quinta-feira, 29 de novembro de 2012

190 anos da Associação Musical de Freamunde



A mudança para a nova sede, na antiga Escola de Santa Cruz, vai marcar o 190º aniversário da Associação Musical de Freamunde, que se comemora no próximo dia 1 de Dezembro.
O dia de aniversário fica marcado também pelo relembrar de todos os músicos, sócios e dirigentes já desaparecidos, pela apresentação de um filme que retrata os quase dois séculos de existência e pelo lançamento de um livro.
O dia de festa que assinala o aniversário da Associação Musical de Freamunde começa pelas 9 horas na Igreja Matriz, com missa cantada pela Banda e Coro Deo Gratias, em memória de todos os músicos, maestros, sócios e dirigentes falecidos, seguido de romagem aos cemitérios.
A comemoração muda-se depois, pelas 11 horas, para a Casa da Cultura de Freamunde, para um momento cultural, marcado pela apresentação de um pequeno filme de memórias alusivas aos 190 anos de existência da Banda de Freamunde, seguindo-se as intervenções dos Presidentes do Município e da Associação Musical de Freamunde. Logo de seguida é formalizada a cedência pela Câmara Municipal da antiga Escola de Santa Cruz, para sede da Banda.
Joaquim Pinto, o autor que nos últimos anos se empenhou na recolha e tratamento dos dados que perfazem a história da Associação Musical de Freamunde, lança, cerca das 12 horas, o livro “Associação Musical de Freamunde – 190 anos”.
O programa da tarde começa pelas 14h30, na antiga Escola de Santa Cruz, que a partir daquele dia será a nova sede da Associação Musical de Freamunde. Depois da bênção das instalações e da visita à nova sede, a Banda de Freamunde fará um pequeno concerto.
O dia termina com um convívio entre todos os convidados e participantes, com festa popular e piquenique.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

VII Semana Gastronómica "Capão à Freamunde"

A VII Semana Gastronómica Capão à Freamunde, tem início este fim-de-semana e culmina a 13 de Dezembro.

O “Capão à Freamunde” é o grande anfitrião, estando o Capão de Freamunde certificado como IGP - Indicação Geográfica Protegida pelo despacho nº 4253/2011, de 7 de Março, é hoje marca indelével do riquíssimo património do nosso concelho, representando identidade e o saber fazer das nossas gentes.
O capão é o ex-libris gastronómico de Freamunde que conta desde longa data o costume de castrar o galo ainda jovem para o tornar mais anafado e macio. O ato de capar remonta aos tempos dos Romanos. Uma das razões apontadas a que se deve a origem deste ato foi a publicação em 162 a.C. de uma lei que proibia o consumo de carne de galinha com o intuito de economizar cereais em grão. Mas os criadores de aves, fazendo uso da capacidade de improvisação, descobriram que castrando os frangos, eles rapidamente duplicavam de peso, diminuindo, assim, o consumo de cereais no mesmo período de tempo.Outra das razões, num misto de lenda e história, deve-se ao Cônsul Romano Caio Cânio que, tendo insónias por causa do cantar madrugador dos galos, conseguiu fazer aprovar no Senado romano uma lei proibitiva que impedia a existência de aves na urbe romana.Os apreciadores da sua carne conseguiram, sem infringir a lei, manter a existência dos bichos, capando-os, o que os tornava abúlicos e passivos, deixando o cantar altivo.O “voto” de castidade concedia ao animal um ar triste e envergonhado, mas tornava-o gordo, opulento, dotado de uma carne tenra e das mais saborosas de todas as aves.
A proximidade do Castro dos Mortórios e do grande povoado de Citânia de Sanfins terão tido papel preponderante na criação de capões até aos dias de hoje. Com a romanização de todo o território de Noroeste Peninsular e com a criação dos pequenos aglomerados populacionais sobre a jurisdição Romana, é natural que tradições de criação de galináceos e de entre eles o capão, passasse a ser prática e saber fazer, transmitido de geração em geração.
A Semana Gastronómica “Capão à Freamunde”, evento promovido pelo Município de Paços de Ferreira em parceria com a Junta de Freguesia de Freamunde. Contam como parceiros a Associação de Criadores de Capão de Freamunde, a Associação Juvenil ao Futuro e Apoios como a ER- Turismo do Porto e Norte de Portugal (….) e diversos Patrocínios.
Ao longo da Semana Gastronómica o “Capão à Freamunde” é servido em vários restaurantes que aderem á iniciativa no concelho, realiza-se também um Concurso Gastronómico onde conceituados chefes do panorama nacional estão envolvidos como membros do júri, sendo estes os grandes embaixadores e promotores deste a nível nacional e Internacional, também é promovido um Jantar de Gala na véspera da Feira dos capões. A Tradicional Feira dos Capões é sempre em Freamunde a 13 de Dezembro de cada ano, e é única no país, onde afluem milhares de forasteiros motivados pela compra do animal eunuco para honrar as ceias natalícias.
D. Francisco Manuel de Melo e Gil Vicente, historiadores e cronistas da Idade Média referem-se ao capão como iguaria requintada que ia à mesa do rei.
Durante a semana Gastronómica desenvolvem-se diversas iniciativas, tais como: Concurso Gastronómico “Capão à Freamunde” e o Concurso de Melhor Capão Vivo Presente na Feira (…) com o objetivo de promover e defender a autenticidade do Capão, tal como ele se apresenta, como um produto ancestral, fruto do saber fazer popular que existe nesta zona Indicação Geográfica Protegida.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Posto da GNR de Freamunde

