quarta-feira, 22 de março de 2017

A sina dum revoltado

À RODA DESTA FOGUEIRA

Nunca ninguém vai julgar
meus versos à revelia,
enquanto o mundo pagar
os luxos à burguesia.

Hei-de estar sempre presente,
nos versos do meu conforto,
ao lado da minha gente,
quer esteja vivo ou morto.

E deixem os cães ganir
que vão deixar de se ouvir
no dia em que o povo queira.

Depois vai ser uma festa
vê-los a andar ao que resta,
à roda desta fogueira.

RODELA - "A SINA DUM REVOLTADO" - MARÇO DE 2016

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