quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Esta é mesmo verdadeira

UMA CACAFONIA...PERIGOSA!...
Corina Freire foi uma das mais lindas mulheres que existiram no teatro português. Muito elegante, mal entrava em cena, logo esta se animava como se novos projectores se iluminassem. Possuidora de uma muito agradável voz, era um elemento indispensável no teatro de revista nas primeiras décadas do século passado. Constantemente disputada por todos os empresários e companhias de teatro ligeiro da época, muitos foram os êxitos a ela devidos e que andavam de boca em boca, como a canção das camélias, que toda a gente cantava e que eu próprio ainda hoje trauteio...com saudade. O sucesso dessa artista ultrapassou fronteiras e Corina Freire cantou e encantou em diversos palcos estrangeiros, tendo sido apresentada em Paris nos célebres "Lido" e " Olímpia" onde a nossa saudosa Amália igualmente brilhou.
Mas no seu tempo nasceu o cinema em Portugal e Corina Freire também por ele foi atraída, tendo entrado com grande sucesso, no filme "A Canção do Berço", que foi dos primeiros filmes a serem apresentados no antigo teatro Águia d'Ouro, quando esse passou a cinema.
António Soares Correia, o saudoso e impagável actor portuense interpelou um amigo que se dirigia ao cinema apressadamente:
- Preciso de falar contigo!...
- Agora não posso. Estou com muita pressa!...E já vou atrasado!
- Onde vais com tanta pressa?
- Vou ver a "Corina" no Berço!
- E porque é que ela faz isso? Coitada da criança!
Pergunta distraído o Soares Correia!...

FERNANDO SANTOS - "ESTA É MESMO VERDADEIRA" - JULHO DE 2001

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória ( V )

 OS PRIMÓRDIOS ( 1933 - 1941 )
OS PRIMEIROS GRANDES "DERBYS"
Para a época 1936 / 1937, a preparação técnica da rapaziada foi entregue ao cuidado de Fernando Sacadura, categorizado jogador do F. C. Porto. ( Na época seguinte, este defesa lateral direito do clube da cidade invicta foi, sob a orientação do treinador Miguel Siska, um dos catorze jogadores integrantes da equipa que conquistou o campeonato nº 1 da primeira divisão nacional).
No entanto, para que tudo corresse sobre esferas - fazia-se o possível e por vezes o "impossível" - era necessário que todos os jogadores estivessem dispostos a assimilar os ensinamentos que lhes eram ministrados e que fossem assíduos aos treinos. Estímulos poucos havia, apenas perdurava o amor à camisola.
As condições disponíveis ao nível de equipamentos eram bastante precárias. As vestimentas, sobretudo as de treino, mostravam-se quase sempre rotas e desbotadas, não coincidindo umas com as outras, nem de forma, nem de cor. Quanto a calçado, era o que calhava. Coitados! Eram uns pobretanas!...
Para além do "mister" referido, ingressa no clube, proveniente de Wanzeleres, o promissor atleta Alberto Augusto.
Nesta temporada o Campeonato Regional foi disputado em duas séries:
Série "A": Sport Club Penafiel, União Desportiva Penafidelense, União Desportiva Paços de Ferreira, União Desportiva Paredes e Freamunde Sport Club.
Série "B": Amarante, Felgueiras, Lixa e Marco.
Existiam, como se pode verificar, várias equipas no Vale do Sousa e concelhos limítrofes. Os jogadores mais cotados reforçavam-nas, em determinadas alturas, porque não tinham vínculos que, legalmente, os prendessem aos clubes.
Era, portanto, possível um futebolista alinhar, hoje, por um lado e, amanhã, pelo outro. Se no plano desportivo as coisas caminhavam mais ou menos bem, no financeiro já não era tanto assim.
Era quase sempre necessário recorrer aos carolas. Estes não abriam os cordões à bolsa só por mero protagonismo, faziam-no, isso sim, por paixão, por amor a uma causa que consideravam justa. Outros tempos!...Era a altura dos sócios protectores - desembolsavam, por norma, quantias superiores aos dos denominados contribuintes.
Mas...é caso para perguntar: Não existiam subsídios para jogar? Qual quê!... De vez em quando qualquer coisa para trincar...um bocado de broa, umas lascas de bacalhau com azeitonas e uma malguita de vinho para refrescar as goelas sequiosas.
 PARA "MATAR A GALEGA"
Como a prova foi curta e a temporada era longa, o Freamunde disputou vários encontros de carácter amigável, arbitrados, quase sempre, a preceito por Adolfo Pereira e Aloísio Correia.
Realce para o encontro, imensamente aguardado, entre a equipa de honra do F. C. Porto e uma selecção formada por jogadores do Ftreamunde S. C. e U. D. Paços Ferreira, disputado em 25 de Março de 1937.
Venceu, como era de esperar, o F. C. Porto por 7 - 3, com réplica condigna da selecção.
EQUIPAS:
Selecção: Alberto "Botas", Moreira, Matos; Jerónimo, Alberto Augusto, Pinto (todos pertencentes ao Freamunde S. C. ); Jaime, Samuel, Casimiro, Agostinho e Amílcar. (Estes, jogadores da U. D Paços de Ferreira).
F. C. Porto: Siska, Sacadura e Jerónimo; Nunes Pocas e Castro; Lopes Carneiro, Raul, Hernâni, Lemos e Guilhar.
O produto do desafio - receita líquida de 586.10 escudos - reverteu a favor dos cofres da corporação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, verdadeiramente empenhada no projecto de remodelação das instalações que serviam de quartel, então sediada na Rua do Comércio e pertença de Serafim Pacheco Vieira.
Abrilhantou a festa e excelente Banda Freamundense, sempre presente nestas circunstâncias. Mais tarde a selecção defrontaria, desta vez, O Boavista S. C., vencendo por inesperados 4 - 0. "O jogo onde voltou, como de costume, a existir grande pancadaria".
SEM ATLETAS, PROCURARAM-SE ALTERNATIVAS FORA DA TERRA
Para a época 1937 / 1938 as coisas não indiciavam nada de bom no aspecto desportivo, encontrando-se o clube, em grandes apuros para formar condignamente o seu grupo de honra, pois, para além de súbito e surpreendente abandono de vários dos seus mais destacados atletas, ficou privado de alguns outros que desertaram para agremiações concorrentes, vendo-se na contingência de procurar alternativas fora da terra, contratando jogadores de nomeada tais como Pereira e Constantino, ex-jogadores do popular Salgueiros, Vitor Hugo, guarda-redes do então Boavista (Era, profissionalmente, fiscal da Venatória, com residência em Negrelos), e outros de menor valia.
Para o Campeonato Regional, designado de Concelhos Agrupados, apenas três equipas concorrentes: Freamunde S. C, U. D. Paços Ferreira e C. D. Aves.
O Freamunde terminaria no terceiro e último posto, atrás da U. D. Paços Ferreira e C. D. Aves, que venceria a prova.
No último jogo desta competição (U. D. Paços Ferreira -1 / Freamunde S. C. - 0 "Jogo disputado no Campo da Aldeia Nova") poderia ler-se na imprensa da época:
"O jogo decorreu um pouco aborrecido visto o campo se achar verdadeiramente encharcado de água. Pouca assistência presenciou o encontro devido ao mau tempo. O Freamunde marcou cinco bolas que o árbitro invalidou sabe-se lá porquê!
O golo que ditou o triunfo dos locais foi marcado a quatro minutos do final da partida. Dois jogadores do Freamunde agrediram o árbitro a murro. Houve invasão de campo. Enquanto o "juiz" era retirado da confusão, os assistentes jogavam ainda a soco".
Para preenchimento do que restava da época, o Freamunde S. C. disputou vários jogos de índole amigável, proporcionando, assim, a possibilidade da prática deste interessante desporto aos seus abnegados e sempre disponíveis atletas, dando ainda o prazer à sua indefectível massa adepta de presenciar lutas ardorosas, por vezes despropositadas e ingénuas, sobretudo quando aconteciam os "derbys" regionais.
JOAQUIM PINTO - "SPORT CLUBE DE FREAMUNDE - VIDA E GLÓRIA" - 2008

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Poesia de Freamundenses

VIVER A VIDA 

A vida deves viver
e viver plenamente
minuto a minuto viver
mas viver intensamente

Não deixes passar a vida
sem de perto apreciar
o sol, a chuva, as estrelas
a noite, o frio, o luar

A tua vida é um dom
que deves fazer render
vê bem, mas com coração
valoriza mais o ser

A vida é uma passagem
com o tempo a contar
já começou a contagem
desconheces o terminar

Perde-se a vida sem querer
também a vemos fugir
morre-se muito a sofrer
também se morre a sorrir

Mas se a vida fôr vivida
e deveras partilhada
jamais ela será perdida

O sonho comanda a vida
podes sempre acreditar
terás aqui uma amiga
continua amigo a sonhar

AURORA BICA - "ALMA FREAMUNDENSE - POESIA COLECTIVA" - JULHO DE 2004

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Caminhos

AS MINHAS VIAGENS
III
PRIMEIRA PARTE
Porque não retomar a caminhada? A viagem no meu espaço e num tempo que foi meu e ainda é meu...
A libertação da melancolia quase neurasténica do ficar sentada a meditar. A menos que o disco da Maria João Pires possa emergir, na tarde do desassossego.
Mas...vou para bem longe. Não me importa pisar e rever lugares que calcorreio há dezenas de anos, apesar dos meus pés estafados e calosos...
Vou calçar uns sapatos leves, daqueles que são chamados dos "de ir a Fátima a pé" e vou até Pessô (não sei se a toponímia foi alterada). Tento fechar os olhos, pelo caminho, mas...é um perigo para a minha vida, refém já de sustos acumulados e de doses de tabaco, como bebendo veneno num caminhar periclitante mas, às vezes, inebriante. Por isso, quero ter uma morte rápida, mas de poeta. Como quem bebe no Café Teles (foi o primeiro?) um copo de cerveja embaciado. Diz a ciência, que devido à condensação do vapor de água. Não é condensar-me que pretendo, mas às vezes evaporar-me, volatizar-me como o éter que rouba o calor à minha mão.
Mas...e Pessô? É o alargar de Freamunde, a coalescer com Ferreira. O alargar para cima e para os lados. Para cima, a rasar o céu. Mais um paradoxo dos tempos. Os prédios em altura são, às vezes inestéticos mas levam-nos mais perto do céu. Céu que ainda é azul, em Pessô. Onde alguns pássaros fazem ainda ninhos nas orelhas do tempo, em vertigens do céu...
Já não conheço, porém, Pessô! Está diferente. Onde estão os campos e as matas? Mas não são as rodovias que nos conduzem ao local que procuramos, com mais segurança e rapidez? Porque haveremos de querer e não querer? Porque tem de haver ambientalistas, derrotistas, vanguardistas e até "vencidos da vida"? Todos somos um pouco de tudo, desses ismos que povoam a nossa mente e o nosso quotidiano. Sou contra as etiquetas. Porque hei-de usar carteiras Louis-Vuitton ou uma roupa Christian-Dior?
Ah! Mas ali, o SCF treina. Vou assistir - pensei. E fui. Que bem joga a equipa da minha terra! Ou é uma consolação narcísica? Ou indicadora de quem não percebe nada disso? Mas quero influenciar-me ou influenciar os opinativos de serviço que o que é nosso é bom...Até no futebol!
Regresso, estrada fora. Ali perto, mora a minha amiga a quem morreu a filha jovem, de acidente e com quem chorei, sopesando e equivalendo dores por que passámos. E passamos. Ela perdeu a Brígida. Eu perdi o Gonçalo...Solidariedade entre as mulheres, as que passaram experiências dolorosas, maiores do que as de perderem um membro. Mas dizem que a solidariedade entre homens é maior. Se calhar, noutros campos. Mas que solidariedade há entre Mário Soares e Paulo Portas?
Vim de Pessô sem ver o pequeno lamaçal onde gostava de apanhar as colherzinhas ou girinos, enchendo a roupa de nódoas que as investigações aquáticas sempre ocasionam. E como gostava de ver clonar os girinos em rãzinhas saltitantes!...
Continuei. Não fui capaz de desviar para a capela antiga tornada pocilga ou estábulo. Arrepiam-se-me as entranhas, num motivo quiçá diferente de quando ouvimos alguém do Big-Brother (é residentes que se chamam?) dizer ao companheiro doutro sexo: amo-te.
Ao chegar às escolas amarelas, relembrei a 1ª vez que subi as escadas como professora. Tinha 19 anos e um ano de experiência. Não haveria de me tocar uma 2ª e uma 4ª classes? E neste último grupo: um Pinhão, um Arménio e um Torcato ("Ah! a nossa professora é pequenita, pegamos nela e atiramo-la pela janela").
Não aconteceu nada! Nem foi preciso, o director da escola (que depois se tornou meu tio e foi um excelente professor de matemática que tive no Colégio Sílvia Cardoso) intervir. Eles tornaram-se alunos disciplinados e amigos. Se calhar, mais disciplinados do que eu no colégio, nas aulas de matemática, incentivada pelo prof. Valente, na luta por melhores notas, com o Mamede de Penamaior (mais tarde engenheiro da Carris do Porto).
Vacilo, na minha viagem. Ainda não passei do período Antes da Ordem do Dia. Rodo mais em torno de mim do que avanço no itinerário físico marcado. O passado é como uma entidade mítica, que me inspira como as ninfas (não as do Tejo, mas do rio de Madões). Enquanto posso.
O prazo da minha validade pode estar a expirar, nesta corrida autofágica que tento amenizar, elevando uma taça (ou "flûte"?) de bom Raposeira ou antes um copo de vinho americano, até proibido! Uma das desvantagens da UE...
(CONTINUA)
ROSALINA OLIVEIRA - "CAMINHOS" - DEZEMBRO DE 2003

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sebastianas ( IX )

Recinto sempre prenhe de multidões eufóricas e entusiastas nos aplausos aos nomes mais sonantes do panorama artístico português: Max, Fernanda Baptista, Lenita Gentil, Conjunto Típico de Maria Albertina, Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro, José Cid e Quarteto 111, Green Windows, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Paco Bandeira, Gabriel Cardoso, Florência, As Doce, Roberto Leal, Tonicha e o Conjunto Tilo Krasman, Cidália Moreira, Cândida Branca Flor, Maria Armanda, Alexandra, Marco Paulo, Sérgio e Madi, Coktail, Carlos Paião, José Cheta, Manuela Bravo, Ana, UHF, Raízes, Os Delfins, Herman José e Nicolau Breyner, Nuno da Câmara Pereira (recinto fechado), Rádio Macau, vedetas do teatro de revista: Maria Dulce, Óscar Acúrsio, Vitor Mendes, Helena Tavares, Carlos Coelho, Octávio de Matos, Natália Maria, Leónia Mendes...Depois, já em espaço aberto e franqueado, fruto das transformações no centro cívico: Pedro Barroso, Luís Represas, Hands On Approach, Toca a Rufar, Quim Barreiros, SantaMaria, Conjunto Típico de António Mafra, Rui Veloso, De Gift, Quinta do Bill, Ala dos Namorados, Fernando Pereira, Sérgio Godinho, João Pedro Pais, Da Weasel, Gene Loves Jezebel, TerraKota, Pedro Abrunhosa, Frei Fado D'El Rei, Os Deolinda, Buraka Som Sistema, GNR, Jorge Palma, Xutos e Pontapés, Os Homens da Luta, David Fonseca...Nos últimos anos, até bandas estrangeiras se mostraram nas Sebastianas: Banda Eva, Terra Samba, Banda Cubana, Axé, Boney M, Imagination, Martinho Da Vila, Chico e os Gypsies (ex-Gypsie Kings)...
MAX - PRIMEIRO ARTISTA DA RÁDIO E TELEVISÃO COM MEDIATISMO A VISITAR FREAMUNDE
Os "tempos" são outros, realidade incontornável, e hoje há mais sumptuosidade nas sedutoras e, por vezes, exóticas realizações, vividas com uma intensidade fora do comum; o multicolor fogo-de-artifício e piro-musical - que veio introduzir uma importante qualificação às festas -; a procissão, deslumbrante, com os imensos andores ricamente ornamentados (um sonho, que arrasta um mar de gente pelas principais artérias urbanas), passando pela "Marcha", referência do cartaz, cheia de encanto e beleza, que enche as ruas de forasteiros, constituída por vários carros alegóricos, todos eles imaginados e construídos por jovens desta terra; mais dias de folia - a sexta-feira está a ganhar "pontos", a pegar de estaca, na sua dimensão profana, com a já tradicional "Noite de Bombos" onde centenas de zabumbeiros, completamente contagiados, mergulharam a cidade com as suas batidas ensurdecedoras e por vezes, muitas vezes, descontroladas, até ao nascer do dia; eventos de cariz cultural e recreativo, onde se têm aliado associações e colectividades locais, uma forma de afirmação, envolvimento e dinâmica das nossas gentes, sobressaindo o "Concurso de Quadras"; mais dinheiro...O orçamento foi de tal forma inflaccionado que actualmente 275.000 Euros já não chegam, obrigando as comissões, que trabalham afincadamente doze meses a fio na preparação dos "grandes dias", a trabalhos redobrados, sem desfalecimentos, para que as "Sebastianas", festas de bairrismo e de cultura, mola aglutinadora da vontade e da paixão dos freamundenses, sua linguagem comum, não se apaguem na poeira do esquecimento.
(CONTINUA)
JOAQUIM PINTO - "SEBASTIANAS" - JULHO DE 2013

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Na antiga Ibermetais

Uma visita fotográfica à antiga Ibermetais...Uma visita à outrora empresa sediada no lugar da Gandarela, hoje com novas instalações na novíssima zona industrial de Freamunde...Na antiga Ibermetais da Gandarela, actualmente abandonada. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Pedaços de Nós

AO PEDRO BARBEIRO

Este Pedro foi pedreiro
arquitecto popular
medidor a tempo inteiro
barbeiro e mau de assoar

Entrava numa tasquinha
e aos olhos de quem o via
bebia uma canequinha
sei lá por quantos por dia

Tinha sempre uma piada
p'ra dar em cada passada
a quem por ele passasse

E uma grande caralhada
sempre na língua guardada
pra quem não o salvasse

sexta-feira, 2 de outubro de 2015