Correia - Carlos - Couto - Marinho - Rui Ribeiro - Amadeu Marins - Prof. Carlos Coelho.
3ª Fila: Malheiro - Célio - Toni - Júnior - Hilário - Chiquinho - Gringo - Galvão.
ÉPOCA 1996 / 1997
Equipa tipo: Vítor Pereira, Mota, Carlos, Filipe e Paulo Pereira; Feiteira, Paulo Sousa e Folha; Rui Maside, Pirate e Rogério.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, Pedro Taborda (Junior), Sérgio Lourenço, Zinho, Conceição, Celso, Henrique, Ramon, Arnaldo, José Alberto, Couto, Mário Augusto, Marinho, Galvão, Vítor Ribeiro, Denô, Beto Andrade, Monteiro, Viúla e Barbosa.
EQUIPA:
Em cima: Vítor Pereira - Rogério - Paulo Sousa - Rui Maside - Vítor Ribeiro - Barbosa - Paulo Pereira.
Em baixo: Mário Augusto - Marinho - Galvão - Mota.
ÉPOCA 1996 / 1997
ADEUS "CARVALHAL", PARA SEMPRE
No "complexo desportivo", outras condições, melhores condições, eram oferecidas aos jovens da formação.
Do "Carvahal" - velhinho e obsoleto, onde ao longo de aproximadamente sessenta anos se desenvolveu toda a vida desportiva do clube, onde foi construída quase toda a sua história - , só saudades.
No último dia, no último jogo, no último minuto, invadiu-nos uma sensação de vazio, de revolta. Afinal, as coisas poderiam ter levado outro rumo, poderia ter-se o espaço para outros fins, sempre ligados ao fenómeno desportivo, mesmo sabendo perfeitamente que os tempos são de mudança, não se compadecem com sentimentalismos.
Na hora da demolição, algo de muito forte se sentiu. Por cada bocado da sua estrutura física que desaparecia, vinham-me à memória os "penaltys" do João Taipa, as fintas do Ernesto, as "bombas" do Venâncio, as defesas do Miguel, as derrotas (poucas), as vitórias (muitas), os títulos.
Já não via ninguém, não ouvia os incitamentos dos adeptos, não aplaudia as jogadas mais bonitas. Ficavam apenas as lembranças e algum desânimo.
Ainda recordo aquela tarde chuvosa, com o pelado completamente alagado, os minutos avançavam e...nada. Era enorme o sofrimento dos freamundenses. De repente, Sacramento partiu, lesto, pelo centro, fintou um adversário, depois outro e foi derrubado. Livre, assinalou o árbitro Bento Marques. Mundinho, chamado a marcar, concentrou-se no esférico, fitou a baliza. Fez-se silêncio em redor. O "pé canhão" arrancou e desferiu um potente remate fazendo golo. A bola entrou como uma flecha na baliza do Ermesinde. Loucura total. A multidão aplaudiu freneticamente. O Freamunde subiu de divisão.
Foi já há algum tempo. Talvez o último grande momento da história do "Carvalhal".
Passo por lá diariamente, sempre confrontado com os enormes blocos de cimento armado inexpugnáveis. Resta uma pequena estrutura dos balneários - consumidos por vários anos de abandono - , o velho carvalho e alguns muros, cobertos de musgo e envoltos em silvas, únicas testemunhas das imensas tardes de glória.
