MÃE
A lágrima vertia
E sulcava-lhe a cara
Ainda jovem!
O lábio trémulo,
Não conseguia encobrir
Um riso não existente!
Mãe, porque choras?
Dá-me uma "surra" se te magoei.
Se sou merecedor do teu amor
Dá-me um sorriso!
Sim, um sorriso,
Em troca de esses teus prantos.
Seu olhar plácido, caiu sobre mim,
As vertentes lágrimas secaram,
E seus lábios misturados,
Com um sorriso encoberto,
Proferiram meigamente:
"Somos pobres, mas felizes.
Viver não é luxúria nem cobiça,
É o amor que nos abraça.
Não o deixes fugir...Nunca!"
FERNANDEZ - "FREAMUNDE E O SENTIMENTO POPULAR - POESIA" - 1987















