sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sebastianas ( X )

Esquecê-las? Como, se elas vivem em ansiedade premente na retina dos que já tiveram a felicidade de as gozar? Impossível, teimosamente impossível - assim exaltava o saudoso professor Gil Aires. 
Ou então, o Dr. João Neto: Por Ti lutamos ; Por Ti trabalhamos; Só p'ra Te elevar.
Anos a fio muito delas se escreveu, em prosa e em verso, pela pena de gente sabida e bairrista.
Respiguemos:
1954 - (...) Este Povo de Freamunde tem uma singularidade no seu modo de querer, que o leva a ser invejado e admirado ao mesmo tempo. Uma simples discussão ateia uma labareda de bairrismo que contagia, num ápice, uma massa estruturalmente galvanizada, una, sólida, simplesmente admirável.
Ninguém duvidará que as Sebastianas terão o seu lugar à parte, correndo parelhas no seio das melhores do Norte do País.
1957 - (...) É que estas festas que Freamunde generosamente te oferece, são o produto de um trabalho insano, profícuo, árduo, inteiramente seu.
Vem. Cá te esperamos. Lembra-te da velha sabedoria das Nações: Pela alegria se conhece o povo!
Vem conhecer a alegria de Freamunde, para poderes penetrar na sua alma!
1965 - (...) Vês este esforço ingente, este atrevimento de uma terra que a nada se furta para que haja "Festa" e que tudo faz para que ela te agrade? Tradição!...
Anda daí, pois, forasteiro amigo! Vem folgar, rir, praguejar, beber, cantar, esquecer porque a festa és tu e, sem ti, não pode haver tradição!...
1993 - (...) Mas a ti, Freamundense, que queres que digamos? A ti, que conheces o melhor lugar para ver a marcha; que sabes que há "caldo verde" na Praça; que o "fogo" é lançado da Jóia e que se vê e aplaude nas famosas escadinhas; que há duas corridas atrás das "vacas de fogo" e, pela manhãzinha, pegas num balde e entras no "mel".
A ti, Freamundense, cumpre saber receber porque tu, como nós, és Freamundense. O teu coração bate com o nosso, em uníssono, num ritmo infernal para pulsar este sangue que nos corre nas veias...forte...puro...azul...Muito azul!...

2002
Já foi do Mártir, outrora.
Festa da Vila, eu sei lá.
Sebastianas, agora...
Sempre a melhor, amanhã.

2004
O povo vai descansar.
E ainda mal se deitou,
Ouve a "alvorada" a lembrar
Que a festa não acabou.
JOAQUIM PINTO - "SEBASTIANAS" - JULHO DE 2013

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