Ainda o sinto ali, naquele sítio, eternamente.
 Fase do jogo Freamunde / F. C. do Porto, para a Taça de Portugal
ÉPOCA 1997 / 1998 
O TÃO ANSIADO MOMENTO
Aproximava-se a hora do jogo. Os adeptos rejubilavam. Em futebol, afinal, tudo pode acontecer.
Havia aquela fé...
O Futebol Clube do Porto possuía elevado quinhão de favoritismo. Confirmou-se. Não houve "Taça" e os portistas venceram por 0 - 4, quebrando a invencibilidade dos capões no seu reduto.
ÉPOCA 1997 / 1998
Equipa tipo: Ricardo; Celso, Monteiro, Viúla e Tiago; Paulo Sousa, Calica e Ricardo Fernandes (Terinho); Júnior, Bock e Denilson.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, Júlio, Couto, Frederico, Leonel, Oliveira, Marinho, Maciel, Barbosa, Paulo Fernando, José Alberto, Bruno, César, Zé Tó.
EQUIPA:
1ª Fila: (Em cima): Monteiro - Couto - Ricardo - Paulo Fernando - Bruno - Ricardo Fernandes - Paulo Sousa - Barbosa - Celso - Terinho.
2ª Fila: Jacinto Mendes - Joaquim Pinto - Joaquim Cardoso - Frederico - Maciel - Oliveira - Rui Ribeiro - Jorge Regadas - Prof. António Matos - Ernesto Bulhosa - Nelo.
3ª Fila: Césas - Zé Tó - Júnior - Viúla - José Alberto - Marinho - Calica - Bock - Leonel.
Invasão pacífica do campo no jogo Freamunde / Leixões
ÉPOCA 1998 / 1999
"CAPÕES" NO ALTO DO POLEIRO
Sete anos depois...a "Honra".
Os freamundenses deram uma prova formidável na confiança que depositaram no seu grupo. As bancadas do complexo desportivo estavam à pinha, a ponto de se ter registado uma das maiores enchentes de que há memória.
Ninguém se abstraiu da emoção que o jogo teve às mãos cheias.
Cedo o S. C. Freamunde carimbou a subida. Denilson, aos três minutos, na superior conversão de uma grande penalidade, assinalada pelo árbitro aveirense, Mário Santos, deu o mote. Depois foi marchar sem temor para um êxito retumbante. Os golos que contabilizaram o resultado final - Calica emitou Denilson -, foram consequência prática da supremacia evidenciada, do perfume futebolístico que inebriou atletas e assistentes, da classe pura que patentearam os jogadores de forma extraordinariamente viva, em rodopio constante, em velocidade diabólica, em amostragem inequívoca das suas capacidades.
ÉPOCA 1998 / 1999
Equipa tipo: Pinho; Celso, Monteiro, Viúla (Filipe) e Leonel; Calica, Paulo Sousa e Ricardo Fernandes; Júnior (Terinho), Bock e Denilson.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, André, Couto, Joaquim Jorge, César, Moisés, José Alberto, Barbosa, Maciel, Bruno e Amândio.
EQUIPA:
Em cima: Denilson - Paulo Sousa - Barbosa - Monteiro - Pinho - Viúla.
Em baixo: Júnior - Calica - Celso - Ricardo Fernandes - Bock.
 
