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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Toponímia Freamundense

LARGO ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS FREAMUNDENSE
O Largo Associação de Socorros Mútuos Freamundense situa-se em pleno centro cívico da cidade de Freamunde, na Feira, contíguo à Rua da Banda de Freamunde, Largo António José de Brito e Rua Fernando Santos (Edurisa, Filho).
O nome deste Largo foi uma proposta da Comissão de Toponímia em 19 de Maio de 1993.
O nome é uma homenagem a uma associação fundada a 30 de Novembro de 1890, que teve, fundamentalmente até aos anos 50 do século passado, um papel extremamente importante, essencialmente no domínio da assistência médica e medicamentosa aos seus associados.
Esta associação, segundo o depoimento do Coronel Barreiros, fez um trabalho humano extraordinário e sem limites, efectuado pelos médicos da associação, quando por volta de 1891 uma forte epidemia, denominada "Influenza", grassou por toda esta região, ceifando dezenas de vidas.
Pretende-se assim, com o nome dado a este Largo, homenagear os generosos e honrados homens que fundaram esta associação e todas as direcções que a desenvolveram ao longo destes 128 longos anos, tornando-a uma das mais prestigiadas colectividades da cidade de Freamunde.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Teatro

Uma peça do Grupo de Teatro da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós. Uma comédia em 3 actos de Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa com encenação de Vitorino Ribeiro.
Em palco todos os sábados às 21:30 h, na Associação de Socorros Mútuos Freamundense.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"Gandarela" 2014


Para abrir o apetite a quem ainda não assistiu à peça, aqui fica um pequeno vídeo da peça de teatro "Gandarela" do passado dia 11 de Janeiro. Esta peça que é «memória teatral de Freamunde», original de Fernando Santos (Edurisa, Filho), estará em palco todos os sábados pelas 21.30h na Associação de Socorros Mútuos Freamundense.
Para quem gosta de teatro - esta eterna forma de expressão artística -, não pode perder este verdadeiro espectáculo...Quem o perder, só daqui a dez anos, é que poderá assistir novamente...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

"Maria Migalha" 1961

Fantasia infantil, em 3 actos e 8 quadros. Original de Virginia Lopes de Mendonça e Laura Chaves. Cena com 50 figurantes. "Maria Migalha" foi representada pela primeira vez, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, em 5 de Março de 1936, e no elenco contavam-se entre outros nomes ilustres, duas grandes figuras da cena portuguesa, Adelina Abranches e João Villaret.
"Maria Migalha" foi representada, pela primeira vez em Freamunde, no dia 10 de Junho de 1961, na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, interpretado por alunos das escolas oficiais de Freamunde.
A encenação esteve a cargo da professora Cremilde Queirós em parceria com Maria José Machado Pereira e Fernando Santos (Edurisa, Filho).
Passados 52 anos, ainda é recordado este grande êxito de teatro em Freamunde.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Teatro

 "I LOVE MY PENIS"
SINOPSE
"I Love My Pénis", retrata o lado oculto do universo masculino num desses momentos confessionais, em que dois amigos a pretexto de um encontro ocasional ou rotineiro no bar "Lost & Found" ( perdidos e achados ) , reflectem sobre a alma e o corpo feminino, numa conversa descontraída e informal, em que são expostas diversas formas de relacionamento com as mulheres tais como o sexo, casamento, divorcio, traição lealdade e virilidade, assim é-nos dado a conhecer o lado mais intimo e secreto que as mulheres sempre quiseram saber e que os homens sempre escondem perante uma presença feminina, tudo isto visto de uma forma e perspectiva antagónica porquanto Pedro com o seu pragmatismo e frontalidade contrapondo com Marcelo na sua sensibilidade e selectividade.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

"O cadáver do Senhor Garcia"

O teatro tem tradições em Freamunde. Pelo menos desde finais do século XIX, os freamundenses interessam-se e entusiasmam-se com o fenómeno teatral. Aqui se realizaram grandes espectáculos. Aqui, continuam a realizar-se grandes espectáculos. 
Ontem fui ao teatro - como eu gosto de teatro! Fui assistir a um grande espectáculo que dá pelo nome de "O cadáver do Senhor Garcia". Esta peça, original do espanhol Enrique Jardiel Poncela, é levada à cena pela "Associação Pedaços de Nós". Uma belíssima e contagiante comédia em cena na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, à qual é "obrigatória" uma visita, já no próximo dia  23 de Fevereiro!
Um bem haja à "Associação Pedaços de Nós" que teimosamente insiste em não deixar morrer estas tradições freamundenses!
Aqui vos deixo a ficha técnica e a sinopse de "O cadáver do Senhor Garcia".

