quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Desfile de Carnaval

A Comissão de Festas Sebastianas 2013 vai organizar um desfile de Carnaval a realizar-se no centro cívico da cidade de Freamunde. O desfile tem início às 15h. Um desfile que já vem sendo realizado há alguns anos pelas diversas comissões das Festas Sebastianas.
A não perder. Próximo dia 12 de Fevereiro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sebastianas - 1926

Para auxiliar as tradicionaes e grandiosas festas dos dias 10 e 11 de Julho, em honra do Martyr S. Sebastião, em Freamunde - a comissão abaixo assinada roga a V. Ex, ª se digne envira-lhe para a kermesseuma «prenda», uma manifestação da sua muita bondade que penhoramente agradecemos.
Confiados, esperamos a honra da presença de V. Ex,ª e sua Ex,ª familia, para maior brilho e elegancia das festas.
Com toda a consideração e agradecimento se subscreve
A Comissão
Freamunde, 1 de Junho de 1926.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Primórdios da Indústria e do Comércio


Notícias, há-as da produção de mel e cera, aliás comum em todo o Portugal como referia Duarte Nunes de Leão ao escrever que dele era tanta "a cópia" que bastava à população e ainda se exportava.
Nos finais do séc. XVI já não seria tanta a produção dada a tendência de incluir o açúcar na produção de alimentos, particularmente na doçaria de que a região era rica. E ainda é.
Quanto à cera, era de longa data essencial à iluminação. Cera e círios produzidos em todos os povoados e honrados pela festa da Senhora das Candeias pelo dois de Fevereiro.
Outra produção importante para a economia das populações era a do Linho de que se "faziam as delgadas e finas linhas e de maior alvura que há em todo o universo", exagerava um tanto Durte Nunes de Leão. A qualidade dos linhos era tal que muito dele se exportava, através dos mercadores do Porto que aqui os procuravam com regularidade. Com a produção do linho, a arte de fiar e tecer impunha-se em todas as aldeias.
O quadro completava-se com a exploração dos moinhos de água, os fornos, alguns colectivos, tal como os lagares para a feitura do vinho e uma ou outra saboaria.
Uma referência à arte de tanoaria que nas zonas do litoral andava a par com a produção de conservas de peixe e sal, e que na nossa região se destinava ao armazenamento de vinhos e à produção de louça doméstica vária para líquidos.
Tanoeiros havia-os em todas as aldeias. Nem todos seriam grandes artistas se atentarmos que se chegou a obrigar os artistas a marcarem as suas obras por forma a que se destinguissem os bons dos maus.
Destaque para a descrição que o doutor João de Barros faz do imenso trabalho das mulheres de Entre Douro e Minho, "incansáveis tecedeiras e fiandeiras em que andam continuamente ocupadas". Tecedeiras e fiandeiras também de lã, produto igualmente essencial à satisfação das necessidades domésticas. Tal como os ferreiros aos quais se pedia o fabrico de utensílios agrícolas e ferramentas domésticas, as mais diversas foices, foicinhas e enxadas, as facas, as tesouras, as esporas, as ferraduras, os candeeiros e as fechaduras das portas.
 Igual função exerciam os oleiros da região. Mesteres e profissões de artistas locais cujo prestígio não cessou de crescer desde os finais do séc. XV, a par com uma aturada fiscalização a que eram sujeitos por parte das autoridades concelhias. Muitos deles organizados em torno de associações profissionais ou integrando confrarias e irmandades às quais emprestavam algum brilho por ocasião da respectiva festividade anual.
Os produtos nem todos eram destinados ao comércio local. Os chamados " mesteres dos mantimentos de vender", encarregavam-se de os colocar na feira. Eram os padeiros, os carniceiros, os azeiteiros, os vendedores de lenha e demais regateiros e regatões quem de terra em terra procedia à respectiva distribuição. A distribuição era aliás um problema qua as autoridades regionais sempre estiveram atentas. A compra e venda de produtos permitia-lhes cobrar taxas. A passagem de mercadorias também. Do melhor ou pior abastecimento dependia também a acalmia das populações. O movimento seria por tal forma intenso que o próprio Frei Luís de Sousa diz que «toda a terra de Entre Douro e Minho era feira contínua de comprar e vender e embarcar e mercadejar. Espaço económico para negócios. Espaço para convívio e festa. Espaço ainda para "arrecadar sisas e mais impostos"».

