Mostrando postagens com marcador Bombeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bombeiros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2020

Bombeiros Voluntários de Freamunde (XXII)

5.7 CONSTRUÇÃO E INAUGURAÇÃO DO QUARTEL
No ano de 1972 a direcção foi limando arestas com a inspecção relativamente ao projecto de construção, mas foi em 1973, tendo já na presidência o Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros, que chegou a notícia do subsídio do Ministério das Obras Públicas para a construção do edifício que ainda hoje alberga a sede da associação e o seu corpo activo.
É o início de um novo ciclo da instituição. O Dr. Jaime Barros dirigiu os bombeiros de Freamunde até ao fim de 1990, conheceu o comandante Dr. Fernando Cruz, nomeou o comandante Carlos Felgueiras e o actual (2005) comandante Mendonça Pinto, tendo ele próprio, num curto espaço de tempo, assumido o comando da corporação.
É com o comandante Carlos Felgueiras que a direcção de Jaime Barros constrói, mobila, equipa e inaugura o quartel sede da associação a 4 de Setembro de 1977, numa grande festa de bombeiro. É no período da sua governação que se assiste a um rápido desenvolvimento da corporação, comprando novas viaturas e equipamentos, ou aceitando ofertas de outros e mudando hábitos e tradições antigas. Fruto das transformações ocorridas na instituição e na sociedade "ao longo do seu reinado", foram introduzidas novas regras e "inventadas" novas formas de fazer receitas para as velhas necessidades. Os peditórios continuaram, a Festa da Flor deu origem à venda de autocolantes que ainda hoje se faz, trocando a flor pela etiqueta. O bar dos bombeiros deixou de ser no campo da Feira e sazonal, para ser na sede da corporação e durante todo o ano. Os discos pedidos do "Bar dos Bombeiros" no Largo da Feira deram lugar à organização de bailes no salão dos bombeiros, durante os anos 80.
INAUGURAÇÃO DO QUARTEL
É neste período que se assiste à definição de áreas de actuação no concelho para os bombeiros de Freamunde e Paços de Ferreira. O aumento dos meios e dos homens no corpo activo, produz também um maior volume de trabalho na instituição, cuja gestão moderna obriga a ter um administrativo a tempo inteiro.
Já antes tinham sido contratado motoristas para o serviço da corporação. O profissionalismo tinha chegado aos bombeiros.
Em 1991, depois de ter participado vários anos na direcção do Dr. Jaime Barros, cujas tarefas directivas levaram à construção e modernização do corpo de bombeiros, uma nova etapa surge na vida da instituição. António Rogério Gomes Pereira assume a presidência da direcção que tem em mãos uma nova necessidade: a ampliação do novo quartel. A obra foi iniciada em 1991 e concluída em meados de 1994.
A par do andamento das obras de ampliação do quartel, o parque de viaturas foi modernizado e igualmente ampliado.
Este ano (2005) os freamundenses viram juntar-se ao grupo de viaturas da instituição um veículo especial: a auto-escada. Mas na gestão de Rogério Pereira outras marcas foram deixadas pelos bombeiros na cidade. Em 13 de Julho de 2002 foi inaugurado um monumento ao soldado da paz, da autoria do escultor Manuel Pereira da Silva, numa das rotundas da cidade de Freamunde. Ao nível da instituição, uma importante alteração ocorreu na gestão de Rogério Pereira e ainda recentemente: os estatutos foram completamente remodelados, definindo as regras pelas quais se rege a instituição, à luz da sociedade actual.
Coube também a esta direcção a organização e comemoração das bodas de diamante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, e cujo programa consta o lançamento da primeira pedra do futuro quartel. Pela passagem deste aniversário, a Câmara decidiu, por unanimidade, a atribuição da Medalha de Ouro de Altruísmo e Mérito à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Freamunde.
Este é o resultado do trabalho dos bombeiros sem farda ao serviço da população.
INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO AO SOLDADO DA PAZ
VI
FINANCIAMENTO DOS BOMBEIROS:
UMA OPORTUNIDADE PARA ANIMAR A FREGUESIA
Na mesma hora em que se lançou e abraçou a ideia de criar a corporação de bombeiros,não se esqueceu do velho ditado: "sem ovos não se fazem omoletes". Os sócios do Clube Recreativo não só abriram uma subscrição voluntária com um donativo de mil escudos, como prometeram ajudar no máximo das forças. Ao longo dos três quartos de século da sua existência os bombeiros de Freamunde e os seus dirigentes, com maiores ou menores dificuldades, sempre souberam honrar os seus compromissos, recorrendo a muitas formas para angariar os meios necessários ao seu eficaz funcionamento.
JOÃO VASCONCELOS - " BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XXI )

5.5 A ERA DA MODERNIDADE
Atendendo ao que diz o Coronel Barreiros e a testemunhos como os de José Maria Gomes Taipa ou do Dr. Jaime Barros, é de facto com a direcção de Chamusca que os bombeiros ganham um novo impulso que os catapulta para a modernidade granjeando o prestígio e a aceitação na sociedade.
A mudança permanente de direcções nos primeiros anos de vida da instituição, imposta pelos estatutos e ao que parece também pela vontade dos seus dirigentes, os conflitos ou rivalidades permanentes e as dificuldades sociais e económicas da época não contribuíram para um melhor desenvolvimento da instituição, mantendo-se apenas com um pronto-socorro, moto-bomba e uma bomba manual.
A partir daqui as relações com as instituições dos bombeiros foram enormemente valorizadas, não só porque se filiaram na Liga dos Bombeiros Portugueses, mas também porque se notam constantes e profícuas relações com o Inspector de Incêndios e com as autoridades locais, distritais e centrais. É nesta teia de relações que surgem enormes ajudas do Estado que permitem a compra de equipamentos indispensáveis e que foram alterados os estatutos para permitir que os seus dirigentes possam manter-se em funções, por simples reeleição, sem qualquer limitação de mandatos. Esta continuidade dos dirigentes permitiu que fossem debeladas as dificuldades primárias de funcionamento dos bombeiros, dotando-o com os meios mínimos de funcionamento: a primeira auto-ambulância e um pronto-socorro novo com os devidos apetrechos para o desempenho que lhes era esperado, compras que demoraram da decisão à concretização mais do que dois anos, o tempo máximo que os estatutos originais permitiam aos dirigentes estar em funções. As duas novas máquinas foram inauguradas numa festa solene a 18 de Setembro de 1951 com a presença do Governador Civil do Porto, Braga da Cruz. Era já comandante António da Costa Brito.
Por força do empenho da direcção sobem substancialmente as receitas, não só por via dos subsídios do estado central, mas também pelas receitas conseguidas nas Festas da Flor, realizadas na feira anual de Santo António e de Santa Luzia, bem como em épocas especiais nas festas das freguesias vizinhas. Na direcção de José Chamusca foram ainda feitos peditórios e ainda aproveitada e amplamente desenvolvida uma ideia que já tinha germinado anteriormente, o "Parque dos Bombeiros", que levou à construção do rink no campo da feira, entretanto destruído pela construção recente do novo centro cívico de Freamunde. Até à construção do actual quartel, a exploração daquele espaço, entre Junho e Setembro, constituiu uma importante fonte de receita para os bombeiros e um pólo de animação do centro de Freamunde.
Com José Chamusca foi possível, graças ao empenho dos dirigentes e às ajudas obtidas quer do Estado quer da população de Freamunde e das freguesias vizinhas, conseguir afastar o espectro do fim da associação. No fim desta sequência de mandatos, afasta-se da direcção deixando a esperança e a viva aspiração de construir um quartel sede de raiz.
CHAMPANHE NA FESTA DE RECEPÇÃO ÀS NOVAS VIATURAS. A VOLKSWAGEN
5.6 AS VOLTAS DO QUARTEL
Continuando a ideia do antecessor, Arnaldo Costa Brito (1955-1959) entra na direcção com os olhos postos na construção do novo quartel. Reconhecendo o esforço feito pela direcção anterior e encarando a dificuldade de encontrar o terreno em lugar central, bem como o desenvolvimento do plano de urbanização para a Vila, a direcção dá poderes ao presidente para tratar do assunto.
Durante o primeiro ano, faz visitas a várias instituições congéneres para conhecer os seus quartéis e chega a pedir emprestado o projecto dos Bombeiros de S. Mamede de Infesta. Apesar de feito um ante-projecto de quartel, pelo arquitecto Fernando Leal, os seus cinco anos de mandatos terminaram, com várias tentativas para adquirir diferentes terrenos, mas sem sucesso.
António Teles Menezes Júnior, nos seus dois mandatos, também não vai ter melhor resultado no que diz respeito ao quartel, apesar das novas tentativas. As direcções cessantes tinham montado e mantido uma organização que este continuou. Neste período, continuando as práticas de Chamusca e de Cruz, nota-se um acentuar de apoios ao regime, nomeadamente ao oficiar o Presidente do Conselho e Minisitro do Interior "protestando contra as caluniosas afirmações proferidas na Assembleia-geral da ONU, acerca das nossas províncias ultramarinas, dando ao Governo da Nação o seu apoio e oferecendo os seus serviços para a defesa da Pátria".
É na fase final do segundo mandato de António Teles Menezes Júnior que o comandante António Costa Brito pede a sua demissão. Mas a substituição pelo Dr. Fernando Cruz, médico e filho do fundador Alberto Cruz, acontece já no mandato seguinte, com a repetição na direcção de José António Nunes Chamusca. Regressam com ele os sucessos directivos. Chamusca consegue não só a reforma do rink, como a reparação da auto-ambulância e ainda a aquisição de uma nova viatura, o "Jeepão". Aumentam os subsídios (quer para a compra de novos equipamentos, quer para a manutenção dos existentes) e as receitas próprias da corporação, fazendo de novo espectáculos a reverter para a associação. Apesar de não ter conseguido comprar um terreno mais central, quando Chamusca deixou a direcção no fim de 1967 tinha adquirido parte do terreno onde hoje está implantado o actual quartel.
A direcção de Teodoro Alberto Machado Pereira, que se lhe segue, não estava satisfeita com a localização e insiste em novas tentativas para comprar um terreno central, mas sem qualquer resultado. Nesta direcção que se manteve em funções até 1972 é adquirido algum material e vendido o primeiro carro da corporação para um coleccionador de Vizela. É também com Teodoro Machado que se realiza a primeira festa de aniversário da corporação em Julho de 1971, com honras de reportagem na Emissora Nacional. Nessa festa participaram apenas os membros da direcção, assembleia-geral, comando e corpo activo.
Em 1971 já estavam dados os primeiros passos rumo à construção do quartel sede, conseguindo o apoio do engenheiro freamundense Ulisses Valente que não só oferece o projecto como a sua ajuda para tentar arranjar subsídios para a sua construção. Curiosamente, é neste ano que aparece uma lista alternativa à direcção, verdadeiramente opositora. Numa assembleia-geral muito concorrida,a lista alternativa acabou por não ser votada por não apresentar os impressos com a sua lista, que seriam os boletins de voto, o que acabou por gerar alguma confusão e os lamentos do presidente ada assembleia-geral.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XX )