 Taça de Campeão Nacional
ÉPOCA 1998 / 1999
TÍTULO ATRIBUÍDO "EX-AEQUO"
A decisão, inédita, resultou de um encontro entre responsáveis dos três clubes em causa - Freamunde, Covilhã e Imortal -, definida em reunião de direcção da Federação Portuguesa de Futebol, ficou, assim, cancelado o apuramento de campeão - o Sport Clube de Freamunde tinha disputado a primeira ronda, alcançando um empate a zero, no reduto do Covilhã -, após semanas de indefinição, resultante do célebre "processo Helsinho".
Seja como for, o título, mesmo repartido, assentou-nos na perfeição.
 Festa de homenagem a Tonanha
ÉPOCA 1998 / 1999
A FESTA DE TONANHA
«Deu-me logo aquela saudade mas não posso arriscar» - Tonanha considerou ser muito gratificante a festa realizada e sentiu que ainda podia dar algo mais ao futebol.
A equipa do Futebol Clube do Porto - o prometido é devido - foi o clube que, conjuntamente com o Sport Clube de Freamunde, apadrinhou a sua despedida.
Tonanha foi presenteado com lembranças de diversas instituições e amigos. Do Futebol Clube do Porto, por exemplo, recebeu das mãos de Jorge Nuno Pinto da Costa, um dragão em estanho.
Joaquim Pinto escreveu e leu o elogio ao homenageado, num clima de alguma carga emocional.
Tonanha participou nos primeiros minutos do desafio com a camisola do Freamunde - teve a ocasião de recordar, por momentos, velhos tempos.
Ah! Quanto ao jogo, o Futebol Clube do Porto levou as coisas a sério e venceu por 2 - 4. Mas neu tudo foi fácil. Os rapazes do Freamunde decidiram aplicar-se a fundo e perturbaram os "dragões" durante os noventa minutos. Júnior foi um diabo à solta e Joaquim Jorge fez levantar as bancadas com uma "bomba" sem hipótese para Rui Correia, que se fartou de defender, sobretudo na primeira parte, evitando a humilhação.
ÉPOCA 1999 / 2000
Equipa tipo: Pinho; Gabriel, Filipe, Monteiro (Armando I) e Erivan (Camberra); Eusébio, Calica, Everton e Ricardo Fernandes; Denilson (Jaiminho) e Armando II.
Outros mais utilizados: Rui Ribeiro, André, Viúla, Bock, César, Barbosa, José Alberto, Terinho, Bruno, Diano, Sérgio Teixeira, Gilson, Glauco, Ricardo Silva.
EQUIPA:
1ª Fila: (Em cima): Gabriel - Monteiro - Paulo - Terinho - André - Armando II - Eusébio - Filipe - Denilson.
2ª Fila: Joaquim Cardoso - Rui Ribeiro - Viúla - José Alberto - Manuel Carvalho "Russo" - Sá Pereira - Prof. Rui Formosinho - Barbosa Calica - Pinho - Jacinto Mendes.
3ª Fila: César - Bruno - Sérgio Teixeira - Erivan - Ricardo Fernandes - Diano - Everton - Bock - Armando I - Nelo.
ÉPOCA 1999 / 2000
"CAPITAL DO MÓVEL" GERA POLÉMICA EM FREAMUNDE 
O panfleto "Não deixes que brinquem com os nossos sentimentos mais profundos", exigindo a troca de patrocínio "Capital do Móvel" por "Feira dos Capões", nas camisolas do clube, despoletou um conflito entre filhos da mesma terra.
Tudo, dizia-se, por questiúnculas políticas, toldadas por "guerras" de alecrim e manjerona, que extravasaram para o futebol.
Na célebre assembleia geral de 27 de Agosto de 1999, entre ânimos agitados e sentidas paixões, jogou-se "forte e feio". A marcação "homeme a homem" foi o sistema utilizado, proporcionando alguns desconchavos que levaram a uma onda de perturbação. De um lado, os membros da Comissão Administrativa, para quem "Capital do Móvel" era sinónimo do maior polo de desenvolvimento sócio-económico das dezasseis freguesias do concelho, sustento de milhares de famílias, de centenas de sócios e simpatizantes do Sport Clube de Freamunde. O slogan "Feira dos Capões" apenas publicitaria uma tradição secular e com fins iminentemente culturais.
Do lado oposto, um grupo de inconformados, também freamundenses de boa cepa, para quem estar na segunda ou terceira divisão pouco importava. Relevante era o "espírito", a "mística" do Freamunde. A "honra" valia mais que os ideais. Pelo menos, em tempos, valia - argumentaram.
Curiosamente, alguns dos "derrotados" continuaram a ser sócios mas...ao futebol, nunca mais.
O ambiente estava escaldante. Achas para a fogueira, eram aos montes. O clube via-se embrulhado em perigosas polémicas, absolutamente lamentáveis.
Trocaram-se insultos e ameaças. Ninguém ficou atrás na crueldade das palavras azedas. Apelava-se ao freamundismo, ao "sangue azul"...Viram-se lágrimas a correr pelas faces.
O "árbitro" deu voz, possibilitando expressão audível, àqueles que "espreitavam" à volta do fanatismo clubista - ou a algo mais.
Como se não bastasse, surgiram uns tantos "fiéis" simpatizantes a disparar, com desajeitado tom popularucho, em várias direcções, à procura dos "alvos". O ódio implantou-se.
A partir de então a harmonia, a fraternidade, a união existente no seio da família freamundense caiu, irremediavelmente, por terra. A Vila...O Clube...As Associações, tudo ficou dividido. Amigos, do coração, desavindos até hoje.
Será bom que todos se entrelacem, dêem as mãos e façam "renascer" o velho espírito de Freamunde e do Sport Clube de Freamunde.
Espera-se que os ressentimentos se apaguem e volte a solidariedade e a amizade.
Será possível? Claro que é. Assim os "Homens" queiram.
Afinal o futebol é o maior elo de ligação entre a população e voltará - vai acontecer, temos a certeza - a unir vontades.
É imperioso acabar com a paz podre em que a cidade se encontra mergulhada.
"Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória" - Joaquim Pinto

