quarta-feira, 8 de junho de 2016

Gil Aires

Os gémeos Gil Vicente e Alexandre Herculano
  GIL VICENTE AIRES GOMES 
 13-3-1916 / 19-9-1992
Nasceu no seio de uma família da classe média penafidelense, dedicada à restauração, "Pensão Aires", estabelecimento sediado na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, ao lado do Tribunal Judicial, no Calvário.
Em 1929, frequentava o competente e dedicado aluno, Gil Vicente, o terceiro ano dos liceus, teve o bom gosto de rabiscar para um jornal. Coisitas simples, como ele sempre referia.
O irmão gémeo, Alexandre Herculano, seguiu-lhe as pisadas na arte de escrever.
Adolescentes, "rivalizaram" em artigos de opinião publicados no jornal local, "O Penafidelense".
Já a mana, Margarida de sua graça, pisou outros caminhos.
Gil Aires, muito cedo se apaixonou pelo desporto,sobretudo pela prática do futebol. Aos 19 anos estreou-se pela equipa do Figueiró-Lixa, defendendo na época seguinte as cores do Sport Penafidelense.
Até para o basquetebol tinha habilidade.
Equipa do Figueiró da Lixa. Gil Aires, o 2º, em cima, a contar da direita
No período refulgente do "Estado Novo", aí por volta de 1936, já casado com Maria Luísa da  Silva Gomes, com filhos, Gilda Maria e Fernanda (Manuela e Maria do Carmo nasceriam depois), serviu, durante cinco anos, o Ministério da Guerra, na qualidade de mobilizado, expedicionário, em unidades diferentes, tanto no Porto como em Lisboa e Tavira, período no qual recebeu louvores baseados em "dedicação", "zelo", "competência", "conhecimentos de táctica militar"..., e onde aperfeiçoou a técnica em duas das modalidades desportivas que mais o entusiasmavam, o boxe e a natação.
Mil sacrifícios e prejuízos sem reparação, privado do seu vencimento e reduzido ao que cabe a um simples soldado sem graduação, com mulher internada num hospital.
Gil Aires e a esposa, Maria Luísa
Abandonada a carreira militar, dedicou-se em exclusivo ao ensino primário. A sua vida corrente profissional começou na freguesia de Mondim de Basto, depois Agrela (Santo Tirso), aí ficando a leccionar durante dois anos, aproximadamente.
Curiosamente, já nessa altura, diversas, para não dizer diárias, as suas incursões a Freamunde, onde se deslocava na sua inseparável moto, em busca da felicidade. 
Gil Aires na inseparável moto
Absoluta, pois, como por "milagre", foi transferido para a "escola dos meninos", ou "escolas amarelas", da Rua do Comércio, nesta Vila (elevada a esta categoria superior em 1933), por volta de 1945, aqui se fixando até meados de 1955, tendo como colegas no ensino primário, entre outros, Francisco Fernandes Valente e sua esposa Alcina Glória Costa Nunes, Cremilde Queirós Monteiro, Rita Barros da Silva, Cesaltina Gonçalves e Alda Nunes.
Morou, primeiramente, nuns aposentos paredes-meias com a residência de Manuel Camelo de Oliveira (Nequinha), depois na Gandarela, antes de se fixar definitivamente em Freamunde de Cima, na antiga casa dos pais do padre Maximino Ferreira Alves. Granjeou rapidamente amizades.
Gil Aires, de emblema do "seu" S.C.F colado ao peito, com os alunos de uma turma em Freamunde
Que possuía, então, Freamunde para lhe oferecer? Quais os atractivos? Um campo de "cultivo" bem adubado, abundante, onde a "semente" encontrava terreno propício para a sua reprodução. Mais. A natural simpatia, a hospitalidade dos seus habitantes. Havia diversidade ambiental, sobretudo à noitinha, fosse no "Recreativo", junto ao Cruzeiro ou em qualquer taberna. Também na Praça, onde as pessoas se agrupavam (as tertúlias) para conversar sobre assuntos "proibidos", nada ingénuos. O espaço era curto mas "imenso" território de clara liberdade, de vida boémia, mundana. A Vila não era ingrata para os "amantes" que por ela deambulavam.
