A FORÇA DO VINHO
As minhas musas são as canequinhas,
sejam de branco ou tinto, pouco importa,
embora o branco fique sempre à porta,
desde que do tinto haja umas pinguinhas.
Se deixo de beber, ando doente!
E, às vezes, as saudades já são tantas,
que eu, só, bebo por mil e umas gargantas
e aí eu já não sou tão exigente.
Com vinho, saro as mágoas da amargura!
Com vinho, vejo o sol na noite escura!
E, com vinho, dou asas à caneta!
Sem vinho, sou um ser mais que apagado
sem vinho, sou um pobre complexado!
Sem vinho, se sou não seria poeta!...
RODELA - "A SINA DUM REVOLTADO" - 2016






