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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Nacos de Vida

BOM DIA FREAMUNDE

Onde esta voz se levanta,
embora esteja lá eu,
é Freamunde quem canta
porque eu sou um filho seu.

Aqui na televisão
ou noutro qualquer lugar,
cantamos por ter razão
não cantamos por cantar!

Teatro, música e letras,
pinturas que não são tretas,
bombeiros e futebol.

Temos aqui disso tudo
menos as mãos de veludo,
é da cor de Abril o sol!

RODELA - "NACOS DE VIDA"

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Nacos de Vida

BEIJOS DO MEU MENINO

Os beijos do meu menino
são rebeldes como a hera
crescem sempre, sem destino,
se a gente não os pondera!

Mas deles nunca me canso
se começo não arreio,
eu sou como o pombo manso
só estou bem, c'o papo cheio!

Quando eu me encontro doente
ele só fica contente
quando eu disser que estou bem.

E quando estou a tardar
vem-me abraçar e beijar
mas já doente também!

RODELA - "NACOS DE VIDA"

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Nacos de Vida

BAIRRISTAS DE FREAMUNDE

Sou filho da semente das noitadas
e cheiro ao galinhaço dos capões
atiro mel às novas gerações
para que elas me sigam as peugadas!

Dizem que ser bairrista é doentio
sendo assim considerem-me um doente,
porque eu amo esta terra e esta gente
e tenho frio se ela tiver frio!

Minha mãe onde estiver se me ouvir,
obrigado por cá me vir parir!
que este poema vá ser o mensageiro

desta minha alegria, grande amor,
e a transformar-se venha duma flor
do tamanho de Freamunde inteiro.

RODELA - "NACOS DE VIDA"

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Nacos de Vida

A HISTÓRIA DO "CAMIÃO" DE FIGUEIRAS

Por uma forte razão
todos devem conhecer
a história do "camião"
porque é digna de se ler.

Este filho de Figueiras
dançarino de amazonas,
fazia as festas inteiras
de Freamunde e das zonas...

Ninguém o via zangado
de falar afidalgado,
óculos verdes e descalço.

Lá vinha ele aprumado
Freamunde era o seu fado
o do berço foi percalço.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Nacos de Vida

AMANTES DE FREAMUNDE

Vou mandar pôr debaixo da palmeira
uma mesa de pedra e quatro bancos,
com quatro homens todos de tamancos
e um busto a recordar a sardinheira.

São estas as lembranças mais queridas
de quem adora a borga nesta terra,
porque aqui o bairrismo não emperra
e as saudades assanham as feridas.

À custa destes pobres, somos ricos,
p'ra eles o trabalho não tem picos,
querem mais gorda a terra que a carteira.

De tanta gente boa a relembrar
há dois homens que eu quero destacar:
O senhor António Filipe e o Quim Loreira.

RODELA - "NACOS DE VIDA"

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Nacos de Vida

A MENINA DOS MEUS OLHOS

Eu sou de Freamunde natural
trago dentro do peito a Gandarela
vou abrir dentro dele uma janela
para a poder mostrar a Portugal.

Venham beber à fonte dos moleiros
água fresquinha e pura da calçada,
matar saudades de uma "caralhada"
no erguer da canastra aos sardinheiros.

Ó menina dos olhos deste povo,
quer venhas tu ou não, de fato novo
quer tragas ou não tragas a gamela.

Sobe à Vila de cara levantada
beber uns copos e faz uma festada
tu é o nosso orgulho, Gandarela!

RODELA - "NACOS DE VIDA"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Nacos de Vida

QUE AS LEIS SEJAM PARA TODOS

O meu filho também é português
e porquê não tem água nem retrete,
ou paga porque o seu pai se compromete
em não fazer os fretes ao freguês!

Oxalá não me volte a perguntar
o porquê disto tudo suceder
jurei a mim jamais eu lho responder
e acumulam-se as contas, p'ra ajustar.

Meu menino nasceu em liberdade
se querem que vá ter dela saudade,
é sinal que esse Abril já se desfez.

As crianças merecem ter respeito
e ele deve gozar desse direito...
O meu filho também é Português.

RODELA - "NACOS DE VIDA"

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Nacos de Vida

NACOS DE VIDA

Os poemas que aqui canto, minha gente
são os nacos de vida mais doridos
que por mim e p'los meus foram vividos,
só porque eu alinhava noutra frente.

Foram ossos difíceis de roer,
mas foram-se roendo devagar
e de cabeça erguida bem p'ró ar
com os meus a pedir-me pra descer.

Se eu tivesse atendido ao seu pedido,
não passaria hoje dum vendido
com a barriga cheia, acomodado.

Como um abade farto, como um odre
e se calhar até rico de podre,
mas prefiro ter fome deste lado.

RODELA - "NACOS DE VIDA"