VIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde em 8 restaurantes do Concelho
A VIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, que vai decorrer entre os próximos dias 30 de Novembro a 13 de Dezembro, apresenta este ano algumas novidades, nomeadamente a apresentação do Embaixador Honorário do Capão à Freamunde e dos Embaixadores nomeados para 2013 nas categorias de Empresário, Chefe, Jornalista, Confraria e Professor, que serão distinguidos com um diploma.
A VIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, que vai decorrer entre os próximos dias 30 de Novembro a 13 de Dezembro, apresenta este ano algumas novidades, nomeadamente a apresentação do Embaixador Honorário do Capão à Freamunde e dos Embaixadores nomeados para 2013 nas categorias de Empresário, Chefe, Jornalista, Confraria e Professor, que serão distinguidos com um diploma.
Neste período, oito restaurantes do concelho terão disponível no seu
menu, o prato de Capão à Freamunde, desafio lançado pela Autarquia e
Junta de Freguesia de Freamunde aos restaurantes nos últimos 8 anos,
juntamente com a Associação de Jovens Ao Futuro (AJAF) e a Associação de
Criadores de Capão de Freamunde.
É mais um momento alto para a
promoção deste prato que encanta apreciadores, inspirou escritores e
cujo produto se encontra em processo de Indicação Geográfica Protegida
(IGP).
Pelo terceiro ano, em parceria com a Rota do Românico, será
lançado um programa turístico “Uma tradição de sentidos e sabores …
Capão à Freamunde”, conjugando assim o património histórico e o
património gastronómico.
A Semana Gastronómica do Capão à Freamunde abre no dia 30 de Novembro e termina a 13 de Dezembro em 8 Restaurantes do concelho.
Um dos pontos altos desta edição da Semana Gastronómica acontecerá no
dia 12 de Dezembro, com o XXII Concurso Gastronómico “Capão à Freamunde”
2013, que consiste num Jantar de Capão à Freamunde na Quinta do
Pinheiro- Freamunde, durante o qual é atribuído o prémio ao restaurante
que melhor confeciona o Capão.
Neste evento, os restaurantes
aderentes levam o seu capão a concurso, onde o prato é apreciado e
avaliado por um júri, sendo posteriormente comunicado o vencedor no
Jantar e entregues os respetivos prémios. O Jantar de Capão à Freamunde
contará com a participação de individualidades das diversas áreas, que
têm oportunidade de apreciar tão prezada iguaria.
É mais um momento
alto para a promoção deste produto e deste prato que encanta
apreciadores e cujo produto já certificado como IGP, Indicação
Geográfica Protegida.
Excelente assado, com ou sem recheio,
coleciona apreciadores de prestígio. Camilo Castelo Branco,
aconselhava-o ligeiramente flambado com aguardente velha e conduzido à
mesa com
a pele estaladiça. A iguaria mereceu, no entanto,
referência em obras de Gil Vicente, Eça de Queirós e D. Francisco Manuel
de Melo.
O jantar de “Capão à Freamude” realizar-se-á na Quinta do
Pinheiro a 12 de Dezembro pelas 20h00 e o valor de cada bilhete será de
20 euros e encontram-se à venda na Junta de Freguesia de Freamunde.
O
dia 13 de Dezembro é, por excelência, o dia da compra e venda do Capão
vivo – Feira dos Capões /Feira de Santa Luzia, onde milhares de pessoas
deslocam-se a Freamunde, que decorre no centro da cidade. Também no
mesmo terreiro da feira realiza-se, pelas 12h00, o Concurso de Melhor
Capão Vivo, onde os criadores presentes na feira apresentam os seus
melhores capões a Concurso.
De salientar a importância dos parceiros
envolvidos: a AJAF, a primeira grande impulsionadora do Concurso
Gastronómico, a Associação de Criadores de Capão, Confraria do Capão, a
Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, da Rota do
Românico, da Associação Empresarial de Paços de Ferreira, ADER-SOUSA,
Instituto Politécnico do Porto, Quinta do Pinheiro e INFUSA, que têm por
função a promoção e divulgação do Capão à Freamunde.
Historial do Capão
A origem do capão remonta aos tempos romanos diz-se que na Roma antiga,
o cônsul Caio Cânio, restringido nas suas horas de sono, pelo alvorecer
sonoro dos galos, teria conseguido fazer aprovar uma lei no senado que
proibia a existência dos galináceos, no perímetro urbano da cidade.
Privados do prazer da sua carne, os súbditos logo inventariam uma forma
engenhosa de contornar a disposição legal – capando os galos. Surgia
assim o capão, o sápido eunuco que, na sua nobreza e requinte, se tornou
comparável ao faisão, à perdiz e à galinhola.
Diz-se que
desvirilizados, eles pararam de cantar, para consolar a perda da função,
começaram a alimentar-se compulsivamente e a engordar bastante. Ao
serem abatidos, mostraram-se iguarias sublimes. Os romanos descobriram
que quanto mais cedo fosse realizada a castração, melhor seria o sabor
da carne.
E, pelos caminhos de Roma, chegaria até nós este costume e
este processo que enriquecia a gastronomia e a alimentação da região,
acrescentando-lhe nova e delicada iguaria.
Vários autores se
referiram ao capão como “Manjar dos Reis” em suas obras, mereceu atenção
de Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Camilo Castelo Branco e
Eça de Queirós.
A par de uma riqueza nutritiva e um sabor delicado, as suas origens fazem parte do património lendário da região.
Feira dos Capões/ Feira de Santa luzia
Instituída por provisão régia d' El-Rei D. João V, a 3 de Outubro de
1719, "rezestada na chancellaria Mor da Corte e Reino no livro de
offícios a mercês a folhas quarenta e oito; em Lisboa occidental dois de
Novembro de mil setecentos e dezanove(...)”.
Alguns historiadores
referem que a "Feira dos Capões” já se realizava no séc. XV. Ainda nos
dias de hoje em Freamunde, a “Feira dos Capões” realiza-se a 13 de
Dezembro, e coincide com a data em que a liturgia católica venera Santa
Luzia, a protetora da visão. Os alegados motivos de atração de milhares
de Forasteiros à Cidade de Freamunde, é o da compra dos capões aliando
também a fé religiosa, venera-se na capelinha de Santo António, situada
no mesmo terreiro da feira.
Para os boémios, manda a tradição que
seja os primeiros fregueses da afamada “Barraquinha das Festas
Sebastianas”, onde servem rojões, fêveras …. regadas com o novo verde
tinto da região que é de praxe.
A Feira conta com a eleição do
melhor “Capão Vivo” no sentido de dar a conhecer a especificidade deste
produto que, se não for bem castrado, não ganha determinadas
características, sendo nesse caso chamado “Rinchão”.
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