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia Internacional da Música



No próximo dia 1 de Outubro, na Associação Socorros Mútuos, terão lugar as celebrações do Dia Internacional da Música, levadas a cabo pela ACR Pedaços de nós com as actuações:
21h00: - Pedasons
21h30 :- Big Band                                           
22h00:- Castanholas de Freamunde
Vem celebrar connosco! Entrada livre!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As árvores morrem de pé

No sábado passado fui assistir à peça de teatro "As árvores morrem de pé". Fui assistir a mais uma excelente e belíssima produção do Grupo Teatral Freamundense na centenária Associação de Socorros Mútuos Freamundense. Já são quase 50 anos de actividade ininterrupta de promoção cultural em Freamunde, deste grupo fundado por Fernando Santos, no longínquo dia 22 de Dezembro de 1963!...
Parabéns ao Grupo Teatral Freamundense. Parabéns a todos por esta magnífica representação. Bem hajam.
A não perder!
Deixo-vos algumas fotografias e a ficha técnica desta belíssima peça.
FICHA TÉCNICA 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"As árvores morrem de pé"


O grupo Teatral Freamundense continua a apresentar a Peça de Teatro "As árvores morrem de pé", uma comédia de Alejandro Casona . Não faltes no próximo sábado dia 28 de Janeiro, pelas 21:30 na Associação de Socorros Mútuos Freamundense, em Freamunde.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entrevista a Armanda Fernandez

Armanda Fernandez quer revitalizar Associação de Socorros Mútuos de Freamunde

Armanda Fernandez é o rosto da renovada gestão da Associação de Socorros Mútuos de Freamunde. A líder da comissão administrativa assumiu funções com o objetivo de dinamizar a área do mutualismo, só que uma profunda crise financeira está a assombrar o futuro da instituição que está na iminência de dispensar funcionários para reequilibrar as contas. Desde 2002 que os prejuízos anuais rondam os 50 mil euros, colocando em causa o funcionamento do Centro Infanto-Juvenil, uma das valências da Associação.

Numa entrevista ao IMEDIATO, Armanda Fernandez faz um ponto da situação da instituição e antecipa as medidas que terão de ser tomadas para viabilizar o funcionamento pleno de todas as valências que contemplam a Associação de Socorros Mútuos de Freamunde.



O que a levou a assumir a liderança da instituição?

Quando me abordaram para assumir a instituição era no sentido de trabalhar na área do mutualismo porque a instituição tem mais de 100 anos e já foi a salvaguarda de muita gente. Teve o cariz de apoios médicos e medicamentosos. Por isso fazia sentido trabalharmos nessa área.

Mas, para além disso, a associação tem o Centro Infanto-juvenil, que carecia de uma gestão apertada. Longe de mim pensar que as contas estariam naquele estado, mas foi o que nos calhou em mãos e, por isso, tivemos que nos agarrar com unhas e dentes a todo o processo.

 

Como encontraram as finanças do Centro?
Encontrámos, desde logo, muitas dificuldades impostas pela diretora técnica que lá estava. Foi muito contrária à nossa entrada, de tal forma que tive de pegar na lei e perceber o que estava a acontecer, pois na situação em que estávamos não podíamos eleger corpos sociais e acabámos por constituir uma comissão administrativa.
Depois de assumirmos, fizemos um levantamento técnico e financeiro da instituição e percebemos que o equipamento estava a ter prejuízos na ordem dos 50 mil euros anuais, desde que começou a funcionar, em 2002. Aquilo foi sobrevivendo porque as comissões de gestão anteriores aproveitavam a entrada de dinheiros a título de donativos. O buraco existia economicamente, mas era sempre coberto com este tipo de situações.
 
