| ESCOLA DE MÚSICA |
| GRUPO TEATRAL FREAMUNDENSE |
Citemos, por exemplo, uma curiosa Associação de Socorros Mútuos, bem enraizada na vida local. É uma espécie de previdência gerida para e por freamundenses. No afã de angariar fundos para esta associação, germinou o gosto pelo teatro em Freamunde. Primeiro, nas festas organizadas por Alexandrino Chaves, aí pelo início do século, depois, na década de quarenta, com Leopoldo Pontes e, mais recentemente, a partir de 1963, com a fundação do Grupo Teatral Freamundense. O teatro deve já ao G. T. F. uma enorme contribuição artística, com a encenação de alta qualidade cénica de muitos actores nacionais e estrangeiros.
Refira-se, porque importantes para o conhecimento da etnografia local, as representações regulares da peça de Fernando Santos, timoneiro do teatro em Freamunde. De sua autoria, representa-se de tempos a tempos uma notável opereta, "Gandarela", cujos trabalhos de raíz e força popular mostram «coisas que o mundo tem, que, sendo do mundo, são também um pouco de todos nós...».
| GENTE DE FREAMUNDE REPRESENTANDO A DANÇA DOS PEDREIROS |
Uma palavra para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Vila de Freamunde, nascidos em 1930 e com um corpo de 78 abnegados soldados da paz.
E outra muito especial para a Associação Musical de Freamunde, que aos 172 anos de idade continua pujante. Tão pujante como a Escola Infantil de Música que gerou e acarinha como canteiro de músicos.
Em Freamunde nasceu, no princípio do século, o padre Francisco Peixoto, investigador e publicista de muito mérito.
O título de Vila (1933) deve-o Freamunde principalmente a Arnaldo Brito, pessoa que muito fez por modernizar a freguesia.
Outro notável foi o Dr. Alberto Cruz, clínico de renome, liberal e deputado da República. Faleceu em 1956.
Singular é a figura do padre António Alves Pereira de Castro (Padre Castro), um pastor de almas que soube arranjar tempo para criar e desenvolver uma notável indústria de mobiliário.
O Dr. José Baptista Barreiros (1893-1965) foi um ilustre investigador e literato, a quem se devem trabalhos sérios sobre a ocupação sueva do concelho.
Em 1910, o Prof. Albino de Matos investiu a sua experiência pedagógica na indústria do mobiliário escolar (as célebres carteiras com tampo semiarticulado, contadores digitais, caixas métricas, colecção de sólidos, etc.). Um pioneiro.
(CONTINUA)
"PAÇOS DE FERREIRA - HISTÓRIA PARA UM GUERREIRO" - 1994



