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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Uma imagem de outros tempos

Em tempos difíceis e duros, derivado à actual pandemia de coronavírus (covid-19), em que todos temos responsabilidades, modificar comportamentos, entre eles o de não andar na rua, evitar multidões, evitar contacto físico, partilho uma imagem de outros tempos: a Rua do Comércio nos anos 1950, cheia de gente, cheia de vida...
Uma imagem de um Freamunde de outros tempos, onde em primeiro plano, se pode ver a antiga Casa Brito, encerrada há muitos anos...
Uma imagem de outros tempos, que contrasta com os dias actuais, onde não se vê ninguém, ou quase ninguém nas ruas, nem nesta Rua do Comércio...
Uma imagem publicada no blog "Freamunde: Factos e Figuras", da autoria o nosso conterrâneo Joaquim Pinto.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Requalificação do centro urbano de Freamunde - Fase 3 - Rua do Comércio

No passado dia 21 de Dezembro foi aberto o concurso público relativo à obra de requalificação da Rua do Comércio.
Um investimento de 336.984,60 € visando, fundamentalmente:
- o alargamento dos passeios em toda a extensão da rua;
- criação de lugares de estacionamento;
- levantamento e reposição de todo o paralelo, bem como redimensionamento da faixa de rodagem;
- colocação de travessias pedonais (passadeiras elevadas);
- renovação de infraestruturas (iluminação);
- colocação de mobiliário urbano;
Com esta obra, para além do reforço da segurança e comodidade da circulação automóvel e pedonal, pretende-se potenciar o comércio local nesta importante zona da cidade.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Uma imagem de outros tempos

Uma bela fotografia de um nevão ocorrido em Freamunde há já muitos anos. Nesta fotografia podemos ver a antiga "escola dos meninos", ou "escolas amarelas", situada na Rua do Comércio, hoje nas instalações da antiga escola funciona a sede da A. C. R. Pedaços de Nós, ao lado da antiga escola vemos o edifício onde durante anos funcionou a sede do Sport Clube de Freamunde.
Uma fotografia de um Freamunde de outros tempos...
Fotografia partilhada na rede social "facebook".

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Uma imagem de outros tempos

Uma bela imagem da Rua do Comércio de outros tempos. Podemos ver, em primeiro plano no lado direito, lado norte, a "Tasca do 28". Hoje em dia, neste local, situa-se uma agência bancária e o Clube Recreativo Freamundense. A seguir à "Tasca do 28", vemos  a antiga "Casa Brito", há muitos anos encerrada que, entretanto deu lugar a uma loja de telecomunicações.
No lado sul da rua, em primeiro plano, onde hoje em dia funciona um talho e o Núcleo do Sporting Clube de Portugal, foi em tempos um grande estabelecimento de fazendas de Miguel Nunes de Oliveira. Ainda no lado sul da rua, ao fundo, é visível a antiga sede da Junta de Freguesia de Freamunde, há muitos anos demolida, e a antiga sede do Sport Clube de Freamunde.
A Rua do Comércio, antes de 1983, estendia-se desde a Calçada da Gandarela, até ao Largo da Feira. 
É, sem dúvida alguma, uma bela imagem de Freamunde de outros tempos...
Para quem gostar e quiser saber mais sobre esta belíssima rua, basta seguir estas duas hiperligações:

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Uma imagem de Natal

Presépio da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, na sua sede, na Rua do Comércio.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Toponímia Freamundense

