sexta-feira, 20 de julho de 2012

Apresentação do plantel profissional aos sócios do S. C. Freamunde

Na passada quarta-feira foi apresentada aos sócios e adeptos a equipa profissional do Sport Clube de Freamunde para a época 2012 / 2013. A cerimónia iniciou-se às 19:00 com a belíssima actuação do grupo Ecosons Pedasons da Associação Pedaços de Nós. No final da actuação do grupo Pedasons, os jogadores foram apresentados aos seus associados e adeptos . Finda a apresentação, teve início o jogo com o Vitória de Guimarães, jogo esse que o S. C. Freamunde perdeu por 1 - 2. O golo freamundense foi apontado por Machado, na marcação da grande penalidade. No intervalo do encontro, foi a vez do grupo Hip-Hop do clube entrar em campo para a sua actuação.
Aqui fica a equipa do S. C. de Freamunde, versão 2012/2013.
Actuação do grupo Ecosons Pedasons
Sport Clube de Freamunde 2012/2013:
Tó Figueira
Vieira
Nana K
Pinto
Babo
Barbosa
Bock
Joel
Machado
Tico
Dani
Pedró
Zé Alberto
Edu
Diogo
Luís Pedro
Cristophe
Brandão
Lio
Batista
Tiago
Pedro
Fábio Jorge
.
Peter Rusina
.
Bruno Torres - Treinador-adjunto
.
Samuel Falcão - Treinador - adjunto
-
Rui Ribeiro - Treinador de guarda-redes
Equipa médica
Fase do jogo S. C. Freamunde - Vitória Sport Clube
Actuação do grupo Hip-Hop do Sport Clube de Freamunde

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ecos das Sebastianas 2012

 "SEBASTIANAS": cartaz, símbolo de uma terra, dum concelho, duma região em que o fenómeno do sagrado e do imaginário caminham lado a lado. Parte integrante da cultura de um povo apaixonado, bairrista, que sabe preservar as suas tradições, que se orgulha da sua história, que procura a inovação e faz por acreditar num futuro melhor.
Nestes tempos difíceis que vivemos, com o país a atravessar uma das mais graves crises económicas de sempre, as "Sebastianas" surgiram como o elixir da alegria e da união de todos os freamundenses.
Por uns dias, os rostos da austeridade esqueceram as dificuldades e abriram-se num sorriso rasgado, espontâneo.
Foi um povo inteiro que se reviu na festa e participou nela, construindo os carros alegóricos, carregando os andores, estendendo colchas em quase todas as varandas, contribuindo como ninguém ao longo do ano para que nada faltasse. Povo que poupou nas despesas do dia a dia para poder manter o esplendor das festividades.
Já com grandes impulsos "exteriores", a participação das gentes, das instituições e colectividades desta Terra foram fundamentais para todo este sucesso.
No âmbito das actividades culturais, sociais e recreativas, a Associação "Pedaços de Nós" assumiu, por inteiro, a responsabilidade de organizar, programar a denominada "Semana Cultural". E tudo primou pela originalidade e recreação de factos ou eventos: concurso de quadras alusivas às "Sebastianas" e o serão musical da noite de domingo, 01 de Julho. Fantástica a abertura do espectáculo; contagiante e de enaltecer o neófito coro da "Associação", sob superior direcção da columbiana, já muito freamundense, Jenny Moreno. As componentes do coro, mulheres que nunca se imaginaram em semelhante cenário, demonstraram que com paixão, dedicação, bairrismo, cultura..., em Freamunde tudo é possível. Podemos contar com elas, seguramente.
Na Segunda trilhamos os "Caminhos do Fado", num ambiente característico, castiço, onde não faltou a arte de servir cordialmente à mesa num improvisado recanto com bancos, velas e sem marcações ou reservas. A noite desabrochou ao som das guitarras. Sentindo-se de imediato uma atmosfera diferente: serena, romântica...Que bom recordarmos baladas celebrizadas por Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira...as guitarradas de Carlos Paredes.
