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sexta-feira, 24 de abril de 2020
25 de Abril
quinta-feira, 25 de abril de 2019
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quarta-feira, 25 de abril de 2018
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terça-feira, 25 de abril de 2017
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segunda-feira, 25 de abril de 2016
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sábado, 25 de abril de 2015
25 de Abril
Neste dia, é obrigatório recordar o 25 de Abril de 1974. Uma revolução que acabou com 48 anos de ditadura em Portugal. Uma revolução que é simbolizada pelo cravo. A revolução dos cravos. Hoje é o Dia da Liberdade!
Viva o 25 de Abril!
sábado, 27 de abril de 2013
Teatro
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
25 de Abril
Hoje é o dia 25 de Abril. O dia que libertou Portugal de 48 anos de ditadura. O dia da Liberdade. E, por aqui no blogue sempre se comemorou o Dia da Liberdade.
25 de Abril sempre!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
25 de Abril
sábado, 25 de abril de 2009
25 de Abril Sempre

Hoje é dia 25 de Abril. O mesmo 25 de Abril devolveu-nos a LIBERDADE que nos foi roubada através de um golpe militar em 28 de Maio de 1926. Devolveu-nos a liberdade de expressão, a mesma que permite que, aqui neste blog, publique as imagens e que escreva o que me vai na alma sem traços de censura e sobretudo sem medo.
25 de Abril Sempre.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Coisas Minhas
No passado dia 19, o velho campo do Carvalhal serviu, pela última vez, de ponto de reunião aos "tifosi" freamundenses que ali acorreram a presenciar o derradeiro prélio futebolístico que ali se realizou: o Freamunde - Felgueiras, a contar para o campeonato nacional da 2ª Divisão. O tempo nada perdoa e, mais tarde ou mais cedo, todas as coisas atingem o seu fim: até os campos de futebol...O "Carvalhal" não podia fugir a esta intransigente regra: o seu fim aí está, um fim natural e que, com igual naturalidade se aceita, sem mágoa justificada, sem discussão válida, sem desnecessário saudosismo, antes com exacerbada alegria e profundo alívio, por finalmente, se terem adquirido condições mais consentâneas com o futebol que hoje se pratica em Freamunde e que o velho campo já não podia oferecer...
No entanto, embora leve, sempre um amargo de alma nos fica ao vermos desaparecer um local a que nos habituáramos, ao longo dos anos, e onde tantas horas de alegria e outras tantas de angústia e desespero tínhamos vivido face ao nosso exagerado fervor clubista e hoje, ao afastar-me daquele velho "pelado", não posso deixar de parar, por instantes, de me voltar para trás e de lhe deitar um olhar de nostálgica simpatia...
E é nesse derradeiro olhar que, mesmo ofuscado por uma impertinente e teimosa lágrima, consigo ver figuras e factos que, nestes mais de quarenta anos de freamundense dali me acenam amiga e saudosamente...
Eu, antes de vir para Freamunde, nunca dei grande atenção a este portenso fenónemo que hoje avassala o mundo, lhe faz descer para os pés a virtude, habilidade e inteligência que só à cabeça deviam pertencer, e se chama "foot-ball" ou, mais portuguesmente, futebol, ou não tivéssemos nós a viva protensão para adoptar tudo quanto a "estranja" nos manda...
"-És uma besta! A ti a ciência e inteligência não te conseguem entrar na cabeça e vão-te cair aos pés". - dizia, no meu tempo de menino, no já extinto Colégio de João de Deus, o Dr. Marques de Carvalho a um colega meu, de que já não me recordo o nome mas que, mais tarde, foi internacional na selecção portuguesa de futebol...Não se enganava...
Mas - como estava a dizer - e apesar de ter sido guarda-redes num campeonato escolar do pé na bola (como, de resto, o cheguei a demosntrar, em Freamunde, num célebre jogo entre o Clube Recreativo e a Assembleia), este desporto nunca me atraiu e, ainda hoje me orgulho de poder dizer que nunca vi jogar o Porto, Benfica, o Sporting ou qualquer outro clube que não tenha sido adversário do Freamunde. E, se sei que o Porto é azul e branco e o Benfica vermelho, é porque seria um autêntico crime de lesa-pátria esse desconhecimento e porque já há televisão a cores há alguns anos...E até porque, como diz o "outro", o futebol é que "induca" e o Benfica é que "instroi"...