RUA DO COMÉRCIO (CONCLUSÃO)
A empresa Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda que chegou a ter mais de 400 empregados, fabricava não só mobílias de alta qualidade mas também material escolar, milhares de escolas primárias foram mobiladas com os móveis da saua marca"ALBAR", mas também colégios, liceus e universidades. A fábrica tinha também uma óptima serralharia que fabricava especialmente móveis sofisticados para hospitais e casas de saúde. Havia uma boa secção de colchoaria e estofos, tinha cromagem, uma vidraria e espelhagem, e até moinhos para moer milho ao público e, nos anos de seca, os moleiros de Sousela, Arreigada, Frazão, etc., aqui traziam o milho para atenderem os seus clientes. Uma completa drogaria para a fábrica e público em geral, onde se vendia cal, telha e até palha trilhada para os camiões da fábrica que os camiões da fábrica traziam ao regressar das entregas do mobiliário. Posto de combustível aberto toda a noite e balança para pesar camiões. Uma cantina para os operários que assim o desejassem almoçar para não se deslocarem a casa.
A fábrica "ALBAR" encerrou as suas portas a partir do dia 1 de Setembro de 2006, oitenta e três anos após a sua fundação. O gerente, senhor Teodoro Alberto Machado Pereira, funcionário da mesma há 56 anos refere que «fecha as portas com apenas 42 empregados sendo todos eles indemnizados», menciona ainda que «durante anos insistimos na fabricação de mobiliário para as escolas, mas a concorrência foi aumentando e as coisas passaram a ficar cada vez mais difíceis (...) talvez se tivéssemos ido por outros caminhos, como outros fizeram, as coisas poderiam ter sido diferentes», conclui.
A notícia do encerramento de actividade desta empresa fabril, foi recebida com surpresa e tristeza, tanto por parte dos funcionários como da população que via nessa fábrica uma espécie de mãe que acudia sempre que necessário a qualquer pessoa que lhe solicitasse fosse o que fosse, pois naquela fábrica nada faltava.
Eu próprio me socorri muitas e muitas vezes dos seus favores.
Ficou na memória de quantos assistiram ao incêndio de 5 de Agosto de 1964, que destruiu a ala nascente da fábrica onde se encontrava a secção da colchoaria e estofos, assim como a drogaria que desapareceram por completo.
 Edifício da antiga "escola dos meninos", ou "escolas amarelas", construído em 1938
Actualmente é a sede da A. C. R. Pedaços de Nós
No local da primitiva fábrica de móveis da firma Pereiras & Barros, Lda, foi construído e inaugurado em 1938, um edifício para a escola de meninos, as chamadas escolas amarelas da rua do Comércio, onde o autor destas linhas que mora a uns escassos metros, ali aprendeu a ler, escrever e contar com os excelentes professores Francisco Fernandes Valente e esposa D. Alcina Valente.
 Edifício da antiga "escola das meninas", construído em 1927
Actualmente é o posto da Guarda Nacional Republicana de Freamunde
Ainda do lado norte, o edifício escolar que deu o nome à avenida das escolas, hoje rua Professor Francisco Valente, foi construído em 1927, e de princípio serviu para os dois sexos, foi depois sede da Junta de Freguesia e hoje está ocupado pela Guarda Nacional Republicana. Assim que a G. N. R. abandone o edifício está previsto a instalação de um museu onde serão expostas entre outros as ferramentas que serviram aos marceneiros das diversas fábricas de móveis e oficinas de Freamunde.
Mesmo no final da rua e numa casa térrea que nos princípios do século XX, pertencia a Martinho Monteiro, vendedor de peixe, foi a pequena habitação vendida a Serafim Pacheco Vieira, que a aumentou com o 1º andar e aquele elegante varandim, está hoje uma frutaria onde por volta dos anos 30 foi uma alfaiataria, depois uma loja de venda de Pão de Ló de Margaride, a seguir uma barbearia, depois um posto de leite, e já há algumas décadas a frutaria acima referida. 
O topónimo de rua do Comércio está perfeitamente adequado.
João Correia - "Toponímia Freamundense" - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Toponímia Freamundense