5.4 NOVAS LEIS
Porém, se as boas intenções originais deram resultados, com o passar do tempo começaram a mostrar alguma ineficácia, nomeadamente no segundo mandato do Padre José Joaquim Moreira. Na direcção deste, logo a meados do ano de 1938, os responsáveis viram-se confrontados com divergências entre o comandante e os motoristas. Mais tarde, em Março de 1932, Valente acabou por pedir a sua demissão do cargo em virtude das suas múltiplas ocupações da sua vida oficial e particular.
Além desta dificuldade, por força da alteração legislativa, ainda encontraram uma outra. A Câmara Municipal preparava-se para só atribuir à corporação de Freamunde um terço das verbas oriundas das companhias de seguros, tendo para isso questionado a direcção sobre se tinha aprovado e submetido a julgamento as contas das suas gerências. Não o tendo feito, por ignorarem a lei, não respondem ao autarca e vão directos ao Governador Civil a quem expõe a situação e obtêm ajuda para aprovação superior. se neste ano tiveram sucesso, pois o Governo Civil oficiou a Câmara Municipal para fazer o rateio da verba, em partes iguais, pelas duas corporações existentes no concelho, no ano seguinte (em finais de 1939) só recebeu a terça parte.
Outro "azar" ainda ocorreria no ano da reeleição do Padre Moreira. A meados do ano, quando o pronto-socorro e respectivo piquete, regressava de um incêndio para que tinha sido chamado numa freguesia de Lousada, o motorista deu conta de uma avaria que suspendeu a actividade da viatura por um longo período. Na oficina de Domingos Marques ainda se tentou reparar a junta da "culassa", com uma soldadura a "electrogéneo", mas não resistiu. Foram feitas diversas tentativas para resolver o "caso", chegando até a constituir-se uma comissão com o objectivo de o solucionar: reparando este ou comprando outro carro. Já perto do final do ano conseguiram encontrar uma oficina de automóveis do Porto, de Carlos Figueiredo, que se prontificou a arranjar o motor gratuitamente, pagando a associação apenas a "culassa", "fabricada no Porto, que se conseguiu em condições favoráveis e as despesas ocasionadas com um mecânico".
O corpo activo dos bombeiros ainda não tinha uma década de funcionamento, estava sem comandante e lavrava a indisciplina. No decurso desse ano ainda indigitaram outra pessoa para o comando, que não aceitou o cargo. Começam de novo as divisões no seio de uma instituição que ainda procurava o seu espaço na sociedade.
Se o pároco da freguesia encontrou dificuldades na gestão da instituição, a direcção de Armando Nunes de Oliveira (1940-1941), pese embora a sua experiência como autarca na Junta de Freguesia, também não encontrou facilidades. Na primeira reunião de direcção os seus membros trocam impressões "no sentido de animar a vida da corporação" reconhecendo a existência de divergências que, em seu entender, prejudicavam a vida da colectividade.
Esforça-se, por isso, em "tentar fazer esquecer as rivalidades contra a vida da associação dos bombeiros" e fazem a manutenção da instituição. Entre as suas intervenções está o tratamento das fardas dos bombeiros e sua limpeza, tendo convidado um "alfaiate para tratar das fardas e uma lavadeira para lavar as roupas de ganga". Apenas o sistema de cobrança de cotas pelas benfeitoras é alterado. Como já vinha mostrando alguma falta de eficácia, foi substituído pelo tradicional cobrador. Mas as dificuldades estavam instaladas e o mundo vivia apreensivo com a II Guerra Mundial. A "Festa da Flor" já com mais de uma década de "amável colaboração das meninas de Freamunde" encontra as primeiras recusas, "apenas cinco ou seis aceitaram".
Para governar a instituição em 1942 o Padre António Alves Pereira de Castro, figura influente no meio e determinante na gestão da firma benemérita dos bombeiros (Albino de Matos, Pereiras e Barros, Lda, de que foi grande impulsionador) e que em muito terá ajudado a associação dos bombeiros ao longo da sua vida, umas vezes por donativos directos outras porque cedeu muitos dos seus homens para prestar serviço na corporação.
A sua direcção elegeu a regularização do corpo activo como uma necessidade urgente, devendo diligenciar o possível para preencher a vaga do primeiro comandante que entendia "necessária para levantar o prestígio e disciplina do corpo activo no meio da corporação". Porém, mesmo falando entre os seus amigos, o presidente da direcção nada de positivo conseguira. Sérias dificuldades eram sentidas. A avaliar pela festa da flor, as próprias receitas da instituição, se já estavam em queda, conhecem os mais magros reultados.
Ao Padre Castro sucedeu um seu rival, o industrial António Pereira da Costa. Do período da sua governação (início de 1943) até ao fim de 1946 não existem actas, quer da direcção quer da assembleia-geral. Neste período sabe-se que foi feita uma recontagem de associados, eliminando os falecidos e os que, entretanto já tinham desistido, notando-se algum incremento. Os bombeiros no corpo activo eram 16. Neste período de certa obscuridade é possível ter havido três direcções e no mínimo uma, atendendo aos estatutos. No fim deste período, também nada de extraordinário foi feito, bem pelo contrário. A imagem da instituição perante as autoridades foi perdendo gradualmente prestígio, entre outras coisas, por não ter prestado as contas a que estava obrigada.
O prestígio da associação foi tão abalado neste período que, logo no primeiro mandato de José António Nunes Chamusca, numa visita do Delegado de Incêndios da Zona Norte, este terá saído "desagradavelmente impressionado, mercê do estado em que encontrou várias coisas, pela ausência do comandante e mormente por ter conhecimento das múltiplas irregularidades cometidas em épocas anteriores".
Segundo o Coronel Barreiros "esta agremiação atravessou um período de decadência que durou cerca de 8 anos, porém foi reorganizada em 1947. Numa Vila com a área e população de Freamunde, meio de grande desenvolvimento industrial, cuja importância e o movimento, aumentam de ano para ano, uma corporação desta natureza é absolutamente indispensável para ocorrer aos possíveis sinistros que principalmente nas fábricas podem atingir proporções graves. Mas em face das necessidades modernas da Defesa Civil do Território a sua existência e o seu aumento em pessoal e material constituem uma obrigação que não impende apenas à boa vontade e dedicação com que os freamundenses a têm mantido e defendido, mas também ao auxílio e carinho dos poderes constituídos".
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Bombeiros Voluntários de Freammunde ( XIX )