Locais que continuam a contar histórias, umas atrás das outras, mais soltas que as cerejas, que não estão no museu, porque o não temos, mas que em todas as esquinas são lembradas. Que estão fresquíssimas como há sessenta, cinquenta, quarenta anos atrás. Que dariam um livro maravilhoso.
Praça Velha
A Terra é outra. Muito mudou. Mas está lá sempre a memória do que fomos.
Freamunde passou a ser, então, o seu torrão, que o amou como ninguém, notabilizando-se no círculo intelectual onde aprofundou uma cultura ecléctica.
Profundo conhecer do coração humano, facto que lhe iria permitir "retratar" ao vivo quem o rodeava, de quem gostava e admirava, através dos célebres artigos "Ares de Freamunde - Perfil da Semana", publicados no então quinzenário jornal concelhio "Gazeta de Paços de Ferreira", princípios de 1952, era possuidor de uma enorme fluidez na escrita. Crítico audaz dos "poderosos" e bairrista visionário, nunca descurava a ironia finíssima, mas certeira, muitas vezes trespassada de um humor sem piedade.
Fiel aos seus princípios - foi alguém que se comprometeu sempre, mas unicamente com aquilo que pensava e que nunca deixou de defender -, opôs-se veementemente ao determinismo social e, por vezes, político então vigente na vereação local, mesmo "apertado" pelas limitações decorrentes da censura (sempre escapou ao seu crivo) que incidia sobre a expressão militante da literatura.
Cultivou o jornalismo polémico, resvalando para o discurso das paixões exacerbadas, dos discursos inflamados. A franqueza agressiva, só ao alcance dos corajosos. Dos "Homens" sem temor.
Gil Aires, figura imponente e interventiva, homem elegante e gentil, era um dos melhores expoentes da oratória da região. Os seus ditos, expostos num encadeamento envolvente de conceitos e argumentos, cativavam pela importância dos assuntos e ainda pela ousadia das posições que tomava.
Criou um estilo inconfundível. A sua escrita era vibração, estremecimento. O seu dizer era intenso.
Lê-lo impressiona. Arrepia.
Tornou-se o orador oficial nos grandes acontecimentos, em especial nas sessões solenes do 19 de Março, dia de S. José e data comemorativa das celebrações do aniversário da Associação de Socorros Mútuos Freamundense.
No 64º, algumas das eloquentes palavras, como que adivinhando, infelizmente, o futuro:
« (...) Um dos baluartes, que em Freamunde, atesta o superior espírito é, sem dúvida, a Associação de Socorros Mútuos Freamundense. Não vai muito tempo, que tive a ventura de ouvir, neste mesmo lugar, um orador fino, castiço, que um misterioso fluxo da secular raça lusíada iluminou em frases límpidas como puro cristal, em metáforas surpreendentes, que me arrasaram os olhos de lágrimas. Manifestação intrínseca, dizia eu, parecendo adjectivar com propriedade. Que será esta Festa, senão um seu produto?
A Associação de Socorros Mútuos precisa também que a mesma mecânica se sincronize: precisa que os pais, os amigos, os mais velhos façam lembrar a esse magnífico sangue novo que borbulha pujantemente, em Freamunde, que ela é um baluarte típico, do teimoso querer freamundense, como em lugar comum, o afirmei. Escuto, ouço a vibrante voz dos nossos bairristas, sinto a consciência grave dos mais velhos e fico com a certeza de que algo se irá passar de novo. Que uma onda da mais forte vibração é necessária em todos os vivos sectores de Freamunde, eu o afirmo, hoje, como já o fiz também, a não se correr o risco duma enjoada sensaboria tresandando adentro dos clássicos moldes da compostura e da exigência, para não corrermos o risco de perecermos».