Bem diferentes os dias seguintes: ao frenético concerto dos "29th Secret", a Banda de Música de Freamunde brindou-nos com momentos musicais harmoniosos, agradáveis, de se ouvir.
Depois do "aquecimento" de Quinta-feira, com os melódicos "Sean Riley e The Slowriders", onde o folclore se misturou com o rock, géneros que dão identidade à banda e que conquistaram a plateia à conta das suas canções acústicas de embalar, de amor e desejo, a animação passava a morar em cada esquina.
A noite do dia seguinte foi a mais longa e animada do ano. Depois do concerto dos "Clã" - grupo musical português que privilegia o pop/rock..., com letras da responsabilidade, quase todas de Carlos Tê..., e que tem a felicidade de apresentar como vocalista, Manuela Azevedo, a vilacondense de voz fantástica..., que prestaram uma actuação repleta de qualidade e mostraram o seu verdadeiro potencial -, centenas de improvisados Zés P'reiras desfilaram horas a fio pelo coração de Freamunde, com as suas batidas ensurdecedoras nas peles das caixas e bombos, dando largas ao seu entusiasmo, em sintonia com centenas e centenas de "admiradores" espalhados ao longo do seu percurso. Alguns tocavam bem, outros nem por isso. Também havia quem não soubesse o que estava a fazer. Resquícios dos jantares/convívio promovidos por anteriores comissões. Assim como assim, as ruas transbordaram de alegria e algazarra. Quem quis dormir, sofreu, mas os outros divertiram-se até mais não.
No concerto de Sábado, a proposta mais apetecível de todo o certame não defraudou. "Zeca Sempre", projecto especial de tributo a José Afonso, preconizado pelos excelentes músicos portugueses Nuno Guerreiro, Olavo Bilac, Tozé Santos e Vitor Silva, que recuperaram e transportaram para a actualidade um espólio musical, do saudoso Zeca Afonso, rico em mensagens, influências, experiências e vivências. Que provaram a modernidade do compositor. Freamunde também quis homenagear Zeca «como se fora seu filho». No final do último "encore" - todos os membros do grupo, usaram, abraçados, apenas as vozes - vi milhares de braços levantados e lágrimas nos olhos entoando, em uníssono, «Grândola Vila Morena». As estrofes, imortais, ecoaram, sem hipocrisia, pela noite fora. Uma imagem difícil de esquecer, não só por aqueles - e outros tantos, tantos os que ainda não tinham visto a luz do sol quando Zeca morreu (23-2-1987) - que trilharam os mesmos caminhos do autor, que passou definitivamente a constituir uma unidade nacional. Saíram do palco perante a aprovação geral. Perante uma mole humana impressionante que participou, cantou, se emocionou. "Zeca Sempre".
Os elogios distribuem-se também aos "Expansive Soul", de novo entre nós, que actuaram já na madrugada de segunda. A dinâmica da banda é empolgante, completa, com influências no "soul", "funk", "rythm'nblues" e "reggae". A zona do palco foi invadida por milhares de admiradores, seduzidos desde o primeiro acorde, cuja sede de divertimento foi saciada na totalidade. O concerto rapidamente ganhou ritmo e entrou em velocidade de cruzeiro. Por fim, o aplauso generalizado e algumas manifestações de histeria dos fãs.
Nas longas madrugadas dos festivos dias, no palco "do lago", a juventude, irreverente quanto baste, de copo na mão - fosse cerveja, poncha ou caipirinha, era sempre a aviar. Sinceramente, não sei onde isto vai parar -, embalava os corpos com os ritmos dancáveis dos DJ. Ao lado, as "barracas" de pão com chouriço, de farturas e porco no espeto não tinham mãos a medir. Nada como confortar o estômago.