O assunto de rendimentos para o Estado, havia passado a Comendas que em si mais não eram que os sinais financeiros e económicos com que as famílias nobres ostentavam as suas riquezas. Tiradas aos rendimentos da Igreja, com autorização papal dada a D.Manuel I em 1496, são forma de pagamento de serviços prestados ao Reino, sem que o Tesouro e a Fazenda tivessem com isso quaisquer encargos. Toda a região de Freamunde a Penamaior, Frazão e Sanfins, foram Comendas da Ordem de Cristo. Passaram à Casa do Infantado e a réditos de outros nobres sejam eles, Barbosas, Ferreiras, Botelhos os Carvalhos.
Em todo o trabalho, a terra e a subordinação social eram o sistema. Como teia de relacionamento económico e social. Sistema que reserva a propriedade primordial da terra para o Rei e, através dele para os grandes senhorios dele dependentes. Por isso o sistema de exploração da terra em que se dissociam trabalho e propriedade. Quem trabalha não é proprietário e o proprietário não trabalha a terra. À Casa do Infantado pertencia  por inerência, as "jurisdições" e "Ouvidorias" dos povos. São séculos de estagnação e dependência que só terminaram em 1836 com a criação do conceljo de Paços de Ferreira.
Durante todos estes séculos, só Freamunde parece destacar-se pelo dinamismo criado à volta das suas feiras. Dinamismo que lhes traz a criação de algumas unidades fabris. Todas pequenas no seu início artesanal, mas com destaque para a tamancaria e respectivos acessórios, para a latoaria, a fiação e sobretudo o ferro forjado. Irradiando a partir dos centros feirantes, um comércio fixo a retalho, enche-se de tudo e atrai a Freamunde gente das freguesias vizinhas. Mercadorias trazidas de todo o lado pelos Almocreves, homens sérios que por aqui passavam carregados com tudo, a caminho de Azurara. Com eles, as notícias, as inovações e a ventilação de ideias, algumas delas bem aproveitadas pelas gentes de Freamunde.
Por volta de 1940, novos voos, desta vem em torno da indústria do mobiliário. Não que se não produzisse antes toda uma gama de móveis domésticos, simples bancos, mesas de cozinha e cadeiras. Mas porque se criou a Fábrica Grande, ali na Rua do Comércio, estruturou-se em moldes modernos o que Albino de Matos semeara desde os inícios do século. Excepcional pedagogo e inovador, começara por construir material escolar auxiliar para o ensino primário do país.
Com êxito excepcional, desde as carteiras, os quadros, as caixas métricas, colecções de sólidos e formas geométricas, aos contadores.
Em 1926 eram já duas as fábricas de material escolar a dar emprego em Freamunde e sobretudo a ensinarem a arte de bem trabalhar a madeira. A de Albino de Matos, Sucessores Lda. e a Pereiras Barros e Comp. Lda.. De ambas se fez uma só fábrica, "dotada com todos os maquinismos necessários e com instalações que comportassem 600 ou mais operários, a fim de desenvolver extraordinariamente a nossa indústria e, construindo grandes séries de carteiras e demais mobiliário, poder baretear de tal maneira o artigo da nossa indústria, que jamais alguém pudesse concorrer connosco não só em qualidade, como também em preço".
Por esse tempo o lema era: "Temos imitadores, mas não temos concorrentes". E não tinham mesmo, até pelo empenho dado à formação profissional do maior empregador da região. Autêntica fábrica-escola, por ela passaram os pioneiros da indústria do móvel do concelho e da região.
Em 1945, na Fábrica grande trabalhavam para cima de 500 operários, já bem especializados em todas as fases de produção. Este aspecto é relevante. Ali se trabalhava o vidro, os estofos, a colchoaria, a serralharia, a fundição, a pintura e o desenho de móveis.
Do mobiliário escolar, passou-se ao mobiliário doméstico, ao mobiliário hoteleiro, de escritório e hospitalar. De tudo se fez e bem, e tudo se aprendeu nesta fábrica.
Na década de sessenta, viu-se reduzida por um grande incêndio, um primeiro sobressalto a que a conjuntura económica posterior acrescentou outros mais e mais difíceis de transpôr. Mas não morreu e bem merecia um outro estatuto social e cultural, não só pelo seu património indesmentível, como principalmente pelo imenso espólio que guarda ainda, autêntica tentação para que nela e dela se volte a fazer escola-museu, integrada na região que bem precisa saber onde, como e porquê se tornou a Capital do Móvel.
Actualmente a freguesia cresceu e soube diversificar como poucas as suas iniciativas industriais, dos texteis, das confecções, à indústria metalomecânica, até aos produtos afins e acessórios dos tratamentos médicos e de uso hospitalar.
"VILA DE FREAMUNDE"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Freamunde e a Casa do Infantado ( VIII )