Gil Aires e o amigo João Taipa
Lutador acérrimo pelo progresso da Terra, cáustico em tudo o que era manifestamente prejudicial aos interesses da região, atento às injustiças sociais, ninguém escapava, nem o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira e Administrador do Concelho. Exuberante ou subtil, o verbo não perdia nunca a capacidade de sobressaltar e desinquietar as mentes a que se destinava, mesmo quando o bom senso tornasse mais aconselhável a adopção de um tom neutro e político.
Por que votavam ódio visceral aos freamundenses?
Realmente - e fazendo fé nas palavras de Gil Aires -, cortava o coração a maneira como éramos tratados.
Pelos vistos, o centralismo (sede do concelho) predominava, como que a querer abater o bairrismo e a determinação que Freamunde selou desde remotos tempos com paixão e sacrifícios. Lutar contra esse centralismo deprimente e nocivo era-lhe um dever. Gil Aires abria o livro e confessava o que lhe ia na alma, persistindo na via que sempre o guiara, mesmo sabendo que remava contra ventos e marés.
« (...) Já lá vai uma abonada década que pertenço aos arraiais de Freamunde. E, francamente, (por que não dizê-lo abertamente?), vive Freamunde numa total postergação que confranje, que esmaga a alma. Nada vi, durante este lapso, que representasse produto da acção camarária, mas sim desleixo, incúria, abandono, e, tal estado de coisas, nem por sonhos quero eu atribuí-lo à inépcia, ou, em expressão corrente, má fé dos seus servidores. Seria injusto e talvez desumano pensar assim. Freamunde é uma Vila que tem reais condições para poder mostrar aos outros o seu progresso, para "vestir-se", ao menos, já que o seu erário terá de ser repartido em benefício de outras freguesias. E que vemos nós? Promessas de execução de um plano sebastianista de urbanização e quejandos que andam à roda disto. A sua iluminação, quer pública quer privada, é das piores que há em Portugal. Saneamento não existe. Água, há a que se pede por favor a qualquer proprietário; em arruamentos será talvez melhor não falar por desolador que é este assunto.
Que temos, então, além dum montão de pedras, dignas das ruínas de Pompeia, semelhando reles pavimentos? Nada. Vastíssimo será o campo que se abrirá aos olhos de V.Exª se nos der a honra duma visita. E Freamunde saberá receber V.Exª e saberá pagar no dia em que a dinâmica mão de V.Exª lhes apague a sede de justiça, bem flagrante, por sinal». "In" Gazeta de Paços de Ferreira (1955).
Bairrista dos sete costados - eu, como tantos entusiastas desta Terra, ou que se dizem, enrubesço de vergonha ao ler as suas crónicas -, exaltava, como ele tão bem sabia, os êxitos das festas, feiras...
«(...) Santa Luzia!!! Em torrentes, das cântaras de barro, cai o vinho, vermelhinho, manchado como sangue rubro, em dia de sol quente. Bêbados picheis riem alto, estonteados por aquele beijo amigo. Rica alegoria ao amigo Baco, ao Baco, companheiro das bem regadas bacanais, que estimamos na mais doce das companhias... E assim, dia 13, por ordem sua, trovejará o fumo em ribombar, que fará medo aos da Terra... Tudo quedará e os perus e os capões subirão em voadores discos e coisas mais, para o rico festim que se avizinha. Não faltará o cheirinho das castanhas quentes, entremeado com o dos rojões de "matar". E lá estará o croniqueiro, gastrónomo por excelência, saboreando um pedacito de orelheira com batatas alouradas, na frente de sua majestade Baco.
Santa Luzia... Santa Luzia...
É o melhor vinho que aparece, neste dia, é o nosso garrido bairrismo vestido em vaidade, são mil circunstâncias que nos fazem a melhor Feira do mundo.
