quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Toponímia Freamundense

RUA FERNANDO SANTOS (EDURISA, FILHO)
A rua começa no Largo Associação de Socorros Mútuos Freamundense, e termina na Rua da Escola Infantil de Música, no cruzamento com a Rua Sociedade Columbófila e com a Rua de Santa Luzia, rua esta que dá acesso à Escola Secundária de Freamunde.
Esta rua foi inaugurada após a morte de Fernando Santos (Edurisa, Filho), em 2005. Este foi um dos critérios da Comissão de Toponímia: «só homenagear os que a morte já levou».
Em baixo uma breve biografia de Fernando Santos.
FERNANDO SANTOS
Fernando Eduardo da Silva Delgado Ribeiro dos Santos nasceu na Invicta cidade do Porto a 09/12/1922. Filho de um crítico de teatro do Porto,que adoptou o pseudónimo de "Edurisa",pelo que veio a ser conhecido por "Edurisa, filho". Seus padrinhos de baptismo foram o grande actor Alves da Cunha e sua esposa.
Nascido e criado no meio teatral, cedo ingressou no TEP,onde encenou uma peça.Transferido para o "Grupo de Modestos" no Porto vem, na qualidade de seu encenador a Freamunde com o grupo, a convite de António Pereira da Costa, que era então presidente da Associação de Socorros Mútuos Freamundense.Gostou da então Vila de Freamunde e da filha do seu anfitrião, D. Brazinda Pereira da Costa, com quem viria a casar depois. E para Freamunde se mudou, assumindo o lugar de sócio gerente da Fábrica do Calvário,propriedade de seu sogro.
Quando estudante do Instituto Industrial do Porto, escreveu inúmeras revistas académicas que obtiveram assinalado êxito no Norte do País, sendo as principais "Mais um ano", "Está na hora!", "Gatas à porta" e "A grande fita".
Era um homem de teatro e não podia apagar-se. Aderiu ao grupo cénico de Freamunde, hoje Grupo Teatral Freamundense, grupo este do qual foi director e um dos fundadores, onde encenou obras suas, adaptando outras.Homem multifacetado do teatro, desde a escrita ou adaptação de textos à encenação, não se queda por aí o seu talento. Não tendo nascido em Freamunde, adoptou-a como sua, conhecendo-a, sentindo-a, e vivendo-a como um dos seus filhos. Publicou algumas das suas obras em livro para eternizá-las no coração e mente dos que gostam da terra e das coisas culturais. Foi colaborador efectivo e dirigiu o programa radiofónico que o periódico "A Bomba" mantinha na Rádio Clube do Norte, e também foi correspondente efectivo dos jornais "Diário do Norte" e "Primeiro de Janeiro" . Foi colaborador do jornal "Fredemundus", onde publicava as suas "Coisas Minhas".
A poesia e uma cultura diversificada tornaram-no uma referência cultural de Freamunde. 
Fernando Santos faleceu a 20/10/2005.
OBRAS ENCENADAS DA SUA AUTORIA:
"Agência de casamentos"
"Irene"
"Bocácio na rua"
"As intrigas no bairro"
"Rainha Cláudia"
"Tem calma Pacheco!"
"Entardecer"
"A casa da felicidade"
"Verdades"
"Gandarela"
"Álbum de família"
"Caridade"
"Cama mesa e roupa lavada"
"Freamunde é coisa boa"
 DISTINÇÕES ATRIBUÍDAS:
1964: Menção honrosa de encenação do SNI
1965:1º Prémio "Francisco Lavadeira"
1966:1º Prémio "Chabi Pinheiro"
1968:2º Prémio "Araújo Pereira"
1971:1º Prémio "António Pinheiro"

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