MULHER DE ONTEM E DE HOJE
Tu, mulher que tanto sofrias
De noite não dormias
Sempre a pensar na má sorte...
Se não fosse pelos filhos
Que às vezes são impecilhos
Tu preferias a morte.
Levavas por tudo e por nada
Não te davam o valor
Faziam de ti escrava
O teu corpo era um tambor.
Pobre de ti, ó mulher
Que em silêncio e segredo
Não lutavas em protesto
Dentro de ti estava o medo.
Ainda bem, tudo mudou
Tu, mulher de agora
Fuma, refila, luta
Chama-lhe "filho da puta".
Não o deixes avançar
Nem que te levante a mão
Impõem-te, dá-te ao respeito
Não o deixes ser machão
Pois tens o mesmo direito.
MARIA AUGUSTA - 8 DE MARÇO DE 2002