Há, em Portugal, alguém que fale nos "anarcisados" capões, sem se lembrar de Freamunde? Abertamente, não há. Cessem vaidades e invejas, que um rico capão recheado, definitivamente, esclarece o mal que a confusão pode trazer. É Freamunde, no dia de Santa Luzia, o mesmo que trazer a Alma em festa, aquecida pela alegria dum mercado que, na realidade, não tem par». - "Edição nº 107 (1954), da Gazeta de Paços de Ferreira - "Monologando" "Respigos-Santa Luzia".
Sebastianas ou Festas do Mártir de 1954, ano do ressurgimento após longo período de hiato.
Que entusiasmo! Gil Aires, também ele, exultou de alegria, e exaltou-as assim: « (...) Este povo de Freamunde tem uma singularidade no seu modo de querer, que o leva a ser invejado e admirado ao mesmo tempo. Uma simples discussão ateia uma labareda de bairrismo que contagia, num ápice, uma massa estruturalmente galvanizada, una, sólida, simplesmente admirável. E se, por vezes, no seu seio fervilha o desapontamento, ele não representa senão a observação, o traduzir do pensamento dum cérebro mais esclarecido. Assim, os pequenos meios fazem-se grandes.
(...) Os heróis da Comissão de Festas tombaram, já. Tombaram, mas acompanhados de todos, como um feixe de vime inquebrantável, porque se espera melhor ainda, nos anos futuros. Sim, magnífica, esplêndida a sua obra, com o saboroso paladar que tem o despertar dum reviver, que se apresentou rejuvenescido, e há tanto tempo esperado. Melhor, dizíamos, porque se o plano sistematizado entrar nos domínios da orgânica da efectivação das Sebastianas, e no seu devido tempo, ninguém duvidará que elas terão o seu lugar à parte, correndo parelhas no seio das melhores do norte do país» - Parte de texto extraído de "Monologando... Simples Desobriga", publicado na Gazeta de Paços de Ferreira, em Julho de 1954.
Cartaz Festas Sebastianas de 1954
Mas... no desporto, mais propriamente no futebol, também "deu cartas". Primeiro, dentro da escola. Fazia turmas entre os meninos, levando-os ao "Carvalhal" para joguinhos de ocasião. A demagogia ao serviço do ensino. Só dele!
Já no seio dos "graúdos", durante sete épocas, teve acção de relevo na condução dos "Argentinos", equipa de futebol do Sport Clube de Freamunde da década de 50, assim alcunhada, e que ainda hoje perdura, por fazer lembrar a célebre formação de São Lorenzo de Almagro que encantou, com o seu virtuosismo, todos os portugueses numa digressão que por cá efectivou. Foi a famosa época das "seisadas".
Deixaria marca muito específica, sobretudo na vocação para a formação de jogadores, burilando-os no plano desportivo e cívico.
Quem não se lembra, quem não ouviu falar, do "onze" maravilha?! Peixoto, Alberto "Mirra" e Zeca "Mirra"; Manuel Pinto, Casimiro "Russo" e Zé Viana; Adão Viana, João Baptista "Cherina", Quim "Bica", João Taipa e José Maria "da Couta".
Equipa 1951 - 1952
Até a hino tiveram direito, estreado durante a representação da Revista de costumes em dois actos "Freamunde é coisa boa", original e música de Fernando Santos, na ASMF, em 25 de Dezembro de 1951.
Curiosamente, à condição de treinador aliou a de presidente da Agremiação, no ano de 1949.
Também no Clube Recreativo presidiu a dois mandatos (1949 e 1950). Estava em todas, Gil Aires.
Revelou-se, ainda, noutras facetas: à grande cultura humanística aliava uma enorme sensibilidade de poeta e pintor.
Na pintura, o seu método era muito natural, paisagista, de vistas serenas e luminosas. Um verdadeiro artista.
Em 1955, por sua exclusiva vontade, como fez questão de referir publicamente, retirou-se para Moçambique, na África. Certa "situação" apanhou-o desacautelado, descalço de soluções. Não "saiu" zangado. Apenas triste, frustrado.
