ZÉ NICETO
Orgulhoso por ser tambolineiro
Trazia Freamunde sempre ao peito,
Zé Tufe, Zé Niceto, Zé Coveiro,
Um filho verdadeiro e de respeito.
A gabardine branca condizia
Com festas, funerais e desfolhadas,
A harmónica de boca respondia
Mas só com o calor dumas copadas.
Zé Tufe, Zé Niceto, Zé Coveiro
Zé-povo mas do povo verdadeiro
Cantavas de cabeça levantada!
E tanto Zé passava a rir, eu vi
Vendo o podre que são dentro de ti,
Mas sempre de cabeça bem vergada.
"Pedaços de Nós - Poesia ilustrada" - Julho de 2001
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