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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bombeiros - fotos antigas

A Festa da Flor foi uma emblemática forma de angariação de dinheiro para os Bombeiros Voluntários e que veio a marcar gerações de "meninas" de Freamunde, cuja tradição era realizar-se nas feiras anuais de Santo António e Santa Luzia.
A Festa da Flor realizou-se durante décadas, chegando a permitir entre os participantes uma espécie de jogo. As meninas, acompanhadas pelos bombeiros, dirigiam-se às pessoas que melhor conheciam e que mais facilmente lhes pudessem despender um donativo em troca de uma flor que lhe colocavam na lapela ou lhes ofereciam. Insistentemente tentava arrancar um donativo, competindo entre elas para ver quem conseguia a maior receita da festa em favor dos bombeiros.
Algumas vezes a festa foi estragada, especialmente na feira de Santa Luzia, quase sempre justificada pelos rigorosos Invernos com que São Pedro dotava aqueles 13 de Dezembro.
"Bombeiros Voluntários de Freamunde - 75 anos"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bombeiros-Fotos antigas


A 4 de Setembro de 1977 é inaugurado o quartel sede dos Bombeiros Voluntários de Freamunde. Era comandante dos bombeiros Carlos Felgueiras e o presidente da direcção era o dr. Jaime Barros. O projecto do quartel é da autoria do engenheiro freamundense Ulisses Valente, que ofereceu o projecto e deu a sua ajuda para a angariação de subsídios para a sua construção. Em 1991 têm início as obras de ampliação do quartel que são concluídas em meados de 1994.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bombeiros-Fotos antigas

Formatura dos Bombeiros em frente ao quartel na Rua do Comércio.
A primeira reunião de Direcção neste quartel, que era uma garagem e que foi adaptada e transformada em quartel, decorreu no final de Maio de 1933. Esta garagem era propriedade do sócio Serafim Pacheco Vieira. O plano de obras efectuadas para a transformação dessa garagem para quartel compreendia: garagem para os carros dos bombeiros, ginásio, gabinete de Direcção, gabinete de leitura, etc, de molde a ficar um quartel decente e a merecer da terra de Freamunde. A construção de um quartel-sede para os Bombeiros de Freamunde só volta a ser equacionada com profundidade no fim dos anos quarenta, altura em que, pelo país, começavam a ser construídos os primeiros quartéis de raíz, mais adequados ao seu fim. Em Maio de 1954, não só se reconhecem as deficientes condições em que está instalado o quartel como assumem dificuldades em arranjar um terreno para a construção de um novo. Neste quartel ficaram instalados os Bombeiros de Freamunde até 1977.

Alguém consegue identificar algum destes soldados da paz?...(clica na imagem para ampliar)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Bombeiros-Fotos antigas

Esta fotografia, que faz parte do albúm dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, como facilmente se pode ver, foi tirada na Rua do Comércio, provavelmente na década de 40 do século passado. Provavelmente, porque na fotografia não tem inscrita a data da mesma, porque a Corporação de Bombeiros de Freamunde foi fundada em 1930, e pelas características das viaturas, é certamente muito posterior a essa data. Nesta foto, também se pode ver o antigo edifício da Junta de Freguesia, demolido no ano 2000.O carro que vem a abrir o desfile, é dos Bombeiros Voluntários de Vizela...talvez um desfile de comemoração do aniversário dos Bombeiros de Freamunde?...Fico à espera da ajuda dos visitantes/comentaristas para mais pormenores sobre esta fotografia...
Quero agradecer a cedência desta foto e outras, que irão ser posteriormente aqui publicadas, à Direcção dos Bombeiros Voluntários de Freamunde. Muito obrigado.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Escola Infantil de Música

A Escola Infantil de Música foi fundada oficialmente em 05-01-1973 com o objectivo da difusão da cultural musical e de servir de suporte à Banda de Música.Desta escola saíram muitos músicos para a Banda de que tem representado um grande "viveiro",dando sequência a uma tradição de formação de músicos que até aí,a recebiam em casa,com os pais,os familiares e os vizinhos já executantes.
Lia-se na Gazeta de Paços de Ferreira,na época "A Escola Infantil de Música,fundada em 1972,vai pela primeira vez,apresentar em público,no próximo dia 2 de Outubro,pelas 21.30 h,no recinto do mercado,um concerto,sob a regência do maestro José Luis Leal Pacheco,que com grande brilhantismo,acaba de concluir o curso pelo Conservatório de Música do Porto,estarão presentes,além de diversas entidades convidadas para o efeito,a televisão que procederá à respectiva gravação a fim de ser apresentada oportunamente nos seus estúdios"
Foi um não parar de actividades que têm como raiz o fornecimento dos conhecimentos musicais e a mostra do que se faz,envolvendo dirigentes,alunos,professores e familiares num compromisso e num convívio que concretizam uma auréola que vem de longe e que tem a ver com este gosto e estas coisas que não geram riqueza material mas uma prosperidade doutro quilate que emociona,cala na alma...
"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"