5.3 A REFUNDAÇÃO
Foi o vice-presidente da Câmara em exercício, António José de Brito que, servindo de administrador do concelho de Paços de Ferreira, a 30 de Agosto de 1933, com o chefe da secção administrativa da Câmara Municipal Alberto Ferreira Brandão Coelho, deu posse à Comissão Administrativa nomeada por alvará do governador civil do Porto para gerir todas as atribuições da assembleia-geral,  direcção e corpo activo, visto que os respectivos corpos gerentes tinham sido dissolvidos pelo mesmo governador.
Presidiu a essa comissão o Dr. António Maria Gomes Chaves Velho que juntamente com os seus pares definiram a 31 de Agosto os cargos que cada um ocuparia. Nessa mesma reunião, a primeira após terem tomado posse, depois de trocarem impressões sobre o modo como ultimamente tinha vivido a Associação de Bombeiros e, parecendo-lhes que os males de que estava enferma assentavam principalmente nos maus elementos que compunham o corpo activo, decidiram-se pela dissolução deste, abrindo novas inscrições para a formação de um novo corpo de bombeiros. A sua reorganização e instrução foram uma das medidas centrais desta comissão. Da instrução dada por um militar e pelo ex-comandante dos bombeiros de Penafiel, José Júlio, resultara, aos seus olhos, uma corporação mais disciplinada. Essa preocupação é também evidente quando em Outubro de 1933 deliberam elaborar um regulamento definitivo e organizar um provisório. Já antes tinham definido regras para os bombeiros, entre elas estabeleceram que uma vez por mês haveria um bombeiro que tinha o cargo de quarteleiro. Porém, é neste período que se confrontam com o primeiro acidente do carro de bombeiros. Denotando já uma melhoria no ambiente em que se vivia, acabam por não fazer um habitual peditório "para não ser maçador" e é referido que a reparação da viatura foi conseguida sem grandes encargos para o cofre da instituição.
CONVOCATÓRIA PARA ASSEMBLEIA-GERAL ELEITORAL
Uma constante desta Comissão Administrativa era a admissão de novos sócios protectores propostos por diferentes associados, entre quais estão figuras como o Padre Francisco Peixoto e o professor Francisco Fernandes Valente. A Comissão Administrativa, parece ter contribuído para alguma calma no seio da instituição, merecendo um voto de louvor unânime na assembleia-geral que elegeu a próxima direcção a 27 de Dezembro de 1936.
O médico e fundador da Associação dos Bombeiros, cidadão ilustre de Freamunde, Amâncio Leão de Moura (1937) foi quem veio a assumir a direcção no período pós comissão administrativa, mas não chegou a renovar o seu mandato. No ano em que lhe foram  confiados os destinos da instituição nomeia como comandante da corporação uma outra figura que marcou gerações de freamundenses: Francisco Fernandes Valente. É no seu mandato que introduz uma inovação que mereceu apoio e continuidade nos seus sucessores. Com o intuito de reduzir nos custos de funcionamento da nova organização convidam um grupo de meninas que se encarregam, por zonas, de fazer a cobrança das cotas dos associados, atribuindo-lhe a designação de benfeitoras. 
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

terça-feira, 18 de junho de 2019

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XVIII )

 V
OS DIRIGENTES
5.1 OS RUMOS DA INSTITUIÇÃO
Apesar do fulgor inicial os momentos iniciais da vida da instituição não foram fáceis. A primeira direcção da instituição levou os seus intentos por diante, mas formalmente ultrapassou uma norma estatutária. A direcção deveria, à luz dos estatutos, ser constituída por cinco elementos, contudo foi eleita com sete.
O tenente Carlos Luciano Alves de Sousa e a sua direcção (anos 1930 e 1931) tiveram como tarefas a admissão e inscrição dos primeiros sócios, protectores e activos, bem como a instalação da associação, administrativamente e em termos físicos. Instalação essa que compreendeu a incorporação dos primeiros bombeiros e fazer a sua instrução, as obras de adaptação da garagem de São Francisco para servir de quartel, bem como arranjar o seu mobiliário. Em termos administrativos foi preciso registar as contas, acertar calendários para inaugurações, para fazer peditórios e arranjar receitas, pedindo até a colaboração de um grupo de senhoras para ajudar a instituição. A esta direcção coube ainda a tarefa de comprar o primeiro carro e transformá-lo num pronto-socorro para os bombeiros, bem como os primeiros equipamentos necessários.
5.2 DE SÃO FRANCISCO PARA A RUA DO COMÉRCIO
Cumpridos dois anos na instituição, os estatutos forçavam a que novas figuras assumissem as suas rédeas. Em Dezembro de 1931 é eleito o Dr. António Pinto de Vasconcelos, mas logo em Janeiro, na assembleia em que deveria tomar posse, este dá conta que não o pode fazer porque a "lei se opõe". Acabou por ser eleito para o substituir, a 13 de Fevereiro de 1932, o Dr. Alberto Carneiro Alves da Cruz. É com esta direcção à frente dos destinos da instituição que acabam por se revelar algumas divisões. Os sinais são visíveis na acta de direcção de 31 de Dezembro de 1932: o presidente declara que "a razão da nossa estada nos lugares ocupados dentro da associação de bombeiros voluntários é explicada pela necessidade da aquisição da moto-bomba para a corporação e de dar tempo ao tempo necessário para que se apaguem os vestígios de ressentimento contra a associação e em especial contra a corporação, do que não temos a mínima responsabilidade, sendo necessário compassar valiosos elementos que deixaram a associação e esperar que vá esquecendo e desaparecendo o propósito firme e decidido com que se encontrava o propulsor e grande activador da corporação de bombeiros para que se volte a ocupar o seu lugar". Esta posição parece também querer justificar a não realização de uma assembleia que, à luz dos estatutos, os poderia ter reeleito. O facto de não se ter realizado essa assembleia e respectiva eleição e de os mesmos sócios se manterem em funções no ano seguinte vai contribuir para que lhes falte legitimidade para por ordem na casa.
Durante o mandato de 1932, foi levantada a necessidade de um fardamento próprio para as representações, sobretudo em funerais, bem como a necessidade de se substituir a bandeira por uma de seda. Mas as preocupações centrais desta direcção foram a aquisição de uma moto-bomba, cujas dificuldades financeiras não permitiram a ainda dar continuidade à instrução no corpo activo, coisa que também teve de ficar adiada para 1933. É precisamente dessa instrução que se inicia em Março que vem a suceder um episódio amplamente relatado nas assembleias e que envolve a indisciplina de um bombeiro face ao instrutor. Tal como no mandato anterior o presidente da direcção tinha ssumido o comando. E, face a este caso, usando regulamentos de outra corporação, o Dr. Alberto Cruz decide-se pela suspensão do bombeiro que tinha estado na origem da contenda. As divisões eram notadas quer dentro do corpo de bombeiros quer no seio dos associados. Por esta altura, a direcção vê-se também em casa emprestada e com necessidade de arranjar um novo quartel. Alberto Cruz aainda propõe a compra de um terreno para esse efeito, o que lhe foi negado pela assembleia-geral de 12 de Março de 1933. A instrução e a aquisição da moto-bomba passaram a necessidades de segundo plano e o novo quartel foi a prioridade.
A RUA DO COMÉRCIO, PASSA A SER A RUA DOS BOMBEIROS
Em poucos meses estavam na rua do comércio com todos os seus haveres. Assim que terminaram este objectivo apresentaram as contas das obras de adaptação do quartel e toda a direcção pediu a demissão, aceite na assembleia-geral de 20 de Agosto de 1933. Ainda foi marcada outra assembleia para o dia 23 de Agosto desse ano para eleger novos corpos sociais, mas a corporação acaba nas mãos de uma comissão administrativa nomeada pelo Governo Civil, que foi sindicada em 1934 e que se manteve em funções até 1936.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

terça-feira, 23 de abril de 2019

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XVII )

IV
OS DIRIGENTES ( ÚLTIMA PARTE )
A 30 de Dezembro de 1990, em segunda convocatória, eleições para 1991
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Manuel da Costa Soares
Primeiro Secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo Secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira (foto)
Vice-Presidente: Luís Alves de Andrade
Tesoureiro: Teodoro da Silva Freire
Primeiro Secretário: Ernani Maria Pereira Cardoso
Segundo Secretário: Maria Celina Pedra Torres Fazenda
Vogal: José Belmiro de Jesus Nunes Chamusca
Vogal: José António da Silva Santos

Em 22 de Fevereiro de 1992, segunda convocatória, foram reeleitos para 1992.
Em 26 de Dezembro de 1992, segunda convocatória, eleições para 1993
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Manuel da Costa Soares
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: Maria Celina Pedra Torres Fazenda
Tesoureiro: Domingos Soares Pereira
Primeiro Secretário: António Fernando Moreira Pinto de Matos
Segundo Secretário: José António da Silva Santos
Vogal: José Belmiro de Jesus Nunes Chamusca
Vogal: Joaquim Gonçalves de Sousa

A 26 de Dezembro de 1993, em segunda convocatória, eleições para 1994
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Manuel da Costa Soares
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: Fernando Alberto Gomes Pereira
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: Maria Celina Pedra Torres Fazenda
Tesoureiro: Domingos Soares Pereira
Primeiro Secretário: José António da Silva Santos
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Baptista da Silva Ribeiro
Vogal: Jaime Barros Gomes

Em segunda convocatória, a 16 de Dezembro de 1994, a Assembleia dita a reeleição para 1995, e a 15 de Dezembro de 1995, faz eleições para 1996
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Manuel da Costa Soares
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: José Maria de Moura Gomes Pereira
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Tesoureiro: Fernando Baptista da Silva Ribeiro
Primeiro Secretário: Jaime Barros Gomes
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Alberto Gomes Pereira
Vogal: Fernando Manuel Torres Leão da Rocha Matos
ANTÓNIO ROGÉRIO GOMES PEREIRA
Nova reeleição, a 20 de Dezembro de 1996, em segunda convocatória para 1997, e a 19 de Dezembro de 1997, em segunda convocatória, eleições para 1998
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Manuel da Costa Soares
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: José Maria de Moura Gomes Pereira
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: José António da Silva Santos
Tesoureiro: Fernando Manuel de Jesus Francisco
Primeiro Secretário: Jaime Barros Gomes
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Alberto Gomes Pereira
Vogal: Fernando Manuel Torres Leão da Rocha Matos

Em segunda convocatória, a 18 de Dezembro de 1998, para o ano de 1999 e no dia 17 de Dezembro de 1999, para 2000, foram reeleitos
Foi concorrida a Assembleia-geral de 15 de Dezembro de 2000 que, em segunda convocatória, elegeu os corpos sociais para 2001. Foram apresentadas duas listas. Estiveram no escrutínio:
Lista A - Francisco Adolfo Felgueiras Graça Leão
Lista B - Fernando Manuel Jesus Francisco
Ganhou a Lista B que obteve 96 votos contra 70 da Lista A
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Maria de Moura Gomes Pereira
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: Fernando Alberto Gomes Pereira
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: José António da Silva Santos
Tesoureiro: Fernando Manuel de Jesus Francisco
Primeiro Secretário: Jaime Barros Gomes
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Baptista da Silva Ribeiro
Vogal: Fernando Manuel Torres Leão da Rocha Matos

Nova reeleição a 14 de Dezembro de 2001, em segunda convocatória.
O mesmo acontece a 20 de Dezembro de 2002, para o ano de 2003. A 19 de Dezembro de 2003, em segunda convocatória, eleições para 2004
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Maria de Moura Gomes Pereira
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: Fernando Alberto Gomes Pereira
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: José António da Silva Santos
Tesoureiro: Cândido José Coelho Gomes
Primeiro Secretário: Jaime Barros Gomes
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Baptista da Silva Ribeiro
Vogal: Fernando Manuel Torres Leão da Rocha Matos

A 17 de Dezembro de 2004, na primeira assembleia a decorrer à luz dos novos estatutos, foram, em segunda convocatória, eleitos os novos corpos sociais para o triénio 2005/2007, agora já com Conselho Fiscal
Assembleia-geral:
Presidente: Eng. José Maria de Moura Gomes Pereira
Vice-presidente: Miguel António Leão de Brito
Primeiro Secretário: Rogério Monteiro
Segundo Secretário: Fernando Alberto Gomes Pereira
Suplentes: Miguel Fernando Lopes Gomes e José Maria Pacheco Taipa Rego
Conselho Fiscal:
Presidente: Dr. José Luís Ribeiro de Barros
Vice-presidente: Henrique José de Castro Pinto Marques
Relator:: Eng. José de Fátima Ribeiro de Bessa
Suplentes: Pedro Nuno Martins Ferreira Lopes e Célio José Teixeira Ferreira Mendes
Direcção:
Presidente: António Rogério Gomes Pereira
Vice-presidente: José António da Silva Santos
Tesoureiro: Cândido José Coelho Gomes
Primeiro Secretário: Jaime Barros Gomes
Segundo Secretário: José Pinto Marques
Vogal: Fernando Manuel Torres Leão da Rocha Matos
Vogal: Nuno Augusto Pedra Sousa
Suplentes: Adão Queirós Teixeira da Silva, José Fernando Ferreira Ribeiroo e José dos Santos Nogueira
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS" - 2005

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XVI )

IV
OS DIRIGENTES (QUINTA PARTE)
A 17 de Dezembro de 1978, em segunda convocatória, foram eleitos para o ano de 1979:
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Secretários: José Manuel Neto de Sousa Mendes, Alfredo Ferreira Rego
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Jaime de Barros Gomes
Tesoureiro: António Carneiro
Primeiro Secretário: António Alberto de Matos e Barros
Segundo Secretário: José Maria dias de Matos
Vogais: Bernardino Machado de Sousa e António Rogério Gomes Pereira

No dia 30 de Dezembro de 1979, em segunda convocatória, eleições para 1980
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Secretários: José Manuel Neto de Sousa Mendes e Alfredo Ferreira Rego
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Barros Gomes
Tesoureiro: António Carneiro
Primeiro secretário: António Alberto Cardoso de Barros
Segundo secretário: José Maria Dias de Matos
Vogais: Bernardino Machado de Sousa e António Rogério Gomes Pereira

A 28 de Dezembro de 1980, em segunda convocatória, eleições para 1981
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Secretários: José Manuel Neto de Sousa Mendes e Alfredo Ferreira Rego
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António Rogério Gomes Pereira
Tesoureiro: Bernardino Machado de Sousa
Primeiro secretário: António Fernando Moreira Pinto de Matos
Segundo secretário: José Maria Dias de Matos
Vogais: Jaime Barros Gomes e Teodoro da Silva Freire

Em segunda convocatória, a 27 de Dezembro de 1981, eleições para 1982
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Segundo secretário: Alfredo Ferreira Rego
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António Rogério Gomes Pereira
Tesoureiro: Jaime Barros Gomes
Primeiro secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Segundo secretário: Bernardino Machado de Sousa
Vogais: Teodoro da Silva Freire e José de Castro Carneiro

A 26 de Dezembro de 1982, em segunda convocatória, eleições para 1983
Assembleia-geral:
Presidente:Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António Rogério Gomes Pereira
Tesoureiro: Jaime Barros Gomes
Primeiro secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Segundo secretário: Bernardino Machado de Sousa
Vogais: Teodoro da Silva Freire e José de Castro Carneiro

A 18 de Dezembro de 1983, em segunda convocatória, eleições para 1984
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António Rogério Gomes Pereira
Tesoureiro: Jaime Barros Gomes
Primeiro secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Segundo secretário: Bernardino Machado de Sousa
Vogais: Teodoro da Silva Freire e José de Castro Carneiro

A 16 de Dezembro de 1984, em segunda convocatória, elegem para 1985
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Bernardino Machado de Sousa
Tesoureiro: Teodoro da Silva Freire
Primeiro secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Segundo secretário: José de Castro Carneiro
Vogais: António Maria Leão Torres Correia e Luís Armando Pacheco de Sousa

A 8 de Dezembro de 1985, em segunda convocatória, eleições para 1986
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Bernardino Machado de Sousa
Tesoureiro: Teodoro da Silva Freire
Primeiro secretário: António Maria Leão Torres Correia
Segundo secretário: José de Castro Carneiro
Vogais: Luís Armando Pacheco de Sousa e António Joaquim Mendonça Pinto

No dia 21 de Dezembro de 1986, em segunda convocatória, eleições para 1987. Foi a reeleição proposta e aprovada.

A 20 de Dezembro de 1987, em segunda convocatória, eleições para 1988
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António JOaquim Mendonça Pinto
Tesoureiro: Teodoro da Silva Freire
Primeiro secretário: António Maria Leão Torres Correia
Vogais: António Ramos de Sousa e Claudino Ribeiro Nunes

A 18 de Dezembro de 1988, em segunda convocatória, eleições para 1989
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: António Joaquim Mendonça Pinto
Tesoureiro: Eng. Amâncio António Barros de Vilhena Ribeiro
Primeiro secretário: António Maria Leão Torres Correia
Segundo secretário: Jacinto Luís Leão Torres Correia
Vogais: António Ramos de Sousa e Claudino Ribeiro Nunes

A 10 de Dezembro de 1989, em segunda convocatória, eleições para 1990
Assembleia-geral:
Presidente: Domingos Gomes Taipa
Primeiro secretário: Alfredo Ferreira Rego
Segundo secretário: José Manuel Neto de Sousa Mendes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Eng. Amâncio António Barros de Vilhena Ribeiro
Tesoureiro: António Joaquim Mendonça Pinto
Primeiro secretário: António Maria Leão Torres Correia
Segundo secretário: Jacinto Luís Leão Torres Correia
Vogais: António Ramos de Sousa e Claudino Ribeiro Nunes
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XV )

IV
OS DIRIGENTES (QUARTA PARTE)
A 27 de Dezembro de 1970, em segunda convocatória, nas eleições para 1971 ficam assim constituídos os corpos gerentes:
Assembleia-geral:
Presidente: Alfredo Cardoso de Barros
Secretários: João Correia Gomes Taipa e António dos Santos Costa
Direcção:
Presidente: Teodoro Alberto Machado Pereira (foto)
Vice-presidente: Alfredo Ferreira Rego
Tesoureiro: António de Sousa Vieira
Secretários: José Belmiro de Jesus Nunes Chamusca, António Luís Pereira de Barros
Vogais: Anselmo Ferreira Marques e António Ribeiro Nunes "Pinhão"
A animada assembleia-geral de 27 de Dezembro de 1971, dita em segunda convocatória, os seguintes sócios para dirigir a instituição durante o ano de 1972.
Assembleia-geral:
Presidente: Alfredo Cardoso de Barros
Primeiro secretário: António dos Santos Costa
Segundo secretário: João Correia Gomes Taipa
Direcção:
Presidente: Teodoro Alberto Machado Pereira
Vice-presidente: Alfredo Ferreira Rego
Tesoureiro: António de Sousa Vieira
Primeiro secretário: José Belmiro Nunes Chamusca
Segundo secretário: António Pereira de Barros
Vogais: Anselmo Ferreira Marques e António Ribeiro Nunes "Pinhão"
TEODORO ALBERTO MACHADO PEREIRA
Para o ano de 1973, eleitos a 17 de Dezembro de 1972, em segunda convocatória:
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Primeiro secretário: Domingos Ribeiro Alves
Segundo secretário: Francisco Neto Pereira Pontes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros (foto)
Vice-presidente: Júlio de Jesus Nunes Chamusca
Tesoureiro: Fernando Herculano Pinto de Moura
Primeiro secretário: Vitorino Ferreira Ribeiro
Segundo secretário: Rogério Monteiro
Vogais: Adriano Antero Leitão Soares e Guilherme Barros Gomes
Dá-se a reeleição para 1974 a 9 de Dezembro de 1973, mas a direcção já conta com um subsídio para a construção do seu quartel.
Em sessão extraordinária de 15 de Março de 1974 é eleito António Carneiro para o lugar de secretário para substituir Vitorino Ribeiro que tinha pedido escusa ao presidente da assembleia-geral, em virtude de ter ocupações várias em diferentes instituições da freguesia.
Em 17 de Dezembro de 1974, em segunda convocatória, eleitos para 1975:
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Secretários: Domingos Ribeiro Alves e Francisco Neto Pereira Pontes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Júlio de Jesus Nunes Chamusca
Tesoureiro: António Carneiro
Primeiro secretário: Armando Aníbal Torres Lima
Segundo secretário: Fernando Herculano Pinto Moura
Vogais: Adriano Antero Leitão Soares e Guilherme Barros Gomes
DR. JAIME MANUEL NOGUEIRA DE BARROS
No dia 15 de Dezembro de 1975, em segunda convocatória, são reeleitos para o ano de 1976:
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Secretários: Domingos Ribeiro Alves e Francisco Neto Pereira Pontes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Júlio de Jesus Nunes Chamusca
Tesoureiro: António Carneiro
Primeiro secretário: Armando Aníbal Torres Lima
Segundo secretário: Fernando Herculano Pinto Moura
Vogais: Adriano Antero Leitão Soares e Guilherme Barros Gomes
A 12 de Dezembro de 1976, em segunda convocatória, eleições para 1977 ditam os seguintes dirigentes:
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Secretários: Domingos Ribeiro Alves e Francisco Neto Pereira Pontes
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Luís Alberto Gomes Teles de Meneses
Tesoureiro: Joaquim Oliveira Taipa de Moura
Primeiro secretário: António Carneiro
Segundo secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Vogais: Bernardino Machado de Sousa e José da Silva Coelho
No dia de Natal de 1977, em segunda convocatória, elegem para 1978:
Assembleia-geral:
Presidente: Alfredo Cardoso de Barros
Secretários: José Manuel Neto de Sousa Mendes e Domingos Gomes Taipa
Direcção:
Presidente: Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros
Vice-presidente: Luís Alberto Gomes Teles de Meneses
Tesoureiro: Cândido Monteiro Correia
Primeiro secretário: António Carneiro
Segundo secretário: Adriano Antero Leitão Soares
Vogais: Bernardino Machado de Sousa e Rogério Gomes Pereira  
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XIV )

IV
OS DIRIGENTES (TERCEIRA PARTE)
A 20 de Dezembro de 1953, em 2ª convocatória, as eleições para o ano de 1954 ditam a reeleição da assembleia-geral e da direcção.
No dia 19 de Dezembro de 1954, também em 2ª convocatória, apesar de proposta a recondução dos órgãos para o ano de 1955, ela não foi maioritária e acabou por ganhar a lista apresentada por José Maria Gomes Taipa (volta a ter sete elementos):
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Secretários: Domingos Gomes Taipa e José Maria Pinto de Moura
Direcção:
Presidente: Arnaldo da Costa Brito
Vice-presidente: Artur de Vilhena Ribeiro
Tesoureiro: António Cardoso de Barros
Secretário: João Correia Gomes Taipa
Segundo secretário: António dos Santos Costa
Vogais: Júlio Dias de Andrade e António Nogueira Nunes
Em Dezembro de 1955, são reeleitos para o ano de 1956. O mesmo sucede a 9 de Dezembro de 1957, e a 14 de Dezembro de 1958, todas elas apontando os trabalhos para a construção do quartel como justificação para a reeleição
No dia 20 de Dezembro de 1959, saem das eleições para 1960 os seguintes corpos sociais:
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamsca
Secretários: João Correia Gomes Taipa e António dos Santos Costa
Direcção:
Presidente: António Teles Meneses Júnior
Vice-presidente: José Maria Gomes Taipa
Tesoureiro: António Cardoso de Barros
Primeiro-secretário: Hermínio Pinto Gomes da Silva
Segundo-secretário: Rogério Monteiro
Vogais: Joaquim Ribeiro e António Luís Leão da Costa Torres
A 18 de Dezembro de 1960, em segunda convocatória, eleições para 1961.
Assembleia-geral:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Secretários: João Correia Gomes Taipa, António dos Santos costa
Direcção:
Presidente: António Teles de Meneses Júnior
Vice-presidente: Luís Teles de Menezes
Tesoureiro: António Cardoso de Barros
Secretários: Domingos Ribeiro; Rogério Monteiro
Vogais: Joaquim Ribeiro e António Luís Leão da Costa Torres
A 17 de Dezembro de 1961, em segunda convocatória, eleições para 1962.
Por unanimidade é eleita a lista A.
Assembleia-geral:
Presidente: Doutor Jaime Manuel Nogueira de Barros
Secretários: Alfredo Cardoso de Barros e António Cardoso de Barros
Direcção:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Vice-presidente: Alfredo Ferreira Rego
Tesoureiro: Agostinho Mendes
Secretários: Domingos Ribeiro Taipa e Nélson Taipa Lopes
Vogais: António Luís Leão da Costa Torres e Fernando Herculano Pinto de Moura
A 16 de Dezembro de 1962, não apareceu outra lista e a mesma direcção ficou reeleita por unanimidade, tendo sido reeleita sucessivamente a 8 de Dezembro de 1963, a 13 de Dezembro de 1964, a 12 de Dezembro de 1965 e a 11 de Dezembro de 1966, também em segunda convocatória, para dirigirem a Associação no ano de 1967, tendo em vista a aquisição de uma viatura e o quartel.
No dia 17 de Dezembro de 1967, em segunda convocatória, ficam eleitos para o ano de 1968.
Assembleia-geral:
Presidente: Alfredo Cardoso de Barros
Secretários: João Correia Gomes Taipa e António dos Santos Costa
Direcção:
Presidente: Teodoro Alberto Machado Pereira
Vice-presidente: Júlio Dias de Andrade
Tesoureiro: António de Sousa Vieira
Secretários: Alberto Matos e Barros, António Luís Pereira de Barros
Vogais: Anselmo Ferreira Marques a António Ribeiro Nunes "Pinhão"
Foram novamente reconduzidos a 8 de Dezembro de 1968 e a 18 de Dezembro de 1969, igualmente em segunda convocatória. Nas eleições para 1970, com a particularidade de Alfredo Ferreira Rego ter sido substituído por Júlio Dias Andrade, por ter falecido.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

quarta-feira, 21 de março de 2018

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( XIII )

IV
OS DIRIGENTES (SEGUNDA PARTE)
No dia 19 de Dezembro de 1937, em segunda convocatória, elegem-se os órgãos para 1938.
Os membros da assembleia-geral e os vogais da direcção foram reeleitos.
Assembleia-geral:
Presidente: Adolfo Ferreira Leão de Moura;
Secretário: António Alves Pacheco
Secretário: Porfírio Teles
Direcção:
Presidente: Padre José Joaquim Moreira
Tesoureiro: Francisco Torres Carneiro
Secretário: Jaime da Costa Brito
Vogais da Direcção: Alberto Alves Pereira e Antonino Nogueira Nunes.
A 18 de Dezembro de 1938, em 2ª convocatória, eleitos para 1939:
Assembleia-geral:
Presidente: Luís Ferreira Leão de Moura
Primeiro Secretário: Maximino de Matos Nunes
Segundo Secretário: Joaquim de Bessa Ribeiro
Direcção:
Foram reeleitos o presidente, tesoureiro e secretário
Eleitos os vogais Idalino Ferreira Alves Pacheco e António Cardoso de Barros
No ano de 1939 a 17 de Dezembro, 2ª convocatória, para 1940 são reeleitos os membros da assembleia-geral.
Direcção:
Presidente: Armando Nunes de Oliveira (foto)
Tesoureiro: Alfredo Matos da Silva Neto
Secretário: Adolfo Gomes Pereira
Vogais reeleitos: Idalino Fereira Alves Pacheco e António Cardoso de Barros
A 15 de Dezembro de 1940, 2ª convocatória, elegem-se para 1941:
Assembleia-geral:
Presidente: Arnaldo da Costa Brito
Secretários: António Matos da Silva Neto e Boaventura Correia da Fonseca
Direcção:
Reeleitos os presidente, tesoureiro e secretário;
Vogais eleitos: António Ferreira Alves Pacheco e José Leal de Morais
A 21 de Dezembro de 1941, 2ª convocatória, elegem-se par 1942:
Assembleia-geral:
Presidente: Arnaldo da Costa Brito
Secretários: Alfredo da Silva Cabral e Abílio Pacheco de Barros
Direcção:
Presidente: Padre António Alves Pereira de Castro
Tesoureiro: Leonel Barros de Oliveira
Secretário: Joaquim de Bessa Ribeiro
Vogais: Antónino Nogueira Nunes e Henrique Felgueiras da Silva
Na assembleia-geral de 20 de Dezembro de 1942, em 2ª convocatória, elegem-se para 1943:
Assembleia-geral:
Presidente: Arnaldo da Costa Brito
Secretários: Alfredo da Silva Cabral e Abílio Pacheco de Barros
Direcção:
Presidente: António Pereira da Costa
Tesoureiro: António Joaquim Ribeiro
Secretário: Armando Nunes de Oliveira
Vogais: Arnaldo Gomes Taipa e Joaquim de Bessa Ribeiro
ARMANDO NUNES DE OLIVEIRA
Seguem-se os anos negros da corporação. Estamos em pleno período da II Grande Guerra Mundial e a crise instala-se na Associação de Bombeiros Voluntários de Freamunde. Ao que tudo indica a instituição não deixou de ter dirigentes, mas é certo que não cumpriram algumas obrigações e isso afectou substancialmente o prestígio da ainda jovem instituição. No arquivo, que a Direcção do ano de 1946, de que era secretário José Gomes Rêgo, deixou à Direcção que lhe seguiu, não constavam actas dos anos de 1943, 1944, 1945 e 1946 quer da direcção quer da assembleia-geral. Esta última foi em 1946 presidida por Leonel Nunes de Oliveira. Para o ano de 1947, as eleições realizaram-se apenas a 20 de Janeiro desse ano:
Assembleia-geral:
Presidente: Armando Nunes de Oliveira;
Secretários: Joaquim Pinto Pereira Gomes e José Maria Pinto de Moura
Direcção:
Presidente: José António Nunes Chamusca (foto)
Tesoureiro: Agostinho Mendes
Secretário: Hermínio Pinto Gomes da Silva;
Vogais: António Ferreira Alves Pacheco e Antonino Nogueira Nunes
A 21 de Dezembro de 1947, foram reeleitos para o ano seguinte todos os órgãos.
JOSÉ ANTÓNIO NUNES CHAMUSCA
No dia 19 de Dezembro de 1948, em 2ª convocatória, fazem a eleição para o ano de 1949 e pela primeira vez dá-se uma segunda reeleição dos corpos sociais, permitida agora pela alteração aos estatutos ocorrida em 31 de Outubro de 1948
A 18 de Dezembro de 1949, em 2ª convocatória, eleição para 1950.
Foi novamente reeleita a direcção tendo, contudo, sido substituído o vogal Antonino Nogueira Nunes por António Cardoso de Barros.
No dia 10 de Dezembro de 1950, em 2ª convocatória, nova reeleição para 1951.
A reeleição acontece por proposta de Amâncio Vilhena Ribeiro e reverendo Padre José Guilherme da Silva Lopes.
A 16 de Dezembro de 1951, em 2ª convocatória, reeleição para 1952.
Na assembleia-geral de 21 de Dezembro de 1952, em 2ª convocatória, aparecem duas listas às eleições para 1953. Uma, da direcção, acaba preterida e a outra acabou votada por aclamação. Este paradoxo é justificado pelo facto de conciliar alguns dos membros que estavam em funções e prever uma renovação no ano seguinte "após os novos elementos terem tomado contacto com a administração deste organismo".
Assembleia-geral:
Presidente: Hermínio Pinto Gomes da Silva
Secretários: António Cardoso de Barros e António Ferreira Alves Pacheco.
Direcção:
Presidente: José António Nunes Chamusca
Tesoureiro: Agostinho Mendes
Secretário: Jaime da Costa Brito
Vogais: José Maria Gomes Taipa e António Pinto de Moura
 JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( X I I )

IV
OS DIRIGENTES
A primeira assembleia-geral eleitoral, depois de devidamente aprovados os estatutos pelo Governo Civil do Porto, ocorre a 27 de Fevereiro de 1930. Foi presidida pelo Pe. Florêncio Pinto Vasconcelos tendo como secretários Arnaldo Nunes de Oliveira e Adolfo Ferreira Leão de Moura. Realiza-se em segunda convocatória, com o número de sócios presentes, como, salvo raras excepções, quase sempre aconteceu até aos dias de hoje. Curiosamente, logo na primeira eleição de órgãos sociais, elegem ma Direcção com sete elementos, quando os estatutos apenas previam cinco, o que aconteceu em muitas ocasiões, até serem aprovados os novos estatutos em 28 de Setembro de 2004.
Os primeiros corpos sociais foram constituídos pelos seguintes sócios:
Assembleia-geral:
Presidente: Dr. Alberto Carneiro Alves da Cruz
Primeiro secretário: Adolfo Ferreira Leão de Moura
Segundo secretário: Alfredo da Silva Cabral
Direcção:
Presidente: Tenente Carlos Alves de Sousa (foto)
Vice-presidente: António José de Brito
Tesoureiro: António Joaquim Gomes da Costa Torres
Primeiro secretário: Joaquim Pinto Pereira Gomes
Segundo secretário: Leopoldo Pontes Saraiva
Vogal: Armando Nunes de Oliveira
Vogal: Adriano Pinto Martins Leão
Assembleia-geral de 20 de Dezembro de 1930, eleições para o ano de 1931 ou melhor, reeleição, por aclamação, de todos os membros.
A 20 de Dezembro de 1931, em segunda convocatória, foram eleitos por aclamação para o ano de 1932:
Assembleia-geral:
Presidente: Arnaldo Carneiro Alves da Cruz
Primeiro secretário: Armando Nunes de Oliveira
Segundo secretário: Guilherme Pinto Ribeiro Gomes
Direcção:
Presidente: Dr. António Henrique Pinto de Vasconcelos (substituído pelo Dr. Alberto Cruz)
Vice-presidente: Serafim Pacheco Vieira
Maximino de Matos Nunes
Leonel Nunes de Oliveira
José Ferreira Rego
Joaquim de Bessa Ribeiro
Bernardino Ferreira Rego
Na assembleia seguinte, realizada a 24 de Janeiro de 1932 o Dr. António Henrique Pinto de Vasconcelos dá conta que não pode tomar posse, justificando que a lei não o permite. Porém, a restante direcção toma posse e a 6 de Fevereiro seguinte volta a reunir o plenário que, por falta de quórum, é adiado para 13 de Fevereiro (2ª convocatória), acabando por ser eleito presidente, substituindo o impedido, o Dr. Alberto Carneiro Alves da Cruz.
Em Dezembro de 1932 deveriam ter sido eleitos novos órgãos para o ano de 1933. Porém isso parece não ter acontecido, não só porque não foi lavrada qualquer acta que o refira, como essa situação dá origem ao episódio do bombeiro João Pinto, que depois de ter sido suspenso pela direcção suscitou dúvidas sobre a legalidade da decisão e dos órgãos que se mantinham em gestão, numa assembleia-geral realizada em 20 de Agosto de 1933 e na qual toda a Direcção pede a demissão.
A 30 de Agosto de 1933 o vice-presidente da Câmara em exercício, António José de Brito, servindo de Administrador do Concelho de Paços de Ferreira, como Chefe de Secção Administrativa da Câmara Municipal, Alberto Ferreira Brandão Coelho, deu posse à Comissão Administrativa nomeada por alvará do Governador Civil do Porto para gerir todas as atribuições da assembleia-geral, direcção e corpo activo, visto que os respectivos corpos gerentes estavam dissolvidos pelo mesmo Governador Civil. A Comissão Administrativa ficou constituída por:
Presidente: Dr. António Maria Gomes Chaves Velho
Secretário: João Ferreira Monteiro
Tesoureiro: Arnaldo da Costa Brito
Os cargos foram definidos na primeira reunião que esta Comissão Administrativa realizou a 31 de Agosto.
No dia 27 de Dezembro de 1936 são eleitos corpos gerentes para 1937, ainda no salão da Associação de Socorros Mútuos, mas tomam posse em Janeiro, já no quartel da Rua do Comércio:
Assembleia-geral:
Presidente: Adolfo Ferreira Leão de Moura
Secretário: António Alves Pacheco
Secretário: Porfírio Teles
Direcção:
Presidente: Dr. Amâncio Leão de Moura (foto) 
Tesoureiro: Leonel Nunes de Oliveira
Secretário: Artur de Vilhena Ribeiro
Vogal: Alberto Alves Pereira
Vogal: Antonino Nogueira Nunes
 JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( X I )

OUTROS
Ao longo da vida da associação foram muitos os benfeitores que doaram verbas ou bens, mesmo não sendo aprovados como sócios honorários ou beneméritos. Entre eles, pelo relevo colocado nas actas destacam-se:
Na acta de 24 de Janeiro de 1932 pode ler-se: "Depois de aprovadas as contas, António Torres leu o inventário dos artigos que esta Associação possui e bem assim os nomes dos Exmºs Srs. que protegeram e auxiliaram com trabalho e dádivas tudo aquilo que á Associação pertence". Essa lista continha os seguintes nomes: Jacinto da Costa Torres, João Correia da Fonseca, António Joaquim Gomes da Costa Torres, Dr. António Maria Gomes Chaves Velho, Tenente Carlos Luciano Alves de Sousa, Padre Florêncio Pinto de Vasconcelos, Leopoldo Pontes Saraiva, Dona Guilhermina Gomes Rego e Irmãs, José António Gaspar Pereira,  Dr. Fernando Alves de Sousa, José Augusto Soares, Laboratório "Bial", do Porto, Arnaldo Gomes Taipa, Filhas de Serafim Pacheco Vieira, Arménio Pereira Coutinho, António Taipa Coelho de Brito, Armando Nunes de Oliveira, Lima Bastos, Filho e Companhia - Porto, Firestone Sociedade de Pneus Americanos, Claudino Marques da Costa, Dr. Alberto Cruz, Joaquim da Costa Machado, Teodoro da Costa Machado, António Fonseca, Henrique Ferreira de Matos, Antero Pinto Leal Lobo, José de Morais Alão, Joaquim Leão Torres, António Martins, João Rodrigues, Claudino Pinto de Carvalho, António Ferreira Pedra, Pinto (Chauffeur do Correio), Henrique Felgueiras, Domingos Marques, José da Silva Moura, Salvador Santa Marta, Joaquim Pinto Pereira Gomes, Alcino Moreira Neto, David Soares de Lima, João Ferreira Pedra, António Ferreira, José Maria Moreira Rego, Adriano Pinto Martins Leitão e Adelino Lopes".
Não foram considerados beneméritos pela assembleia-geral da instituição mas, outros benfeitores, deram verbas superiores aos quinhentos escudos previstos. Apesar de, na altura, já não ter o mesmo significado que teria em 1928, foram ainda considerados avultados donativos os de: José Moreira, ausente no Brasil (500$00, acta de direcção de 30 de Abril de 1948); família Alves Bentes (deu subsídio de 1500$00, acta de 1949, 31 de Janeiro); Leonidia Pinto Leal (500$00, Junho de 1949); Firma M. Silva Almeida, donativo em espécie de material para os estofos do novo pronto-socorro (valor de 1000$00, em 30 de Abril de 1950). Aparece exarado em acta um voto de pesar pelo falecimento do Dr. António Porto Carreiro como benfeitor da instituição em 31 de Dezembro de 1950. Nesta data encontram-se ainda referências à Câmara Municipal de Paços de Ferreira e Cromagem Tigre, Porto.
Foi expresso um voto de agradecimento ao Engenheiro Luís Pinto Carneiro Leão, de Figueiró, pela oferta de importância de mil escudos, em 17 de Janeiro de 1953, bem como a 9 de Janeiro de 1955 a assembleia-geral aprova um agradecimento ao Reverendo Padre Ângelo Ferreira Pacheco, pároco desta Vila, pela oferta da quantia de mil escudos.
 ANTÓNIO JOAQUIM DA COSTA TORRES
3.3 OS SÓCIOS HONORÁRIOS
Os únicos sócios honorários da Associação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, além dos honorários natos que o são pela força dos estatutos, foram aprovados na reunião da assembleia-geral realizada em 24 de Janeiro de 1932. António Joaquim Costa Torres propôs, por "razões claras e concludentes", os nomes do Dr. Alberto Carneiro Alves da Cruz, Tenente Carlos Luciano Alves de Sousa e Dr. António Henrique Pinto de Vasconcelos, a que foi acrescentado o seu por proposta do Padre Florêncio Pinto de Vasconcelos. António Torres afirmou na assembleia que era imerecida tal proposta mas esta não a considerou, aprovando por isso estes quatro sócios honorários.
O Presidente do Conselho do antigo regime, António de Oliveira Salazar, é um dos nomes que figura na lista de sócios honorários. A direcção, em 30 de Abril de 1953, depois de participar nas homenagens nacionais ocorridas três dias antes, deliberou propor o seu nome para figurar nessa lista. Achando-se beneficiários da sua administração, não só sentiram a necessidade de estar presente nessa homenagem, como decidiram fazer a nomeação, a exemplo do que aconteceu nas instituições congéneres.
Apesar de não terem sido propostos nos mesmos termos, temos manifestações de reconhecimento a diversos sócios ao longo da vida da instituição. Como reconhecimento do seu esforço pela instituição foi deliberado, em 1952, a descerrar a fotografia de António Torres, no quartel, depois de também já ter sido colocada a de José Chamusca, a quando da inauguração das viaturas em 191. A assembleia-geral de 30 de Dezembro de 1990 aprova uma proposta idêntica para perpetuar o Dr. Jaime Barros, pelas duas décadas à frente da instituição e pela "verdadeira dedicação e contributo para o seu prestígio.
Mais recentemente, a 18 de Dezembro de 1998, por proposta do sócio Adão Queirós Teixeira da Silva, que leva longos anos de serviço na instituição, foi aprovada a colocação no Salão Nobre a associação a fotografia de todos os comandantes e presidentes da direcção.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( X )

3.2 OS SÓCIOS BENEMÉRITOS
Por altura das bodas de ouro da instituição (1980) apenas quinze pessoas e entidades tinham adquirido o estatuto de sócios beneméritos da instituição, tendo o últimos sido aprovado em 1952 pela assembleia-geral.
Entre os primeiros beneméritos, aprovados a 17 de Outubro de 1930, por aclamação, está o Clube Recreativo Freamundense. Clube que ainda hoje se mantém em actividade e que na altura foi o primeiro a abrir a subscrição pública com 1000$00 para dar inicio à criação desta instituição. Entre os primeiros contribuintes para o cofre da instituição e que mereceram da mesma assembleia igual decisão estão a firma "Albino de Matos, Pereira & Barros, Limitada" e Álvaro de Matos Nunes, Júlio Simões e Dr. Alexandre Aranha Furtado de Mendonça.
Ainda no mesmo ano, mas a 20 de Dezembro foi também aprovado sócio benemérito Alberto Soares de Moura Quintela.
Durante o ano de 1931 chegam as primeiras verbas avultadas oriundas do Brasil, por amigos da terra e da causa. Em 20 de Dezembro desse ano são aplaudidos como beneméritos: Dona Marieta Gois, residente no Rio de Janeiro - por uma oferta por intermédio de uma senhora chamada Maria Nunes - , Manuel Afonso da Silva, de Lamoso e, na altura, nos "Estados Unidos do Brasil". Outra benemérita considerada nesta data foi Gertrudes Albina Dias Torres, não só porque fez o donativo de 500$00 como também participou num peditório efectuado na freguesia de Sobrosa, Paredes, onde residia.
A 24 de Janeiro de 1932 é considerada sócia benemérita Elvira Monteiro, tinha feito alguns donativos e "emprestado" a casa para albergar o quartel de S. Francisco, onde esteve até meados de 1933.
Depois do período de fundação e instalação, passados quinze anos depois da aprovação do último benemérito, a direcção propõe mais três emigrantes no Brasil para figurar nesta galeria. Na assembleia de 21 de Dezembro de 1947 foram aprovados por aclamação como sócios beneméritos: Arménio de Bessa Rego, natural desta freguesia e "acidentalmente" no Brasil; Sofia Brizida de Meireles, de Ferreira, e Severo Meireles, também natural de Ferreira e "acidentalmente" no Brasil. O presidente da direcção, José Chamusca, justificou a proposta pelo facto de terem dado um generoso donativo para o cofre dos bombeiros e que, por isso, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde deveria, desta forma, significar-lhe o seu reconhecimento.
Os últimos sócios beneméritos foram Luís Carneiro Leão, de Paços de Ferreira e Joaquim Ferreira Rego, filho de Freamunde, que na altura estava ausente nos Estados Unidos do Brasil. A aprovação foi a 13 de Janeiro de 1952 e no primeiro caso pela "valiosa oferta de uma sirene para o quartel" e, no segundo, por haver oferecido para o cofre desta associação a quantia de mil escudos. Na carta da assembleia-geral não há qualquer referência, porém foi aprovado na última reunião de direcção de 1951, ocorrida no fim de Dezembro, que junto com os últimos dois beneméritos referidos fossem também aprovados como tal as madrinhas do pronto-socorro e da ambulância que haviam sido benzidas em Setembro anterior, respectivamente Jeny Coelho Meireles e Isabel Barbosa, pela oferta de 2500$00 cada.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS" - JUNHO DE 2005

segunda-feira, 6 de março de 2017

Bombeiros Voluntários de Freamunde ( IX )

3.1  OS SÓCIOS ACTIVOS E PROTECTORES
Os primeiros sócios foram admitidos na reunião de 15 de Março de 1930 e até Junho desse ano estavam inscritos 118 no livro de sócios da instituição. Até ao final do ano ainda entraram mais seis e no fim de 1931 eram 125. Entre estes sócios também estavam os primeiros sócios activos, isto é, os bombeiros da corporação: eram 12 em 1931 e mais três em 1932.
Em 1932 o número de sócios ascende aos 177 e com comissão administrativa de António Chaves Velho chega aos 240, entrando para sócios algumas figuras de relevo na vida de Freamunde e de que são exemplo o Padre Francisco Peixoto e o professor Francisco Fernandes Valente. Em 1939 o número de sócios inscritos, alguns dos quais já tinham desistido, era de 299.
A gestão da Comissão Administrativa de António Chaves Velho decidiu, a 10 de Junho de 1934, mandar fazer cartões de identidade para serem distribuídos pelos sócios desta associação. Uma prática que ainda hoje se utiliza.
CARTÃO DE SÓCIO DE MEADOS DA DÉCADA DE 1940
No livro de sócios que a Associação possui percebe-se  que terá sido feito uma actualização da lista no ano de 1943, em que preside à direcção António Pereira da Costa. Da lista original parecem ter sido subtraídos os que já tinham falecido ou, entretanto, desistido. Verifica-se também que houve um incremento, pois a lista chega nesse ano aos 319. Curiosamente, a lista de sócios activos passou a figurar em página separada e demonstra que em 1943 estavam ao serviço apenas 16 bombeiros.
Em 1960 os sócios da corporação apareciam separados em três listas diferentes, correspondendo a sócios de 1ª, 2ª e 3ª categoria. Contabilizavam no total 491 sócios protectores. Agora são sócios dos bombeiros 2200 pessoas.
Inicialmente vivíamos uma sociedade bem diferente daquela que temos hoje, razão pela qual havia limitações à admissão de sócios: "Os menores não emancipados, bem como as mulheres casadas, somente poderão ser admitidas com autorização escrita de seus pais, tutores ou maridos", diz o artigo 2º dos estatutos de 1929.
Porém, em alguns momentos, os números referidos significam que, em média, havia um sócio da instituição, em cada dois lares de Freamunde.
Entre os sócios da corporação, desde o inicio até aos nossos dias, estão pessoas residentes fora de Freamunde, em freguesias vizinhas ou até de concelhos bem distantes, amigos da corporação ou de pessoas da terra. Inicialmente em número pouco expressivo, os sócios oriundos das freguesias limitrofes são hoje em número substancialmente mais significativo.
CARTÃO DE SÓCIO ACTUAL (2005)
Considerados os novos estatutos, os antigos sócios protectores são agora classificados como efectivos ou ordinários. Todas as pessoas podem ser sócias, sendo apenas exigida aos menores autorização por parte de quem tem o poder paternal.
Os estatutos iniciais previam o pagamento de uma jóia de 5$00 e uma quota de 1$ por mês. A primeira alteração a esta situação ocorreu num período em que não há registo de actas. Nesse período foram introduzidas as categorias de sócios, não previstas estatutariamente, mas continuadas posteriormente.
O aumento das quotas foi novamente autorizado, em termos pouco rigorosos, pela Assembleia-geral a 9 de Abril de 1967, numa sessão que excepcionalmente ocorreu no salão da Associação de Socorros Mútuos Freamundense, com a participação de duas dezenas de sócios.
Dez anos depois, com a inauguração do novo quartel à porta e considerando que o valor das quotas estava desajustado para a época, bem como as novas necessidades de receita, a Assembleia de 25 de Março de 1977 aprova novo aumento. A diferenciação por categorias de sócios começa a ser discutida nessa assembleia, dado que atrapalha a boa e eficaz cobrança. Nesta altura, mesmo com a diferenciação, o valor da quota não era absoluto, pois o que definia era o valor mínimo a pagar. Nessa reunião magna, a direcção informa que deliberara beneficiar os sócios com um desconto de 50% em serviços de ambulância.
O fim do período de gestão do Dr. Jaime Barros coincide com novo aumento da quota mínima, que até ao fim de 1990 foi de 20$00 mensais.
A gestão do actual presidente da direcção pediu e viu aprovado um aumento de quotas logo no primeiro ano do seu mandato, em 1991, na assembleia de 26 de Abril. O valor mínimo passa de 20 para 100$00. Valor que vigorou de Janeiro desse ano, até 22 de Março de 2002. Nessa Assembleia-geral aproveitou-se a mudança da moeda para voltar a aumentar o valor da quota mínima, referindo-se que o valor era "irrisório" e que as receitas da associação eram "insuficientes para as despesas obrigatórias". Os cem escudos equivaliam a 50 cêntimos do Euro. Com o aumento a quota mínima ficou estabelecida, até hoje, em 1€ mensal.
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS" - 2005