sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Poesia de Freamundenses

COMPANHEIROS DO VENTO

Sempre que canto, não canto,
P'ra mostrar que sei cantar!
Canto p'ra aquecer o pranto
Dos que dormem ao luar!...

Porque sempre tive um leito
E não amargo o relento,
É que me faz ter respeito,
P'los companheiros do vento.

Meu mundo, ingrato e selvagem,
Tu não foste feito à imagem,
Da imagem por ti mostrada!...

Abre os olhos para a vida,
Que a morte já vem ermida,
Para mais uma caçada.

RODELA - "ALMA FREAMUNDENSE - POESIA COLECTIVA" - JULHO DE 2004

Um comentário:

Manuel Pacheco disse...

Gosto e publico no meu blogue e facebook poemas de Rodela. Gostei do que publicou no seu blogue. Só não compreendo a foto referente ao "falecido" lago com o dizer: Freamundense 2014. Será a nostalgia a dar sinais de vida!