sábado, 10 de novembro de 2007

Ainda os Bombeiros

Breve historial
Foi por iniciativa dos sócios do Clube Recreativo Freamundense,a organização e fundação da Associação e Corporação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde.Assim,foi em 28 de Outubro de 1928,no salão da Associação de Socorros Mútuos Freamundense que se reuniram os habitantes de Freamunde em assembleia e com o propósito de elegerem a "Grande Comissão Organizadora da Associação e da Corporação".
Esta assembleia serviu,também,para se elegerem os membros da mesa da assembleia.Saliente-se como 1º acto de angariação de fundos e como 1ª deliberação da assembleia,a colocação de "caixinha" nos diversos estabelecimentos comerciais existentes na época.A partir daí muitas outras iniciativas se efectuaram,onde salientamos os espectáculos dramaturgos,onde se sorteavam quadros do Pintor Santa Marta,os saraus líricos-musicais,a Festa da Flor que se realizava no dia 13 de Dezembro e os sorteios que eram promovidos por um grupo de senhoras de Freamunde,presidido pela Sra. Maria das Dores Alves da Cruz.
Em 9 de Abril de 1929 a "Grande Comissão",como então era denominada,aprova os estatutos da Associação,que viriam a ser aprovados pelo Exmº Senhor Covernador do Distrito do Porto,em 28 de Janeiro de 1930.No entanto,refira-se como data oficial da fundação da Associação o dia 12 de Junho de 1930.
É,então "inaugurado,a 15 de Outubro de 1930,o 1º Quartel da Associação,que se situou no lugar de S.Francisco,em instalações (garagem e uma terça parte da casa anexa) cedidas,gratuitamente,e com a ressalva de a sua utilização ser de forma temporária,pela Sra. Elvira Lopes Monteiro.
Adquire-se o 1º carro,pela quantia de 8.000$00.É de marca Lancia,e entra para o activo no dia 1 de Novembro de 1930.Se a organização administrativa se solucionou em reduzido espaço de tempo,já a organização do Corpo Activo se apresentou de forma morosa,levando a que a Assembleia-Geral,que se efectuou em 17 de Outubro se 1930,tomasse a seguinte resolução:"Que ficassem um médico,o Presidente e o tesoureiro da Direcção,de harmonia com o parágrafo único do artigo 5º dos estatutos,constituindo o Conselho de incorporação e ao mesmo tempo os dois últimos,provisoriamente,com as atribuições de Comando".E assim se justifica o porquê de só em 2 de Novembro de 1947 tenha sido homologado,pela Inspecção Distrital de Bombeiros do Porto o 1º Comandante da Corporação-António José de Brito.
E porque a cedência do espaço para o Quartel foi efectuada de forma temporária,passou,a partir de 13 de Junho de 1933,o mesmo para instalações que foram alugadas ao Sr. Serafim Pacheco Vieira pela quantia de 50 escudos por mês,e que se situavam na Rua do Comércio.
E foi desse local que se transferiram,mais uma vez,os Bombeiros de Freamunde.Só que desta feita havia de ser para instalações próprias.Assim registe-se a data de 4 de Setembro de 1977 como a data em que é,oficialmente,inaugurado o Quartel da Associação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde.Para a sua construção salienta-se o nome do Sr. Dr. Jaime Manuel Nogueira de Barros,como Presidente da Direcção e grande impulsionador de tão importante feito para a Associação.