Sobressaltando tudo e todos a 28 de Julho foi dada ordem de prisão a Nuno de Mendonça 2º Conde de Vale de Reis, a Gonçalo Pires de Carvalho, seu filho, e provedor das obras reais, a D. António de Ataíde, 5º Conde de Castanheira, a Rui de Matos Noronha, 1º Conde de Armamar, a António de Mendonça, comissário da cruzada, a Frei Luís de Melo, religioso da Ordem de Santo Agostinho, eleito Bispo de Malaca, a Paulo de Carvalho, vereador da Câmara e a seu irmão Sebastião de Carvalho, desembargador, a Luís de Abreu de Freitas, escrivão da Câmara do Rei, a Jorge Fernandes de Elvas, a Diogo Rodrigues de Lisboa e seu filho Jorge Gomes Álamo, a Simão de Sousa Serrão e dois filhos seus, a Cristóvão Cogominho, guarda-mor da Torre do Tombo, e seu irmão Fernão Cogominho, bispo de anel de Braga, a Manuel Valente Vilasboas, escrivão da Távola de Setúbal e a António Correia, oficial maior da Secretaria de Estado no tempo de Miguel de Vasconcelos. No dia seguinte foram presos D. Agostinho Manuel e D. Francisco de Faria, Bispo de Martíria.
A participação do 7º Marquês de Vila Real na conjura foi, com efeito, pouco activa. Sabia do caso nos seus pormenores, é certo. Mas apoiava-o discretamente e não sem alguma ambiguidade. Não se lhe denunciaram conversas senão com o Arcebispo de Braga, com o Baeça e o Franca. Se nos seus testemunhos o dava perentoriamente como aliado, outros desmentiram essas afirmações tão taxativas. Luís Pereira de Barcos confessou até que a certa altura na facção o «tinham por traidor porque souberam que aconselhara a Sua Majestade não mandasse sair deste porto a Armada!». Por seu turno, o Franca disse que o Marquês considerava as propostas de Baeça «uma doideira» e que queria dele era dinheiro para acabar de consertar a quinta de Alvalade, e nada mais, afirmou o mesmo do Duque de Caminha que era filho do Marquês, pois também ele enxotara o Baeça. Contudo, o nome do Marquês e o do filho surgiram sempre nos demais interrogatórios. Pelo contexto percebe-se, porém, que essa nomeação sistemática tinha origem, no Arcebispo e que fora por ele usada instrumentalmente com um determinante factor de persuasão e da credibilidade do golpe. Foi, no entanto, a alegada participação do Marquês que provocou suspeitas sobre Luís de Abreu Freitas, um seu criado, que servia no momento uma escrivaninha na Câmara do Rei e conduzira ao seu encarceramento em 28 de Julho. (Continua).
João Correia - Jornal Gazeta de Paços deFerreira