Então o estado da instituição pode ser considerado grave…
Não conhecia as pessoas que lá trabalhavam, mas quando chegámos verificámos que no ano anterior já tinham despedido quatro pessoas. Isto porque o dinheiro começou a faltar e tiveram de despedir pessoal.

Como pretendem estancar a dívida?
O meu compromisso com os associados é de que a gestão corrente a partir de janeiro de 2012 seja sustentável. Com esforço vamos conseguir, mas provavelmente ainda teremos de dispensar excedentários. Em relação às dívidas anteriores, essas terão de ser renegociadas.
 
Têm recebido apoios da autarquia?
Neste momento há uma verba devida pela Camara Municipal que ainda tem a ver com as obras do centro Infanto-juvenil, na ordem dos 13 mil euros. Este valor era importante para negociarmos com o empreiteiro pois temos as salas onde chove no interior e não será intervencionado enquanto não lhe pagarmos.
O próprio presidente da Câmara disse-nos que pagava a verba em agosto, depois foi o vereador o António Coelho a dizer que seria liquidada em Setembro, mas até agora ainda não recebemos nada.
Tentámos também um acordo com o Centro Escolar de Freamunde para as extensões horárias. São necessárias pessoas para assegurarem os prolongamentos dos horários e sugerimos a colocação dos nossos excedentários, só que foi recusada. Penso que era uma solução viável para todas as partes, pois assim seria possível manter as pessoas no ativo.
 
A construção dos centros escolares coloca em causa o funcionamento do Centro?
A abertura dos novos centros escolares foi, na minha opinião, uma gestão abrangente demais, porque não ponderaram a existência de outras instituições, como a nossa.
Neste momento temos mais vagas no pré escolar e menos apoios da segurança social. Colocámos o problema à autarquia porque nestes moldes está em causa a própria instituição e os 30 postos de trabalho. Fizemos ainda um pedido de conversão porque temos capacidade excedente na creche e, por isso, podíamos albergar mais crianças.
A segurança social autorizou, mas o acordo devia ter sido revertido, diminuindo o pré escolar e aumentado a creche. Esta situação iria permitir manter o rendimento da segurança social. Colocámos a questão às entidades responsáveis, mas faltou o forcing para tornar isto uma realidade.
 
Quais são as suas prioridades para 2012?
Quero garantir a sustentabilidade do centro infanto-juvenil para depois me preocupar com a área do mutualismo.
Em relação Centro, temos de encontrar uma solução para as dívidas anteriores, mas as responsabilidades devem ser imputadas a quem as criou.
Somos uma comissão administrativa, e o que está para trás deve ser assumido por quem as fez. A nossa gestão, e foi dito em assembleia geral, passa por colocar o centro a trabalhar de uma forma sustentável, como se estivéssemos no ano zero.
Pretendemos também dar mais benefícios aos associados, pois neste momento apenas existem os subsídios de morte que vão dos 100 aos 2500 euros. Neste momento ser sócio equivale a quase nada e não queremos isso. Vamos fazer uma campanha de angariação de sócios, mas teremos de dar mais, criando acordos com clínicas, farmácias e benefícios no comércio local.
Queremos ainda revitalizar a nossa casa cultural, colaborando com as associações que existem na cidade, através da música ou teatro. Por minha vontade A Associação de Socorros Mútuos nunca fechará. É uma instituição centenária e é pena ter chegado a este ponto. Houve guerrinhas pessoais que só prejudicaram a instituição..

In Jornal Imediato

sábado, 25 de agosto de 2007

Associação de Socorros Mútuos Freamundense

Em 30 de Novembro de 1890, em casa de Albino Augusto da Costa Torres, reuniu um grupo de pessoas para decidir sob a formação desta associação, reunião que foi presidida pelo Administrador do concelho, Albano Moreira Araújo Mendes.
A decisão foi tomada por unanimidade e logo nomeada uma comissão constituída por Pe.Florêncio Vasconcelos, António Leão de Moura e Alexandrino Chaves Velho para desencadearem o adequado processo.Já em assembleias de 1891, foi escolhido para médico o Dr. Marnoco de Sousa e S.José para padroeiro da associação.
O edifício próprio seria inaugurado nos fins do séc. XIX.
Lê-se em "O Jornal de Paços de Ferreira", de 17-03-1898:
"Acha-se muito adiantada a construção da mão de obra de pedreiro do novo edifício destinado à nossa Associação de Socorros Mútuos...parece-nos que a obra aludida será uma das mais bem construídas e elegantes do nosso concelho.É digno dos maiores elogios o empreiteiro da obra, o snr. Ribeiro, de Lustosa, que mais uma vez se nos mostra perito na arte..."
No mesmo jornal mas, a 18-03-1899 noticia-se o seguinte:
"Amanhã celebra-se o aniversário da instalação da Associação de Socorros Mútuos Freamundense, rezando-se de manhã, no templo de S. Francisco uma missa pela alma dos sócios defuntos...De tarde,realiza-se a sessão solene...no novo edifício..."
Também o mesmo jornal, mas sob o título"Carta de Freamunde"de 30-11-1901 refere:
"Já se acham em via de conclusão as obras do vasto edifício da Associação de socorros Mútuos Freamundense, que sem dúvida, como edifício d'uma associação é o primeiro da província para n'elle se darem espectáculos, para o que possue um amplo palco.Comporta aproximadamente,250 a 300 pessoas.Tanto o palco, como os scenários estão quasi concluídos e ficam d'um effeito lindíssimo".
Para além das quotas dos associados, esta associação usufruía de certas dádivas.A título de exemplo. D. Anna Pereira Aranha Torres Velho, esposa de Alexandrino Chaves Velho, deixou-lhe em testamento "50$00 reis".
Muitos espectáculos se realizavam também com o objectivo de angariação de fundos, por exemplo pela "troupe dramática" de Freamunde tendo algumas peças a assinatura e a encenação do referido Alexandrino Chaves que chegou a presidir à direcção.
A direcção chegava a rentabilizar o capital "no cofre desta associação existem 300$00 reis para se darem a juros, sobre hypoteca", lê-se num jornal de 1901.
A título de curiosidade, e como exemplo do que se refere atrás, "foi posto em scena no nosso theatro, no passado domingo, 26, um novo drama intitulado "Ernesto o Engeitado ou o Botão de Punho, original do Sr. Alexandrino Chaves"("Crónica de Freamunde" em 28-12-1897).
Convém ainda referir que, tendo vindo a Freamunde, em 11-09-1905 com o objectivo de ser padrinho dum filho de Fernando de Sousa Ribeiro, (um homem muito activo também nas iniciativas de Freamunde), o secretário do Ministro das Obras Públicas de então e deputado da nação Carlos Malheiro Dias, em visita às instalações desta associação e tomando conhecimento da sua acção social e cultural, escreveu no livro dos visitantes:"N'uma aldeia, esta grande obra de bondade collectiva é, parece-me, única em Portugal.Eu nunca esquecerei este exemplo d'uma cordialidade exemplar também, produzindo uma enternecedora obra de beneficiência.Creio que foi a amizade de alguns que creou esta associação, e que foi da generalização d'esse sentimento afectuoso que resultou essa suprema virtude das collectividades. o altuísmo que é a amizade de cada um para todos e a todos de cada um".
Entretanto o número de sócios ia aumentando e cerca de dois terços da população de Freamunde usufrui dos seus serviços, nomeadamente durante a 1ª Grande Guerra.Em 1925 tinha 363 sócios.
Com o surgimento da Segurança Social, o papel social da ASMF decaiu, de tal maneira que actualmente conta apenas com 40 sócios, o que é um número que diz muito da perda da sua influência, pois relativamente a 1925, a população também aumentou substancialmente.
A ASMF pode ainda prestar um papel social nesta cidade.É nesse sentido que caminha e que trabalha a direcção actual presidida por Vitorino Ribeiro.

"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"

A solidariedade foi, é e será sempre a auréola que orna o nome desta terra.
Bem haja Associação de Socorros Mútuos Freamundense.
117 anos ao serviço de Freamunde.