No entanto,e com o desenvolvimento natural da Associação,viriam,as instalações a tornar-se insuficientes para albergar o número de viaturas e equipamentos existentes para o bom funcionamento e bom desempenho do Corpo Activo.Assim,e sob a presidência de António Rogério Gomes Pereira,é o quartel ampliado em 1994.
No mês de Outubro de 1985 é definida a área de actuação do Corpo.Dividindo-se o Concelho de Paços de Ferreira em duas zonas.A partir de então,passam a fazer parte da área de actuação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde cerca de 36.000 Klm2 repartidos pela seguintes freguesias: Codessos, Eiriz, Figueiró, Lamoso, Raimonda, Sanfins, Freamunde, norte de Ferreira(até ao cruzamento de Ferreiró) e Funtão, S.Roque,Igreja, Bande e S.Domingos (até à Fábrica de Alves e Leite) da freguesia de Carvalhosa.
No entanto,e dado o desenvolvimento natural a que o Concelho foi presente,em 24 de Janeiro de 2004 e em reunião entre comandantes da Corporação dos Bombeiros de Freamunde e Paços de Ferreira,foram novamente revistas as áreas de intervenção e reajustadas ao interesse das populações.
Actualmente na área de intervenção dos Bombeiros Voluntários de Freamunde residem cerca de 27.000 pessoas que se encontram alojadas em cerca de 9.000 fogos.
Proliferam várias centenas de pequenas e médias empresas,ligadas,na sua grande maioria,ao sector do móvel e têxtil.A juntar a tudo isto é também função dos Bombeiros,em parceria de outras entidades,a protecção de toda a área florestal e agrícola inserida na zona.
O Corpo de Bombeiros Voluntários de Freamunde é hoje composto por cerca de 100 elementos,comandados por António Joaquim Mendonça Pinto,que para além do efectivo humano conta ainda com cerca de 20 viaturas e outro material,quer individual quer colectivo,para socorro a pessoas e bens.
Durante estes longos anos vários foram aqueles que envergando a farda do voluntariado,trocando horas de lazer e de convívio familiar,para de forma abegnada e desinteressada e levando consigo um único lema: "Vida por Vida",servirem o seu semelhante.Assim,e porque a esses homens se deve todo o nosso reconhecimento,entendeu a Direcção da Associação mandar erigir um "Monumento ao Bombeiro".Monumento esse,da autoria de Manuel Pereira da Silva,inaugurado a 13 de Julho de 2002 e que serve de arranjo urbanístico de uma das rotundas da cidade.
Mas,é com grande determinação e empenho que a Direcção da Associação se propõe à realização de mais um grande marco na vida desra Associação.É pois seu anseio e propósito a construção de um novo Quartel ,pois o actual não é,de todo,satisfatório para se actuais exigências de uma sociedade cada vez mais complexa e evolutiva.
A 3 de Julho de 2005 a Associação comemorou os seus 75 anos de vida.Acto que foi assinalado com o lançamento da 1ª pedra do novo Quartel e da benção de uma viatura auto-escada.
Na efeméride,esta Associação recebeu a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Paços de Ferreira,bem como a Medalha de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses.
A Associação conta actualmente com cerca de 2.200 sócios.
E-mai enviado por Vitor Silva,trabalhador da Associação dos Bombeiros de Freamunde,no dia 30 de Outubro.
Muito obrigado.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Bombeiros Voluntários de Freamunde - Última parte

