sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Poesia de Freamundenses

POUCA SORTE

Hoje, abri uma janela
Ao romper da madrugada,
Passei a ver mesmo em frente
A futura namorada.

Com a boca sorridente
Se encontrava debruçada,
No peitoril da janela,
 Que deitava para a entrada.

Tive então a tentação
De um beijo lhe pedir
Ela fechou-me a janela
E dentro ficou-se a rir...

Esta é a grande verdade
Bem ou mal isto acontece...
Se aparências iludem
Nada é o que parece.

ARNALDO BRITO - "FREAMUNDE E O SENTIMENTO POPULAR - POESIA" - 1987

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