quarta-feira, 14 de março de 2012

Freamunde e a Casa do Infantado ( I I )

D. João IV foi aclamado no dia 15 de Dezembro de 1640, abrindo assim a dinastia de Bragança ou Brigantina. Assumiu as responsabilidades da Restauração secundado por sua mulher, D. Luísa de Gusmão, da Casa Ducal de Medina Sidónia. D. João IV, como governante foi notável no seu papel ao longo de dezasseis anos, tantos quantos durou a sua governação, pois soube manifestar uma prudência, muitas vezes concretizada em firmeza, que assegurou o triunfo da causa que nele se personificou – a Restauração. Vários autores viram em D. João um tímido que apenas teria aceite a coroa por influência da duquesa D. Luísa de Gusmão. Às hesitações do marido teria ela respondido com a frase que a história celebrizou e que todos nós conhecemos: «Antes rainha uma hora que duquesa toda a vida». Mas esta versão da historiografia liberal, com o evidente fim de diminuir o trabalho de D. João IV, não merece hoje crédito, ainda que seja um facto a determinação que D. Luísa pôs no movimento restauracionista. Filha do 8º duque de Medina Sidónia, poderia a rainha hesitar na grave opção ou aconselhar prudência ao marido. Pelo contrário, deu o seu caloroso apoio à Restauração, unindo-se pelo espírito ao seu país adoptivo. Quanto ao marido esteve à altura da confiança que nele depositaram os conjurados do primeiro de Dezembro. Todo o Reino colaborou no grandioso esforço de que D. João foi o símbolo. Nas Cortes de 1641 – 1642 exigiram-se novas contribuições em dinheiro, que os três estados, Clero, Nobreza e Povo, aceitaram. As cidades e vilas não olharam a sacrifícios para que a Nação pudesse vencer a inevitável ameaça espanhola. Mas de início não foi total a adesão ao novo monarca, pois nos meados de 1641 descobriu-se uma conjura para assassinar o rei. Eram seus cabecilhas o Arcebispo de Braga, o inquisidor-mor, D. Francisco de Castro, o conde de Armamar entre outros. O Marquês de Vila Real sabia do caso, mas nunca se manifestou, assim como seu filho, o duque de Caminha. Influenciados por alguns dos seus familiares que viviam em Madrid, deixaram-se arrastar para uma aventura contrária ao rumo natural da Restauração. (continua)
João Correia - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira

quarta-feira, 7 de março de 2012

Memórias

Memórias do campo do Carvalhal. Memórias de quase sessenta anos de um campo de futebol onde se desenvolveu toda a vida desportiva do Sport Clube de Freamunde. Memórias de um campo de futebol onde foi construída quase toda a história do clube. Memórias de uma pequena estrutura de balneários de um local a que nos habituamos ao longo de muitos anos. Memórias de imensos dias de glória do Sport Clube de Freamunde. Ficaram apenas as memórias.

sábado, 3 de março de 2012

Freamunde, 9 de Janeiro de 2009

 
Três belíssimas fotografias do nevão do dia 9 de Janeiro de 2009. 
Três belíssimas fotografias captadas no Parque de Lazer de Freamunde.