Foi, pois, em Freamunde que o "bichinho" da "bola" me começou a corroer o interior. Mas não era a bola que atraía: era a equipa da terra que me adoptara e que eu aprendera a amar. E é desse tempo que, ao despedir-me hoje do Campo do Carvalhal, se erguem na montra das minhas recordações todos aqueles que, desinteressadamente, sem a mínima remuneração, constituiram as briosas equipas do "Freamunde", equipas que, então, eram constiyuídas por jogadores quase todos batizados na nossa igreja matriz! Os Vianas, O Bica, os Mirras, o Cherina, o Casimiro, o Barbosa,o Laurindo, o Peixoto, o Santos, os Zés Marias, e, mais recentemente, o Venâncio, o Guerra, o Ernesto, o Capot, os meus filhos, e tantos, tantos outros, a quem peço desculpa do esquecimento e que fastidioso seria aqui mencionar, alguns deles que já moram só na nossa saudade e que, infelizmente, já não se aborrecerão com o meu lapso, a menos que o "Fredemundus" consiga ser lido na eternidade...Mas um há, no entanto, que não pode ser esquecido: o maior de todos, o que sempre mereceu o respeito de colegas e adversários, o que a própria Federação Portuguesa de Futebol considerou ser o mais digno, entre Eusébios e quejandos, para poder transportar a sua bandeira num dos seus últimos congressos, e que, pelo seu comportamento como jogador e como Homem, sempre dignificou o Sport Clube de Freamunde e a terra que o viu nascer - JOÃO TAIPA, um maravilhoso exemplo!
Mas nem só jogadores eu recordo hoje no velho "Carvalhal": vejo o meu velho amigo, o professor Gil Aires, treinador efectivo e desinteressado dos bons tempos das "seisadas", que mantinha uma filosófica fleugma enquanto a turba exigia "só mais um!" ; vejo o João Cardoso, sempre a falar alto enquanto percorria aceleradamente ao longo do muro do lado do peão, de um lado para o outro; vejo um já venerando espectador de Ferreira, de bigode branco e esquisito chapéu redondo de copa afunilada, cujo nome nunca soube, e ao lado de quem ninguém podia estar, devido aos "efeitos" que ele fazia com as pernas sempre que o jogo se desenrolava junto da baliza adversária; outro junto a quem também era pouco prudente estar, o meu grande amigo Ernesto Taipa, a cuspinhar constantemente sobretudo nos lances mais animosos dos jogo...; recordo o "grupo dos malcriados" do qual eu próprio fazia parte e no qual se destacava, entre muitos outros bons e grandes amigos, a metódica figura do Domingos Taipa, aque todos consideravam o "tesoureiro" deste imprtante conjunto de detractores dos senhores árbitros...E tantos, tantos outros "habitués" da claque freamundense e das futebolísticas tardes do velho "Carvalhal", que terminaram definitivamente...
Adeus, meu velho amigo! Uma coisa te deve orgulhar e a todos os freamundenses: acabas como nasceste - livre, aberto, sem redes de protecção à tua volta obrigatoriamente levantadas. Este deve ser o teu grande orgulho e uma medalha de tácito louvor à assistência freamundense que sempre acolheste e que, nem sempre ordeira e acatadora das injustiças que, por vezes, alguns dos chamados juízes de campo ali vieram impor, sempre soube não pisar o risco das conveniências que te obrigariam à morcaça de rede que maculou a quase totalidade dos campos de futebol nacionais...
E, para terminar, e no jeito das minhas coisas sobre teatro, deixem-me contar-lhes porque ESTA É MESMO VERDADEIRA...O senhor árbitro apitara para o final da primeira parte. O trio de arbitragem dirigia-se, calmamente, para os balneários. A seu lado, num passo de igual cadência, seguia o "Quim Bica", que imaginava maroteiras como hoje imagina as suas obras de arte. O árbitro, sempre a andar, olha para o céu, muito nublado, e comenta:
- Somos capazes de ter chuva na segunda parte..."
-Está enganado, senhor árbitro. - contesta o Bica: Aqui em Freamunde, quando ao Domingo o céu está assim carregado...ao outro dia é Segunda-Feira..."Parece que o árbitro não achou graça à piada, uma vez que, logo ao começar a segunda parte, à mínima coisa que o Bica fez, lhe apresentou logo o "cartão vermelho"...
No entanto, embora leve, sempre um amargo de alma nos fica ao vermos desaparecer um local a que nos habituáramos, ao longo dos anos, e onde tantas horas de alegria e outras tantas de angústia e desespero tínhamos vivido face ao nosso exagerado fervor clubista e hoje, ao afastar-me daquele velho "pelado", não posso deixar de parar, por instantes, de me voltar para trás e de lhe deitar um olhar de nostálgica simpatia...
E é nesse derradeiro olhar que, mesmo ofuscado por uma impertinente e teimosa lágrima, consigo ver figuras e factos que, nestes mais de quarenta anos de freamundense dali me acenam amiga e saudosamente...
Eu, antes de vir para Freamunde, nunca dei grande atenção a este portenso fenónemo que hoje avassala o mundo, lhe faz descer para os pés a virtude, habilidade e inteligência que só à cabeça deviam pertencer, e se chama "foot-ball" ou, mais portuguesmente, futebol, ou não tivéssemos nós a viva protensão para adoptar tudo quanto a "estranja" nos manda...
"-És uma besta! A ti a ciência e inteligência não te conseguem entrar na cabeça e vão-te cair aos pés". - dizia, no meu tempo de menino, no já extinto Colégio de João de Deus, o Dr. Marques de Carvalho a um colega meu, de que já não me recordo o nome mas que, mais tarde, foi internacional na selecção portuguesa de futebol...Não se enganava...