Os rumos da Instituição
Apesar do fulgor inicial os momentos iniciais da vida da instituição não foram fáceis.A primeira Direcção da instituição levou os seus intentos por diante,mas formalmente ultrapassou uma norma estatutária.A Direcção deveria,à luz dos estatutos,ser constituída por cinco elementos,contudo foi eleita com sete.O Tenente Carlos Luciano Alves de Sousa e a sua Direcção(anos 1930 e 1931) tiveram como tarefas a admissão e inscrição dos primeiros sócios,protectores e activos,bem como a instalação da Associação,administrativamente e em termos físicos.Instalação essa que compreendeu a incorporação dos primeiros Bombeiros a fazer a sua instrução,as obras de adaptação da garagem de S.Francisco para servir de quartel,bem como arranjar o seu mobiliário.Em termos administrativos foi preciso registar as contas,acertar calendários para inaugurações,para fazer peditórios e arranjar receitas,pedindo até a colaboração de um grupo de senhoras para ajudar a instituição.A esta Direcção coube ainda a tarefa de comprar o primeiro carro e transformá-lo num pronto-socorro para os Bombeiros,bem como os primeiros equipamentos necessários.

Primeiro quartel em S.francisco


De S.Francisco para a Rua do Comércio

Durante o mandato de 1932,direcção do Dr.Alberto Cruz,foi levantada a necessidade de um fardamento próprio para as representações,sobretudo em funerais,bem como a necessidade de se substituir a bandeira por uma de seda.Mas as preocupações centrais desta Direcção foram a aquisição de uma moto-bomba,cujas dificuldades financeiras não permitiram e ainda dar continuidade à instrução no corpo activo,coisa que também teve de ficar adiada para 1933.É precisamente dessa instrução que se inicia em Março que vem a suceder um episódio amplamente relatado nas Assembleias e que envolve a indisciplina de um bombeiro face ao instrutor.Tal como no mandato anterior o Presidente da Direcção tinha assumido o comando.E,face a este caso,usando regulamentos de outra Corporação,o Dr.Alberto Cruz decide-se pela suspensão do bombeiro que tinha estado na origem da contenda.As divisões eram notadas quer dentro do corpo de bombeiros quer no seio dos associados.Por esta altura,a Direcção vê-se também em casa emprestada e com necessidade de arranjar um novo quartel.Alberto Cruz ainda propõe a compra de um terreno para esse efeito,o que lhe foi negado pela Assembleia-Geral de 12 de Março de 1933.A instrução e a aquisição da moto-bomba passaram a necessidades de segundo plano e o novo quatel foi prioridade.Em poucos meses estavam na Rua do Comércio com todos os seus haveres.Assim que terminaram este objectivo apresentaram as contas das obras de adaptação do quartel e toda a Direcção pediu a demissão,aceite na Assembleia-Geral de 20 de Agosto de 1933.Ainda foi marcada outra Assembleia para o di 23 de Agosto desse ano para eleger novos corpos sociais,mas a Corporação acaba nas mãos de uma Comissão Administrativa nomeada pelo pelo Governo Civil,que foi sindicada em 1934 e que se manteve em funções até 1936.

Segundo quartel na Rua do Comércio

Construção e inauguração do quartel actual

No ano de 1972 a Direcção foi limando arestas com a Inspecção relativamente ao projecto de construção,mas foi em 1973,durante a presidência do Dr.Jaime Manuel de Barros,que chegou a notícia do subsídio do Ministério das Obras Públicas para a construção do edifício que ainda hoje alberga a sede da Associação e o seu Corpo Activo.É o início de um novo ciclo da instituição.O Dr. Jaime Barros dirigiu os Bombeiros de Freamunde até ao final de 1990,nomeou o Comandante Carlos Felgueiras e o actual Comandante Mendonça Pinto,tendo ele próprio,num curto espaço de tempo,assumido o comando da Corporação.É com o Comandante Carlos Felgueiras que a Direcção de Jaime Barros constrói,mobila,equipa e inaugura o quartel sede da Associação a 4 de Setembro de 1977,numa grande festa de Bombeiros.É no período da sua governação que se assiste a um rápido desenvolvimento da Corporação,comprando novas viaturas e equipamentos,ou aceitando ofertas de outros e mudando hábitos e tradições antigas.Em 1991,depois de ter participado vários anos na Direcção do Dr.Jaime Barros,cujas tarefas directivas levaram à construção e modernização do Corpo de Bombeiros,uma nova etapa surge na vida da instituição.António Rogério Gomes Pereira assume a presidência da Direcção que tem em mãos uma nova necessidade:a ampliação do novo quartel.A obra foi iniciada em 1991 e concluída em meados de 1994.A par do andamento das obras de ampliação do quartel,o parque de viaturas foi modernizado e igualmente ampliado.Em 2005 os freamundenses viram juntar-se ao grupo de viaturas um veículo especial:a auto-escada.Em 13 de Julho de 2002 foi inaugurado um monumento ao soldado da paz,da autoria do escultor Manuel Pereira da Silva.Também em 2005 esta instituição comemorou as bodas de diamante e também o lançamento da primeira pedra do futuro quartel.

"Bombeiros Voluntários de Freamunde-75 Anos-João de Vasconcelos"

Monumento ao soldado da paz na Avenida Luis Teles de Menezes

Este é o resultado do trabalho dos Bombeiros ao serviço da população,que desde a sua fundação tem dado a esta Instituição um grande prestígio,pela sua entrega e dedicação,pelo esquecimento de si e dos seus,segundo o lema "Vida por Vida".

Bem hajam Bombeiros Voluntários de Freamunde.

sábado, 27 de outubro de 2007

Bombeiros Voluntários de Freamunde - Parte II


O Nascimento da ABVF
A origem da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários entronca no fenónemo associativo,bem característico de Freamunde e particularmente activo naquela época.A povoação,que volvidos cinco anos passaria a Vila,tinha um centro urbano bem definido,uma intensa actividade comercial e uma indústria instalada e em crescimento.Conhecida a intenção generosa e sabendo-se dos resultados catastróficos que a falta de uma Corporação organizada fazia,facilmente se compreenderá a sua utilidade e a sua criação em Freamunde.Nesse sentido,no dia 16 de Outubro de 1928 no decurso da sessão solene do 2º aniversário do Clube Recreativo Freamundense foi apresentada,discutida e aplaudida a ideia de criar uma Corporação de Bombeiros Voluntários,com sede em Freamunde.Os sócios do clube não só aplaudiram como também se comprometeram a apoiar a iniciativa no "máximo das suas forças",pelo que nessa mesma sessão foi nomeada uma Comissão para desencadear as diligências necessárias.Sentindo a necessidade de ter o apoio de todos os Freamundenses,a referida comissão,já integrando outros elementos,reunida a 25 de Outubro de 1928 decidiu convocar uma reunião geral dos habitantes de Freamunde,para três dias depois,na Associação de Socorros Mútuos Freamundense,que cedeu o espaço para tal realização.Por convite de José António Gaspar Pereira(membro da comissão que convocou essa reunião) e por aprovação unânime da Assembleia,presidiu à sessão o Pe. Florêncio Pinto de Vasconcelos,com os secretários Adolfo Ferreira Leão de Moura e Leopoldo Pontes Saraiva.Unanimemente a assistência foi favorável à criação da Corporação de Bombeiros concordando "que tal agremiação se tornava necessária e indispensável em Freamunde,sabendo como são os fins beneficientes das Corporações de Bombeiros",refere a acta dessa reunião realizada a 28 de Outubro de 1928.Unanimemente os habitantes da freguesia de Freamunde elegeram um grupo alargado de cidadãos que denominaram de Grande Comissão Organizadora da Corporação e que passou a ser uma espécie de Assembleia Geral da ainda embrionária Associação de Bombeiros.
Nomes que constituíram a Grande Comissão Organizadora e constam na acta respectiva:
Dr.Alberto Carneiro Alves da Cruz
Dr.António Henrique Pinto de Vasconcelos
António Joaquim Gomes da Costa Torres
António José de Brito
Pe.António Alves Pereira de Castro
António Joaquim Ribeiro
António Pereira da Costa
António Ferreira Rego
António Taipa Coelho de Brito
Adolfo Ferreira Leão de Moura
Adriano Pinto Martins Leitão
António Martins Ribeiro
Armando Nunes de Oliveira
Alfredo da Silva Cabral
Arnaldo Carneiro Alves da Cruz
Pe.Flerêncio Pinto de Vasconcelos
Jacinto José da Costa Torres
Joaquim Pinto Pereira Gomes
José António Gaspar Pereira
José Maria Ferreira de Matos
Leopoldo Pontes Saraiva
Libório Pinto Gomes
Manuel Augusto Pinto de Barros
Miguel Nunes de Oliveira
Luís Ferreira Leão de Moura
Rafael Pinto Graça
Serafim Pacheco Vieira
Serafim da Silva Moura
Quatro dias depois da reunião geral de Freamundenses,a um de Novembro de 1928,reuniram-se em Assembleia-Geral os cidadãos faziam parte da Grande Comissão Organizadora da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde.Além de ter sido conferida posse aos seus membros,foi deliberado constituir uma Comissão Executiva e uma Comissão para elaborar os estatutos que,de imediato,tomaram posse.
Comissão Executiva:
Presidente:Dr.Alberto Cruz
Tesoureiro:António Torres
Secretário:Joaquim Pinto Torres
Vogais Efectivos:José António Gaspar Pereira e Leopoldo Pontes Saraiva
Vogais Suplentes:Dr.Amâncio Leão,Arnaldo Cruz e António Joaquim Ribeiro.
Comissão para elaborar os estatutos:
Efectivos:Dr.António Vasconcelos,Adolfo Leão e Armando Oliveira.
Suplentes:Alfredo Cabral e Miguel Oliveira.
Os cargos da Comissão Executiva foram definidos num reunião desta Comissão realizada a 10 de Novembro de 1928,tendo ainda os seus membros deliberado agradecer à Associação de Socorros Mútuos,pela cedência de instalações para tudo o que fosse preciso para a nova instituição.Nos primeiros meses de arranque,a Comissão Executiva reunia com grande regularidade,quase semanalmente e sempre na Associação de Socorros Mútuos,nomeadamente para tratar de actividades diversas que levassem à angariação de fundos,desde a organização e realização de espectáculos teatrais,saraus musicais até à "Festa da Flor" que veio a marcar gerações de freamundenses...
"Bombeiros Voluntários de Freamunde-75 Anos-João de Vasconcelos"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Bombeiros Voluntários de Freamunde - Parte I

Os Bombeiros em Portugal
Vem de longe a história dos bombeiros portugueses.O Serviço Nacional de Bombeiros e a Liga dos Bombeiros Portugueses assinalaram seis séculos de história,em 1995,publicando dois volumes sobre a evolução dos Bombeiros Portugueses.Aqui,naturalmente,deixamos apenas os momentos mais significativos dessa evolução.A carta régia de D.João I,cuja data remonta a 25 de Agosto de 1395,foi o documento que deixou escritas as primeiras directrizes sobre a tomada de medidas preventivas e de combate a incêndios em Portugal.Lisboa e Porto foram as cidades que primeiro tiveram serviços organizados de bombeiros.Em 1728 já existia um serviço organizado no Porto,mas só nesse ano foi constituída a companhia de fogo com comandante,homens e equipamento,todos prontos a actuar.Em Lisboa,em 1734,vinte anos depois de repartida a cidade em 3 zonas,foi adoptada e regulamentada uma nova estrutura que,pela primeira vez,baptizou os trabalhadores dos serviços de incêndios de bombeiros.Nos finais do século XVIII,Lisboa,Porto,Viana do Castelo,Coimbra,Lamego,Braga,Guimarães tinham as suas companhias de bombeiros,muitas ainda equipadas com bombas manuais.Mas se até ao fim do século XVIII apareceram diversas companhias de bombeiros,a sua expansão em Portugal veio a ocorrer no fim do século XIX tendo,em muitos casos,os municipios um papel de relevo.Além dos serviços de incêndio organizados nas cidades já referidas,onde também se deve incluir a de Setúbal,nas primeiras três décadas do século XIX,também já existiam bombas de incêndio noutras cidades e vilas:Penafiel(1815),Angra do Heroísmo,Barcelos e Viseu.A preocupação na prevenção de incêndios era considerada pelos municípios,tal como veio a consagrar o decreto de 16 de Maio de 1832,dando essas competências ao Provedor do Concelho(hoje Presidente da Câmara),daí que as Câmaras Municipais tenham continuado a apetrecharem-se com material de incêndio e tenham prosseguido a criação de companhias de incêndio devidamente estruturadas.Essas companhias eram normalmente dotadas por uma Carta de Lei,como o foi em 1839 a Companhia de Incêndio de Gaia.A 18 de Março de 1842 o Código Administrativo remete para o Administrador do Concelho a competência para "providenciar" em caso de incêndio,inundações,naufrágios e semelhantes.À Câmara incumbe o depósito e guarda de combustíveis,limpeza de chaminés e fornos.Datam de 1853(10 de Setembro,Lisboa) as primeiras medidas sociais para com os bombeiros.A primeira bomba a vapor,já que o combustível retirado a partir do petróleo ainda demoraria a chegar,estreou-se em lisboa em 1864.Até ao século XIX,por iniciativa dos municípios,foram criadas umas e organizadas várias Companhias de Bombeiros.Até meados do século XIX os bombeiros estiveram intimamente ligados com os poderes públicos.Os serviços de incêndios foram objecto de acção pelos orgãos de diversas cidades,bem como diversa legislação.Em Lisboa na Câmara Municipal,os bombeiros passaram a constituir uma repartição que tinha o fim de"prever e remediar" tudo o que dizia respeito a incêndios na cidade.
Associativismo e a Expansão
É ainda no século do Romantismo (XIX),período conturbado da História Portuguesa (Invasões Napoleónicas,Guerra Civil entre liberais e miguelistas,o últimato britânico e o fim do regime monárquico),que se vai assistir a uma expansão dos bombeiros em Portugal e sobretudo através de um novo instrumento jurídico: a Associação.Se até aqui a acção e funcionamento dos serviços de prevenção e extinção de incêndios,do ponto de vista institucional,esteve cometido aos municípios,as mudanças na legislação vão permitir uma mudança significativa e o desenvolvimento no voluntariado.O Código Civil de 1867 reconhece o direito de associação que até aí esteve praticamente vedado aos portugueses,apesar de algumas associações terem sido criadas nesta época.Direito esse que veio a ser confirmado por decreto ditatorial do Duque de Saldanha e de Dias Ferreira,em 1870.Uma vez criadas as condições legais não tardou a aparecer a primeira "Companhia de Voluntários Bombeiros" em Portugal.A partir daí,todo o país,incluindo as colónias portuguesas de então,assistem à criação de associações de Bombeiros,muito dos quais com o apadrinhamento da Família Real,pelo que ostentaram o título de "Real Associação".O Infante D.Afonso de Bragança,filho do Rei de Portugal,D.Luis I,foi Comandante Honorário dos Bombeiros da Ajuda,Lisboa.Sempre que ocorria alguma desgraça,este simples Infante,simples porque apesar de membro da Família Real,comparecia no Quartel para acudir às desgraças com os restantes bombeiros...
As outras Corporações Vizinhas
Algumas corporações da região foram fundadas ainda no século XIX.Entre elas estão as corporações de Caldas de Vizela(1877),Santo Tirso(1878),Penafiel(1881),Valongo(1883),Paredes(1884),Lixa(1889) e Felgueiras(1898).No Vale do Sousa ocorrem na década de 1920,por alturas da fundação da Corporação de Freamunde,a criação de sete novas instituições de Bombeiros:Entre-os-Rios(Junho de 1923),Cete(Abril de 1925),Baltar(Fevereiro de 1928),Lousada e Freamunde(1930),Paços de Ferreira(1931) e Paços de Sousa(1938)...Neste período,dos seis Concelhos do Vale do Sousa,apenas Castelo de Paiva ainda não tinha corporação de Bombeiros.Por outro lado,estavam criadas três no Concelho de Penafiel e outras tantas no Concelho de Paredes.No concelho de Paços de Ferreira foi fundada a de Freamunde e no ano a seguir a de Paços de Ferreira...
"Bombeiros Voluntários de Freamunde-75 Anos-João de Vasconcelos"