Continuando com música, nos coretos, outros sons, outras melodias. No domingo, tarde e noite, as Bandas de Freamunde e de Arcos de Valdevez, animaram os imensos apreciadores da Divina Arte, gente madura. Que "exige" que a tradição se mantenha. Que se cante a "Gandarela", o hino de Freamunde. O espaço destinado aos "combates" estava a abarrotar. Impressionante! Enfim, romaria que se preze sem bandas, não é romaria. Na componente religiosa, houve missa solene, abrilhantada pelo coro residente e pelos componentes da banda local. O interior da Igreja Matriz estava deslumbrante, ricamente ornamentado. O enfeite dos andores teve mãos de artistas. Um sonho.
No Domingo, ao entardecer, foi dia de procissão, longa e demorada. Uma das jornadas mais altas da festa. Imagem de marca, de um povo e uma cultura que atrai milhares de pessoas. Deslumbrante os tapetes floridos, a mais rica alcatifa, multiplicidade de cores, que as gentes abnegadas da Terra ofereceram à paisagem da procissão. Esta é a altura em que os freamundenses lançam às janelas e varandas as melhores colchas de linho. Enternecedor e emocionante o momento da passagem da procissão pela mítica e bairrista Gandarela e a habitual homenagem prestada pela Associação dos Bombeiros Voluntários ao devoto santo. No pálio, honras para o padre Brito, pároco local, ladeado pelo freamundense padre João.
A noitada de segunda-feira proporcionou-nos o número mais colorido e emotivo de todo o programa: o cortejo alegórico ou marcha luminosa, como queiram, desta feita subordinada à temática, "O mundo aos quadradinhos # 12", tudo saído das mãos hábeis de jovens de Freamunde. Um fantástico universo de criações.
Nas ruas, apinhadas de gente, todos acompanhavam a evolução do cortejo, que atravessou o centro da cidade, espalhando cor. alegria e vivacidade.
Espectáculos deslumbrantes, as sessões pirotécnicas "Encantos", "Fogoll", "Alquimia do Fogo" e "Magia do Fogo". Haverá por aí melhores?!
E as vacas, que tal? Já são tantas...! Mais dóceis, é verdade, devido à "concorrência", mas perigosas. Tanto no estrondo como nos "enfeites" que proporcionam. Há quem não se importe. Parafraseando o artista Emanuel, que terá brilhado - terá porque a crónica foi enviada para a redacção do jornal na manhã de terça - no serão de encerramento de palco, «quando elas querem um encosto à maneira, nós pimba!». Ou muito me engano, perante mais uma enorme plateia. Para não variar.
Pelo "Palco Grupo Martins" havia também passado o grupo "Os Foliões" e no centro da cidade a "Fanfarra Kaustika". Uma divertida "big band" festivaleira de animação de rua.
A tudo isto teremos que gostosamente que juntar, porque da responsabilidade de gente bairrista e participativa da nossa Terra, o festival etnográfico, a tarde infantil / Fun Park insufláveis, para crianças, a XV Concentração de Vespas (organização do Vespa Clube de Freamunde) e a V Corrida de Carrinhos de Rolamentos / AJAF, que emprestaram animação e curiosidade.
Aos festeiros falecidos não foi esquecida a sentida homenagem que lhes foi prestada, iniciativa da Associação das Sebastianas, junto à estátua do santo mártir, no Largo de S. Francisco.
Como se depreende, foi só escolher. Motivos não faltaram aos milhares de foliões - sim, foliões, porque ninguém ficou indiferente ao bulício, ao movimento, ao colorido, à alegria que contagiou tudo e todos - que invadiram literalmente esta cidade. E não é menos verdade que todos os freamundenses ficaram um pouco vaidosos das "suas" Sebastianas.
Parabéns sinceros à comissão de festas. Siga a rusga! Para o ano há mais. Iguais ou até melhores. Querem uma apostinha?
Joaquim Pinto - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira.