segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sebastianas ( IX )

Recinto sempre prenhe de multidões eufóricas e entusiastas nos aplausos aos nomes mais sonantes do panorama artístico português: Max, Fernanda Baptista, Lenita Gentil, Conjunto Típico de Maria Albertina, Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro, José Cid e Quarteto 111, Green Windows, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Paco Bandeira, Gabriel Cardoso, Florência, As Doce, Roberto Leal, Tonicha e o Conjunto Tilo Krasman, Cidália Moreira, Cândida Branca Flor, Maria Armanda, Alexandra, Marco Paulo, Sérgio e Madi, Coktail, Carlos Paião, José Cheta, Manuela Bravo, Ana, UHF, Raízes, Os Delfins, Herman José e Nicolau Breyner, Nuno da Câmara Pereira (recinto fechado), Rádio Macau, vedetas do teatro de revista: Maria Dulce, Óscar Acúrsio, Vitor Mendes, Helena Tavares, Carlos Coelho, Octávio de Matos, Natália Maria, Leónia Mendes...Depois, já em espaço aberto e franqueado, fruto das transformações no centro cívico: Pedro Barroso, Luís Represas, Hands On Approach, Toca a Rufar, Quim Barreiros, SantaMaria, Conjunto Típico de António Mafra, Rui Veloso, De Gift, Quinta do Bill, Ala dos Namorados, Fernando Pereira, Sérgio Godinho, João Pedro Pais, Da Weasel, Gene Loves Jezebel, TerraKota, Pedro Abrunhosa, Frei Fado D'El Rei, Os Deolinda, Buraka Som Sistema, GNR, Jorge Palma, Xutos e Pontapés, Os Homens da Luta, David Fonseca...Nos últimos anos, até bandas estrangeiras se mostraram nas Sebastianas: Banda Eva, Terra Samba, Banda Cubana, Axé, Boney M, Imagination, Martinho Da Vila, Chico e os Gypsies (ex-Gypsie Kings)...
MAX - PRIMEIRO ARTISTA DA RÁDIO E TELEVISÃO COM MEDIATISMO A VISITAR FREAMUNDE
Os "tempos" são outros, realidade incontornável, e hoje há mais sumptuosidade nas sedutoras e, por vezes, exóticas realizações, vividas com uma intensidade fora do comum; o multicolor fogo-de-artifício e piro-musical - que veio introduzir uma importante qualificação às festas -; a procissão, deslumbrante, com os imensos andores ricamente ornamentados (um sonho, que arrasta um mar de gente pelas principais artérias urbanas), passando pela "Marcha", referência do cartaz, cheia de encanto e beleza, que enche as ruas de forasteiros, constituída por vários carros alegóricos, todos eles imaginados e construídos por jovens desta terra; mais dias de folia - a sexta-feira está a ganhar "pontos", a pegar de estaca, na sua dimensão profana, com a já tradicional "Noite de Bombos" onde centenas de zabumbeiros, completamente contagiados, mergulharam a cidade com as suas batidas ensurdecedoras e por vezes, muitas vezes, descontroladas, até ao nascer do dia; eventos de cariz cultural e recreativo, onde se têm aliado associações e colectividades locais, uma forma de afirmação, envolvimento e dinâmica das nossas gentes, sobressaindo o "Concurso de Quadras"; mais dinheiro...O orçamento foi de tal forma inflaccionado que actualmente 275.000 Euros já não chegam, obrigando as comissões, que trabalham afincadamente doze meses a fio na preparação dos "grandes dias", a trabalhos redobrados, sem desfalecimentos, para que as "Sebastianas", festas de bairrismo e de cultura, mola aglutinadora da vontade e da paixão dos freamundenses, sua linguagem comum, não se apaguem na poeira do esquecimento.
(CONTINUA)
JOAQUIM PINTO - "SEBASTIANAS" - JULHO DE 2013

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