sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Poesia de Freamundenses

HISTÓRIA DE SÃO MARTINHO
Segundo reza a história
Que Martinho foi soldado
Foi guerreiro muito novo
Mas por todos respeitado
Montando o seu cavalo
Num dia de tempestade
Encontrou ele um mendigo
Que lhe pediu caridade
O mendigo estava nú
Ao sentir-lhe a mão gelada
Deu-lhe metade da capa
Que cortou com sua espada
Seguiu mal agasalhado
Chovia torrencialmente
Ficou muito admirado
Ver o Sol vir de repente
Foi milagre de Jesus
Lá isso ninguém confunde
Há quem diga que este santo
Já passou por Freamunde
Vamos todos ao magusto
Como manda a tradição
Há castanhas e há vinho
Toca a comer e beber
Mesmo que esteja a chover
Chega o Verão de São Martinho
MARIA AUGUSTA - ALMA FREAMUNDENSE - 2004

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Freamunde de outros tempos

Aqui ficam oito belíssimas fotografias de Freamunde de outros tempos. Um Freamunde captado pela objectiva do professor Gil Aires.
Fotografias gentilmente cedidas por Isabel Gomes.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Freamunde e a Casa do Infantado ( V )

O 7º marquês de Vila Real e donatário de Freamunde, era filho de D. Manuel de Meneses que foi 7º conde de Viana, 5º marquês de Vila Real, 4º conde de Alcoutim, 5º conde de Valença, 7º capitão-donatário de Ceuta. Na crise da independência, que se seguiu à morte do rei D. Sebastião em 1578, tomou partido por Filipe II de Espanha que o premiou com o título de duque de Vila Real. Casou com D. Maria da Silva, dama da rainha D. Catarina, filha de D. Álvaro Coutinho, comendador de Almoural. Por sua vez o 7º marquês de Vila Real, D. Luís de Noronha e Meneses foi o 9º conde de Viana, 7º marquês de Vila Real, 6º conde de Alcoutim, 7º conde de Valença, 9º capitão-geral de Ceuta e Senhor de todas as terra da Casa de Vila Real.
Como Filipe IV de Espanha fizera constar na Europa que D. João IV era «rebelde» ao apoderar-se do trono de Portugal em 1640, e teria de ser castigado pela traição à Coroa espanhola (quando era precisamente o contrário), impunha-se demonstrar que em 1580 a coroa devia, pelo «benefício de representação», ter pertencido a D. Catarina, duquesa da Casa de Bragança. Como filha do Infante D. Duarte, a ela caberia de justiça o trono de D. Manuel I, pelo que a invasão de Filipe II de Espanha (depois Filipe I de Portugal), violara os foros autênticos do Reino português. A partir desta base legal, os governos dos três Filipes podiam ser considerados como ilegítmos, não sendo aceites pela consciência dos portugueses. O 8º duque de Bragança, ou seja D. João IV, limitava-se, pois, a exercer o princípio jurídico que era pertença da mais antiga Casa Senhorial do país. Assim o entenderam os jurisconsultos de 1640, como Francisco Velasco de Gouveia, D. João Pinto Ribeiro, António Pais Viegas e António de Sousa Macedo, defendendo assim o argumento da restituição da coroa portuguesa a a D. João IV.
D. Catarina de Bragança nasceu em Lisboa a 18 de Janeiro de 1540 e faleceu em Vila Viçosa a 15 de Novembro de 1614. Casou em 8 de Dezembro de 1563, com seu primo direito D. João 6º duque de Bragança. D. Catarina, teve fama de ser muito instruída em latim, grego e astronomia. Fundou o convento das Carmelitas Descalças de Alter do Chão. Filha do Infante D. Duarte, foi pretendente ao trono de Portugal, como vimos, após a morte de D. Sebastião, por ser neta do rei D. Manuel I, como o eram os restantes competidores. Prejudicada pela impopularidade do marido e pela grande influência pelo rei de Espanha, submeteu-se à vontade de Filipe II. Deixou em manuscrito diversos papéis em que defendia o direito que tinha à coroa de Portugal. Foi avó de D. João IV. (continua)
João Correia - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira.