quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

12 meses, 12 fotografias

JANEIRO
Com o ano de 2016 aí à porta (mais um ano que passa!), e em jeito de balanço, deixo-vos algumas das dezenas de fotografias que passaram aqui pelo blogue neste ano de 2015, uma por cada mês do ano. São 12 meses, em 12 fotografias...
Este é o ultimo "post" de 2015...2016 é já a seguir...
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMEBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Poesia de Freamundenses

AS PALAVRAS

As palavras são a força,
Na palma da minha mão.
O papel é meu oriente
Força da minha razão.

Poema em prosa ou em verso,
Escape do dia a dia,
Verso reverso do sonho
Realidade ou fantasia.

Palavra, arma de um povo
Rota, gasta e denegrida,
Suor de fome e de miséria
Do pobre palco da vida.

JACINTO SOUSA - "FREAMUNDE E O SENTIMENTO POPULAR" - 1987

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Esta é mesmo verdadeira

UMA TEIMA INDEVIDA
Maria Matos, a grande cómica do nosso teatro, (no entendimento do grande público, que sempre a preferiu nesse género de espectáculo, quando ela era uma das nossas maiores do teatro sério de todos os tempos), tinha uma grande amizade por um cãozinho que possuia, todo pretinho e tão peludo, que só se sabia de que lado lhe ficava a cabeça pelo local, onde a trela se esticava quando ele estava no chão e puxava  decidida e constantemente.
Certa tarde, passava ela com o seu enigmático "lulu" na Rua de Santa Catarina, no Porto, em direcção ao Grande Hotel do Porto, quando um de dois atrevidos que a seguiam à espera de poderem meter conversa, ao vê-la entrar no hotel com o cãozinho pela trela, disse para o outro em voz alta de modo a poder fazer-se ouvir pela actriz:
- Estás a ver, pá! Eu não te disse que era um cão?
Estavas tu a teimar que era uma escova...!
FERNANDO SANTOS - "ESTA É MESMO VERDADEIRA" - JULHO DE 2001
Maria Matos em Sóror Inês das "Rosas de Todo o Ano" de Júlio Dantas, escrito para o seu exame no Conservatório

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Feira de Santa Luzia ou dos Capões

LUÍS PINTO - 1º PRÉMIO MELHOR CAPÃO VIVO
Os serviços de meteorologia avisavam: vai chover no dia de Santa Luzia. Iria confirmar-se o adágio, pois o tempo portou-se bem na festa da Srª da Conceição? Não. São Pedro foi amigo e apenas abriu as torneiras já sol posto e com os tendeiros de regresso a casa.
Só a crendice poderia afastar os milhares de forasteiros deste colorido cartaz regional, este ano estendido por dois dias. Mas alguém, há tempos, lembrou-se de sossegar os espíritos, "cantando": «Vá comprar o seu capão/Dia treze não se importe.../Não ceda à superstição/Treze, em Freamunde, é sorte».
As aves, estendidas em tenda apropriada junto ao Coreto, foram alvo de apreciação por parte do júri entendido que, segundo regras específicas, avaliou o melhor capão vivo no concurso promovido por várias parcerias.
Com a crise que por aí grassa, os feirantes eram aos montes. É certo e sabido que já nada é como dantes: na rua do "Américo" já não se veem os cobertores da Serra da Estrela; nos capotes e nas samarras do "Cardoso da Saudade" - ainda resiste - poucos lhes pegam (a malta jovem está virada para os "shoppings", onde encontram artigo leve, de "marca", pouco se importando com os rigores do Inverno); tamancos, quem os quer?
ARMANDO GONÇALVES - 2º PRÉMIO MELHOR CAPÃO VIVO
Trameleiros, estavam os "contrabandistas". De microfone em riste, falavam pelos cotovelos apregoando a mercadoria: «Pegue lá!...Pegue lá!...Por apenas cinco euros leva quatro almofadas ortopédicas, duas dúzias de pares de meias e ainda estes dois lindos guarda-chuvas». Não faltou quem fosse levado na "onda"!
De bolsos a abarrotar ficaram os tendeiros de "comes e bebes", Comissão das Sebastianas 2016 incluída. O vinho era de estalo e para uns rojões, iscas ou frango assado há sempre uns trocos. Às castanhas é que poucos lhe chegavam. As "quentes e boas" custavam os olhos da cara e o negócio foi fracote.
Na capela de Santo António, onde, na manhã do dia 13, se celebraram duas missas solenes, ninguém podia entrar, sempre "à pinha" de fiéis, cumpridores da promessa, satisfazendo "graças" perante a milagrosa imagem de Santa Luzia, advogada da vista. «Queres ver o dia?/Pede a Santa Luzia».
No festival equestre, realizado nos terrenos adjacentes à piscina municipal, o numeroso público vibrou de entusiasmo com as habilidades dos conjuntos. Não faltou quem notasse a falta do "Dragão", esse dócil e fiel amigo do cavaleiro freamundense, Abílio Ribeiro Gomes. "Dragão", célebre cavalo branco, que durante anos a fio deliciou, com os seus movimentos de verdadeiro "artista", a imensidão de aficionados que possuía. O "Dragão" havia "tombado", há poucos dias, de morte natural.
Pronto, já sabe: Capão, já com processo de certificação, é em Freamunde. Só.
Uma certeza aqui fica: com chuva ou com sol a tradição é para manter.
MARGARIDA MOTA - 3º PRÉMIO MELHOR CAPÃO VIVO
 JOAQUIM PINTO - "JORNAL GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA"
FOTOS : FACEBOOK

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Gente da Nossa Terra

ANTÓNIO CAMPOS

Este Campos, professor,
foi jogador, marinheiro,
é filho dum marceneiro
e p'la terra um sofredor.

Eu sei que ele é muito novo
pra figurar neste livro,
mas passou limpo no crivo
e é semente deste povo.

Não há gente de primeira
nem de segunda pra mim.
Todos sabem muito bem

que o Campos é parte inteira
das flores deste jardim
e seu perfume também.