segunda-feira, 6 de março de 2017

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( IX )

3.1  OS SÓCIOS ACTIVOS E PROTECTORES
Os primeiros sócios foram admitidos na reunião de 15 de Março de 1930 e até Junho desse ano estavam inscritos 118 no livro de sócios da instituição. Até ao final do ano ainda entraram mais seis e no fim de 1931 eram 125. Entre estes sócios também estavam os primeiros sócios activos, isto é, os bombeiros da corporação: eram 12 em 1931 e mais três em 1932.
Em 1932 o número de sócios ascende aos 177 e com comissão administrativa de António Chaves Velho chega aos 240, entrando para sócios algumas figuras de relevo na vida de Freamunde e de que são exemplo o Padre Francisco Peixoto e o professor Francisco Fernandes Valente. Em 1939 o número de sócios inscritos, alguns dos quais já tinham desistido, era de 299.
A gestão da Comissão Administrativa de António Chaves Velho decidiu, a 10 de Junho de 1934, mandar fazer cartões de identidade para serem distribuídos pelos sócios desta associação. Uma prática que ainda hoje se utiliza.
CARTÃO DE SÓCIO DE MEADOS DA DÉCADA DE 1940
No livro de sócios que a Associação possui percebe-se  que terá sido feito uma actualização da lista no ano de 1943, em que preside à direcção António Pereira da Costa. Da lista original parecem ter sido subtraídos os que já tinham falecido ou, entretanto, desistido. Verifica-se também que houve um incremento, pois a lista chega nesse ano aos 319. Curiosamente, a lista de sócios activos passou a figurar em página separada e demonstra que em 1943 estavam ao serviço apenas 16 bombeiros.
Em 1960 os sócios da corporação apareciam separados em três listas diferentes, correspondendo a sócios de 1ª, 2ª e 3ª categoria. Contabilizavam no total 491 sócios protectores. Agora são sócios dos bombeiros 2200 pessoas.
Inicialmente vivíamos uma sociedade bem diferente daquela que temos hoje, razão pela qual havia limitações à admissão de sócios: "Os menores não emancipados, bem como as mulheres casadas, somente poderão ser admitidas com autorização escrita de seus pais, tutores ou maridos", diz o artigo 2º dos estatutos de 1929.
Porém, em alguns momentos, os números referidos significam que, em média, havia um sócio da instituição, em cada dois lares de Freamunde.
Entre os sócios da corporação, desde o inicio até aos nossos dias, estão pessoas residentes fora de Freamunde, em freguesias vizinhas ou até de concelhos bem distantes, amigos da corporação ou de pessoas da terra. Inicialmente em número pouco expressivo, os sócios oriundos das freguesias limitrofes são hoje em número substancialmente mais significativo.
CARTÃO DE SÓCIO ACTUAL (2005)
Considerados os novos estatutos, os antigos sócios protectores são agora classificados como efectivos ou ordinários. Todas as pessoas podem ser sócias, sendo apenas exigida aos menores autorização por parte de quem tem o poder paternal.
Os estatutos iniciais previam o pagamento de uma jóia de 5$00 e uma quota de 1$ por mês. A primeira alteração a esta situação ocorreu num período em que não há registo de actas. Nesse período foram introduzidas as categorias de sócios, não previstas estatutariamente, mas continuadas posteriormente.
O aumento das quotas foi novamente autorizado, em termos pouco rigorosos, pela Assembleia-geral a 9 de Abril de 1967, numa sessão que excepcionalmente ocorreu no salão da Associação de Socorros Mútuos Freamundense, com a participação de duas dezenas de sócios.
Dez anos depois, com a inauguração do novo quartel à porta e considerando que o valor das quotas estava desajustado para a época, bem como as novas necessidades de receita, a Assembleia de 25 de Março de 1977 aprova novo aumento. A diferenciação por categorias de sócios começa a ser discutida nessa assembleia, dado que atrapalha a boa e eficaz cobrança. Nesta altura, mesmo com a diferenciação, o valor da quota não era absoluto, pois o que definia era o valor mínimo a pagar. Nessa reunião magna, a direcção informa que deliberara beneficiar os sócios com um desconto de 50% em serviços de ambulância.
O fim do período de gestão do Dr. Jaime Barros coincide com novo aumento da quota mínima, que até ao fim de 1990 foi de 20$00 mensais.
A gestão do actual presidente da direcção pediu e viu aprovado um aumento de quotas logo no primeiro ano do seu mandato, em 1991, na assembleia de 26 de Abril. O valor mínimo passa de 20 para 100$00. Valor que vigorou de Janeiro desse ano, até 22 de Março de 2002. Nessa Assembleia-geral aproveitou-se a mudança da moeda para voltar a aumentar o valor da quota mínima, referindo-se que o valor era "irrisório" e que as receitas da associação eram "insuficientes para as despesas obrigatórias". Os cem escudos equivaliam a 50 cêntimos do Euro. Com o aumento a quota mínima ficou estabelecida, até hoje, em 1€ mensal.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS" - 2005

Nenhum comentário: