quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia Internacional da Música



No próximo dia 1 de Outubro, na Associação Socorros Mútuos, terão lugar as celebrações do Dia Internacional da Música, levadas a cabo pela ACR Pedaços de nós com as actuações:
21h00: - Pedasons
21h30 :- Big Band                                           
22h00:- Castanholas de Freamunde
Vem celebrar connosco! Entrada livre!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Associação Musical de Freamunde - 1822 / 2012

Em 15 de Junho de 1933, a Banda de Freamunde, deu a sua preciosa colaboração nas grandiosas celebrações da elevação de Freamunde à categoria de Vila. A Banda que nesse dia actuava na Trofa, regressou mais cedo e surgiu inesperadamente na sua terra a meio da tarde para não faltar a esta festa tão especial para os freamundenses. À noite, por volta das 21 horas, junto ao jardim público, uma enorme multidão comprimia-se, deliciada pela audição de alguns trechos musicais que a Banda ia executando. Meia hora depois, a Banda de Freamunde, juntamente com todas as colectividades locais, incorporou-se num longo cortejo em direcção à casa do sr. Tenente Carlos Luciano Alves de Sousa, homem da terra, a quem Freamunde ficou a dever a elevação a Vila. Na cauda do cortejo, a Banda de Freamunde, garbosa e altaneira, executando bonitas marchas, empolgava toda aquela imensa mola humana, pondo nesta festa já de si alegre uma nota de grande euforia. Para abrilhantar ainda mais esta celebração, a Banda de Freamunde subiu ao coreto por volta da meia noite e, sob a regência do maestro Eduardo Nobre Leitão, executou várias obras do seu vasto reportório, que o numeroso povo aplaudiu com entusiasmo, prolongando até de madrugada a euforia dos freamundenses.
Jornal Gazeta de Paços de Ferreira

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Memórias

As pessoas da minha geração, com toda a certeza lembrar-se-ão da Arminda da "Couta". Esta senhora foi proprietária de um estabelecimento comercial junto à entrada para o velhinho e saudoso Campo do Carvalhal. Aos domingos à tarde, este estabelecimento enchia de pessoas para apreciarem a boa pinga que ali se servia, antes e durante os jogos que se realizavam no Carvalhal. Era um local de paragem obrigatória. Ficam as memórias desta senhora e do seu filho. Memórias de uma belíssima época. Memórias...
Foto gentilmente cedida por Susana Sousa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Esta é mesmo verdadeira...

INDIGNAÇÃO
Aqui, ao lado na nossa vizinha freguesia de Ferreira, sempre houve (e oxalá não desapareça...) o gosto por um teatro popular e ingenuamente tradicional, geralmente com textos de autores anónimos, cujas raízes e idade se perdem no tempo mas com características, temas e figuras que o aproximam de um Ensina, um Gil Vicente, um Chiado ou de um Afonso Alvares e o tornam de um incalculável valor histórico e etnográfico, que sempre mereceu o meu maior respeito.
Um dos mais fervorosos e animados cultores desse teatro foi um interessante homem, tintureiro de profissão, de nome António Emílio, que a morte já levou, e que era a alma daquilo tudo: ensaiador, cenógrafo, roupeiro, propagandista e, sobretudo, actor. Guardava sempre para si o papel do "Diabo", "Demo" ou "Lusbel" e gabava-se de ser o Lusbel que mais "pinchava"...
Com efeito, dava saltos tremendos e muitos ainda se lembram de um "pincho" enorme que ele deu, no palco da nossa "Associação", e ao sair do alçapão, que o fez cair à plateia no colo do falecido sr. Arnaldo Cruz..., que não esperava esta "queda"  para o teatro do furioso António Emílio.
Conhecedor do meu interesse pela sua actividade, António Emílio não me largava e, sempre que podia passava longas horas no meu escritório a conversar sobre as suas teatradas. Certo Natal, a nossa TV levou-os a representar um auto próprio da quadra, que foi transmitido com geral agrado e o interesse que merecia. A Gazeta de Paços de Ferreira, passados alguns dias, fez uma espécie de crítica ao espectáculo e indicou os nomes dos intervenientes, pondo em relevo os que melhor se tinham comportado artísticamente, sem mencionar o nome de António Emílio.
Indignado, António Emílio entra-me pelo escritório dentro, com a Gazeta nas mãoes e dispara:
- Viu isto? Viu isto? Sabe o que eu fiz?
E, perante o meu espanto e tácita negativa, prosseguiu:
- Cheguei ao grupo e disse: - com que então Fulano foi muito bem? Rua!...Cicrano também foi muito bem? Fora!!...Beltrana representou como nunca? Desanda!!...Aqui ninguém pode ir "mais bem" do que eu!!...
E pô-los a todos fora do grupo...