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Festa do Festeiro

Uma noite que se destina a todos os que já deram o seu contributo, na realização das nossas majestosas Festas Sebastianas. Uma festa de festeiros para todos os ex-festeiros.
Dia 25 de Janeiro, pavilhão das Sebastianas.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O venerável capão

É UMA DAS GLÓRIAS DE OUTRORA.
E agora está de volta à nossa cozinha, com todo o sabor. Já vai sendo altura de lhe dar o devido lugar de destaque.
Tudo aponta para que a saga do capão tenha começado com a descoberta de que, privado dos argumentos masculinos, o galo não cantaria. Silêncio portanto na capoeira, para sossego dos centuriões romanos que terão, reza a lenda, inaugurado a criação de capões. Um bónus: o animal bem alimentado compensa o seu dono com carne macia e gorda, amiga da assadura.
Afinal, estávamos a mais de mila anos da chegada do primeiro peru ao velho continente - esse bicho medonho que crescia incomensuravalmente, a ponto de entrar nas honras da mesa da ceia dos norte-americanos, que o batizaram de turkey. Os mercadores turcos fizeram-no subir do México para as terras dos pioneiros e tinha carne para uma família numerosa. Os franceses foram um pouco mais requintados, chamando-lhe dinde, ou poularde des Indes; « a galinha das Índias Ocidentais». Nós não fomos em modas e chamámos-lhe peru, porque tudo o que vinha da América do Sul era marcado como vindo do Peru.
O capão perdeu, por isso, atenção. Mas agora renasce com honras de Indicação Geográfica Protegida (IGP), através da freguesia de Freamunde, com receita única e tema de feira - em Dezembro, na festa de Santa Luzia. E com a inevitável comparação: se de um peru primorosamente assado não arrancamos mais do um « não está seco», do capão extraímos sabores copiosos e uma textura deliciosa. Ainda falta uma certa tramitação legal para que possamos comprá-lo nos supermercados, embalado e pronto a comer. Mas já faltoumais...
"GOURMET - Por Fernando Melo. Revista Notícias Magazine - dia 13 de Janeiro de 2013"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Coisas Minhas