RUA DO COMÉRCIO
Começa desde 1983, na rua Grupo Teatral Freamundense e termina no cruzamento das ruas Padre Castro e rua do Carvalhal.
Foi o principal comerciante desta rua, o vereador em 1902, António José de Brito, a quem a viação desta terra muito deve, mais do que a nenhum outro, importantes serviços, quem lembrou e conseguiu da Câmara Municipal a designação de rua do Comércio. A primeira rua de Freamunde estendia-se desde a calçada da Gandarela até ao largo da Feira. Nas comemorações do cinquentenário de elevação a vila a rua foi dividida no cruzamento das ruas do Carvalhal e Padre Castro.
Foi e ainda é a principal artéria de Freamunde, onde se efectuam grandes transacções comerciais e a maior em trânsito rodoviário. A rua é uma parte da estrada nacional 207 rasgada nos meados do século XIX feita em terra batida, mas numa reunião de conselho de ministros o engenheiro Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas, determinou nos anos 40 do século passado que as terras com o estatuto de vila e com mais de mil almas, a via principal fosse beneficiada com uma pavimentação em paralelepípedos. O brigadeiro Alves de Sousa na altura com o posto de tenente, apressou o processo e Freamunde foi uma das primeiras terras a ser beneficiada, e considerada uma das melhores do país.
Ali havia uma das maiores drogarias do norte do país e a primeira bomba de gasolina do concelho, pertencente à firma António José de Brito & Filhos, Lda, e que o jornal "O Pacense" em 15 de Julho de 1930, publicitava: "Depósito de material eléctrico. Sortido completo de lâmpadas MAZDA - as melhores de todas. Candeeiros de todos os géneros. Aparelhos para aquecimento. Pessoal competente para instalações particulares. Transformam-se candeeiros em diversos estilos. Representantes neste concelho da casa de candeeiros "Electro Bazar" de Ângelo & Irmão. Depositários da Tabaqueira e Fosforeira Nacional. Agentes bancários etc. etc."
A uns cinquenta metros a poente desta importante casa, havia desde 1890, a hospedaria de Valentim Moreira Dias Cardoso, com a denominação de "Restaurante Cardoso". "Além de bastantes e bem arejados quartos, possui uma esplêndida sala de jantar, podendo comportar para cima de sessenta pessoas."
O seu muito digno proprietário não se poupa a trabalhos para ser agradável a seus fregueses e amigos, tendo adquirido para estes dias de festas a Santo António um belo cozinheiro e um escolhido pessoal para o serviço de mesa e balcão", lia-se no reclamo comercial desta casa, que os meus prezados leitores fiquem com uma ideia de como era feita a publicidade nesses tempos.
Do lado sul, onde está o talho e no primeiro andar o Núcleo do Sporting Clube de Portugal, foi em tempos passados um grande estabelecimento de fazendas de Miguel Nunes de Oliveira. No posto de abastecimento e bloco habitacional eram quintais em forma de rampa cobertos de ramadas, ao fundo a casa do reitor que servia de habitação ao caseiro da quinta pertencente ao Dr. Portocarreiro.
Em 13 de Junho de 1920, dia de Santo António, foi inaugurada a fábrica de mobiliário e material escolar sob a firma de Pereiras, Barros e Companhia, Lda, que laborou com qualidade e eficiência durante cerca  de três anos, até que em 23 de Março de 1923, um pavoroso incêndio a tornou pasto das chamas as quais iluminaram quase toda a freguesia. O sinistro dera-se por volta das três da madrugada e o clarão foi notado nas freguesias circunvizinhas, e como nesta data ainda não existiam os bombeiros, a fábrica ficou completamente destruída. Foi então quando se pensou em novas instalações nuns terrenos a duzentos metros a poente e pertencentes ao dr. Alberto Carneiro Alves da Cruz, que fica como sócio da Sociedade Comercial por cotas agora com 28 sócios, entre a viúva da firma Albino de Matos Sucessores Limitada, D. Elisa da Costa Torres, e a nova firma adopta o nome de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda. (Continua)
João Correia - Toponímia Freamundense - Jornal Gazeta de Paços de Ferreira

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A rua do Comércio


No ínício do séc.XX não era um local ainda ladeado de casas.Em 1907 havia ainda aí um pinheiral que a ensombrava e uma enorme carvalheira sobra "a casa da venda". Foi António José de Brito,que teria conseguido do executivo da câmara, a denominação de Rua do Comércio.Era, na verdade, a principal artéria de freamunde, onde se faziam grandes transacções comerciais.Aí havia a maior drogaria do norte do país e o primeiro posto de abastecimento de combustível do concelho, pertencente à firma António José de Brito e Filhos,Lda.
Dizia-se há pouco mais de 30 anos que " os de Paços de Ferreira, se querem uma agulha, têm de vir a Freamunde comprá-la". Isto atesta bem que o comércio estava profundamente enraizado nesta terra, nomeadamente na Rua do Comércio.
A actividade comercial foi durante épocas um pilar importante da população de Freamunde.
A passagem de almocreves por Freamunde, deram um grande incremento ao comércio e ao bem-estar e à atracção de populações.
Aquando da visita que o último Rei de Portugal, D.Manuel II, efectuou ao Norte do País, e aquando da sua passagem por Freamunde,em 4 de Julho de 1909, esta rua foi palco de uma pomposa recepção ao Monarca.As meninas Maria da Conceição e Ilda Monteiro subiram ao automóvel onde se encontrava o Rei para lhe oferecer flores,perante uma rua apinhada de gente e com as casas e varandas devidamente engalanadas.

"Freamunde-Apontamentos para um monografia"

D. Manuel II

A Rua do Comércio de outros tempos...