terça-feira, 10 de setembro de 2013

Poesia de Freamundenses

      TEATRO
Anda no ar um ar
de fronte jovem, de fronte antiga

anda no ar
        um arzinho a bailar
fruto, água ou rapariga
        maravilha de uma figa

Será cristal
        onda ou pássaro
                 aurora boreal
Será, mas eu digo
        é terra, travo, trigo

Anda no ar
         um sol de que me inundo
sozinho neste palco, lugar
        de nunca estar
             sozinho no mundo

Anda no ar
um arzinho fantástico de festas
        em que me crucifiquei de Dristo
              e renasci poeta

Teatro é isto:
esta evidência secreta.

José Carlos Vasconcelos - "Freamunde e o Sentimento Popular" - 1987 

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