sábado, 25 de agosto de 2007

Associação de Socorros Mútuos Freamundense

Em 30 de Novembro de 1890, em casa de Albino Augusto da Costa Torres, reuniu um grupo de pessoas para decidir sob a formação desta associação, reunião que foi presidida pelo Administrador do concelho, Albano Moreira Araújo Mendes.
A decisão foi tomada por unanimidade e logo nomeada uma comissão constituída por Pe.Florêncio Vasconcelos, António Leão de Moura e Alexandrino Chaves Velho para desencadearem o adequado processo.Já em assembleias de 1891, foi escolhido para médico o Dr. Marnoco de Sousa e S.José para padroeiro da associação.
O edifício próprio seria inaugurado nos fins do séc. XIX.
Lê-se em "O Jornal de Paços de Ferreira", de 17-03-1898:
"Acha-se muito adiantada a construção da mão de obra de pedreiro do novo edifício destinado à nossa Associação de Socorros Mútuos...parece-nos que a obra aludida será uma das mais bem construídas e elegantes do nosso concelho.É digno dos maiores elogios o empreiteiro da obra, o snr. Ribeiro, de Lustosa, que mais uma vez se nos mostra perito na arte..."
No mesmo jornal mas, a 18-03-1899 noticia-se o seguinte:
"Amanhã celebra-se o aniversário da instalação da Associação de Socorros Mútuos Freamundense, rezando-se de manhã, no templo de S. Francisco uma missa pela alma dos sócios defuntos...De tarde,realiza-se a sessão solene...no novo edifício..."
Também o mesmo jornal, mas sob o título"Carta de Freamunde"de 30-11-1901 refere:
"Já se acham em via de conclusão as obras do vasto edifício da Associação de socorros Mútuos Freamundense, que sem dúvida, como edifício d'uma associação é o primeiro da província para n'elle se darem espectáculos, para o que possue um amplo palco.Comporta aproximadamente,250 a 300 pessoas.Tanto o palco, como os scenários estão quasi concluídos e ficam d'um effeito lindíssimo".
Para além das quotas dos associados, esta associação usufruía de certas dádivas.A título de exemplo. D. Anna Pereira Aranha Torres Velho, esposa de Alexandrino Chaves Velho, deixou-lhe em testamento "50$00 reis".
Muitos espectáculos se realizavam também com o objectivo de angariação de fundos, por exemplo pela "troupe dramática" de Freamunde tendo algumas peças a assinatura e a encenação do referido Alexandrino Chaves que chegou a presidir à direcção.
A direcção chegava a rentabilizar o capital "no cofre desta associação existem 300$00 reis para se darem a juros, sobre hypoteca", lê-se num jornal de 1901.
A título de curiosidade, e como exemplo do que se refere atrás, "foi posto em scena no nosso theatro, no passado domingo, 26, um novo drama intitulado "Ernesto o Engeitado ou o Botão de Punho, original do Sr. Alexandrino Chaves"("Crónica de Freamunde" em 28-12-1897).
Convém ainda referir que, tendo vindo a Freamunde, em 11-09-1905 com o objectivo de ser padrinho dum filho de Fernando de Sousa Ribeiro, (um homem muito activo também nas iniciativas de Freamunde), o secretário do Ministro das Obras Públicas de então e deputado da nação Carlos Malheiro Dias, em visita às instalações desta associação e tomando conhecimento da sua acção social e cultural, escreveu no livro dos visitantes:"N'uma aldeia, esta grande obra de bondade collectiva é, parece-me, única em Portugal.Eu nunca esquecerei este exemplo d'uma cordialidade exemplar também, produzindo uma enternecedora obra de beneficiência.Creio que foi a amizade de alguns que creou esta associação, e que foi da generalização d'esse sentimento afectuoso que resultou essa suprema virtude das collectividades. o altuísmo que é a amizade de cada um para todos e a todos de cada um".
Entretanto o número de sócios ia aumentando e cerca de dois terços da população de Freamunde usufrui dos seus serviços, nomeadamente durante a 1ª Grande Guerra.Em 1925 tinha 363 sócios.
Com o surgimento da Segurança Social, o papel social da ASMF decaiu, de tal maneira que actualmente conta apenas com 40 sócios, o que é um número que diz muito da perda da sua influência, pois relativamente a 1925, a população também aumentou substancialmente.
A ASMF pode ainda prestar um papel social nesta cidade.É nesse sentido que caminha e que trabalha a direcção actual presidida por Vitorino Ribeiro.

