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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em tons sépia

Uma fotografia da Capela de São Francisco captada por estes dias, com efeito sépia. Uma capela construída em 1737, portanto, com 280 anos de existência. E neste ano que completa 280 anos, a capela está de "cara lavada", após obras de recuperação.

domingo, 7 de outubro de 2012

A Confraria e Capela de São Francisco




Parece vir dos tempos iniciais do séc. XVIII, uma pequena capela, mais oratório que mais nada. Em 1734 já havia meios para construir a actual a que se acrescentou um pequeno hospício orientado pela Ordem Terceira de São Francisco. Os Irmãos eram muitos. A devoção também. As doações e beneficiações não lhe ficaram atrás. A festa principal era (e é) a 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, sempre com uma luzida procissão presidida por uma bela imagem da Senhora.
As Confrarias, desempenharam aliás, um papel fundamental na organização da comunidade local.
Essencialmente de natureza popular e aldeã, são uma das formas de solidariedade ao lado e centro dos laços concelhios, também eles fortemente solidários. Conhecem-se casos em que os herdadores se juntaram para construir a sua igreja, eleger o próprio pároco que apresentavam ao Bispo para ordenação e confirmação. Naturalmente continuavam no tempo a gerir os bens e o culto respectivo.
Com naturalidade também passaram a desempenhar funções de auxílio mútuo, sobretudo em casos de maior necessidade, em caso de morte e para sufragar a alma dos Irmãos defuntos.
A gestão dos bens e a prestação das contas à comunidade, a recolha de esmolas e contribuições, a organização da festa principal, tudo era levado a ponto de honra pelos Irmãos.
Em Freamunde, as Confrarias de São Francisco, de Santo António, da Senhora das Neves, do Santíssimo Sacramento e das Almas congregaram desde pelo menos do séc. XVIII praticamente toda a comunidade.
A elas se deve por certo todo o dinamismo associativo e o sentido solidário que se respira por todo o lado em Freamunde.
"Vila de Freamunde"

sábado, 20 de outubro de 2007

A capela de S.Francisco

Teria sido inicialmente um oratório,a seu tempo demolido para ser erigida a capela e a casa-hospício em 1737 (a avaliar pela inscrição na fachada).A sua benção foi concedida em 1744.Segundo o catálogo dos Bispos do Porto,em 1623 "...o Salvador de Freamunde...ermidas Santa Helena e São Sebastião..." logo ali existia a Capela de S.Francisco.A obra é de iniciativa e orientação da Ordem Terceira de S.Francisco,cuja existência é anterior.Os primeiros estatutos desta confraria datam de 1749 mas foram revistos em 1885 e 1913,sendo nesta altura o pároco,Pe Florêncio de Vasconcelos.A capela de S.Francisco teria sofrido uma remodelação posterior,por iniciativa do Capitão-Mor Moreira Carneiro que a dotaria de tribuna,sineira e a imagem de Nossa Senhora da Conceição,padroeira da confraria,apesar do seu patrono especial ser S.Francisco de Assis.O facto dos lugares circundantes terem o nome de S.Francisco e de S.Sebastião,o que é corroborado pelo Pe Lucas Ferreira em 1758,no inquérito que envia ao Bispo do Porto em que fala da existência da "Capela de S.Sebastião no lugar de Freamunde"(será Freamunde de Cima?).Esta data,confrontada com a que está incrita na fachada a Capela de S.Francisco contraria a tese de que esta seria construída por demolição daquela.A irmandade de S.Francisco teve um papel importante a nível do culto religioso e da beneficiência,ao longo dos tempos.Ao mesmo tempo,atraiu a Freamunde vultos da hierarquia eclesiástica,como por exemplo, "Frei João da SS Trindade,Comissário Geral das Ordens Terceiras,no jubileu de Agosto de 1904".A festividade actual que está associada à capel é a de N. S. da Conceição que se realiza a 8 de Dezembro de cada ano e é planeada e desenrolada pr um grupo de jovens que se sucedem.Trata-se duma festa com uma componente religiosa muito forte (com missa solene e procissão) e uma parte de arraial que se concentra mais em torno da capela.Os tradicionais "ferreirinhos" (espécie de fogo-preso) e a actuação da Banda de Freamunde atrai muitos forasteiros que desafiam o frio do fim do Outono...Até há bem poucos anos era,nesta festa que se estreavam os jovens músicos que passavam a fazer parte do elenco da filarmónica quase bicentenária,um dso veículos do nome Freamunde.Compete aqui recordar a festa da "Porciúncula" que atraía a Freamunde todos os fiéis que queriam o Jubileu.Era uma enorme festa,a maior das redondezas,com muitos padres e uma procissão longa,com uma grande manifestação da fé do povo.Decaiu com a extinção das Ordens Religiosas,mas foi reactivada pela Ordem Terceira depois.Ainda havia no príncipio do século XX.De referir que na parte traseira da capela se encontra um relógio de sol que se pensa ter sido ali colocado,aquando da sua construção.
"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"
Relógio de sol existente na parte traseira da capela.

Inscrição da data da construção.

...tenho de confessar que desconhecia a existência do relógio de sol!