Mas - como estava a dizer - e apesar de ter sido guarda-redes num campeonato escolar do pé na bola (como, de resto, o cheguei a demosntrar, em Freamunde, num célebre jogo entre o Clube Recreativo e a Assembleia), este desporto nunca me atraiu e, ainda hoje me orgulho de poder dizer que nunca vi jogar o Porto, Benfica, o Sporting ou qualquer outro clube que não tenha sido adversário do Freamunde. E, se sei que o Porto é azul e branco e o Benfica vermelho, é porque seria um autêntico crime de lesa-pátria esse desconhecimento e porque já há televisão a cores há alguns anos...E até porque, como diz o "outro", o futebol é que "induca" e o Benfica é que "instroi"...
Foi, pois, em Freamunde que o "bichinho" da "bola" me começou a corroer o interior. Mas não era a bola que atraía: era a equipa da terra que me adoptara e que eu aprendera a amar. E é desse tempo que, ao despedir-me hoje do Campo do Carvalhal, se erguem na montra das minhas recordações todos aqueles que, desinteressadamente, sem a mínima remuneração, constituiram as briosas equipas do "Freamunde", equipas que, então, eram constiyuídas por jogadores quase todos batizados na nossa igreja matriz! Os Vianas, O Bica, os Mirras, o Cherina, o Casimiro, o Barbosa,o Laurindo, o Peixoto, o Santos, os Zés Marias, e, mais recentemente, o Venâncio, o Guerra, o Ernesto, o Capot, os meus filhos, e tantos, tantos outros, a quem peço desculpa do esquecimento e que fastidioso seria aqui mencionar, alguns deles que já moram só na nossa saudade e que, infelizmente, já não se aborrecerão com o meu lapso, a menos que o "Fredemundus" consiga ser lido na eternidade...Mas um há, no entanto, que não pode ser esquecido: o maior de todos, o que sempre mereceu o respeito de colegas e adversários, o que a própria Federação Portuguesa de Futebol considerou ser o mais digno, entre Eusébios e quejandos, para poder transportar a sua bandeira num dos seus últimos congressos, e que, pelo seu comportamento como jogador e como Homem, sempre dignificou o Sport Clube de Freamunde e a terra que o viu nascer - JOÃO TAIPA, um maravilhoso exemplo!
Mas nem só jogadores eu recordo hoje no velho "Carvalhal": vejo o meu velho amigo, o professor Gil Aires, treinador efectivo e desinteressado dos bons tempos das "seisadas", que mantinha uma filosófica fleugma enquanto a turba exigia "só mais um!" ; vejo o João Cardoso, sempre a falar alto enquanto percorria aceleradamente ao longo do muro do lado do peão, de um lado para o outro; vejo um já venerando espectador de Ferreira, de bigode branco e esquisito chapéu redondo de copa afunilada, cujo nome nunca soube, e ao lado de quem ninguém podia estar, devido aos "efeitos" que ele fazia com as pernas sempre que o jogo se desenrolava junto da baliza adversária; outro junto a quem também era pouco prudente estar, o meu grande amigo Ernesto Taipa, a cuspinhar constantemente sobretudo nos lances mais animosos dos jogo...; recordo o "grupo dos malcriados" do qual eu próprio fazia parte e no qual se destacava, entre muitos outros bons e grandes amigos, a metódica figura do Domingos Taipa, aque todos consideravam o "tesoureiro" deste imprtante conjunto de detractores dos senhores árbitros...E tantos, tantos outros "habitués" da claque freamundense e das futebolísticas tardes do velho "Carvalhal", que terminaram definitivamente...
Adeus, meu velho amigo! Uma coisa te deve orgulhar e a todos os freamundenses: acabas como nasceste - livre, aberto, sem redes de protecção à tua volta obrigatoriamente levantadas. Este deve ser o teu grande orgulho e uma medalha de tácito louvor à assistência freamundense que sempre acolheste e que, nem sempre ordeira e acatadora das injustiças que, por vezes, alguns dos chamados juízes de campo ali vieram impor, sempre soube não pisar o risco das conveniências que te obrigariam à morcaça de rede que maculou a quase totalidade dos campos de futebol nacionais...
E, para terminar, e no jeito das minhas coisas sobre teatro, deixem-me contar-lhes porque ESTA É MESMO VERDADEIRA...O senhor árbitro apitara para o final da primeira parte. O trio de arbitragem dirigia-se, calmamente, para os balneários. A seu lado, num passo de igual cadência, seguia o "Quim Bica", que imaginava maroteiras como hoje imagina as suas obras de arte. O árbitro, sempre a andar, olha para o céu, muito nublado, e comenta:
- Somos capazes de ter chuva na segunda parte..."
-Está enganado, senhor árbitro. - contesta o Bica: Aqui em Freamunde, quando ao Domingo o céu está assim carregado...ao outro dia é Segunda-Feira..."Parece que o árbitro não achou graça à piada, uma vez que, logo ao começar a segunda parte, à mínima coisa que o Bica fez, lhe apresentou logo o "cartão vermelho"...
FERNANDO SANTOS (EDURISA, FILHO) - "COISAS MINHAS"
Para quem não conhece este senhor, aqui fica o link para o ficar a conhecer um pouco mais.
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