"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"

A solidariedade foi, é e será sempre a auréola que orna o nome desta terra.
Bem haja Associação de Socorros Mútuos Freamundense.
117 anos ao serviço de Freamunde.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Banda de Freamunde


Em 1822,vigorava em Portugal uma Monarquia secular,uma das mais antigas da Europa.Era Rei de Portugal D.João VI.Foi um dos anos mais conturbados do seu reinado,e um dos anos mais conturbados da história de Portugal.Em 7 de Setembro,seu filho o infante D.Pedro,proclama a independência do Brasil,um duro golpe para D.João VI que via fugir a "Jóia da Corôa" da soberania portuguesa.Nesse mesmo ano,D.João VI é obrigado a jurar a Carta Constitucional,a partir desse ano todos os monarcas portugueses passam a reinar segundo a Constituição do Reino,era o fim da Monarquia absolutista.
Enquanto o país atravessava esse periodo tão conturbado,em Freamunde era fundada a Banda de Música.
"A Banda de Freamunde é a associação mais antiga desta terra,nasceu dum processo evolutivo que repousa no entusiasmo e apego destas gentes pelas coisa culturais,manifesto desde longo tempo.Teria havido,em Freamunde,e simultaneamente duas bandas de música,a do Sr.Nunes e a do Sr.Baptista?Existem registos a mencionar estas duas bandas.Estes senhores que parecem não serem familiares,teriam sido os maestros sucessivos ou teriam sido maestros de bandas diferentes que,entretanto se fundiram para dar origem a uma só.No início do Séc.XX fazia-ze muitas vezes alusão a uma Tuna Freamundense.Não se pode precisar,no tempo,quando passou da banda do Sr...para a Banda Marcial de Freamunde,mas que esta denominação se mudou para a Associação Musical de Freamunde foi já em 1979,por se entender que se impunha pela polivalência que a instituição atingiu,nomeadamente nos aspectos da formação.No historial desta vetusta instituição,conta-se a atribuição de alguns prémios que contribuem para acentuar a sua qualidade e a sua importância,no contexto nacional.
Em 1929(ou 31?) recebeu uma batuta encastoada em ouro.
Em 1930 recebeu um batuta de marfim com incrustações em prata.
Em 1992 recebeu a prestigiosa distinção de "Pessoa de Utilidade Pública"
Em 1995 recebeu a Medalha de Ouro de Altruísmo e Mérito" da CMPF.
Desta Associação Musical partiram músicos para para bandas militares de reconhecimento mérito:GNR,PSP,Força Aérea,Marinha e RIP,e ainda para a Orquestra do Teatro Nacional de S.Carlos.É enorme a sua actividade,tendo levado o nome de Freamunde a muitas terras,de norte a sul do país e também ao estrangeiro,Espanha e França."
"Freamunde - Apontamentos para uma monografia"
Esta Instituição de Utilidade Pública,com o historial que tem,os palmarés e o reconhecimento do valor obtidos e pelas necessidades específicas de espaço próprio e condigno,merecia já a sua sede...!Projecto há,falta a concretização...!
Esperemos que a sua concretização se efectue o mais rapidamente possível...
São 185 anos de história...

É grande o orgulho e a emoção que sentimos quando ouvimos o nosso hino ser interpretado pela nossa banda!
Bem haja Banda de Freamunde.
Somos Freamunde.