Através das páginas da "Gazeta", despediu-se da mãe, dos amigos, dos alunos, dos professores, de Freamunde. Foi grato, foi leal, foi ético.
«À minha Freamunde: (...) Quanto te quero, nem tu adivinhas. Viver assim, presa ao coração, dia a dia, hora a hora, momento a momento, sentir as alegrias e as tristezas, vivê-las como eu, só tu. Como te adoro, como te vejo e te sinto em todas as tuas ruazinhas modestas, em todos os teus caminhos pequeninos, alguns por onde uma vez única passei, só tu o poderás sentir. Nada te digo do tanto que te poderia dizer. Entre tantas e tantas terras grandes e pequeninas, só tu... Se te não paguei generosamente, paguei-te ao menos com o melhor das minhas forças, com o fervor da minha mocidade cadente. Quanto te quero, sentiste-lo em Luanda, quando, no aeroporto, os alto-falantes me chamaram, não deixando substituir o nome de Lisboa pelo teu. Senti que te envaideceste, mas era meu dever pagar-te a ti de quem tanto me fazes gostar, e por quem tanto sofro. Pudera eu, um dia, fazer-te maior, que prodigamente te daria o coração sem sombra de arrependimento».
Em Moçambique, longe do mundo que amava, mas perto do irmão-gémeo, que residia a "escassos" trezentos quilómetros (mal poisou o solo africano, inscreveu-se num curso de pilotos civis, obtendo a melhor classificação. Porém, no campo de aviação do C.A.N., "Clube Aeronáutico do Niassa", quando juntamente com o seu amigo Borges experimentavam um aparelho de instrução, na subida, deu meia volta o estojo e ficou num montão de ferros. Por sorte, apenas fracturou o braço esquerdo e apanhou uns lanhitos na cabeça), Gil Aires continuou a colaborar com a "Gazeta", que lhe chegava às mãos como se de um tesouro se tratasse, que o informava desassombradamente da marcha do Sport Clube de Freamunde, dos concertos da Banda de Música, das representações teatrais, das festas, das feiras... E o "bichinho" do futebol manteve-se. Foi quatro vezes Campeão Distrital e uma vez Campeão da Província de Moçambique, como treinador e orientador técnico do Sporting Clube de Nampula. Em 1959, ano da criação da Comissão Central de Árbitros de Futebol de Moçambique, fez parte do elenco como vogal.
No campo da educação, encontramo-lo registado em 1969 como professor efectivo do ensino primário, técnico e artes e ofícios, da escola de S. José Lhanguene, Lourenço Marques, sob direcção do padre Estanislau Lobaca.
Pouco mais se pode dizer com segurança absoluta sobre a sua passagem por Moçambique. Ciente que em Portugal nascera a liberdade que se podia, finalmente, partilhar sem medos nem limites, de lá regressou, após a Revolução dos Cravos, já cansado, "ensarilhado" em situações algo controversas, com mais "família"..., mas ainda com disponibilidade para acudir, como treinador perfeitamente actualizado, aos Juvenis e às "Velhas Guardas" do clube do "Carvalhal".
Em 1983, por ocasião do 50º aniversário do S. C. Freamunde, foi muito justamente homenageado no decorrer do jantar de gala englobado nas comemorações da efeméride.
Gil Aires morreu no Hospital de Lousada, pelas onze horas da manhã, no dia 19 de Setembro de 1992, indo a sepultar no cemitério da Lixa, por vontade expressa das filhas Gilda e Manuela, aí residentes. Contava 76 anos de idade.
De Gil Aires (20-4-1952): Freamunde!... Quanto de amor não encerra o teu nome! Ser teu filho, ter a música e o trabalho por berço é honrada nobreza que só tu pudeste dar. E porque não havemos de ser grandes, sozinhos, se já hoje o somos sem o auxílio de ninguém?
Na prosa vibrante de Gil Aires os sinais de erosão dos anos não se detectam. Gil Aires está actual. É para ser lido e relido.

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