QUERIDOS E SAUDOSOS AMIGOS
Há dias, tive um encontro singular. Foi um encontro preparado, muito agradável e que me encheu de alegria. Ao mesmo tempo veio colmatar um vazio que, há 44 anos, me confrangia e me alimentava um dos mais dolorosos sentimentos que um ser humano pode experimentar: a saudade!
Nunca nestas "Coisas Minhas" eu tratei um assunto que melhor expressasse o significado do título destas lucubrações hebdomadárias: "Coisas Minhas". Por outro lado, também nunca abordei assunto de maior desinteresse para os meus habituais leitores. Sim, porque estas "coisas" são mesmo minhas e os que, nestas colunas, procuram encontrar motivos de algum interesse próprio, vão sair daqui defraudados e desiludidos.
Foi o caso que alguns dos meus velhos colegas de curso do Instituto Industrial do Porto - curso de que o súbito falecimento de meu pai me obrigou a desistir no último ano - decidiram fazer um encontro a que aderiram cerca de duas dúzias de indivíduos e "indivíduas" (o curso era misto) que, na sua maior parte, não se viam há 44 anos!
A reunião teve lugar num restaurante da costa marítima a sul do Rio Douro, pois dela constava um almoço de confraternização, uma vez que todos nós, como bons portugueses que somos, só sabemos confraternizar ou comemorar qualquer coisa sentados a uma mesa, com um prato de comida, um copo e uma garrafa cheia à nossa frente...Não há motivo de alegria - ou mesmo de tristeza...- que não exiga o simultâneo acto de mastigar e, sobretudo, o de beber...Longe de nós alterarmos, sem mais nem menos, os ancestrais hábitos lusitanos e, assim, lá escolhemos e descobrimos o local onde a tradição pudesse ser mantida...e de que modo...
Quarenta e quatro anos longe da vista, uma tão longa ausência que, de repente, se interrompe, traz-nos, a par de uma alegria imensa, um sentimento de frustração e de auto-interrogação que nos assusta: Olha fulano, como está velho, cheio de rugas! E cicrano? Que lhe terá acontecido à bela cabeleira que possuía para hoje se apresentar tão sem cabelo?...E aquela? Lembras-te dela? Aquela cuja elegância e beleza atraía facilmente a atenção de toda a "malta" a ponto de ter sido cognominada de "Mulher Fatal"! Que é feito do seu "charme", do seu porte, daqueles adoráveis contornos físicos que possuía?...Ainda se nota, é certo, que deve ter sido uma bela mulher: hoje de cabelo todo branco, continua adorável, mas uma adorável avó...! Ih!, meu Deus! Como aquele engordou!...E só me dou conta do imenso disparate desta minha observação quando, atrás de mim, ouço uma voz amiga que festivamente me berra: "Olha o Delgado! Venha de lá esse abraço!..."
O Delgado era eu. Este Delgado que, de repente, me soa aos ouvidos como um adjectivo provocador, quase ofensivo perante o volume físico que hoje apresento - louvado seja Deus! - era o sobrenome que os meus colegas de então tinham escolhido para me chamarem no chorrilho de sobrenomes com que os meus pais e padrinhos tinham decidido enriquecer o meu nome, para desespero dos notários e de quantos têm de registar a minha identificação...
- Mas tu és mesmo o Delgado, pá? Se o és, vou passar a chamar-te antes "Paradoxo"! - dizia aquela minha antiga colega muito divertida com a gracinha que tinha dito.
- Eu quem sou, ora diz lá! - continuou.
- Ora! Tu és a Deolinda! - arriaquei eu sem grande convicção.
- Ó seu esquecido! A Deolinda sou eu! - exclamou outra senhora de cabelos brancos que nos escutou.
- Essa é a minha Odete! A que tinha o pi ao cubo!
- O pi ao cubo? - interroguei intrigado.
- Sim! A Odete Pitrez Ferreira. Bem se vê que nunca foste grande coisa a matemática...
Meus queridos amigos, que a vida dispersou sem compaixão...E que hoje, quarenta e quatros anos passados, ali se reuniam cheios de alegria: o Abreu, a Isilda, o Cabral, o Sá, a Alzira (de aqui bem perto, da Casa da Deveza, em Codeços, filha do Prof. Albano Coelho e a quem eu então chamava de "minha mulher"), o Artur, a Loreto, a Odete, a Deolinda, o Magalhães, a Portocarrero (-De ti sempre me lembrei, quando em Freamunde ia ao futebol...é que o Campo do Carvalhal pertenceu à tua família!...), o Baptista...e tantos, tantos que a vida afastou e...que felicidade ter-vos voltado a encontrar! Que pena saber que outros não puderam vir, ausentes em terras longínquas, Brasil, Canadá, Austrália..., ou mais longe ainda: Lá, onde só chega a recordação e de onde ninguém regressa...Que pressa foi a tua minha querida Ermelinda? Que acaso te apressou, meu bom Nogueira? Havemos de nos encontrar, oh, havermos sim!...E acabará para sempre esta saudade imensa que de vós tenho...Até porque a saudade é luxo, prazer e amargura dos que ficam: onde vós estais, só há serenidade!...
E vós, queridos leitores, perdoai-me hoje estas "coisas minhas"...que até me envergonho de as ter querido tornar vossas...
Fernando Santos - Coisas Minhas