segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Uma imagem...do Marão

Acho que pela primeira vez em quase 9 anos, vou "fugir" um pouco à regra desde o início deste blogue, e vou ultrapassar as "fronteiras" freamundenses, para publicar uma fotografia da Serra do Marão. O passado fim-de-semana, frio quanto baste, foi propício à queda de neve. E o nosso "vizinho" Marão, ficou coberto por um manto branco. Um manto branco a realçar a sua imponência...
Desde a Rua do Coração de Jesus, do Lugar de Santa Cruz, fica este registo fotográfico do imponente Marão, coroado de branco...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Estacionamento proibido

Um sinal de estacionamento proibido na Rua Leopoldo Saraiva, camuflado pelas plantas que crescem à volta dele...As regras de trânsito são para cumprir...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Sebastianas (conclusão)

Mas...há transformações que exigem reflexão. O cariz popular que tende a esvair-se, não está de acordo com a tradição. O folclore quase já se foi. Apenas o "vemos" no Cortejo, a cantar "Oh Freamunde / Oh Festas Sebastianas / Para quem vos vê / Vós sois um espelho..." As "Sebastianas" têm outra cara, quase direccionadas para a juventude que garante multidões. Os concertos de palco, as pistas de dança...Isso sim. Isso é que traz gente a Freamunde. Para o povo "antiquado" serve-se a missa solene, a procissão e as "pranchadas" das Filarmónicas.
Na evolução irreversível dos tempos, mudaram alguns hábitos: a cerveja e a caipirinha sucederam à laranjada e à "pinga"; as bifanas, o pão com chouriço e o porco no espeto condenaram à extinção o caldo verde e a sardinha assada. Restam as farturas, as pipocas, o algodão doce...Laivos de nostalgia. Gastronomia regional? Nada como dantes! Tinha-se de certas casas, as saudosas tasquinhas, de salas exíguas, sem grandes beneficiações mas agradáveis, de ambiente acolhedor e atendimento cortês (das Elvirinhas, do "28", do Ilídio "Jota", do Américo, do Abílio "da Leocádia", do Viana, d'Arminda, do Ramiro...), uma óptima ideia, que nos ficou de estimáveis repastos durante anos - as célebres rojoadas, as tripas à moda do Porto, cabrito assado no forno a lenha...Depois lá vinha, da barraca em frente ao Cruzeiro, um saco de deliciosas farturas da Família Oliveira.
A lista de vinhos era a pipa de verde tinto que tingia os beiços.
Que bom continuarmos, mesmo aceitando e entendendo as "modernices", na "estrada" que sempre trilhamos. A estrada da tradição. Sempre viva...Não a queiramos morta. É certo, pois, que o "profano", na sua cultura popular, não terá certamente entraves. Prosseguirá sempre com pujança. É o que se tem visto!..E, já agora, o "sagrado", como forma religiosa, até onde irá? Será que ainda se festeja o Mártir por devoção?

MARCHA DAS SEBASTIANAS

Oh! Freamunde
Oh! Festas Sebastianas
Para quem vos vê
Vós sois um espelho
Oh! Lindas Festas
Que criaste a fama
Vós sois as melhores
Festas do concelho.

Oh! Vila de Freamunde
És formosa noite e dia
Tens o São Sebastião
As feiras de Santo António
E a de Santa Luzia

Oh! Vila de Freamunde
Como tu não há igual
Tens as tuas distinções
Como a Feira dos Capões
Não há outra em Portugal.

Oh! Vila de Freamunde
Terra de rara beleza
Tens mobílias escolares
Que fabricas aos milhares
Mostras que és Portuguesa

Tu tens bombeiros
Música e Grupo de Futebol
Pareces uma cidade
E sempre que tu precisas
Cá terás a Mocidade.

JOAQUIM PINTO - "SEBASTIANAS" - JULHO DE 2013 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Um anoitecer

  Num domingo de Inverno, incoberto, frio , o rei-sol despediu-se assim de Freamunde... 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Esta é mesmo verdadeira

NERVOS A MAIS...
Numa colectividade de amadores teatrais que, há muitos anos existia na Rua de Santo Ildefonso, no Porto, junto ao Largo do Padrão, homenageava-se o principal actor do grupo, pelo que, depois da representação da peça "As Duas Causas", havia um acto de variedades, com todos os actores-amadores da casa e alguns grupos congéneres que à homenagem se quiseram associar. Entre estes havia um rapaz, que se dispunha a recitar "O Melro", de Guerra Junqueiro. Este "distinto" declamador, porém, tinha um defeito físico num braço, defeito bem evidente, mas no qual se lhe não podia "tocar", sob pena de ser logo por ele insultado e desfeiteado, pois era de condição imensamente nervosa.
A sala de representações era pequeníssima, muito apertada, com um palco minúsculo e, de primeira fila, quase se podia lamber as biqueiras dos sapatos dos actores em cena.
O nosso homem entra para a declamação poética, muito enfatuado e cheio de prosápia, quando houve um assistente de primeira fila, que lhe notara o defeito, dizer para o seu parceiro do lado:
-"O gajo é manquinho...!"
Enervado e de cabeça perdida, atira em voz baixa, ao seu desfeiteador:
-"Manquinho, um melro, ouviu?!..."
Mas breve se recompõe, se empertiga, enfrenta o respeitável público e anuncia, de cabeça poeticamente erguida e com a maior ênfase:
-"Uma merda!," de Guerra Junqueiro..." 
FERNANDO SANTOS - "ESTA É MESMO VERDADEIRA"- JULHO DE 2001

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Poesia de Freamundenses

RECORDANDO

Ao longo destes muitos anos...
Eu recordo com ternura e com saudade
Todos os amigos que a morte (me) levou
E na mística dos meus desenganos
Eu choro, não sei se por piedade,
Tudo aquilo que era bom e acabou.
Não!...Não concordo que a vida seja assim
Que nos morram os pais, os irmãos e os amigos
E mais aqueles que nos são muito prezados...
Seria muito mais belo quanto a mim
Que sem querelas, sem ódios e sem perigos
Todos vivessem, dando amor e sendo amados...

NÉLSON LOPES - "FREAMUNDE E O SENTIMENTO POPULAR" - 1987