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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A preto e branco

Nesta rubrica "a preto e branco", uma imagem do nosso Cruzeiro, situado no cento cívico de Freamunde, no Alto da Feira. O Cruzeiro existiu inicialmente junto da Igreja Matriz de Freamunde. Diz a tradição que sofreu quatro mudanças, sendo a última para o local onde se encontra actualmente.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Caminhos

AS MINHAS VIAGENS
II
Primeira parte
Seria bom "Viajar, correr países..."como diria o poeta cujo nome se esvai na minha memória cor de madrepérola. Eu prefiro às vezes a "Voyage autour de ma chambre", em torno de mim e do ontem. Um dos meus professores de História aconselhava-nos a gostar desta disciplina. "O conhecimento do passado é que nos permite caminhar com segurança" - dizia. Mas é o passado que marca o rosto, pese embora o alívio dos cremes anti-rugas e da ausência de gargalhadas que escavam, mas dão ânimo ao espírito.
Viajar é refrigério para as dores. E a música também. Até a pediatria dum qualquer hospital de Lisboa já proporciona música aos pequeninos internados! A ciência avança nas suas pesquisas e apesar da frieza das suas experiências e da matemática, vai descobrindo lenitivos para quem sofre. A cabeça alia-se ao coração. É por isso que dou comigo a discordar da dicotomia pensar / sentir de Alberto Caeiro. "Um homem é um homem e um bicho é um bicho" - dizem por cá, talvez repetindo alguém que o meu conhecimento não atingiu. O homem tem projectos. E é para que os meus não fiquem como o de Sérgio Vieira de Melo, enterrados nas cinzas, que decidi retomar a minha viajem e já.
Parei na loja da minha prima para comprar o jornal. Onde às vezes compro tecidos. Mas é a informação que me seduz. Impossível é abarcar ou reter tudo o que lemos. Às vezes, porém, a esponja da indiferença não limpa imagens e notícias que pretendíamos esquecer. Aqueles jovens de Cabul, mortos pela polícia, depois do jejum, do Ramadão, por pedirem pão na Universidade. Mas...já leram "Deus é um itinerário" de Regis Debray? Ou o sermão do Padre António Vieira, em que um homem corta um cepo e se coloca de joelhos perante ele, em oração? Até os agnósticos têm necessidade dum ídolo. Deus é Deus mas tenho outros ídolos. Na Terra. De carne e osso.
E a minha viagem prometida? Como o brasileiro Gilberto Freyre "Gosto da rotina e gosto da aventura. Gosto dos meus chinelos e gosto de viajar." Busco a memória do futuro. A cigana jovem e reconchuda profetizou-me um futuro de luz, aos meus 18 anos. Bem...abro o jornal sentada nos bancos verdes, junto ao chafariz. Figo beija Beckam. Não na boca. Essas cenas só são permitidas a Madonna ou a um qualquer gay...
Mas...por falar em cenas. E as do Big-Brother em que os sussuros ofegantes debaixo das mantas tornam os seus agentes, heróis nacionais? E sê-lo-ão porque nos distraem, neste vazio espiritual que transportamos, nesta ausência de interesse que a vida proporciona...
Reparei...a bica da Praça não deita água. Até a palmeira, oriunda dum avô árabe ou africano se transformou em símbolo de Freamunde! Pois...se querem proibir-nos de tocar o hino!
Não façam o Leopoldo Saraiva e o João de Brito dar voltas no túmulo! Temos a cabeça nos ombros e não debaixo do braço, como um protagonista dum livro de Margarida Carpinteiro, cujo título não posso recordar.
No centro há casas antigas restauradas para vencer o tempo. Mas sigamos...Nem todas estão assim...vão caindo ou caíram por aqui e por acolá para amanhã darem lugar a blocos incaracterísticos. Metáfora da modernidade. Os nossos olhos têm de se habituar mas, em pequenas doses, porque o coração tornado copo de cristal Atlantis pode estatelar-se. É, por isso que entro num café e peço um Martini, para anestesiar as emoções e os medos.
ROSALINA OLIVEIRA - "CAMINHOS" - DEZEMBRO DE 2003

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Uma imagem nocturna do Cruzeiro

Uma imagem nocturna do Cruzeiro. Um Cruzeiro pequeno à luz do dia, mas grande e altivo na vastidão da noite. Um Cruzeiro que existiu inicialmente junto à igreja, e que actualmente se encontra no Alto da Feira, em pleno centro cívico de Freamunde.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Uma imagem de Outono

Uma imagem do colorido do Outono que por enquanto ainda permite que as folhas permaneçam nas árvores. Um cenário que em breve mudará...Lugar da Feira, centro cívico de Freamunde.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Feira


Antes de 1720, a Feira era um local ermo e deserto, onde documentos particulares, referiam a existência de sortes de mato. Nessa altura não existiria ainda a Capela de Santo António, pelo menos com esse nome. Era apenas o "ermitério, a choupana do ermitão António Dias Penedo (1667)", como diz o Pe. Francisco Peixoto. Foi a criação das feiras que fez atrair ao local moradores humanos e afastar os lobos e porcos malteses e outros animais que favoreciam a caça. Havia ali o Fojo, que era uma armadilha constituída por um fosso profundo coberto com ramalhos cruzados e circundado por dois muros para fazer cair ali os animais acossados pelos monteiros. Era uma zona rica de carvalhos, companheiros na solidão do ermitão que foram, pouco a pouco, derrubados e mais tarde substituídos por plátanos...
Feira era toda a área central de Freamunde que depois se dividiu em Largo da Feira, Alto da Feira e Largo de Santo António.
"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"