
Ao longo dos séculos e sabe-se através da História, houve embates duros entre religiões, nomeadamente entre cristãos e muçulmanos. Essas pelejas teriam também passado por Freamunde.
Os mouros ou árabes ocuparam os
Castros e os
Mortórios de Figueiras e Covas e passavam por Santa Cruz para chegar à
Villa Fresimundi onde teriam feito derramar muito sangue cristão e destruído a igreja.
Aí por volta de 717, atravessando e vencendo os penedos teriam chegado à planura de Santa Cruz, onde os cristãos teriam levantado uma cruz, em memória das mortes sangrentas aí ocorridas. Era costume, na época. À volta da cruz, e seguindo uma tradição céltica, colocavam-se pequenas pedras. Cada cristão, que por lá passasse, colocava uma pedra e rezava um Pai-Nosso. E ali existiu, na verdade uma cruz rodeada de pedras.
Rampa e Fonte do AgreloA nossa fonte cheia de lenda e de misticismo não se sabe quando ali foi instalada. Mas "quem beber daquela água não sai mais de Freamunde". O seu nome pode vir de "agrelite", um silicato de cálcio e sódio mas também de "agreira" que significa "Iódão" (uma árvore mediterrânica, a Celtis australis que era chamada lótus na antiguidade).
"Freamunde-Apontamentos para uma monografia"
Bem...no estado em que se encontra actualmente a Fonte do Agrelo, seca e abandonada, deita por terra esta lenda, pois quem não mais quiser sair de Freamunde, terá que procurar outros meios para aqui se fixar, porque, água...nem vê-la!
Triste tristeza de uma fonte.