terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poesia de Freamundenses

MEU SER

O amor é como a brasa
Que sai rubra do fogão
Quando o amor é sincero
Ninguém tente pôr-lhe a mão.

Quem te disse a ti meu bem
Que o nosso amor não é o mesmo?
Se eu sinto o peito escaldar-me
Como se fosse um torresmo!

Para saberes que te amo
Eu ouço a voz do meu peito,
Que me diz abertamente
Que o meu amor é perfeito.

Quando me dizes, às vezes
Que o nosso amor esfriou,
Logo o coração responde
Que o nosso amor aumentou.

Se há palavras no mundo
Que se fazem magoar
Uma delas é a incerteza
Que tens de te não amar.

Arnaldo Brito - Freamunde e o Sentimento Popular - 1987

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