sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Poesia de Freamundenses

MULHER DE ONTEM E DE HOJE
 
Tu mulher, que tanto sofrias
De noite não dormias
Sempre a pensar na má sorte...
Se não fosse pelos filhos
Que às vezes são empecilhos
Tu preferias a morte.
 
Levavas por tudo e por nada
Não te davam valor
Faziam de Ti escrava
O teu corpo era um tambor
 
Pobre de Ti, ó mulher
Que em silêncio e segredo
Não lutavas em protesto
Dentro de Ti estava o medo.
 
Tu, mulher de hoje,
Fuma, refila, luta
Chama-lhe filho da puta.
 
Não o deixes avançar
Nem que te levante a mão
Impõem-te, dá-te ao respeito
Não o deixes ser machão
Pois tens o mesmo direito.
 
Maria Augusta - "Alma Freamundense - Poesia Colectiva" - Julho de 2004

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