A TASCA DAS ELVIRAS
Na tasca das Elviras as canecas
eram de quarteirão, litro e quartilho
fiéis como um alqueire a medir milho
tinham medida certa ali, as mecas
O bagaço era puro como a tasca,
bebido ali à luz do candeeiro,
no bolso ia um naco de fumeiro
apreciado ali a cada lasca.
O perfume que o seu vinho deitava
quantas vezes curou quem lá passava
a correr p'rá farmácia do Jaiminho
Que pagava por ter medicamentos
vindos do céu, puxados pelos ventos,
e afinal o milagre era do vinho!
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