sexta-feira, 26 de julho de 2013

Foram de "arromba" as Sebastianas 2013

É verdade que já foram desmontados os palcos, retirados os arcos que engalanaram o centro da cidade durante vários dias. Mas...ainda se ouve o eco dos festivais de palco que "incendiaram", num ritmo infernal de sedução, uma mole humana impressionante, completamente extasiada e participativa.
Ninguém, certamente, se esquecerá da noitada de sexta. Tantos bombos. Que grande algazarra! Foi uma folia descomunal até ao último acorde.
Ainda resta na memória a procissão que arrastou um mar de gente imbuída numa absoluta manifestação de fé. Estavam tão lindos os andores, os tapetes floridos espalhados ao longo do extenso e penoso percurso nunca alterado nos tempos. Um sonho, o interior da Igreja Matriz. A festa carregou-se de simbolismo religioso, fruto, ainda bem, do capricho da comissão. Valeu.
Depois...o fogo de artíficio, de deslumbrante efeito. Girândolas que iluminaram de esplendor o céu azul, como se quer.
Os concertos das filarmónicas, de Freamunde e Paços de Ferreira, corresponderam às expectativas. Os conjuntos superaram-se e deram espectáculo, num ambiente salutar, de respeito. Como é da praxe, o final foi contagiante. A Banda de Freamunde tocou o Hino, a "Gandarela" e a Marcha das Sebastianas. Ninguém ficou indiferente. Cantou-se, dançou-se...Neste e naquele uma lágrima ao canto do olho. Que mal tem! São assim, os freamundenses.
Recuperado o fôlego, todos se guardaram para o cortejo alegórico, principal cartaz das Sebastianas. Fizeram bem. Os carros, homogéneos, vistosos, perfeitos na sua confeção, construídos exclusivamente por gente da casa, obedeceram à temática imposta: "Artes de Rua". Estava ali representada a vontade, o querer, a determinação de grupos de jovens que ninguém ousará, que ninguém poderá deter. Ah!, as "meninas" fizeram ver. Parabéns.
O povo de Freamunde dá tudo pelas suas festas, ama-as como ninguém, vive-as com uma intensidade sem limites. Está-lhe no sangue. Como tal, já se desdobram os novos "guerreiros", indiferentes à crise. Não há barreira inultrapassável.
Joaquim Pinto - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira

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