O posto da Guarda Nacional Republicana (GNR), sediado nas antigas instalações da Junta de Freguesia de Freamunde, na Rua do Comércio, foi inaugurado em 1998. Depois de muitos anos de luta por parte dos diferentes executivos da Junta, foi finalmente instalado durante a presidência da Junta de António Correia. A Junta de Freguesia cedeu as suas instalações e passou a ocupar um espaço na Casa da Cultura, cedido pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira.
O posto da GNR de Freamunde tem a responsabilidade das áres das freguesias de Freamunde, Figueiró, Codessos, Lamoso, Ferreira e Raimonda.
Também neste edifício, antes de se tornar sede da Junta de Freguesia e posto da GNR, funcionou a Escola das Meninas desde 25 de Outubro de 1931.
A fotografia é da cerimónia de inauguração do posto da Guarda Nacional Republicana de Freamunde.

domingo, 18 de novembro de 2012

Memórias

Memórias da antiga Praça do Mercado, construída em 1898 e demolida em 1990. Neste espaço funcionou durante largos anos a cantina escolar. Era neste espaço que decorriam os espectáculos musicais nas sempre belíssimas Festas Sebastianas.
Memórias da antiga Praça do Mercado e da Se Raquel. Senhora que varria as ruas de Freamunde e, principalmente, a calçada da velhinha e já desaparecida Praça do Mercado.
Ficam as memórias.

domingo, 11 de novembro de 2012

Poesia de Freamundenses

DESCREVER-TE
O teu sorriso não sei descrever
É tão bonito e sincero
Que sempre me dá forças
Para o dia a dia viver

Dos teus olhos nem quero falar
É que parecem duas estrelas
Que sempre brilham
Para o mundo embelezar

As tuas mãos são suaves
Nelas procuro agarrar
Para me sentir mais tua
E nunca as largar

Olho para ti e vejo amor
Vejo uma pessoa especial
Que me dá carinho
E não me quer nem fazer mal

Teu abraço aconchegante e quente
Parece uma almofada de algodão
E é nesses teus abraços
Que sei o quanto feliz e protegida estou.

Ana Tojal - Alma Freamundense - 2004

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Freamunde e a Casa do Infantado ( VI )

O levantamento do 1º de Dezembro de 1640 surpreendeu o 7º marquês de Vila Real numa das suas estadas em Leiria. Não cuidaram os fidalgos aclamadores de o informar e até ao dia 8 de nada sabia. Diziam eles que a sua adesão seria segura e, de facto, depois de informado pelo 2º duque de Caminha, seu filho, rapidamente fez aclamar em Leiria o novel monarca e jurou-o sem problemas nas Cortes de Janeiro. Seguindo a política de manutenção dos nomeados nos postos, D. João reconduziu-o no cargo de conselheiro de Estado. Mas para nada mais de relevo o chamou. Antes pelo contrário, a mercê que o Rei lhe fez de o nomear coronel do terço da Nobreza sentiu-a como agravo.
Um dos acontecimentos mais inquitantes do 1º de Dezembro, foi seguramente a partida da fidalguia tão grada para Castela, no mês de Fevereiro. Eram todos eles de nobreza antiga donatários de terras, cavaleiros e comendadores de Ordens Militares e alcaides-mores. Alguns eram mesmo titulares, como D. Duarte de Meneses, 3º conde de Tarouca, ou herdeiros de Casas, como D. Pedro de Mascarenhas, D. João Soares de Alarcão e D. Luís da Silva.
Essa fuga para Castela, provocou uma generalizada insegurança, pois mostrava aos olhos de todos que a aparente unidade da Restauração estava longe de ser verdadeira.
Fôra a precipitação da partida dos fidalgos que impediu o Arcebispo de Braga de os acompanhar. Ficava então em Lisboa para avaliar a possibilidade, ou mesmo preparar, um contragolpe. Aproveitou, por isso, o ensejo para, através de D. João Soares de Alarcão, enviar cartas suas para o Rei Filipe IV, para o conde-duque, para Diogo Soares e para as pessoas do Conselho em que asseverava fidelidade. (continua)
João Correia - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira