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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Carvalhal

Uma fotografia pra recordar o velhinho campo do Carvalhal em dia de jogo, numa época já muito distante...Como eram lindos estes tempos...
Uma imagem de Freamunde de outros tempos.
Fotografia publicada na rede social Facebook.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Carvalhal

Neste mês em que o Sport Clube de Freamunde completa 84 anos de vida, aqui fica uma fotografia a cores da entrada principal do velhinho e saudoso Campo do Carvalhal. Desapareceu a sua estrutura física, mas ficaram as memórias de um campo onde durante quase sessenta anos se desenvolveu toda a vida desportiva do clube, onde foi construída quase toda a sua história. Palco de imensos dias de glória do Sport Clube de Freamunde...Ah! Que saudades!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Viagem no tempo com...Vitorino Ribeiro

O PRIMEIRO TOTOBOLA E A RESPOSTA NA GAZETA
O velhinho e mítico campo do Carvalhal foi palco durante vários anos de jogos emotivos, por onde passaram algumas das estrelas imortais do Sport Clube de Freamunde. Vitorino Ribeiro, agora com 73 anos, vestiu a camisola azul durante seis anos, tendo a oportunidade de defrontar Nóbrega, Morais e Joaquim Jorge, craques que representaram a selecção nacional. "Tinha 18 anos quando jogava nos juniores e fiz a minha estreia pelos seniores contra o Desportivo das Aves", recorda Vitorino Ribeiro com saudade, orgulhoso por ter jogado ao lado de João Taipa. "Era o expoente máximo do Freamunde. Não viu um único cartão amarelo em toda a sua carreira e tive o prazer de jogar com ele. Curiosamente começou a jogar muito antes de mim e acabou a sua carreira depois..."
No período em que vestiu a camisola freamundens, Vitorino Ribeiro coleccionou muitas histórias, mas lembra com alguma adrenalina uma fase em que a equipa lutava por chegar à 2ª divisão nacional..."Na altura só havia o distrital e depois a 2ª divisão nacional. Num ano estávamos a defrontar uma poule com cinco equipas e só o primeiro subia de divisão. E isto começou muito mal...Fomos a Famalicão e acabamos muito prejudicados pela equipa de arbitragem, que levou a pancadaria nas bancadas. Esse jogo deu azo a uma forte polémica com um jogador do Famalicão. Esse jogador escreveu um artigo num jornal local que teve uma forte repercussão e levou o Fernando Santos a responder da mesma forma na GAZETA. Depois desta troca de palavras, houve um senhor de Famalicão que veio de propósito a Freamunde conhecer o Fernando Santos para dar-lhe os parabéns pelo texto que escreveu na GAZETA, pois quem escreveu o artigo no jornal de Famalicão não era muito bem visto naquela terra...E teve a merecida resposta".
APOSTA
Vitorino Ribeiro é ainda do tempo em que o Freamunde apareceu no primeiro boletim do Totobola. "Foi num jogo em Mirandela e, claro, joguei e apostei na vitória da minha equipa. Mas o problema é que apanhamos nesse jogo um árbitro de Vila Real e fomos muito prejudicados. Empatamos 1-1 e saímos de lá ressabiados.
A nossa resposta foi dada quando o Mirandela jogou em nossa casa...Goleámos por 11-0 e eu marquei dois golos", lembrou. A verdade é estes dois jogos tiveram efeitos negativos. "Se calhar não subimos à 2ª divisão nacional por causa destas duas más arbitragens", admite, explicando depois a passagem precoce pelo futebol. "Tive de tomar uma opção entre continuar a jogar futebol ou ir para o teatro. Optei pelo teatro e não estou nada arrependido", garante.
JORNAL "GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA"

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sport Clube de Freamunde - Vida e Glória ( I )

 OS PRIMÓRDIOS ( 1933 - 1941 )
"DO LARGO DA FEIRA AO CARVALHAL"
Nos primórdios da década de trinta, e porque a necessidade aguçava o engenho, qualquer espaço servia para o pontapé nos "trapos", fosse na rua ou em terreno baldio.
LARGO DA FEIRA
O Largo da Feira era quase sempre o palco predilecto dos pequenos garotos que com frequência quebravam os vidros das janelas das casas contíguas à Praça Pública.
É curioso que ninguém ousava reclamar os prejuízos causados pelas boladas, mas, por vezes, a vizinhança torcia o nariz face ao incómodo provocado.
Ali se jogava de manhá à noite. Aos domingos, principalmente, depois da missa, os aficionados cercavam o largo para apreciarem a habilidade da pequenada a suar as estopinhas, de pingo de nariz, com as calças arregaçadas até aos joelhos, a roupa totalmente colada ao corpo e as botas - quem as tinha - a pedir remendos pois as "topadas" eram muitas e as árvores apenas ajudavam a ensaiar a finta.
As velhas bolas trapeiras ricocheteavam. Baiam nas paredes. Nas portas da tasca das "Elvirinhas". Iam e voltavam. Toda a miudagem chutava. De repente, a alegria do jogo. Golo!...Golo!...Golo!...Abraçava-se a garotada, toda, com alegria. Cá fora batia-se palmas. Até o abade.
CAMPO DO CARVALHAL
 O PIONEIRISMO
Querendo premiar os dotes futebolísticos dos jovens desportistas e aliciado pela emoção desse jogo, o carismático Padre Castro - figura proeminente pela sua generosidade e inteligência ao serviço das instituições locais, personalidade possuidora de enorme fluência e que tudo fazia, como na vida, com raça, com imaginação, com sabedoria -, conhecedor que o futebol atraía o operariado e a juventude, auxiliado pelo Dr. António Chaves, Armando Oliveira, Alexandrino Cruz, Francisco Carneiro e outros, resolve dar voz ao seu instinto cristão e fazer alguma coisa pelos filhos da comunidade freamundense, tomando a seu cargo o plano organizativo para a constituição de um grupo de futebol, pois nas redondezas já havia clubes similares.
PADRE CASTRO
O Padre Castro, que também paroquiou S. Paio Casais / Lousada e leccionou como professor de matemática no Seminário dos Carvalhos / Vila Nova de Gaia, deixou-nos bem cedo mas viverá eternamente na saudade de todos e enquanto existir o Clube a que ele votou a sua existência.
Dos fundadores, os entusiastas de então, não é possível ter a certeza de quantos e quais foram, não só pelo tempo já decorrido, mas sobretudo pela ausência e displicência no registo de acontecimentos que poderiam vir a tornar-se, em termos históricos, de vital importância.
Foram, no entanto - e disso não nos resta a menor dúvida - pessoas que o Clube da maneira mais pura e sempre ligados de alma e coração ao seu querido emblema, identificados apenas e só com a bandeira azul e branca.
Mas nem só de boas vontades e amizades o futuro da Agremiação poderia estar alicerçado; por um lado, uma coisa era organizar treinos e jogos de futebol, outra fomentar a actividade, com algumas condições de higiene, mesmo em espaço alugado. Tarefa prioritária, portanto.
A dois "palmos" de distância do centro da povoação existia um terreno que dava na perfeição para erguer um campo onde fosse possível praticar futebol.
Feitas as necessárias diligências, as dificuldades foram inicialmente ultrapassadas com o arrendamento destas terras pertencentes ao Dr. António Corrêa Teixeira Vasconcelos Portocarrero por uma importância compatível com as possibilidades do Clube.
ARMANDO OLIVEIRA
Depois, utilizando mão de obra voluntária - rostos invisíveis, anónimos, que trabalharam intensamente sem que os motivasse qualquer interesse material, fazendo uso dos seus instrumentos de ofício, pás, alviões, picaretas, manejados com toda a eficiência e denodo - o rectângulo de jogo ganhava contornos.
Os trabalhos tomaram de início um ritmo acelerado, de tal forma que, em pouco mais de seis meses, o campo foi dado como pronto.
Pelos documentos disponíveis, não terá havido futebol, ou melhor, competições externas com outros clubes, antes de 1932.
A primeira referência é de Maio desse mesmo ano e relata-nos um encontro entre o Lagoense F. C. e o Foot Ball C. Freamundense, saindo vencedor este último por um concludente 7 - 0.
De tralha aos ombros, botas a tiracolo, gorro ou chapéu na cabeça, fato domingueiro - todos, portanto, bem encanados - lá iam os atletas, cantando e rindo, indiferentes aos quilómetros, percorrendo a pé até povoações circunvizinhas (Covas, Sobrosa, Lagoas, Paços "Rotunda"...) para defrontarem os adversários em renhidos confrontos.

ANTÓNIO FILIPE
Nestes tempos os equipamentos - quando existiam - quase não tinham modelo nem cores bem definidas. António Filipe, sapateiro de profissão com pequeno aposento na Praça, era um dos principais entusiastas, guardando as rudimentares camisolas, consertando ainda, de forma gratuita, as botas (?) existentes. Sem um organismo tipo Associação, os grupos desafiavam-se, jogavam e depois vinha a desforra. Ninguém repudiava sacrifícios, corria-se por gosto.
Não havia lugar para guardarem a roupa, muito menos a existência de água quente para se lavarem, como é lógico. Por isso recorriam a poços existentes nas mediações dos campos de jogo, de onde alguns assistentes retiravam a água com um balde, despejando-a depois pela cabeça abaixo dos heróicos pontapeadores de couro.
Não fazia diferença o tamanho do espaço ou o comportamento do público.
Os jogos não contavam para nenhuma classificação, vivendo-se, por um só dia, as vitórias ou as derrotas. Ganhar era apenas, e só, um prazer do espírito.
Em Março de 1933, disputou-se em Lousada um jogo de classe infantil.O mwesmo não chegaria a terminar porque um miúdo da equipa da casa sofreu fractura de uma perna.
JOAQUIM PINTO - "SPORT CLUBE DE FREAMUNDE - VIDA E GLÓRIA" - 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Carvalhal

Fase do jogo S. C. Freamunde - Rio Ave F. C. do campeonato nacional de juvenis no velhinho e saudoso campo do Carvalhal em 1990. Na fotografia encontram-se Hilário (a cabecear), Augusto (guarda-redes), Pimenta (de costas, nº 4) e Paulo Sousa.
Uma fotografia pra recordar este "mítico" campo da bola onde se sentia e vivia Freamunde e que marcou várias gerações de freamundenses, onde eu me incluo. Ah! Que saudades!...
Fotografia gentilmente cedida por um dos intervenientes do jogo: Hilário.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Memórias

Memórias do campo do Carvalhal. Memórias de quase sessenta anos de um campo de futebol onde se desenvolveu toda a vida desportiva do Sport Clube de Freamunde. Memórias de um campo de futebol onde foi construída quase toda a história do clube. Memórias de uma pequena estrutura de balneários de um local a que nos habituamos ao longo de muitos anos. Memórias de imensos dias de glória do Sport Clube de Freamunde. Ficaram apenas as memórias.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coisas Minhas

O ADEUS AO VELHO CARVALHAL

No passado dia 19, o velho campo do Carvalhal serviu, pela última vez, de ponto de reunião aos "tifosi" freamundenses que ali acorreram a presenciar o derradeiro prélio futebolístico que ali se realizou: o Freamunde - Felgueiras, a contar para o campeonato nacional da 2ª Divisão. O tempo nada perdoa e, mais tarde ou mais cedo, todas as coisas atingem o seu fim: até os campos de futebol...O "Carvalhal" não podia fugir a esta intransigente regra: o seu fim aí está, um fim natural e que, com igual naturalidade se aceita, sem mágoa justificada, sem discussão válida, sem desnecessário saudosismo, antes com exacerbada alegria e profundo alívio, por finalmente, se terem adquirido condições mais consentâneas com o futebol que hoje se pratica em Freamunde e que o velho campo já não podia oferecer...
No entanto, embora leve, sempre um amargo de alma nos fica ao vermos desaparecer um local a que nos habituáramos, ao longo dos anos, e onde tantas horas de alegria e outras tantas de angústia e desespero tínhamos vivido face ao nosso exagerado fervor clubista e hoje, ao afastar-me daquele velho "pelado", não posso deixar de parar, por instantes, de me voltar para trás e de lhe deitar um olhar de nostálgica simpatia...
E é nesse derradeiro olhar que, mesmo ofuscado por uma impertinente e teimosa lágrima, consigo ver figuras e factos que, nestes mais de quarenta anos de freamundense dali me acenam amiga e saudosamente...
Eu, antes de vir para Freamunde, nunca dei grande atenção a este portenso fenónemo que hoje avassala o mundo, lhe faz descer para os pés a virtude, habilidade e inteligência que só à cabeça deviam pertencer, e se chama "foot-ball" ou, mais portuguesmente, futebol, ou não tivéssemos nós a viva protensão para adoptar tudo quanto a "estranja" nos manda...
"-És uma besta! A ti a ciência e inteligência não te conseguem entrar na cabeça e vão-te cair aos pés". - dizia, no meu tempo de menino, no já extinto Colégio de João de Deus, o Dr. Marques de Carvalho a um colega meu, de que já não me recordo o nome mas que, mais tarde, foi internacional na selecção portuguesa de futebol...Não se enganava...
Mas - como estava a dizer - e apesar de ter sido guarda-redes num campeonato escolar do pé na bola (como, de resto, o cheguei a demosntrar, em Freamunde, num célebre jogo entre o Clube Recreativo e a Assembleia), este desporto nunca me atraiu e, ainda hoje me orgulho de poder dizer que nunca vi jogar o Porto, Benfica, o Sporting ou qualquer outro clube que não tenha sido adversário do Freamunde. E, se sei que o Porto é azul e branco e o Benfica vermelho, é porque seria um autêntico crime de lesa-pátria esse desconhecimento e porque já há televisão a cores há alguns anos...E até porque, como diz o "outro", o futebol é que "induca" e o Benfica é que "instroi"...
Foi, pois, em Freamunde que o "bichinho" da "bola" me começou a corroer o interior. Mas não era a bola que atraía: era a equipa da terra que me adoptara e que eu aprendera a amar. E é desse tempo que, ao despedir-me hoje do Campo do Carvalhal, se erguem na montra das minhas recordações todos aqueles que, desinteressadamente, sem a mínima remuneração, constituiram as briosas equipas do "Freamunde", equipas que, então, eram constiyuídas por jogadores quase todos batizados na nossa igreja matriz! Os Vianas, O Bica, os Mirras, o Cherina, o Casimiro, o Barbosa,o Laurindo, o Peixoto, o Santos, os Zés Marias, e, mais recentemente, o Venâncio, o Guerra, o Ernesto, o Capot, os meus filhos, e tantos, tantos outros, a quem peço desculpa do esquecimento e que fastidioso seria aqui mencionar, alguns deles que já moram só na nossa saudade e que, infelizmente, já não se aborrecerão com o meu lapso, a menos que o "Fredemundus" consiga ser lido na eternidade...Mas um há, no entanto, que não pode ser esquecido: o maior de todos, o que sempre mereceu o respeito de colegas e adversários, o que a própria Federação Portuguesa de Futebol considerou ser o mais digno, entre Eusébios e quejandos, para poder transportar a sua bandeira num dos seus últimos congressos, e que, pelo seu comportamento como jogador e como Homem, sempre dignificou o Sport Clube de Freamunde e a terra que o viu nascer - JOÃO TAIPA, um maravilhoso exemplo!
Mas nem só jogadores eu recordo hoje no velho "Carvalhal": vejo o meu velho amigo, o professor Gil Aires, treinador efectivo e desinteressado dos bons tempos das "seisadas", que mantinha uma filosófica fleugma enquanto a turba exigia "só mais um!" ; vejo o João Cardoso, sempre a falar alto enquanto percorria aceleradamente ao longo do muro do lado do peão, de um lado para o outro; vejo um já venerando espectador de Ferreira, de bigode branco e esquisito chapéu redondo de copa afunilada, cujo nome nunca soube, e ao lado de quem ninguém podia estar, devido aos "efeitos" que ele fazia com as pernas sempre que o jogo se desenrolava junto da baliza adversária; outro junto a quem também era pouco prudente estar, o meu grande amigo Ernesto Taipa, a cuspinhar constantemente sobretudo nos lances mais animosos dos jogo...; recordo o "grupo dos malcriados" do qual eu próprio fazia parte e no qual se destacava, entre muitos outros bons e grandes amigos, a metódica figura do Domingos Taipa, aque todos consideravam o "tesoureiro" deste imprtante conjunto de detractores dos senhores árbitros...E tantos, tantos outros "habitués" da claque freamundense e das futebolísticas tardes do velho "Carvalhal", que terminaram definitivamente...
Adeus, meu velho amigo! Uma coisa te deve orgulhar e a todos os freamundenses: acabas como nasceste - livre, aberto, sem redes de protecção à tua volta obrigatoriamente levantadas. Este deve ser o teu grande orgulho e uma medalha de tácito louvor à assistência freamundense que sempre acolheste e que, nem sempre ordeira e acatadora das injustiças que, por vezes, alguns dos chamados juízes de campo ali vieram impor, sempre soube não pisar o risco das conveniências que te obrigariam à morcaça de rede que maculou a quase totalidade dos campos de futebol nacionais...
E, para terminar, e no jeito das minhas coisas sobre teatro, deixem-me contar-lhes porque ESTA É MESMO VERDADEIRA...O senhor árbitro apitara para o final da primeira parte. O trio de arbitragem dirigia-se, calmamente, para os balneários. A seu lado, num passo de igual cadência, seguia o "Quim Bica", que imaginava maroteiras como hoje imagina as suas obras de arte. O árbitro, sempre a andar, olha para o céu, muito nublado, e comenta:
- Somos capazes de ter chuva na segunda parte..."
-Está enganado, senhor árbitro. - contesta o Bica: Aqui em Freamunde, quando ao Domingo o céu está assim carregado...ao outro dia é Segunda-Feira..."
Parece que o árbitro não achou graça à piada, uma vez que, logo ao começar a segunda parte, à mínima coisa que o Bica fez, lhe apresentou logo o "cartão vermelho"...

FERNANDO SANTOS (EDURISA, FILHO) - "COISAS MINHAS"

Para quem não conhece este senhor, aqui fica o link para o ficar a conhecer um pouco mais.